Com 18 anos de trajetória na odontologia, a cirurgiã-dentista Larissa Pavesi celebra dois marcos importantes da sua carreira: 11 anos de clínica e a inauguração da segunda unidade do seu projeto profissional, agora na Enseada do Suá, em Vitória. Mais do que uma expansão física, a nova clínica LP Vitória representa a consolidação de um propósito construído ao longo de quase duas décadas. Com proposta premium, o espaço foi pensado nos mínimos detalhes para integrar tecnologia de ponta, precisão clínica e um ambiente voltado ao acolhimento e à humanização do atendimento. A unidade conta com consultórios modernos, sala de repouso pós-cirúrgico, brinquedoteca, recepção acolhedora, espaço do café e recursos tecnológicos avançados, como laser, scanner digital, piezoelétrico e ozonioterapia. O objetivo é oferecer uma experiência que respeite o tempo, o conforto e a individualidade de cada paciente. Referência em odontologia integrada e digital, Larissa Pavesi estruturou uma clínica que acompanha o paciente em todas as fases da vida, reunindo especialidades como Implantodontia, Prótese, Periodontia, Dentística, Odontopediatria, Cirurgia Bucomaxilofacial e Endodontia, sempre aliando excelência técnica a um olhar humano. Segundo a profissional, o momento simboliza maturidade e preparo. “O marco ‘10 + 1’ representa consistência e coragem para continuar evoluindo. Desde a minha colação de grau, em 2007, eu já tinha o sonho de construir a LP em Cariacica e em Vitória. Foram 18 anos de trabalho, entrega diária e crescimento. Hoje tenho certeza de que cada fase foi necessária para que esse projeto nascesse no tempo certo, maduro e preparado para tudo o que ele exige”, afirma. A LP Vitória já está em pleno funcionamento e se consolida como um novo endereço da odontologia premium na capital capixaba, refletindo a trajetória de uma profissional que transforma técnica em cuidado e excelência em legado. LP Vitória Av. Nossa Senhora dos Navegantes, 955, sala 706, Ed. Global Tower Enseada do Suá – Vitória Instagram: @dralarissapavesi Responsável técnica: Larissa Pavesi – CRO-ES 5449 / EPAO 3330
Saiba como aproveitar o verão para aumentar as vendas do seu negócio
Alta no turismo cria ambiente propício para quem quer faturar mais Com o aumento das viagens a turismo no verão, o empreendedor antenado sai na frente. No Espírito Santo, só o período de Carnaval deve atrair 690 mil turistas e movimentar R$ 830 milhões, segundo dados da Secretaria de Turismo do Estado (Setur). De acordo com a gerente de Competitividade e Produtividade do Sebrae/ES, Ana Karla Macabu, esse interesse pelo Estado gera impactos positivos em diferentes setores. “Quanto maior a duração da estadia, maior o gasto e mais oportunidades para empreendedores”, afirma. As opções para os empreendedores surfarem essa onda passam por acompanhar tendências e conhecer bem o público. Entre as estratégias estão criar experiências integradas, estabelecer parcerias, investir em serviços diferenciados e fortalecer a presença digital, além de apostar em produtos locais com identidade cultural. Na pesquisa Intenções de Viagens – Verão 2026, realizada pelo Sebrae/ES, 40,4% das pessoas que pretendem viajar escolheram destinos dentro do Espírito Santo. As viagens de curta duração são maioria: 55,1% planejam passar apenas um fim de semana fora, enquanto 14,7% optam por viagens entre sete e 15 dias. Os destinos mais procurados são Vitória, Marataízes e Guarapari, com preferência por praias, cachoeiras e montanhas. Para esses perfis de consumo, estruturar parcerias entre comércios locais pode ser uma estratégia rentável. A gerente do Sebrae/ES cita exemplos como integração entre pousadas, restaurantes e agências de turismo, além de guias locais, transporte e artesãos em pontos de hospedagem. A pesquisa aponta ainda que o gasto médio por viagem é de R$ 1.753, sendo R$ 772 por pessoa, reforçando o potencial de consumo no período. Nesse cenário, lojas de artesanato, moda praia, souvenirs e produtos regionais têm grande apelo. “A vontade de levar lembranças da viagem é um forte motivador de compra”, explica Ana Karla. Empreendedores podem apostar na venda de produtos com identidade capixaba, kits regionais e presença em pontos estratégicos próximos a praias e atrativos naturais. Serviços personalizados de recepção com produtos locais também ganham espaço. “Nossa agroindústria é riquíssima. Geleias, queijos, pães