O carnaval do Brasil começa no Espírito Santo. Aliás, já começou! No último dia 10, tiveram início os ensaios técnicos das escolas de samba, no Sambão do Povo. Imperatriz do Forte, Unidos de Jucutuquara, Novo Império, Rosas de Ouro, Pega no Samba e Piedade já deram uma amostra do que será a grande festa: o desfile das escolas de samba do Grupo Especial, nos dias 6 e 7 de fevereiro, e das agremiações da Série Ouro, nos dias 13 e 14 de fevereiro. Mais uma vez, e com muito orgulho, o Governo do Estado é o maior apoiador do Carnaval capixaba, com a destinação de quase R$ 8 milhões para essa grande festa popular, que já está mais que consolidada no calendário nacional e faz a roda da economia capixaba girar. Ainda teve uma novidade para a edição desse ano: a antecipação dos recursos para as escolas de samba. O Carnaval do ES, o terceiro maior do País (apenas atrás do Rio de Janeiro e de São Paulo), impulsiona segmentos como turismo, bares e restaurantes, hospedagem e comércio em geral – não é só uma celebração da nossa cultura, mas também um gerador de emprego e renda. O Carnaval eleva, ainda, a autoestima das comunidades e reforça o sentimento de pertencimento das pessoas, que abraçam a escola do coração. É torcida mesmo, com cânticos de incentivo e o samba-enredo cantado a plenos pulmões. Risos, lágrimas e suor se misturam numa apoteose à agremiação escolhida. Um espetáculo a céu aberto. É dever do Estado garantir o pleno exercício dos direitos culturais e incentivar a valorização das manifestações culturais – e o Espírito Santo tem feito o seu dever de casa com excelência. Em novembro do ano passado, por exemplo, entregamos as obras de restauro e readequação do histórico (e quase centenário!) Theatro Carlos Gomes, uma joia da nossa cultura, inaugurado em 1927. Reformulamos também o Circuito Cultural e Turístico Ação pela Cidadania – Estado Presente em Defesa da Vida, com a arte ocupando cadeira de destaque. Na edição de Cariacica, João Bananeira, figura folclórica do congo local, e a escola de samba Boa Vista se apresentaram. Na Serra, o destaque foram a banda de congo de São Benedito e a escola de samba Império de Fátima. Nos próximos dois sábados (24 e 31 de janeiro), seguem os ensaios técnicos das agremiações do Grupo Especial. Vão passar pelo Sambão ainda: Rosas de Ouro, Pega no Samba, Piedade, Andaraí, MUG, Chegou o Que Faltava e Andaraí. Viva o Carnaval e a cultura do Espírito Santo! *Júnior Abreu é administrador e secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado
Renato Oliveira – “Políticas de combate ao sedentarismo: agendas internacionais e o exemplo do ES”
O sedentarismo e a inatividade física configuram-se atualmente como um dos principais desafios globais de saúde pública, sendo reconhecidos como fatores de risco relevantes para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, tais como doenças cardiovasculares, obesidade e transtornos relacionados à saúde mental. Diante desse cenário, organismos internacionais vêm articulando agendas e diretrizes que integram políticas públicas de desporto, saúde e qualidade de vida, com o objetivo de promover estilos de vida mais ativos e reduzir desigualdades no acesso à prática de atividade física. A Organização Mundial da Saúde (OMS) ocupa posição central nesse debate ao estabelecer diretrizes técnicas e metas globais para o enfrentamento do sedentarismo. O Plano de Ação Global para a Atividade Física 2018–2030 (Global Action Plan on Physical Activity – GAPPA) propõe a redução da inatividade física em 15% até o ano de 2030, orientando os países a desenvolverem políticas intersetoriais que envolvam saúde, educação, esporte, transporte e planejamento urbano. O documento destaca a importância da criação de ambientes favoráveis à prática de atividade física, da ampliação de programas comunitários e da incorporação do tema na atenção primária à saúde, reforçando a atividade física como componente essencial da promoção da