Avenida Mestre Álvaro: Serra assume trecho da BR-101 e projeta transformação urbana da via Municipalização permitirá corredor de ônibus, mergulhões, ciclovias e pacote de melhorias em mobilidade e segurança A Serra avança para um novo patamar de infraestrutura e mobilidade urbana com a municipalização de um trecho estratégico da BR-101, que dará origem à futura Avenida Mestre Álvaro. O acordo que transfere a gestão da via para o município foi assinado na manhã desta sexta-feira (12), no auditório do Hotel Serra Grande, em Laranjeiras, com a presença do prefeito Weverson Meireles, do superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Romeu Scheibe, do vice-governador Ricardo Ferraço, além de outras autoridades. A nova avenida será requalificada com semáforos sincronizados, corredor exclusivo para ônibus, calçadas acessíveis, ciclovias, conceito de avenida inteligente, além de intervenções em drenagem e pavimentação. O projeto prevê investimentos superiores a R$ 500 milhões, com recursos próprios do município, parcerias com o Governo do Estado e captação externa. Ao todo, serão contemplados cerca de 32 quilômetros, entre os bairros Belvedere e Alphaville. “Estamos vivendo um dia histórico para a Serra, com uma das maiores entregas e também um dos maiores desafios da história do município. A Avenida Mestre Álvaro será uma grande mola propulsora do nosso desenvolvimento. É uma conquista que vai melhorar a qualidade de vida da população, com mais segurança no trânsito e mobilidade. Vamos avançar também na sinalização, com todos os semáforos sincronizados e uma grande avenida inteligente. Essa será uma das primeiras diferenças que a população vai sentir”, afirmou o prefeito Weverson Meireles. Entre as iniciativas em estudo está a implantação do projeto Avenida Inteligente ao longo do trecho urbano da via, com a instalação de controladores de tráfego para otimizar a sincronia dos semáforos, ampliar a fluidez e reforçar a segurança de motoristas e pedestres. O vice-governador Ricardo Ferraço destacou o caráter estratégico da intervenção e a importância da cooperação entre Estado e município. “Nós estamos juntos. Este é um projeto estratégico não só para a Serra, mas para o Espírito Santo. Tudo o que fazemos pela Serra é uma forma de devolver o que o município contribui para o desenvolvimento econômico e social do Estado. A Serra é o município com o maior Produto Interno Bruto e que gera as maiores riquezas”, ressaltou. Corredor de ônibus e intervenções estruturais O corredor exclusivo para ônibus está sendo desenvolvido em parceria com o Governo do Estado e deverá ligar Carapina a Laranjeiras, com impacto direto na redução do tempo de deslocamento. A previsão é de um investimento de R$ 150 milhões. A secretária de Obras da Serra, Izabela Roriz, explica que o projeto inclui obras de grande porte. “O projeto, que está em fase final de desenvolvimento pelo Governo do Estado, prevê também um túnel com dois mergulhões, em uma engenharia semelhante à da rotatória da Eldes Scherrer. Quem segue para Vitória ou chega da Capital vai passar por baixo, eliminando semáforos e resolvendo um gargalo histórico na saída da ArcelorMittal, na altura da avenida Brigadeiro Eduardo Gomes”, explicou. Segundo a secretária, o município está estruturado para assumir a gestão da via e enfrentar desafios antigos de forma gradativa. “A Avenida Mestre Álvaro é o coração da cidade. Com ela, vamos melhorar a conectividade entre os bairros e modernizar todo o parque semafórico. Já substituímos sete controladores integrados à nossa central, o que permitirá a sincronização dos sinais”, destacou. Mais intervenções A Prefeitura também estuda a restrição do tráfego de caminhões pesados na via. Antes da definição, o município dialoga com o setor empresarial para buscar soluções que conciliem mobilidade urbana e as necessidades do setor produtivo, como explica o prefeito. “Precisamos de um planejamento que aperfeiçoe o setor produtivo da Serra, mas que também melhore a qualidade de vida do trabalhador, encurtando o tempo no transporte público e ampliando o tempo de convivência com a família. Nosso olhar é para as pessoas. Além disso, teremos aqui a maior avenida comercial do Estado”, afirmou Weverson Meireles. Outra intervenção prevista envolve ajustes no Viaduto de Carapina, com correções no traçado para eliminar pontos de estrangulamento no trânsito. Entre as mudanças estão a correção de uma curva acentuada no acesso entre o Contorno do Mestre Álvaro e a BR-101, além da integração com a via marginal no sentido Vitória–Serra. O objetivo é transformar o trecho em