artesanais e cafés especiais fazem diferença na experiência do consumidor”. Para o diretor-técnico do Sebrae/ES, Eurípedes Pedrinha, os dados ajudam a orientar decisões. “Quando entendemos como, onde e quanto o consumidor pretende gastar, é possível transformar informação em estratégia”, destaca. Turismo com identidade A loja C410 (@c410capixaba) aposta na identidade capixaba para impulsionar as vendas de suvenires regionais. Além de turistas, os produtos também atraem moradores que buscam presentes com identidade local. Entre os itens estão canecas, ímãs de geladeira, marcadores magnéticos, chaveiros e cadernos. Segundo a proprietária Taiane Lima (foto), oferecer produtos com identidade regional é um diferencial competitivo. “O capixaba se identifica, e o turista leva para casa algo que representa a cultura local”. Os produtos de menor valor e fácil transporte lideram as vendas, enquanto as canecas mantêm forte apelo afetivo. A marca possui loja física na Praia do Canto, em Vitória, e revenda em seis pontos estratégicos ao longo da Rodovia do Sol. Prepare-se também para o Carnaval Para a artesã Renata Ronceti, criadora da marca Adorno D’Elas (@adornodelas), o verão e o Carnaval são os períodos mais estratégicos do ano. Nessa época, a produção chega a ser seis vezes maior do que no restante do ano. A empreendedora trabalha com acessórios artesanais em loja itinerante e aposta na leitura de tendências aliada à identidade da marca, adaptando cores e combinações ao clima carnavalesco e às escolas de samba. Outro ponto estratégico é a presença física em locais com grande circulação de público, como a Praia da Guarderia e eventos temáticos. Para quem empreende, a principal lição é escolher bem onde, como e para quem vender, transformando o movimento do verão e do Carnaval em oportunidade de faturamento.
Braveo aposta em inteligência artificial para otimizar vendas no e-commerce
Plataforma desenvolve motor inteligente para automatizar pedidos e ampliar uso estratégico de dados A Braveo, plataforma nacional de distribuição B2B, implementou um motor inteligente de orquestração de vendas em seu e-commerce com o objetivo de ampliar a eficiência comercial, otimizar o uso de dados e tornar a jornada de compra mais ágil para clientes e equipes de vendas. O projeto foi desenvolvido pela Globalsys, responsável pela criação da solução tecnológica baseada em inteligência artificial, análise de dados e automação de processos. Solução busca reduzir complexidade das compras no ambiente B2B No modelo B2B, o processo de compra costuma envolver negociações recorrentes e forte interação entre vendedores e clientes, o que pode demandar alto esforço operacional e limitar a escalabilidade das operações. Para enfrentar esse cenário, a Braveo buscou uma solução capaz de antecipar necessidades de compra, automatizar pedidos recorrentes e manter a personalização das vendas. O sistema também integra canais digitais já utilizados pelos clientes, como o WhatsApp. A iniciativa resultou no desenvolvimento do Motor de Orquestração B2B, ferramenta integrada ao e-commerce que analisa o histórico de compras dos clientes, identifica padrões de consumo e gera automaticamente sugestões de carrinho de compras personalizadas. Automação mantém flexibilidade e integra comunicação com clientes Os carrinhos sugeridos podem ser ajustados pelo cliente, permitindo inclusão ou exclusão de produtos e alteração de quantidades. Após a montagem, o pedido pode ser enviado diretamente ao cliente por meio da integração com o ChatX, sistema que utiliza o WhatsApp como canal de comunicação comercial. A base tecnológica da solução utiliza análise estruturada de dados e integração de sistemas. Para isso, a Globalsys também implementou o GNexum, plataforma voltada à consolidação e análise de informações comerciais, logísticas e operacionais. Projeto amplia produtividade e capacidade de escala Com a implementação do sistema, a Braveo registrou redução no tempo de compra, aumento da produtividade das equipes comerciais e melhoria na experiência do cliente. A solução também permitiu ampliar a escala da operação sem perda de personalização ou controle dos processos. Para viabilizar o projeto, a Globalsys atuou em diferentes frentes, incluindo desenvolvimento do e-commerce, integração de sistemas, serviços de banco de dados e sustentação tecnológica da plataforma.
