Grupo em apoio à Palestina Livre realiza, neste sábado (31), a segunda edição da Flotilha “Sumud” Capixaba, uma ação simbólica no mar que reúne canoagem, contemplação da natureza e reflexão política sobre a luta do povo palestino. A atividade contará com a participação de apoiadores e está aberta ao acompanhamento da imprensa. A iniciativa será realizada a partir das 7 horas, com saída da Base das Canoas, na Praia da Guarderia. O percurso, com duração aproximada de 1h30, segue em direção à Praia do Ermitão ou à Praia das Conchas, áreas conhecidas pela beleza cênica, com vegetação preservada, formações rochosas e grande concentração de conchas. De acordo com os organizadores, a flotilha tem caráter simbólico e não violento. O nome da ação faz referência ao termo árabe “Sumud”, que significa firmeza, perseverança ou resiliência, conceito central da resistência palestina. Mais do que a capacidade de suportar adversidades, o sumud representa uma postura política e cultural associada à dignidade, à permanência e à defesa dos direitos do povo palestino. Ao conectar o mar de Vitória à causa internacional, o grupo propõe um momento de reflexão coletiva sobre a situação humanitária enfrentada pela população da Palestina, especialmente na Faixa de Gaza, além de reforçar ações de solidariedade em âmbito global. Durante o trajeto, está prevista uma parada para mergulho e diálogo entre os participantes. Ao final, o grupo retorna à Base da Guarderia, onde será realizado um lanche compartilhado entre apoiadores e convidados. Todo o percurso será registrado com cobertura audiovisual, incluindo imagens aéreas captadas por drone, ampliando as possibilidades de uso para televisão, fotografia e plataformas digitais. Programação – Saída: 7h – Base das Canoas, Praia da Guarderia – Rota: Praia do Ermitão ou Praia das Conchas – Duração: aproximadamente 1h30 – Parada para mergulho e reflexão coletiva – Retorno com lanche compartilhado entre participantes e apoiadores – Cobertura audiovisual ao longo de todo o trajeto
PIX movimentou R$ 560,5 bilhões no ES em 2025, com 1,36 bilhão de transações
O PIX consolidou-se como um dos principais instrumentos de circulação de renda no Espírito Santo em 2025. Ao longo do ano, o sistema movimentou R$ 560,5 bilhões no estado, distribuídos em 1,36 bilhão de transações, segundo levantamento do Connect Fecomércio-ES, com base em dados do Banco Central do Brasil. A adesão ao meio de pagamento chegou a 74% da população da Grande Vitória, com gasto médio de R$ 179 por pessoa física e de R$ 2.547 por pessoa jurídica. Os números refletem mudanças significativas no comportamento financeiro da população e na dinâmica do comércio capixaba. Do total movimentado no ano, cerca de 57% dos valores pagos e recebidos via PIX tiveram origem em pessoas jurídicas, indicando o uso intenso do sistema em transações de maior porte, como operações entre empresas, pagamentos a fornecedores e liquidações de compromissos corporativos. As pessoas físicas responderam por aproximadamente 42% do montante, movimentando mais de R$ 235 bilhões em 2025. “Quando olhamos para os valores, fica claro que o PIX virou uma ferramenta estratégica para as empresas, sobretudo pela agilidade, baixo custo e impacto positivo na gestão do fluxo de caixa”, avaliou André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES. Apesar da maior participação das empresas no volume financeiro, o cenário se inverte quando o critério é o número de operações. As pessoas físicas realizaram mais de 90% dos pagamentos e cerca de 63% dos recebimentos via PIX no estado, reforçando o papel do sistema como principal meio de pagamento do dia a dia, em substituição ao dinheiro em espécie. “O PIX passou a ocupar o espaço da cédula nas pequenas compras cotidianas. É rápido e está sempre à mão, o que explica esse volume expressivo de operações realizadas por pessoas físicas”, destacou Spalenza. Ao longo de 2025, o uso do PIX apresentou crescimento consistente. Entre as pessoas físicas, o volume mensal de transferências avançou de R$ 16,3 bilhões em janeiro para R$ 24,6 bilhões em dezembro, uma alta de 50,9%. Entre as pessoas jurídicas, o crescimento foi de 37,7% no mesmo período, passando de R$ 22,8 bilhões para R$ 31,4 bilhões, com picos registrados nos meses de agosto e dezembro. O aumento do volume financeiro foi acompanhado pela expansão no