O Grupo 3 corações, uma das maiores e mais influentes empresas de venda de café no Brasil, expandiu a sua Linha Gourmet, no 2º semestre de 2025, com um produto que celebra a excelência da cafeicultura capixaba. O café Montanhas do Espírito Santo chegou ao mercado como uma homenagem a uma das regiões mais tradicionais do país, oferecendo uma experiência sensorial de altíssima qualidade com grãos 100% arábica. Origem com Selo de Qualidade O grande diferencial desta linha é a sua procedência. O café é cultivado na região das Montanhas do Espírito Santo, área que detém o selo de Indicação Geográfica (IG) na categoria de Denominação de Origem (DO). Este reconhecimento certifica que o café possui características únicas que só podem ser encontradas naquele território específico, fruto da combinação entre o saber-fazer local e as condições naturais da região. Cultivado em altitudes que atingem até 1.400 metros e sob temperaturas médias que variam entre 18 e 22°C, o café carrega a herança do trabalho artesanal e da agricultura familiar capixaba. O Espírito Santo é consolidado como o segundo maior estado produtor de café do Brasil. Portfólio de Origens Premiadas Com a chegada do novo rótulo, a 3 Corações reafirma o sucesso de sua linha de cafés de origem. O Espírito Santo Gourmet passa a integrar o portfólio que já conta com outras regiões icônicas da cafeicultura brasileira, como: • Cerrado Mineiro: Conhecido por seu corpo marcante e notas achocolatadas. • Mogiana Paulista: Tradicional região paulista que entrega cafés equilibrados e com doçura característica. Essa diversidade permite ao consumidor explorar diferentes terroirs brasileiros sem sair de casa, todos mantendo o padrão de grãos 100% arábica. Perfil Sensorial Detalhado Para os apreciadores de cafés especiais, o rótulo da 3 Corações revela um perfil de bebida complexo e equilibrado para a edição capixaba, resultado de uma torra clara: • Aroma: Intenso e floral. • Sabor: Notas de frutas amarelas, caramelo e mel. • Acidez: Média e frutada. • Doçura: Intensa. • Corpo: Médio. Compromisso com a Origem A linha 3 Corações Gourmet tem como objetivo proporcionar ao consumidor uma “viagem” pelas principais regiões cafeeiras do Brasil. Com a inclusão das Montanhas do Espírito Santo ao lado dos cafés do Cerrado Mineiro e da Mogiana Paulista, a marca reforça o seu compromisso em valorizar a diversidade do solo brasileiro, garantindo rastreabilidade e qualidade desde a lavoura até a xícara do consumidor.
Sebrae/ES supera 1 milhão de atendimentos em 2025 e ultrapassa resultado de 2024
O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae/ES) encerrou 2025 com mais de 1 milhão de atendimentos realizados a empreendedores capixabas, superando novamente o desempenho registrado no ano anterior. Até o dia 12 de dezembro, a instituição contabilizou 1.054.399 atendimentos, número superior aos 1.039.000 atendimentos registrados em 2024, quando o marco já havia sido alcançado. O volume inclui atendimentos presenciais, on-line, por telefone e também aqueles realizados nas Salas do Empreendedor, espaços mantidos pelas prefeituras municipais em parceria com o Sebrae. Essa atuação conjunta garante a presença da instituição nos 78 municípios do Espírito Santo, ampliando o acesso aos serviços mesmo em localidades que não contam com unidades físicas do Sebrae. Para o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo, o resultado reflete o esforço da instituição em manter proximidade com os empreendedores e ampliar o alcance das ações. “Ultrapassar 1 milhão de atendimentos pelo segundo ano consecutivo mostra que o Sebrae está cumprindo seu papel de apoiar o empreendedor em todas as fases do negócio. Nossa presença nos municípios, especialmente por meio das Salas do Empreendedor, é fundamental para garantir orientação, informação e apoio a quem quer empreender ou a quem necessita de ajuda”, afirma. Além da atuação nos municípios, o Sebrae/ES também oferece atendimento gratuito por meio da Central de Relacionamento Sebrae, pelo telefone 0800 570 0800, que conecta empreendedores a soluções de gestão, consultorias e orientações especializadas. As iniciativas têm como foco contribuir para a melhoria da gestão dos pequenos negócios, oferecendo suporte tanto por meio de atendimentos presenciais quanto a distância, de acordo com a necessidade de cada empreendedor.
