O deputado estadual Dr. Bruno Resende, presidente da Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento Econômico do Sul Capixaba, destacou o momento favorável vivido pela região durante a solenidade de posse da nova diretoria do MESSES – Movimento Empresarial Sul Espírito Santo. Em sua fala, o parlamentar afirmou que sua atuação vai além dos cargos que ocupa. “Estou aqui não apenas como médico ou deputado estadual, mas como alguém que trabalha todos os dias, sem receio de dificuldades, para somar forças e prospectar um futuro melhor para Cachoeiro de Itapemirim e para todo o Sul do Estado”, afirmou. Dr. Bruno elencou investimentos considerados estratégicos para o desenvolvimento regional, como a duplicação da BR-101, já concluída; a retomada das atividades da Samarco, que opera atualmente com cerca de 60% da capacidade produtiva e tem previsão de atingir 100% até 2028; a implantação do Porto Central, em Presidente Kennedy, já em fase de construção e com profundidade projetada de 25 metros; e o projeto da ferrovia litorânea, que deverá ligar a Grande Vitória a Anchieta e, posteriormente, ao Rio de Janeiro, passando por todo o Litoral Sul. Segundo o parlamentar, a ferrovia depende de leilão do governo federal, que, de acordo com informações do Ministério dos Transportes, deve ser lançado no primeiro semestre do próximo ano. Nova diretoria A nova diretoria do MESSES será presidida pelo empresário Douglas Passamani Cola, tendo Ed Martins André como vice-presidente institucional e Antônio Carlos de Freitas Júnior como vice-presidente operacional. Durante o evento de posse, também foi firmado um convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, garantindo recursos para a implantação da Cidade Industrial de Pacotuba, projeto apontado como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico do município. Sobre o MESSES Criado em 6 de novembro de 2007, o Movimento Empresarial Sul Espírito Santo reúne lideranças empresariais comprometidas com o desenvolvimento sustentável da região Sul do Estado. A entidade atua de forma articulada com diversas organizações capixabas e integra a rede empresarial da ONG ES em Ação. Ao longo de sua trajetória, o MESSES vem se consolidando como um espaço de diálogo e mobilização, contribuindo para o avanço de políticas públicas e iniciativas estratégicas voltadas ao fortalecimento econômico e social do Sul Capixaba. Foto: Talles Thompson
Kurumá promove ação natalina com visita do Papai Noel em concessionária de Vitória
Para celebrar o clima de Natal ao lado de clientes e familiares, a Kurumá Juiz de Vitória, concessionária Toyota que integra a Divisão Comércio do Grupo Águia Branca, realiza no próximo 13 de dezembro uma ação especial com a visita do Papai Noel. A programação acontece das 10h às 13h, na loja, e promete uma experiência acolhedora, com distribuição de brindes e momentos de confraternização. A iniciativa tem como proposta reforçar o relacionamento de proximidade e confiança entre a concessionária e seu público, criando um ambiente pensado especialmente para a data. A ação é voltada para toda a família, com atenção especial às crianças, que poderão vivenciar a magia natalina em um espaço preparado para a celebração. Segundo o gerente da unidade, André Nunes, o objetivo vai além da apresentação de produtos e condições comerciais. “Mais do que vender carros, queremos construir relações duradouras e proporcionar experiências que marcam. O Natal é uma oportunidade especial para estarmos ainda mais próximos das pessoas que fazem parte da nossa história”, destaca. Além da programação festiva, os clientes que visitarem a concessionária poderão conferir oportunidades especiais de fim de ano e conhecer o destaque da Toyota para 2026, reunindo celebração e novidades do mercado automotivo em um único momento. Kurumá, Osaka e Kyoto As concessionárias Kurumá, Osaka e Kyoto são representantes oficiais da Toyota e referências em qualidade e atendimento no mercado automotivo. Integrantes do Grupo Águia Branca, oferecem uma linha completa de veículos novos, além de serviços especializados de pós-venda, peças, acessórios, financiamento, seguro e estética veicular. Com foco em excelência, transparência e soluções personalizadas, as marcas se consolidam pelo atendimento diferenciado e pela confiança construída junto aos clientes.