uma avenida linear, sem estreitamentos. Segurança e fiscalização Para reforçar a segurança viária, o município vai implantar bases móveis de fiscalização, ampliar o número de viaturas e motocicletas do Departamento de Operações de Trânsito (DOT) e investir na melhoria da sinalização vertical e horizontal. A Serra também reforçou o efetivo de agentes de trânsito, com a convocação de 33 novos profissionais, publicada no Diário Oficial em 5 de dezembro. A expectativa é que eles comecem a atuar até o fim de janeiro. “Todas as ações têm como objetivo garantir uma transição segura e organizada, assegurando uma operação de qualidade na Avenida Mestre Álvaro, com avanços graduais na mobilidade e na segurança viária. Segurança se faz com inteligência e presença. Por isso, estamos reforçando o DOT com mais 33 agentes”, destacou a vice-prefeita e secretária de Defesa Social, Gracimeri Gaviorno. Iluminação e paisagismo A Secretaria de Serviços (Sese) será responsável por ações de limpeza urbana, como roçada, varrição, poda de árvores, recolhimento de entulhos e manutenção da drenagem, além de tapa-buracos, manejo de animais e conservação da iluminação pública. A nova Avenida Mestre Álvaro contará ainda com um projeto de paisagismo e modernização da iluminação em toda a sua extensão, contribuindo para um ambiente urbano mais sustentável, seguro e agradável, com tecnologia eficiente e economia de energia.
Entidade capixaba é reconhecida como melhor sindicato do país em engajamento e atuação
Em cerimônia realizada no dia 10, no Rio de Janeiro, o Sincades, representante do setor atacadista, foi um dos destaques do Prêmio Atena, com três reconhecimentos nacionais O Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades) conquistou projeção nacional ao ser premiado na mais recente edição do Prêmio Atena, promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade foi classificada como o melhor sindicato do Brasil em engajamento e atuação na categoria Top 10 Sindicatos de médio porte, além de receber outras duas premiações relacionadas à gestão e à participação em programas de formação profissional da UniCNC. A entrega dos troféus ocorreu na quarta-feira (10), no Teatro do Polo Educacional Sesc, na Barra Olímpica, no Rio de Janeiro, reunindo representantes de sindicatos e federações de todas as regiões do país. Os resultados haviam sido anunciados anteriormente, no dia 24 de novembro, durante reunião da UniCNC. Nos últimos anos, o Sincades tem adotado uma atuação marcada pelo fortalecimento da gestão, pela ampliação da capacidade técnica da equipe e pelo estímulo à inovação no setor atacadista e distribuidor capixaba. O investimento contínuo em formação e a atenção às demandas das empresas associadas contribuíram para a consolidação de um ambiente institucional estruturado, que agora recebe reconhecimento em nível nacional. Além do destaque em engajamento e atuação, a entidade recebeu o Prêmio Jornada Atena, com o 3º lugar nacional na categoria Planejamento Estratégico. No portal educacional da UniCNC, o Espírito Santo também se sobressaiu: entre milhares de participantes, seis dos dez melhores alunos do Brasil integram a equipe do Sincades — Cristiana Buback, Ivete Paganini, Jeane Porfírio, Nayane Nunes, Suzanne Ribeiro e Taygra Guedes. Para o presidente do Sincades, Idalberto Moro, os resultados refletem o compromisso da entidade com a qualificação permanente e a adoção de práticas modernas de gestão. “Esses prêmios refletem a capacidade do Sincades de mobilizar sua equipe e manter uma agenda permanente de desenvolvimento institucional, destacando o papel central que a entidade desempenha na modernização do setor. O investimento em pessoas, o planejamento e a inovação seguem produzindo resultados concretos. Essa premiação demonstra a maturidade atual da nossa gestão, com a implementação de práticas alinhadas às necessidades do setor”, afirmou. Sobre o Prêmio Atena Criado pela CNC, o Prêmio Atena reconhece, anualmente, sindicatos e federações que se destacam pelo desempenho institucional e pela adesão às ações de aprimoramento do Programa Atena. A iniciativa estimula a melhoria contínua da gestão, a participação em atividades de capacitação e o fortalecimento das estruturas representativas que integram o Sistema Comércio. O programa é voltado ao desenvolvimento das entidades, promovendo a qualificação técnica, a inovação organizacional e o alinhamento estratégico de líderes e equipes. O prêmio funciona como um indicador nacional do comprometimento das instituições com a evolução do setor e com o fortalecimento da representação empresarial.