Obras de Rembrandt já estão no Espírito Santo; exposição abre dia 26 no Palácio Anchieta
Gravuras originais do artista holandês integram mostra internacional com entrada gratuita As gravuras originais do artista holandês Rembrandt van Rijn já estão no Espírito Santo e passam pelos preparativos finais para a abertura da exposição “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra”, que será inaugurada no dia 26 de fevereiro, no Palácio Anchieta, em Vitória. A mostra terá entrada gratuita e reúne 69 obras produzidas no século XVII. A exposição integra um circuito internacional e já passou por Belo Horizonte e pelo Rio de Janeiro. As obras pertencem a uma coleção italiana e apresentam diferentes fases da produção artística de Rembrandt. Reconhecido pelo domínio da técnica do claro-escuro, o artista desenvolveu trabalhos que exploram contrastes entre luz e sombra para retratar emoções humanas e temas religiosos. A exposição está organizada em dois eixos temáticos: o humano e o divino. Entre as obras exibidas estão Autorretrato com Saskia (1636), A Descida da Cruz (1633), A Ressurreição de Lázaro (1632), O Jogador de Cartas (1641), O Manto de José Trazido a Jacó (1633) e Cristo Expulsando os Cambistas do Templo (1635). Mostra apresenta processo criativo e legado artístico As gravuras foram produzidas principalmente com técnicas de água-forte e ponta-seca. A exposição também apresenta elementos que mostram etapas do processo criativo do artista e sua influência na história da arte. A obra de Rembrandt inspirou gerações de artistas, entre eles Vincent van Gogh. Parte desse legado permanece preservado na Casa de Rembrandt, museu instalado na antiga residência do artista. Montagem terá recursos acessíveis e experiência imersiva A montagem da exposição contará com espaço dedicado a experiências acessíveis, incluindo reproduções táteis das obras, textos em braile, audioguia e vídeos em Libras. A mostra também terá uma estrutura imersiva em formato de cubo, onde as gravuras serão ampliadas e projetadas ao redor do público. Segundo o diretor da Premium Comunicação Integrada de Marketing, Álvaro Moura, a exposição integra um conjunto de mostras internacionais realizadas no Espírito Santo com obras de artistas como Leonardo da Vinci, Monet, Picasso e Michelangelo. A exposição tem patrocínio da Biancogres e Supermercados BH e é viabilizada pela Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. A organização é da The Art Co. em conjunto com a Brasil Meeting Points, com realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Prefeitura de Vitória investe em oficinas para avançar em transformação digital
A Prefeitura de Vitória, por meio da Secretaria de Gestão e Planejamento (SEGES), está realizando Oficinas de Arquitetura de Problemas como parte das estratégias de transformação digital e modernização da gestão pública municipal. A ação é desenvolvida em parceria com o Laboratório Urbano Vivo de Vitória (LUV). O objetivo das oficinas é identificar, analisar e priorizar desafios enfrentados pela administração municipal antes da implementação de soluções tecnológicas e projetos que envolvam inovação e inteligência artificial. Oficinas envolvem secretarias estratégicas da administração municipal Até o momento, a iniciativa já contou com a participação das secretarias de Gestão e Planejamento, Fazenda e Saúde. A proposta integra as ações da Prefeitura voltadas ao uso de dados, revisão de processos administrativos e desenvolvimento de soluções digitais para a gestão pública. Segundo o secretário de Gestão e Planejamento e de Fazenda, Regis Mattos, a metodologia parte da escuta estruturada das equipes técnicas e gestoras das secretarias. “A etapa de escuta estruturada é voltada à identificação, qualificação e priorização dos principais desafios enfrentados pelas secretarias. As oficinas têm como objetivo construir uma compreensão aprofundada dos problemas públicos, a partir da realidade dos processos e da gestão, antes da definição de soluções, projetos, iniciativas de inovação ou uso de inteligência artificial”, afirmou. Metodologia reúne análise de processos e uso de dados Durante os encontros, são realizados mapeamentos de fluxos de trabalho, análise de processos administrativos e levantamento de demandas operacionais da gestão municipal. A metodologia reúne conceitos de arquitetura de problemas, transformação digital e inteligência artificial com foco na qualificação das decisões administrativas e no direcionamento de projetos tecnológicos. De acordo com o CEO da Ikone e diretor-executivo do Laboratório Urbano Vivo de Vitória, Tullio Ponzi, a proposta busca estruturar políticas públicas com base em dados e testes de soluções aplicadas ao ambiente urbano. “A parceria da Prefeitura com o Laboratório Urbano Vivo de Vitória busca estruturar políticas públicas a partir de uma abordagem colaborativa, com uso de dados e testes de soluções em ambiente urbano”, disse. As oficinas já foram realizadas com três secretarias municipais e devem ser ampliadas para outras áreas da administração nos próximos dias.