Últimos dias para visitar a exposição “Línguas africanas que fazem o Brasil”, no Palácio Anchieta
O público tem até o dia 14 de dezembro para visitar a exposição “Línguas africanas que fazem o Brasil”, em cartaz no Palácio Anchieta, em Vitória, com entrada gratuita. Apresentada pelo Museu Vale, em parceria com o Museu da Língua Portuguesa, a mostra propõe uma reflexão sobre a influência africana na formação da cultura brasileira, reunindo instalações interativas, esculturas, pinturas, filmes e registros históricos. Com curadoria do músico e filósofo Tiganá Santana, a itinerância reúne obras de artistas capixabas como Castiel Vitorino Brasileiro, Natan Dias e Jaíne Muniz, além de trabalhos que dialogam com a herança africana presente na língua, na música, na arquitetura e nas tradições populares. Entre os destaques estão estruturas ovais com palavras de origem africana, videoinstalações, obras de J. Cunha, Rebeca Carapiá e Aline Motta, além de elementos simbólicos como búzios e adinkras. Para a diretora do Museu Vale, Claudia Afonso, a exposição convida o visitante a reconhecer a história presente em palavras, gestos e sons do cotidiano. Segundo ela, trazer a mostra ao Espírito Santo permite evidenciar a força das raízes africanas que moldam a cultura brasileira e tornam visível uma herança que muitas vezes passa despercebida. A visitação ocorre de terça a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h. O espaço conta com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, Libras e acessibilidade motora. Escolas podem agendar visitas educativas pelos telefones (27) 3636-1031 e (27) 3636-1032 ou pelo e-mail educativo.mv@institutoculturalvale.org. A exposição é uma iniciativa do Instituto Cultural Vale e do Museu Vale, com concepção do Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo. Conta com patrocínio da Vale, apoio do Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Cultura, e realização do Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo à Cultura. Versão capixaba da exposição A mostra aborda a permanência das heranças da África Subsaariana na linguagem e na cultura brasileiras. Idiomas como iorubá, eve-fon e línguas do grupo bantu foram fundamentais para a formação do português brasileiro, influenciando palavras, entonações e modos de expressão ainda presentes no cotidiano. Um dos eixos da exposição é a apresentação de 15 palavras de origem africana, dispostas em estruturas ovais de madeira suspensas, como xingar, marimbondo, dendê, canjica, minhoca e caçula. Na edição realizada no Espírito Santo, o olhar se volta também para o território capixaba, com a participação de artistas locais e o diálogo com educadores, comunidades e paisagens do estado. A exposição conta ainda com a participação especial do artista Rick Rodrigues, responsável pelo bordado das palavras do glossário apresentado ao público. O espaço reúne obras marcantes, como o tecido do artista baiano J. Cunha, com a inscrição “Civilizações Bantu”, usado pelo bloco Ilê Aiyê no Carnaval de 1996, além de cerca de 20 mil búzios suspensos, símbolo de conexão entre o mundo físico e o espiritual na tradição afro-brasileira. Símbolos adinkras, utilizados como sistema de escrita pelo povo Ashanti, também estão espalhados pelas paredes, evidenciando uma herança presente tanto na África quanto em elementos da arquitetura brasileira. A mostra inclui ainda duas videoinstalações da artista Aline Motta, que exploram grafias centro-africanas, provérbios em línguas africanas e suas traduções para o português. Outros destaques são as esculturas da baiana Rebeca Carapiá, desenvolvidas a partir de metais e grafias de matriz afrocentrada, além da abordagem sobre a presença das línguas africanas em canções populares brasileiras, como Escravos de Jó e Abre a roda, tindolelê. A exposição também investiga linguagens não verbais, como os cabelos trançados, os turbantes, os tambores e os tecidos capulanas, conectando estética, história e identidade. Em uma sala interativa, o visitante é convidado a pronunciar palavras de origem africana e interagir com projeções audiovisuais. O percurso se completa com registros de manifestações culturais afro-brasileiras, entrevistas com pesquisadores, performances musicais e uma ambientação sonora com gravações históricas em línguas africanas, além de filmes sobre o Quilombo Cafundó e a língua cupópia. Serviço Exposição: Línguas africanas que fazem o Brasil Período: Até 14 de dezembro Horário: Terça a sexta, das 8h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h Local: Palácio Anchieta – Vitória Entrada: Gratuita Classificação: Livre