João Gualberto – “O tráfico de drogas no Brasil”
Acredito que a sociedade brasileira esteja banalizando muito a discussão sobre a questão das drogas, sobretudo o combate ao seu comércio, obviamente ilegal. Há alguns anos chegou a ser discutida a possibilidade da legalização das chamadas drogas leves, mas com o crescimento da extrema direita o que temos visto é a perda de densidade desse tipo de pauta, com o surgimento de uma perspectiva quase que exclusivamente policial ao seu combate. Aliás, temos assistindo a um recuo perigoso das nossas pautas de inclusão social, de uma forma geral, nos últimos anos. A luta agora é para não deixar essas questões regredirem demais no tempo, já que a pauta reacionária voltou com toda força. A matança realizada recentemente pela polícia militar do Rio de Janeiro e o apoio manifestado por grande parte da opinião pública brasileira mostra esse olhar policialesco do qual estou falando. Parece mesmo que ações desse calibre são esperadas pela maioria, diante da gravidade do que vem acontecendo, sobretudo entre os jovens mais pobres. Lembro-me sempre das reflexões fortes e bem construídas do sociólogo Michel Misse, capixaba de Cachoeiro recentemente falecido, acerca da territorialidade do combate ao comércio das drogas. Nessa guerra só morrem jovens pobres, em grande parte pretos, de bairros periféricos, como se os consumidores não estivessem na classe média alta, onde a polícia não está presente de forma ostensiva. A hipocrisia brasileira determina que esse mercado só tem vendedores — todos imersos na pobreza — mas não tem compradores, até porque não se organiza a busca de drogas onde muitos sabem que estão sendo consumidas. No Brasil só os pobres pagam a conta, e mais cedo ou mais tarde ela vem em forma de tiros, dos rivais ou da própria polícia. Muita coisa não chega claramente para essa discussão, hoje restrita ao tráfico, que alimenta fortemente a economia da miséria no Brasil, de forma perversa e preconceituosa. Os príncipes das famílias ricas, consumidores de todo tipo de drogas, parece que nada têm a ver com tudo isso. São parte da bolha inatingível da sociedade. Para trazer um novo elemento à nossa análise, o conceituado jornalista Elio Gaspari, em sua coluna nos jornais O Globo e Folha de São Paulo do último dia 7 de dezembro, informa que o mercado americano lucra vendendo armas ao crime e ajudando muito na lavagem de dinheiro, e que, apesar de toda a ação espetacular de seu governo, Trump não quer se meter nisso. Só por esse relato dá para notar que não é matando pessoas na periferia que se vai acabar com o tráfico. Ele tem enraizamentos muito mais densos no nosso tecido social, envolve mesmo dimensões do mercado internacional de armas. Estimulado por meu amigo, o jornalista José Caldas, li uma pesquisa do instituto Data Favela, chamada Raio X da Vida Real, em que foram entrevistados 4.000 traficantes em favelas e comunidades de 23 estados brasileiros. O estudo apontou que 6 a cada 10 deles dizem que sairiam do crime se tivessem uma oportunidade, sendo que abrir o próprio negócio foi a opção mais citada de alternativa ao crime. Metade afirma ser a questão financeira o principal impedimento para deixar a atividade criminal. Entretanto, o que mais chamou a minha atenção foi o fato de que 42% têm outra atividade profissional, sobretudo os chamados bicos. Isso me leva afirma que é excessivo o tratamento como bandidos simplesmente a esses trabalhadores do tráfico, como o discurso conservador gosta de afirmar. Não quero com isso afirmar dizer que não devemos ter repressão policial, o que não podemos é imaginar que esse é o caminho, no fundo, ele é muito mais complexo. Como eles exercem outras profissões, nos cruzamos com eles em nosso cotidiano, convivemos cordialmente com boa parte deles, portanto, não são pessoas perigosas a ponto de não poder circular, elas estão envolvidas no ilícito. Outro elemento importante é que o tráfico é fonte importante de renda nas favelas e periferias brasileiras. É um meio para enfrentar a fome e a miséria, que poderiam ser bem maiores sem ele. Portanto, não se trata de uma questão simples de ser combatida. O tráfico de drogas é uma fonte de fatos horrorosos, mas temos de reconhecer que ao mesmo tempo é uma alternativa de sobrevivência que faz parte do cotidiano deste país desigual chamado Brasil. A importância social do consumo de drogas – no alto e na base da pirâmide – é muito grande. Combater tudo isso exige muito mais do que ações teatrais de quem quer fazer populismo policial às custas dos que menos podem fazer para se defender. Exige que discutamos a abrangência desse fenômeno de sociedade, sem uma lenda de culpa e penalização. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018. *A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo
Semana começa com tempo fechado e chuva frequente na Grande Vitória
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou nesta semana alertas de tempo instável para grande parte do Espírito Santo, indicando que a população deve permanecer atenta às condições do clima, com chuvas frequentes, nebulosidade persistente e possibilidade de temporais localizados. Os boletins do Inmet colocam o Espírito Santo em situação de atenção para risco de chuvas intensas e instabilidade atmosférica, com destaque para: Alerta de acumulado de chuva com nível de perigo e perigo potencial para diversas regiões do estado, incluindo trechos do litoral e da Grande Vitória, conforme divulgado em boletins meteorológicos oficiais estaduais que registram avisos do órgão meteorológico. Esses alertas indicam possibilidade de chuvas significativas, tempestades e ventos mais fortes em áreas específicas até períodos determinados pelos avisos. Em algumas datas recentes, o Inmet registrou risco de chuvas intensas, ventos e instabilidade generalizada, com avisos classificando as condições como perigo ou perigo potencial, especialmente entre manhã e tarde de determinados dias, o que reforça o padrão de tempo mais fechado e chuvoso observado. O que isso significa para a Grande Vitória Segundo os alertas meteorológicos, a Grande Vitória — que inclui municípios como Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra — está em uma área com probabilidade de chuva e nebulosidade persistente nos próximos dias. Isso se alinha com o que os moradores já vêm percebendo no aplicativo de clima: céu encoberto, garoa e pancadas de chuva intermitentes. Os avisos do Inmet apontam que a instabilidade é causada por sistemas meteorológicos que mantêm umidade elevada e favorecem a formação de nuvens carregadas, o que explica os episódios de chuva que podem ocorrer tanto de manhã quanto à tarde ou à noite. Panorama geral do tempo Embora o alerta não seja necessariamente de condição extrema em todos os dias, o padrão climático desta semana indica que a população deve se preparar para: Céu predominantemente encoberto e tempo fechado na maior parte da semana. Chuvas frequentes, com possibilidade de pancadas moderadas a fortes em vários momentos do dia. Períodos em que o sol pode aparecer de forma esparsa, mas com nebulosidade ainda presente. Os prognósticos de chuva constantes observados nos aplicativos de tempo e a manutenção dos alertas do Inmet confirmam que a semana será típica de tempo úmido e instável na região metropolitana da Grande Vitória.