Marcelo Santos | “Um Legislativo que se reinventou e passou a liderar a modernização do ES”
O Parlamento capixaba vive um período raro de estabilidade, eficácia e credibilidade. A Assembleia Legislativa do Espírito Santo se reposicionou nos últimos anos e deixou para trás um ciclo marcado por tensões políticas e baixa confiança pública. O que se vê hoje é uma instituição reorganizada, com clareza de propósito e capacidade de entregar resultados concretos à sociedade. Essa transformação não é fruto de acaso. Ela nasce de decisões estratégicas: investimento em inovação, fortalecimento da transparência, reconstrução do diálogo com a população, revisão de normas antigas e criação de políticas públicas que impactam diretamente a vida dos capixabas. A nova Assembleia não espera a demanda chegar. Ela antecipa problemas, propõe caminhos e atua como parceira do desenvolvimento estadual. A transparência, nesse processo, ocupou lugar central. Com sistemas digitais mais robustos e uma política de comunicação aberta, a Ales tornou-se um dos parlamentos mais acessíveis do país. Qualquer cidadão pode acompanhar votações, despesas, discursos e projetos com poucos cliques. Esse modelo de abertura transformou o modo como a sociedade se relaciona com o Legislativo, fortalecendo a confiança e permitindo uma fiscalização mais efetiva. Mas a mudança foi além da exposição dos dados. A Casa mergulhou em uma revisão profunda do seu arcabouço jurídico por meio do programa Revisa Ales, que eliminou mais de oito mil normas ultrapassadas. Menos burocracia significa mais segurança jurídica, especialmente para empreendedores, investidores e produtores rurais. Revisar leis é preparar o Estado para crescer com ambiente de negócios mais claro e previsível. Ao mesmo tempo, a Assembleia compreendeu que fortalecer a democracia também passa pela educação política das novas gerações. A Escola de Formação Política, que já preparou mais de 300 jovens, cumpre esse papel ao estimular senso crítico, responsabilidade pública e participação cidadã. Entre as iniciativas que simbolizam esse novo momento, destaca-se o Arranjos Produtivos que foi criado dentro da própria Assembleia e hoje referência nacional. Voltado ao fortalecimento da agricultura familiar, o projeto ultrapassou a marca de 2 milhões de mudas distribuídas, alcançou mais de 25 mil agricultores, impulsionou mais de 60 agroindústrias e chegou a 27 municípios em apenas dois anos. O reconhecimento veio com o Prêmio Assembleia Cidadã, da Unale, reforçando que políticas públicas bem desenhadas podem nascer do Legislativo e transformar realidades. O resultado desse conjunto de ações é uma Assembleia que se tornou um ator central na agenda de desenvolvimento do Espírito Santo. Uma Casa que coopera com os demais poderes sem abrir mão de sua autonomia, e que trabalha lado a lado com municípios, setor produtivo, entidades civis e lideranças comunitárias. Enquanto o Brasil enfrenta desafios de polarização, conflitos institucionais e estagnação decisória, o Espírito Santo evidencia que é possível praticar outra política. Uma política orientada pela técnica, pela responsabilidade fiscal, pelo diálogo e pelo compromisso com o interesse público. A Assembleia que o Espírito Santo reencontrou é moderna, estável, transparente e presente. É uma instituição que compreende seu papel na construção de um Estado mais preparado, mais justo e mais inovador. Um Parlamento que inspira confiança porque produz resultados e porque se conecta com a vida real das pessoas. E é justamente essa combinação: estabilidade institucional, visão de futuro e construção coletiva que tem permitido ao Espírito Santo avançar com segurança e esperança. *Marcelo Santos é presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales)
João Gualberto | “Redes sociais e bastidores da política”
Um grande partido nacional tem que conviver com muitas diferenças regionais e a acomodação das variadas correntes internas Em artigo publicado recentemente no Estadão focando na crise do PL em Santa Catarina, Sérgio Denicolli, notável analista das nossas redes sociais, usa os dados da AP Exata, empresa da qual é sócio, para mostrar com toda clareza o impacto da ausência de Jair Bolsonaro no comando da direita brasileira. A crise catarinense começou quando foi anunciada a pré-candidatura ao senado do vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro. A nova candidatura desloca toda uma série de alianças, evidenciando rivalidades e o vácuo de comando, agudizada pela crise recente de Michele Bolsonaro com os filhos do ex-presidente. A mídia já havia registrado o desejo da cúpula nacional do PL em transformar Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, em candidato ao Senado por um dentre os estados onde o sobrenome Bolsonaro conta muito, entre eles