PCES pede apoio para identificar suspeita de vandalismo em igreja na Praia do Canto
Mulher danificou imagens sacras e outros objetos litúrgicos nesta quinta-feira (11). A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio do 3º Distrito Policial de Vitória, solicita o apoio da população para identificar uma mulher suspeita de vandalizar imagens sacras e outros objetos litúrgicos no interior de uma igreja localizada no bairro Praia do Canto, em Vitória. O fato ocorreu nesta quinta-feira (11). A PCES orienta que qualquer informação que possa contribuir para a identificação da suspeita seja repassada diretamente ao 3º Distrito Policial, pelo telefone (27) 3198-7995, ou de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181. O serviço também disponibiliza um site para o envio de imagens e vídeos relacionados a ações criminosas. O anonimato é garantido, e todas as informações recebidas são apuradas. Mais informações estão disponíveis no site oficial da Polícia Civil do Espírito Santo: https://pc.es.gov.br.
A luta contra o feminicídio no ES: Jacqueline Moraes convoca capixabas a encorajarem denúncias de violência
Primeira mulher a ocupar a vice-governadoria do Espírito Santo e, desde 2023, primeira Secretária de Estado das Mulheres, Jacqueline Moraes fala com a autoridade de quem sabe, por experiência própria, o quanto ainda é duro para uma mulher conquistar autonomia – econômica, social e emocional. Sua trajetória, que começa como camelô e chega ao Palácio Anchieta, dá força e legitimidade à sua missão atual: garantir que as políticas públicas atinjam as mulheres onde elas vivem, sobretudo nas periferias, no interior, nas áreas rurais. Em entrevista, ela explica que o programa Mulher Viva+ nasceu com um propósito estratégico: romper o isolamento das políticas para mulheres, articulando toda a estrutura do governo. Saúde, educação, assistência, cultura, esporte, empreendedorismo, tudo conectado. “A maior força do programa é o enfrentamento à violência”, reforça. O resultado foi a inclusão do tema como eixo estruturante do Estado Presente, garantindo que a agenda de proteção e equidade de gênero se tornasse parte da política pública permanente. Essa capilaridade se concretiza com o Fortalece Mulheres, que leva estrutura para os municípios organizarem seus próprios organismos de políticas para mulheres, mesmo onde não há secretaria formal. Treinamento de equipes, fóruns mensais, pactos estaduais e até kits com carro, notebook e data-show ajudam cidades pequenas a ter atuação real. “Se o município não tem secretaria, precisa ter ao menos um organismo intersetorial”, resume. O enfrentamento à violência – urgência que ela não suaviza – tem metas ousadas: feminicídio zero. Jacqueline reconhece o tamanho do desafio, mas também aposta na prevenção e na ampliação de denúncias. Dados recentes mostram: 36 feminicídios no ano anterior, apesar de 14 mil medidas protetivas emitidas. “A denúncia transforma vulnerabilidade em proteção”, afirma. E campanhas como Laço Branco e Não é Não reforçam que assédio e importunação sexual são crime, mobilizando homens como parte da solução. Ao lado da proteção, a secretaria trabalha autonomia. E autonomia, para Jacqueline, começa por renda própria. Com a Caravana Margaridas e parcerias com Sebrae e programas estaduais de crédito – que somam mais de R$ 250 milhões liberados, sem necessidade de avalista – mulheres de pequenos municípios e comunidades rurais recebem cursos, kits