saúde e da prevenção de doenças. De forma complementar, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) atua na integração do desporto e da educação física às políticas de desenvolvimento humano. A Carta Internacional da Educação Física, da Atividade Física e do Desporto reconhece a prática esportiva como um direito fundamental e orienta os Estados a garantir acesso inclusivo, equitativo e de qualidade às oportunidades de prática corporal ao longo da vida. Iniciativas como o programa Fit for Life reforçam o papel do esporte como instrumento de promoção da saúde, inclusão social, igualdade de gênero e melhoria da qualidade de vida, sobretudo entre populações vulneráveis. Essas diretrizes dialogam diretamente com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU). O esporte e a atividade física contribuem de maneira transversal para diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com destaque para o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), o ODS 4 (Educação de Qualidade), o ODS 10 (Redução das Desigualdades) e o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis). Dessa forma, políticas públicas voltadas ao combate ao sedentarismo extrapolam o setor da saúde, assumindo caráter estratégico no desenvolvimento social, educacional e urbano. No âmbito do monitoramento e da avaliação dessas políticas, a OMS e a ONU recomendam o uso de indicadores padronizados que permitam acompanhar a evolução dos níveis de atividade física e seus impactos na saúde da população. Entre os principais indicadores, destacam-se a prevalência de insuficiência de atividade física em adultos e adolescentes, o tempo médio de comportamento sedentário, o acesso da população a espaços públicos adequados para a prática corporal e a participação em programas comunitários de esporte e lazer. Esses indicadores possibilitam a comparação entre países e territórios, bem como a avaliação da efetividade das políticas implementadas. No Brasil, o enfrentamento ao sedentarismo está respaldado por um arcabouço legal que reconhece o esporte, o lazer e a saúde como direitos sociais, conforme estabelecido na Constituição Federal de 1988. O Sistema Único de Saúde (SUS) desempenha papel estratégico na promoção da atividade física, especialmente por meio da atenção primária, de programas de promoção da saúde e da produção de dados epidemiológicos. Instrumentos como o Vigitel, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) e os sistemas de informação da Atenção Básica permitem monitorar os níveis de atividade física, o comportamento sedentário e a incidência de doenças crônicas associadas à inatividade. Entretanto, apesar da existência de diretrizes nacionais e programas específicos, o Brasil ainda enfrenta desafios relacionados à integração entre políticas de esporte, saúde, educação e urbanismo. Eu acrescentaria a segurança pública como parte dessa integração, bem como a necessidade de definição de metas mais consistentes e territorializadas. Nesse contexto, destaca-se o Estado do Espírito Santo, que vem assumindo papel de vanguarda e pioneirismo no desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao esporte e ao lazer. A construção e a futura implementação do Plano Decenal de Esporte no Estado são um exemplo emblemático de planejamento estratégico de longo prazo, evidenciando a preocupação dos gestores públicos em estabelecer uma política de Estado, que ultrapasse o ciclo de governos e mandatos, e não se limite a uma política de governo que poderia durar apenas oito anos. Essa abordagem pioneira demonstra que o Espírito Santo reconhece a importância de garantir continuidade, consistência e efetividade às ações de promoção da atividade física, contemplando não apenas o fortalecimento da infraestrutura esportiva e comunitária, mas também a integração com políticas de saúde, educação, urbanismo e segurança pública. O Estado, portanto, torna-se referência para a implementação de políticas