número de transações. Entre janeiro e dezembro, o total mensal cresceu 38,1%, saindo de 96,3 milhões para 133 milhões de operações. O avanço foi puxado principalmente pelas pessoas físicas, que ampliaram em 38,6% o número de transações ao longo do ano. “O valor médio das transações ajuda a explicar o perfil de uso do sistema. Embora o número de operações das pessoas físicas seja muito maior, o valor movimentado pelas empresas é substancialmente superior, refletindo a natureza dessas operações”, explicou Spalenza. PIX nos municípios capixabas A Região Metropolitana da Grande Vitória concentrou a maior parte da movimentação via PIX no Espírito Santo. Em 2025, Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Guarapari, Viana e Fundão responderam por R$ 363,4 bilhões em pagamentos, o equivalente a 64,8% de todo o valor transacionado no estado. Em quantidade de operações, a região concentrou 58% dos pagamentos e 62% dos recebimentos. Na Grande Vitória, a adesão ao PIX alcançou 74% da população, considerando os dados do sistema e a população estimada pelo Censo de 2022. Vitória liderou o ranking, com 81,8% da população utilizando o PIX ao menos uma vez no ano, enquanto Viana apresentou a menor taxa, com 65,6%. “Essas diferenças mostram como fatores socioeconômicos, infraestrutura financeira e maturidade digital influenciam a adoção do PIX nos municípios”, observou Spalenza. Os dados municipais também apontam contrastes no valor médio das transações. Entre as pessoas físicas, Vitória registrou o maior tíquete médio pago, de R$ 255, seguida por Vila Velha (R$ 216) e Guarapari (R$ 180). Entre as pessoas jurídicas, Viana apresentou o maior tíquete médio pago, de R$ 4.754, indicando a presença de operações empresariais de maior valor, apesar da menor representatividade econômica do município no conjunto da região. Para o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, os dados confirmam o papel do PIX como mecanismo central de eficiência econômica no estado. “A ferramenta fortalece a competitividade das empresas e amplia a circulação da renda, com impactos diretos sobre o comércio e o consumo”, afirmou. A pesquisa completa, com os dados detalhados, está disponível no site portaldocomercio-es.com.br.
Marcelo Santos: “Debate eleitoral não vai comprometer as votações na Assembleia”
No início do último ano à frente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo na atual legislatura, o presidente Marcelo Santos recebeu o News ES em seu gabinete, na sede do Poder Legislativo, para uma entrevista especial. Nesta segunda parte da conversa, o deputado fez um balanço da gestão e projetou os desafios de 2026. Em um ano marcado pelo calendário eleitoral, o deputado afirmou que o funcionamento da Casa, as votações e as entregas à sociedade capixaba não serão comprometidos pelo acirramento natural do debate político. Ao longo da entrevista, Marcelo Santos destacou que o respeito institucional tem sido o eixo central de sua condução à frente da Assembleia, orientando tanto as relações internas entre os parlamentares quanto o diálogo com os demais Poderes e órgãos de controle. Segundo ele, esse ambiente de equilíbrio, autonomia e harmonia permitiu à Casa retomar protagonismo, cumprir prazos constitucionais e atuar de forma decisiva em pautas estratégicas para o Espírito Santo. O presidente também apontou os principais desafios que devem ganhar centralidade em 2026, como os impactos da reforma tributária no Estado, a preservação da segurança jurídica e a responsabilidade do Legislativo em um ano decisivo para o país. Para Marcelo Santos, manter a estabilidade política e o diálogo institucional será fundamental para que a Assembleia continue funcionando plenamente e atendendo às expectativas da população capixaba. NEWS ES: A Assembleia está entrando no último ano da sua gestão à frente da Casa. Gostaríamos de começar perguntando: qual entrega o senhor considera mais importante para a sociedade capixaba nesta legislatura? MARCELO SANTOS: Primeiro, quero agradecer pela presença do News Espírito Santo. A imprensa tem um papel muito importante, porque leva informação, ainda mais quando faz isso de forma clara e com imparcialidade, seja para o leitor, seja para o seguidor nas redes sociais. O principal legado que vou deixar aqui na Assembleia se resume a uma única palavra: respeito. Esse respeito norteou