de trabalho e apoio para empreender. “Isso dá dignidade, independência”, diz. E autonomia também passa por poder político. Por isso, a secretaria investe na formação de lideranças femininas, com foco nas mulheres negras, indígenas, quilombolas e ciganas – aquelas que historicamente tiveram menos espaço nos centros decisórios. O planejamento até 2026 inclui fortalecer centros de referência em todas as regiões e garantir orçamento consistente – que já saltou de R$ 7 milhões para mais de R$ 30 milhões. Novos recursos da reparação por desastres ambientais devem apoiar mulheres afetadas por desemprego e perda de renda. Ao falar de legado, Jacqueline é objetiva: decisão política, governança e orçamento. Sem isso, diz, a pauta das mulheres não sai do discurso. Pela primeira vez, o Espírito Santo tem uma secretaria estruturada para que essa política não dependa do governo de plantão. Confira como foi a conversa do diretor de Conteúdo do News ES, Eduardo Caliman, com a secretaria, no último dia 5 de dezembro News ES: Secretária, gostaria de começar falando sobre o programa Mulher Viva+, um dos eixos da Secretaria. Qual o balanço que a senhora faz dos resultados mais recentes, especialmente em relação à articulação com outras secretarias e os municípios? JACQUELINE MORAES: A Secretaria tem pouco tempo – apenas três anos – é uma secretaria nova. Desenvolvemos um programa que, em primeiro lugar, tinha o objetivo de gerar intersetorialidade; ou seja, olhar as outras secretarias como potências para a execução de política pública para as mulheres. Criamos uma grande mesa de debate para coordenar essas ações. A política para mulheres é articulada e coordenada pela Secretaria das Mulheres, mas ela acontece na Saúde, na Educação, na Assistência, no Esporte, na Cultura e no Empreendedorismo. Esse é o olhar intersetorial. Para isso, criamos um programa e percebemos que a maior força de trabalho nossa é o enfrentamento à violência. Convidamos a Secretaria de Planejamento, que construiu junto com a gente um terceiro eixo do Estado Presente, que para mim foi o maior êxito do Mulher Viva+: fazer parte do eixo estrutural do programa, que já estava organizado em dois grandes eixos – proteção social e proteção policial – e passa a ter o terceiro eixo, Mulher Viva+. Nesse eixo conseguimos trabalhar promoção da equidade de gênero e enfrentamento à violência com ações coordenadas pela Secretaria com diversas secretarias. O Mulher Viva+ é um case de muito sucesso pela capacidade que o Espírito Santo tem de dialogar em todas as frentes. Como contrapartida para a sociedade, precisávamos avançar em outra frente: o Fortalece Mulheres, dentro do Mulher Viva+, que olha para os municípios. Quando começamos, só havia quatro organismos municipais de políticas para mulheres. Então criamos o projeto Fortalece Mulheres, com o Kit Mulher Viva+ – carro, data show e notebook – para incentivar prefeitos a estruturar esses organismos. Vemos o Mulher Viva Mais como um guarda-chuva com vários programas articulados da nossa pasta. Os municípios receberam bem. Muitos dizem: “Aqui não temos condição de ter uma secretaria”, e respondemos: “Mas dá para ter um organismo que faça política intersetorial no município”. Fazemos a formação desses gestores; temos o Fórum de Gestores e encontros mensais para pautar a agenda. Com isso, eles assinam o Pacto Estadual de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres – o Espírito Santo é signatário junto ao Governo Federal. Também assinamos o Plano Estadual de Políticas para as Mulheres e agora caminhamos para a construção de um fundo, que só é possível quando os municípios se organizam. E sobre alcançar mulheres que ainda não denunciaram agressões ou estão no início do ciclo de violência? Desde que assinamos o pacto, colocamos como meta feminicídio zero no Espírito Santo. Colocamos essa meta ousada e que pode parecer utopia porque acreditamos que é possível desconstruir a ideia de que a mulher é posse do homem. O resultado final do feminicídio quase sempre é o mesmo: ele não