O Espírito Santo conquistou um reconhecimento de grande relevância nacional ao ter dois hospitais públicos incluídos na lista dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil. O levantamento inédito reforça o protagonismo da rede pública capixaba na oferta de uma assistência em saúde de qualidade, integral e resolutiva. As unidades contempladas são o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, localizado na Serra, e o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), em Vitória. A presença dessas duas instituições ao lado de hospitais de referência de outros 19 estados evidencia a força, a maturidade e a capacidade de entrega do Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo. De acordo com o diretor-geral do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, Joubert Andrade da Silva, a inclusão das unidades capixabas no ranking nacional demonstra o impacto positivo dos investimentos contínuos em gestão, estrutura e qualidade assistencial. Segundo ele, o reconhecimento consolida o papel estratégico dos hospitais públicos do Estado no atendimento de média e alta complexidade. Para a definição dos 100 hospitais selecionados, foram considerados critérios rigorosos, como nível de acreditação hospitalar, taxas de ocupação e de mortalidade, disponibilidade de leitos de terapia intensiva, tempo médio de permanência dos pacientes internados, além de indicadores de eficiência e qualidade assistencial. A análise também levou em conta dados de produção hospitalar registrados no Sistema de Informações Hospitalares (SIH), do Ministério da Saúde, referentes ao período entre agosto de 2024 e julho de 2025. A seleção foi realizada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e outras entidades, com o objetivo de destacar experiências de excelência no âmbito do Sistema Único de Saúde. A partir dessa lista inicial, serão definidos os dez melhores hospitais públicos do país, que serão anunciados em maio, durante o Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil. Segundo a diretora de Cuidados Integrais do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, Alessandra Bernardino, outro diferencial do levantamento foi a avaliação de aspectos como compliance institucional, eficiência na utilização dos recursos financeiros e, em etapas posteriores, a satisfação dos pacientes atendidos. Ela ressaltou ainda que a lista contempla exclusivamente hospitais com atendimento 100% SUS, sem qualquer vínculo com operadoras de planos de saúde, reforçando o compromisso com a saúde pública universal e gratuita.
João Gualberto – “A Capitoa”
A Capitoa é um romance escrito por Bernadette Lyra, autora de prestígio nacional, dona de uma vasta obra. Nascida em Conceição da Barra, ela dedica um outro livro, chamado Água Salobra, às memórias de sua infância e juventude naquela pequena cidade, vividas antes que as rodovias a ligassem ao resto do Espírito Santo e do Brasil. Chegava-se ali no lombo dos burros e cavalos ou através das embarcações que levavam gente e mercadorias, ansiosamente esperadas pela cidade toda. São de uma enorme delicadeza as memórias narradas em Água Salobra. Elas contam sua relação com o seu meio social e com a prodigiosa natureza que a cercava: o mar, os pássaros, o rio Cricaré. Mostram também como se organizava sua família, aliás, a maioria das famílias daqueles tempos, que eram mais lentos, mais restritos em termos de possibilidades sociais, portanto mais simples, em todos os sentidos. No texto de Bernadette tudo se revela menos estressante. Quando criança, os adultos que a cercavam viviam em um universo mais mágico, perfumado a sal e povoado de beijus, de peixes, de sargaços, de estrelas celestes e de algas marinhas, como ela registra na crônica As Damas, que faz parte do livro. Entretanto, o livro que dá título a esta coluna, A Capitoa, nada tem a ver com esse universo infantil mais romantizado; ele expressa um outro olhar da autora. Trata das histórias de vida de três mulheres que deixam seu país, no continente europeu, para virem morar na Capitania do Espírito Santo, no alvorecer da conquista da terra e dos povos pelos lusitanos. São elas Ana, Luíza e Antônia, que cruzam o oceano para participarem dessa enorme aventura junto a fidalgos, degredados, piratas, frades, noviços, bastardos, desorelhados, prostitutas e órfãs enviadas pelo reino. As três são respectivamente a mãe, a mulher e a amante do Capitão-Mor Vasco Coutinho, filho do nosso primeiro donatário. Com a morte do segundo donatário, sua esposa, Luíza Grinalda, a Capitoa, passou a governar a capitania, em 1589, por ser sua viúva e o casal não ter gerado filhos. Ela governou durante quatro anos, apesar da legislação não permitir uma mulher no poder naquela época. Aliás, essa é a força da ficção de Bernadette. A verdadeira viagem que o livro permite ao seu leitor, pelo menos na minha visão, é justamente a da vida das mulheres naquela época. As teorias vigentes davam a ideia de que mulheres eram seres de segunda