o Espírito Santo. Até onde pude entender, a cúpula capixaba do partido não aceitou a imposição, até porque, aqui, o Senador Magno Malta exerce a presidência e o comando do partido com mão de ferro, e quer fazer de uma de suas filhas a candidata do PL ao posto. Por alguma razão que desconheço, a direita catarinense, reunida no partido dos Bolsonaro, não pôde resistir ao ataque da direção nacional. Estava criada a desordem. Existe franca vantagem para a eleição de dois senadores de direita, segundo nos informa o artigo de Denicolli, mas o que poderia ter sido trunfo eleitoral transformou-se em palco de luta. Assim, a máquina da direita usada habitualmente para destruir carreiras e reputações e construir votos voltou-se para dentro. A metralhadora giratória não mirou o PT, as universidades, as vacinas – seus alvos tradicionais. Agora são os próprios aliados que tomam tiros à vontade e se desconstroem publicamente. Talvez a força da direita até agora tenha sido essa incapacidade de fazer política conciliatória, de construir acordos, de fazer concessões aos aliados. Isso os tornou diferentes da nossa política tradicional. Entretanto, essa força de mostrar-se de forma nova tem um teto eleitoral, que é justamente a dificuldade de construir bastidores, de fazer alianças, de tentar mostrar-se puro o tempo todo. Aqueles que operam no sistema político sabem que existe um atributo que torna um personagem longevo: a sua paciência para construir soluções de consenso e conviver com a diferença; ou para, como dizem os velhos caciques, engolir sapos. Essa dificuldade é histórica, tanto assim que os Bolsonaro foram incapazes de construir seu próprio partido. Até tentaram, mas não conseguiram o número suficiente de filiações. Jair Bolsonaro pula de partido em partido há décadas, elegeu-se presidente pelo PSL e depois foi para o até então minúsculo PL. Sob a batuta de Valdemar Costa Neto, hábil político tradicional, o partido cresceu e é hoje uma máquina eleitoral respeitável. Entretanto, um grande partido nacional tem que conviver com muitas diferenças regionais e a acomodação das variadas correntes internas movidas pela cobiça comum ao campo eleitoral. Os bastidores são tão importantes quanto a capacidade de produzir votos. Políticos vitoriosos, como Renato Casagrande e Paulo Hartung, vencem eleições nos bastidores pré-eleitorais, na sua engenharia própria, conforme se pode ver, neste momento, com a gigantesca operação montada para eleger Ricardo Ferraço. Somente os tolos queimam a largada e desconstroem o bom ambiente interno com disputas intrapartidárias desnecessárias. Creio que estamos em um ponto de inflexão nas direitas brasileiras, que se mostram incapazes de repetir o sucesso eleitoral de Bolsonaro, eleito presidente em momento no qual ser totalmente outsider fazia sentido. Sobreviver agora significa fazer tudo ao contrário do que está sendo feito em Santa Catarina, e que pode, ou não, se agravar. O mesmo raciocínio se aplica a crise criada por Michele Bolsonaro no Ceará, como estamos acompanhando pelos jornais. A prisão recente de Jair Bolsonaro só agudiza esse quadro de quem já está sangrando em praça pública desidratando presenças regionais, inclusive no Espírito Santo. A direita precisa ter um pouco mais do que estratégias de lacração, e é nessa hora que o aprendizado histórico da política faz falta, esse aprendizado que a esquerda tem até de sobra. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018. *A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo
Medalha do Mérito Empresarial passa a homenagear fundador do Frisa em Colatina
Aos 93 anos, o fundador do Frisa, Dr. Arthur Arpini Coutinho, recebeu uma homenagem especial da Associação Empresarial de Colatina e Região (Assedic). A entidade decidiu dar seu nome à Medalha da Ordem de Mérito Empresarial de Colatina, criada para reconhecer personalidades que contribuem de forma relevante para o desenvolvimento econômico do município e da região. A honraria foi instituída na última terça-feira (10), durante o jantar de confraternização promovido pela Assedic. A medalha levará a imagem do empresário e será concedida a nomes que se destacam pela atuação em áreas como inovação, empreendedorismo e fortalecimento do ambiente de negócios local. A Medalha do Mérito Empresarial de Colatina será concedida em três graus: Progresso, destinada a personalidades de destaque estadual ou nacional; Colatina Empreendedora, voltada a lideranças que impulsionam a inovação e a geração de oportunidades; e Pioneiro do Desenvolvimento, que reconhece profissionais e empreendedores com ações de impacto econômico e social. Os homenageados serão escolhidos ao longo de 2026, por meio de votação popular, e a expectativa da Assedic é que a premiação passe a integrar o calendário anual da entidade.