as nossas relações internas — entre eu, enquanto presidente, e meus colegas deputados e deputadas — e também as relações institucionais entre o Executivo, o Judiciário, a Assembleia Legislativa e o Ministério Público. Mas a principal relação respeitosa que precisamos ter, e que é o verdadeiro resultado do nosso trabalho, é com a população do Espírito Santo. Esse respeito fez com que, por exemplo, conseguíssemos entregar o orçamento estadual dentro do prazo estabelecido pela Constituição e pelo Regimento Interno da Casa, garantindo que o Governo do Estado pudesse iniciar o ano de 2026 já devolvendo à sociedade ações importantes. Porque ter uma relação respeitosa não significa submissão, nem que um poder tenha protagonismo maior do que o outro. Significa respeitar o cidadão e cumprir o nosso papel. Acho que o principal legado é termos uma Casa formada por representantes de diversas regiões, colorações partidárias e ideologias diferentes, mas que se respeitam e, acima de tudo, respeitam a população. O respeito resume tudo isso. Esse é o grande legado que deixo na Assembleia Legislativa. A Assembleia Legislativa passou por grandes mudanças nas últimas décadas. Uma Casa que já esteve envolvida, no passado, em situações polêmicas, inclusive com deputados presos, hoje vive um período de maior estabilidade, sem aquelas notícias do passado. A que o senhor atribui essa mudança no perfil e nos trabalhos da Casa? Eu atribuo, novamente, a essa palavra curta, simples e extremamente importante: respeito. Mas, além disso, também houve um amadurecimento das instituições e dos poderes constituídos. Num passado não tão distante, a desorganização e a falta de respeito entre os pares dentro da Assembleia e da Assembleia com outros poderes e instituições geraram uma crise institucional enorme. Quando o Poder Legislativo não mantém uma relação adequada com os demais poderes, isso gera um problema muito grande. O Espírito Santo, inclusive, teve seu crescimento impedido por conta dessa desorganização. Hoje, temos uma Casa organizada, com diferenças — e isso é natural —, mas que se respeita. Ao mesmo tempo, mantemos a régua da independência e da autonomia, porque somos um poder autônomo. Assim como o Executivo tem sua autonomia, o Judiciário tem a dele, e os órgãos de controle, como o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Defensoria Pública, também têm a sua. Mas, ao lado da independência, existe a harmonia, e essa harmonia é o diferencial do Estado brasileiro. Mesmo quando não concordamos com matérias do Executivo, do Judiciário ou de qualquer outra instituição, nós respeitamos, dialogamos e conseguimos atravessar e superar várias questões. A Assembleia que antes produzia pouco ou quase nada e que, em determinado momento, impediu o desenvolvimento do Espírito Santo, não é a Assembleia de hoje. A Assembleia de hoje está antenada, fortaleceu o trabalho parlamentar, fortaleceu as comissões e retomou um protagonismo que jamais deveria ter perdido. Não é um protagonismo maior nem menor que qualquer outro poder, mas o protagonismo próprio da Assembleia Legislativa. Essa retomada fez com que o Estado pudesse crescer, se desenvolver e gerar muitas ações positivas para a população capixaba. Deputado, o que os capixabas podem esperar da Assembleia em 2026, um ano eleitoral em que o segundo semestre deve ser bastante influenciado pela pauta das eleições? O capixaba pode esperar tudo aquilo que sonhou ver se tornar realidade, no que depender da Assembleia Legislativa. Seja no calçamento rural, no recapeamento de trechos da malha rodoviária estadual – que é competência do Estado –, ou na transferência de recursos para os municípios, para que, somados aos recursos próprios das prefeituras, possam melhorar a vida dos cidadãos. Tudo aquilo que depender da Assembleia para ajudar o Espírito Santo a crescer, se desenvolver e gerar oportunidades, podem contar com total dedicação. Enquanto presidente da Assembleia Legislativa, não vai faltar esforço para ajudar o Estado e o Executivo. Não existe uma obra financiada com dinheiro público estadual que não tenha passado, primeiramente, pela Assembleia Legislativa, que eu lidero ao lado dos meus colegas deputados, autorizando o governador a realizar esse conjunto de obras que vem sendo executado nas 78 cidades capixabas. Mas 2026 é um ano importantíssimo para o Espírito