estruturadas que buscam reduzir o sedentarismo e promover qualidade de vida de forma sistemática e sustentável. Para potencializar ainda mais os resultados dessas políticas, a incorporação de indicadores alinhados às agendas internacionais é fundamental. Aspectos como a prevalência de sedentarismo por região, a distribuição e a utilização de equipamentos esportivos públicos, a participação em programas comunitários de atividade física, a oferta de educação física nas escolas e as condições de mobilidade ativa nos municípios permitem uma análise territorial detalhada e uma avaliação efetiva do impacto das ações. A intersetorialidade entre esporte, saúde, educação, planejamento urbano e segurança pública amplia os efeitos positivos da política, garantindo benefícios duradouros para a população capixaba. Em síntese, o combate ao sedentarismo demanda uma abordagem integrada, baseada em evidências e de longo prazo. As agendas da OMS, da UNESCO e da ONU oferecem referencial técnico e político consistente para a promoção da atividade física como direito social e estratégia de saúde pública. O Espírito Santo se apresenta como exemplo de referência, demonstrando que políticas de Estado, com planejamento decenal, indicadores claros e monitoramento contínuo, podem efetivamente promover estilos de vida ativos, reduzir desigualdades e melhorar a qualidade de vida da população. *Renato Oliveira é doutor em Ciências do Desporto pela Universidade do Porto, Faculdade de Desporto (FADEUP), gestor de academia e coordenador de pós-graduação
Sesa ativa Centro de Operações de Emergência e reforça ações diante das chuvas no ES
A Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa) ativou o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE/SESA) para coordenar as ações de resposta aos efeitos das fortes chuvas que atingem o estado. A medida foi publicada na edição extra do Diário Oficial desta quarta-feira (21) e segue o Plano de Contingência para Desastres Hidrometeorológicos. Além do COE estadual, também foram ativados os Centros de Operações de Emergência em Saúde Regionais nas quatro regiões de saúde — Central, Sul, Norte e Metropolitana — com foco no monitoramento, planejamento e apoio técnico aos municípios afetados. A mobilização teve início após alertas da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec), que indicaram risco moderado a alto de tempo severo entre segunda-feira (19) e quinta-feira (22). Desde então, a Subsecretaria de Vigilância em Saúde realizou sete reuniões com equipes técnicas regionais para alinhar as ações previstas no plano de contingência, publicado em outubro do ano passado. Na quarta-feira (21), equipes da Sesa foram deslocadas para os municípios de Rio Bananal, Sooretama e Linhares, na Região Central, para acompanhar a situação e apoiar as respostas locais. Segundo o secretário estadual da Saúde, Tyago Hoffmann, a ativação do COE reforça o compromisso com a proteção da saúde da população capixaba e a articulação com os municípios para respostas rápidas e eficientes. O subsecretário de Vigilância em Saúde, Orlei Amaral Cardoso, destacou a atuação da vigilância em desastres e a capacidade de mobilização técnica e operacional da Sesa em situações críticas. Os trabalhos dos COEs permanecerão ativos até o restabelecimento das condições normais de saúde pública e a redução dos riscos à população. A Sesa também orienta a população sobre cuidados durante e após períodos de chuva intensa, com atenção especial ao consumo de água e alimentos e à higiene. A recomendação é evitar contato com água de enchentes e lama, não consumir alimentos ou água possivelmente contaminados e adotar medidas de prevenção contra doenças como leptospirose, hepatite A, febre tifoide e diarreias. Entre as orientações estão ferver ou tratar a água antes do consumo, descartar alimentos contaminados, usar luvas e botas durante limpezas e procurar atendimento médico em caso de sintomas suspeitos.