Fabricio Augusto de Oliveira – “SELIC a 15%: não deu zebra!”
Não deu zebra. Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copo,) do Banco Central do dia 28 de janeiro, a taxa nominal de juros (Selic) foi mantida, pela sexta vez, em 15%. Essa era a expectativa do mercado e o Banco Central não a contrariou, usando argumentos defensáveis, mas não suficientes para convencer o próprio mercado, o governo e a população de ter sido uma decisão tecnicamente correta. A justificativa para a manutenção da taxa de juros nesse nível é a de que o cenário externo continua nebuloso muito em virtude das imprevisíveis políticas do governo Trump e também pelo risco fiscal em que o governo tem enredado o Brasil, com uma relação dívida/PIB que já está batendo na casa de 80% no conceito do Banco Central. Não são argumentos indefensáveis, mas há uma série de motivos para defender que essa redução já poderia estar acontecendo, indicando que a Selic está fora do lugar. A mais importante é a de que a taxa de inflação vem desacelerando há algum tempo tanto como fruto da política monetária altamente restritiva implementada pelo Banco Central como de fatores externos que têm contribuído para o enfraquecimento do dólar, o que ajuda na contenção da inflação. Tendo fechado o ano de 2025 em 4,26%, dentro da faixa da meta de 3%, as projeções do mercado continuam apostando em seu declínio em 2026, com essa expectativa tendo caído para 4%, de acordo com o Boletim Focus do dia 26 de janeiro. Mantida essa tendência, que não deve ser revertida com o início de pequenas reduções da Selic, por ela se encontrar em patamar proibitivo para o consumo e o investimento, não existe nenhuma razão para não se caminhar nessa direção. A segunda, o juro real que se encontra escondido na taxa nominal. Com uma expectativa de inflação de 4% e, mantida a Selic em 15%, a taxa de juro real atinge 10,58% no ano, nível dificilmente obtido por qualquer aplicação na atividade econômica, caso essa expectativa se confirme. Se não a maior, o juro real no Brasil está entre os maiores do mundo. Precisariam de tanto realismo ou apenas representa a mais servil prestação de serviços ao capital financeiro? Mais grave, é que essa taxa mantida em níveis pornográficos contamina absurdamente as contas públicas. Em 2025, somente os juros dos encargos da dívida pública representaram 7,91% do PIB, um nível revelador das dificuldades para o ajuste primário conseguir deter o crescimento de seu estoque. Mesmo colhendo um PIB positivo e um resultado primário próximo do equilíbrio entre receitas e despesas, não é possível, nessas condições, interromper e reverter essa trajetória da dívida bruta do governo geral (DBGG), que atingiu 78,7% em 2025, no conceito do Banco Central, e de 93,4% no do FMI, e a progressiva deterioração das contas públicas. Como o risco fiscal é apontado como um dos fatores que tem orientado essa política esquizofrênica do Banco Central, como enfrentar essa questão se é a própria autoridade monetária a responsável por essa situação? O FED, banco central dos Estados Unidos, seguiu o mesmo caminho do Brasil, mantendo os juros, também na sua última reunião, entre 3,5% e 3,75%. Acontece que lá, a inflação fechou o ano de 2025 em 2,7%, com uma taxa real de juros de meros 1%, apenas 1 ponto percentual acima da taxa de inflação, muito diferente do Brasil. A interrupção do ciclo de baixa iniciada pelo FED em setembro de 2025 explica-se, segundo a instituição, pelo fato de a taxa de desemprego manter-se estabilizada, mas com a pressão inflacionária continuando forte, impactada pela política tarifária de Trump. Não se observa, assim, nenhum exagero como ocorre com a política monetária no Brasil. O mercado aposta que a Selic começará a ser reduzida a partir da próxima reunião do Copom prevista para o mês de março e que chegará a 12,25% no final do ano. Caso o Bano Central, com a obsessão de