categoria. Todo um imaginário ainda imerso no mundo medieval português permitia essa visão, de modo incrivelmente perverso para o universo feminino. A começar pelo desprezo que se tinha pela Capitoa, pelo fato de ela nunca haver engravidado. Não havia a noção de amor, de romance ou mesmo de respeito como motor principal do casamento. Ele era movido sobretudo pela geração de filhos. Consequentemente, a mulher que não podia conceber, a “mulher seca” — como é dito no texto — não cumpria seu papel no mundo. A incapacidade de ser mãe era vista como obra satânica, como a possessão por um espírito maldito. Assim, a cada mês, a chegada da menstruação era o tormento de Luíza, que acabou se livrando das obrigações do casamento quando Vasco Coutinho encontrou Antônia, que se tornou sua amante, e teve com ela três filhos. Foi um alívio à alma atormentada de Luíza. Tudo em torno do mundo feminino na colônia compunha-se de solidão, desrespeito, violência e obrigações. Isso era muito acentuado pelo fato de as elites lusitanas enviarem para a colônia prostitutas, prisioneiras e outras pessoas tidas como pervertidas pela moral tacanha da época. Ser mulher significava ter o desprezo do mundo masculino, que era cercado de teorias propagadas pelo catolicismo popular português, as quais alimentavam essa ideia da inferioridade feminina, tão presente na obra. Luíza, vitimada por esse preconceito, foi afastada da gestão da capitania. Mesmo enquanto governou, foi secundada por um fidalgo que dividia com ela o poder e legitimava sua governança. As indígenas eram tratadas ainda com mais desprezo e falta de respeito, condições que eram agudizadas por suas origens e seu sangue. Tidas como selvagens, eram usadas como objetos sexuais pelos invasores, que, além de brutos e violentos, julgavam-se duplamente superiores. Não era fácil para elas a vida aqui naqueles tempos, situação que só fez piorar com a chegada da Inquisição do Santo Ofício na colônia. Aí as penas tornaram-se mais duras e o preconceito só fez enraizar-se cada vez mais. A ficção a partir da história, que nos faz a grande escritora capixaba, é de muita utilidade para entendermos o presente, afinal essa chaga histórica precisa ser superada. Temos todos uma dívida social com as mulheres que vivem e viveram no Brasil desde os tempos coloniais. A Capitoa é uma obra genial que trata desse aspecto fundamental da origem do imaginário social capixaba, além de estabelecer um diálogo interessante com Vilão Farto, de Renato Pacheco, e Capitão do Fim, de Luiz Guilherme Santos Neves. Ambos também tratam da vida do nosso primeiro donatário, de suas aventuras e desventuras em solo capixaba. Trata-se, portanto, de história e literatura andando de mãos dadas para nos ensinarem um pouco mais sobre nossas raízes imaginárias. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018. • A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo
Lojas do Boulevard Shopping Vila Velha lançam promoções de até 70% em produtos
Quem gosta de aproveitar boas oportunidades encontra motivos de sobra para visitar o Boulevard Shopping Vila Velha, em Itaparica, neste fim de semana. Lojas do centro de compras estão com descontos de até 70% em diversos segmentos, que vão do vestuário à perfumaria, passando por calçados, acessórios e eletroeletrônicos. Entre as ofertas em destaque, a Óticas Diniz apresenta óculos de sol da grife Carolina Herrera com redução significativa, passando de R$ 1.325 para R$ 530. Há ainda modelos da Max & Co, de R$ 610 por R$ 367, e óculos de grau da Prada, que saíram de R$ 2.098 para R$ 1.259. No setor de calçados e moda esportiva, os consumidores encontram opções como o Nike SB Chron 2, com preço reduzido de R$ 329,99 para R$ 230,99, e o adidas Ultraboost, que caiu de R$ 1.199,99 para R$ 799,99. Já na área de vestuário, camisetas das marcas Mormaii e Reef estão sendo vendidas por R$ 69,99, enquanto a Riachuelo oferece regatas a partir de R$ 39,90. As promoções também alcançam o segmento de eletroeletrônicos. Na Casas Bahia, televisores de 32 polegadas podem ser encontrados a partir de R$ 999. Para quem busca opções de presentes e itens de alimentação, a Cacau Show participa da ação com a Lata Carrossel de 135g, que passou de R$ 96,99 para R$ 59,99, além da promoção de trufas: na compra de cinco unidades, o cliente paga quatro; levando oito, paga seis. As ofertas são válidas enquanto durarem os estoques, com condições que podem variar de acordo com cada loja participante. Confira algumas ofertas: Óticas Diniz Óculos Carolina Herrera: de R$ 1.325 por R$ 530 Max & Co (rosa): de R$ 610 por R$ 367 Óculos de grau Prada: de R$ 2.098 por R$ 1.259 Calçados e vestuário Nike SB Chron 2: de R$ 329,99 por R$ 230,99 adidas Ultraboost: de R$ 1.199,99 por R$ 799,99 Camisetas Mormaii e Reef: R$ 69,99 Regatas Riachuelo: a partir de R$ 39,90 Eletroeletrônicos TVs 32”: a partir de R$ 999 Alimentos – Cacau Show Lata Carrossel 135g: de R$ 96,99 por R$ 59,99 Trufas 8,5g: leve 5, pague 4 | leve 8, pague 6