Vitória lidera ranking nacional de capital humano
Vitória ocupa a primeira colocação entre todas as cidades brasileiras no pilar “capital humano” do Ranking de Competitividade dos Municípios. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (20) pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e aponta que a ampliação da qualificação da mão de obra é fator decisivo para elevar a produtividade, a competitividade e o desenvolvimento econômico e social em nível local. Complementar ao pilar Educação, o indicador avalia de forma mais direta a preparação dos indivíduos para o mercado de trabalho. Entre os critérios analisados estão a taxa bruta de matrícula no ensino técnico, profissionalizante e superior, além do nível de qualificação dos trabalhadores em empregos formais. Com peso de 7,6% no Ranking de Competitividade dos Municípios, o pilar evidencia a relevância do investimento em pessoas como base para um crescimento sustentável. Para o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, o desempenho do município é resultado de um conjunto de fatores. “Isso se deve a vários aspectos, como o funcionamento eficiente da máquina pública, a boa gestão fiscal e um ambiente regulatório mais favorável. A qualificação profissional é um caminho poderoso para transformar vidas, e muitos cidadãos de Vitória têm tido a oportunidade de seguir por ele”, afirmou. As ações de qualificação profissional são coordenadas pela Secretaria de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho (Semcid), que oferece oportunidades de crescimento e autonomia para centenas de moradores da capital. Desde 2022, mais de 5.700 vagas foram disponibilizadas, resultando na qualificação de quase 4 mil pessoas para o mercado de trabalho formal e para o empreendedorismo. Os cursos abrangem áreas como tecnologia digital, gastronomia, mecânica automotiva e de motos, elétrica automotiva, mecânica de refrigeração, mecânica de ar-condicionado, metalmecânica, educação, beleza, saúde, confecção, gestão administrativa, construção civil, ciências humanas e comércio. Entre as iniciativas está o programa “Trabalho Qualificado: Atendimento Aprovado”, lançado em 2023, que oferece cursos profissionalizantes gratuitos nas unidades do Senai e do Senac, instituições reconhecidas nacionalmente pela excelência no ensino. Segundo o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, o projeto tem impacto direto na vida dos participantes. “A iniciativa tem mudado a realidade de muitas pessoas ao unir formação de qualidade e acesso gratuito ao conhecimento, fortalecendo o mercado de trabalho e melhorando o atendimento ao consumidor”, destacou. Outro destaque é o QualificaVix Comunidades, que amplia o acesso à capacitação profissional em todas as regiões da cidade, inclusive por meio de carretas itinerantes, e estimula novas oportunidades de geração de renda, especialmente entre os jovens. Os cursos de marketing e redes sociais preparam os alunos para um mercado cada vez mais digital, com foco em comunicação, empreendedorismo e qualificação profissional. O Projeto Futuro Brilhante também integra esse conjunto de ações e apresenta um diferencial importante ao oferecer transporte gratuito, material didático e uniforme aos alunos, garantindo condições iguais de acesso e permanência nos cursos. Os recursos que financiam todos esses programas são provenientes do Fundo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor. Vitória é o único município do Espírito Santo que utiliza o fundo para investir diretamente em ações de qualificação, promovendo o aprimoramento das relações de consumo entre prestadores de serviços e clientes. Foto: PMV
Audiência pública online sobre o PDM de Vila Velha será nesta quinta-feira
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de Vila Velha encerrou, nessa terça-feira (20), as audiências públicas presenciais para a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) e realiza, nesta quinta-feira (22), uma nova audiência em formato online, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Prefeitura no YouTube, a partir das 19 horas. Para participar da audiência basta acessar o site https://www.youtube.com/@PrefVilaVelha. As audiências presenciais ocorreram nos dias 29 de dezembro, 5 e 20 de janeiro, no auditório do Parque Urbano Duque de Caxias, no Centro, e reuniram representantes da sociedade civil, conselhos municipais, Poder Executivo e Legislativo, além de moradores das cinco regiões administrativas do município. Os encontros tiveram como objetivo discutir as diretrizes e propostas do novo PDM, instrumento que orienta o desenvolvimento urbano da cidade. Durante as audiências, a população apresentou contribuições relacionadas a temas como uso e ocupação do solo, mobilidade urbana e organização territorial. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Mobilidade, Joel Rangel, a participação da população é fundamental para a revisão do PDM. “O Plano Diretor define como Vila Velha vai crescer nos próximos anos. A participação da sociedade garante mais transparência ao processo e contribui para a construção de um planejamento urbano mais alinhado às necessidades da cidade”, afirmou. Além da participação nas audiências, os moradores também podem encaminhar contribuições por meio dos canais oficiais da administração municipal. A minuta do texto em revisão, assim como anexos e plantas técnicas, estão disponíveis para consulta pública no site revisaopdm.vilavelha.es.gov.br As audiências públicas fazem parte dos procedimentos formais da revisão do Plano Diretor Municipal e servirão de subsídio para a análise técnica e para a consolidação das propostas nas próximas etapas do processo. Fonte: PMVV