levá-la a convergir para a meta de 3%, conseguir esse feito, a taxa de juros real cairá para 9,73%. Mas deve-se considerar ser essa a taxa que remunera os títulos da dívida pública emitidos pelo governo e de ser bem superior a cobrada pelo sistema bancário em seus empréstimos para os tomadores de crédito. Encontrar algum empresário disposto a fazer investimentos de risco ou um consumidor a realizar compras pelo crediário com a taxa neste nível não é nada fácil. Para a gestão Galípolo à frente do Banco Central, tido por seus pares como um economista heterodoxo, cabe lembrar a frase do filósofo grego Platão de que “a medida de um homem é o que ele faz no poder”. Não do que fala e defende quando está fora deste circuito. *Fabricio Augusto de Oliveira é doutor em economia pela Unicamp, membro da Plataforma de Política Social e do Grupo de Estudos de Conjuntura do Departamento de Economia da UFES, articulista do Debates em Rede, e autor, entre outros, do livro “Karl Marx: a luta pela emancipação humana e a crítica da Economia Política”, publicado, em 2025, pela Editora Contracorrente.
Estudo aponta perfil do comprador de imóveis e reforça protagonismo do mercado de usados
Levantamento mostra predominância masculina, média de 47 anos, classe B e intenção de compra para moradia própria Um levantamento realizado pela DataZAP, integrante do Grupo OLX, traçou o perfil do comprador de imóveis no Brasil e revelou o fortalecimento do mercado de imóveis usados. A pesquisa “Moradia do Amanhã – Compra”, realizada entre outubro e novembro de 2025 com usuários das plataformas ZAP Imóveis, Viva Real e OLX, indica que o comprador predominante é homem, com cerca de 47 anos, pertencente à classe B e com objetivo de adquirir imóvel próprio nos próximos 12 meses. Segundo o estudo, o orçamento médio desse público chega a R$ 499 mil. Entre as preferências, há predominância por casas, escolhidas por 57% dos entrevistados, enquanto 33% optam por apartamentos. O levantamento também aponta que 60% dos compradores demonstram maior interesse por imóveis usados. Em relação às características do imóvel, os entrevistados valorizam unidades com área entre 31 e 60 metros quadrados, com dois ou três dormitórios, uma suíte, dois banheiros e vaga de garagem. A funcionalidade dos ambientes e a boa ventilação também aparecem entre os critérios mais relevantes na decisão de compra. Para o especialista do setor imobiliário Ricardo Gava, diretor da Gava Crédito Imobiliário e da Ademi/Secovi-ES, compreender o perfil do comprador é fundamental para orientar estratégias do mercado. Segundo ele, a demanda crescente por imóveis usados com valores moderados reforça a necessidade de ofertas que combinem acessibilidade financeira, boa localização e praticidade. O estudo também destaca a crescente importância de fatores ligados à localização. A segurança climática, com a preferência por regiões menos suscetíveis a enchentes, é prioridade para 91% dos entrevistados. Além disso, 59% valorizam a proximidade com áreas verdes, enquanto 58% consideram essencial o acesso facilitado ao transporte público e a opções de mobilidade ativa. A acessibilidade também ganha relevância, com destaque para imóveis que ofereçam rampas, banheiros adaptados e pisos táteis. Programas habitacionais como o Minha Casa Minha Vida também seguem como alternativa para parte dos compradores, sendo citados por 45% dos participantes. O financiamento imobiliário aparece como principal caminho para aquisição, com interesse manifestado por 60% dos entrevistados, incluindo linhas de crédito que podem chegar a R$ 2,25 milhões, com condições de juros reduzidos e possibilidade de cobertura parcial das parcelas por instituições financeiras. Os dados indicam que, mesmo diante de desafios econômicos, o desejo da casa própria permanece como uma das principais metas dos brasileiros que planejam adquirir um imóvel no curto prazo.