Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo passam a contar com um novo serviço de confirmação de consultas e exames por meio do WhatsApp. As mensagens serão enviadas pelo número (27) 3636-1236, canal oficial do Governo do Estado. A novidade foi anunciada nesta terça-feira (10) pelo governador Renato Casagrande, pelo vice-governador Ricardo Ferraço e pelo secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, em vídeo divulgado nas redes sociais. Neste primeiro momento, o serviço funcionará como um aviso de agendamento. Os pacientes ainda precisarão retirar o comprovante presencialmente em uma unidade de saúde para apresentá-lo no atendimento. A expectativa do Governo do Estado é que, em breve, o comprovante e as senhas de acesso passem a ser enviados diretamente pelo WhatsApp, eliminando a necessidade de deslocamento até o posto de saúde. De acordo com o governador Renato Casagrande, a iniciativa utiliza a tecnologia para facilitar o acesso da população aos serviços de saúde e tornar o SUS capixaba mais eficiente, contribuindo para a redução de faltas em consultas e exames e para uma melhor organização da oferta de atendimentos. A ação integra o programa Conecta Espírito Santo, voltado à digitalização de serviços públicos e à melhoria do atendimento à população. Para receber as mensagens, é necessário manter o cadastro atualizado no SUS. A atualização pode ser feita pelo site Integra Cidadão ou presencialmente em uma unidade de saúde. O projeto é desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), em parceria com o Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (IAUPE). Segundo o secretário Tyago Hoffmann, o sistema também deve ajudar a reduzir o absenteísmo, atualmente em torno de 30% no SUS capixaba, além de permitir identificar os motivos das faltas e aprimorar o planejamento dos serviços. A Sesa prevê ampliar o serviço digital para permitir confirmação e cancelamento de consultas e exames diretamente pelo WhatsApp. Fonte: Sesa-ES
Interior capixaba criou mais empregos que a Grande Vitória em 2025
Aracruz, Anchieta, Cachoeiro de Itapemirim e Linhares integram ranking das cidades que mais criaram vínculos formais de trabalho no ano O interior do Espírito Santo ganhou protagonismo na geração de empregos formais em 2025 e apresentou crescimento mais intenso do que a Região Metropolitana da Grande Vitória. No acumulado do ano, os municípios do interior criaram 7.084 novos postos com carteira assinada, enquanto a Grande Vitória respondeu por 6.732 vagas. Em termos proporcionais, o estoque de vínculos formais avançou 2,0% no interior, frente a 1,2% na Região Metropolitana. As análises fazem parte do Connect Fecomércio-ES, com base nos dados do Mercado de Trabalho Formal (CAGED-MTE). Entre os dez municípios que mais geraram empregos ao longo de 2025, quatro são do interior capixaba: Aracruz, Anchieta, Cachoeiro de Itapemirim e Linhares. Aracruz, inclusive, liderou o ranking estadual com a criação de 2.524 vagas formais, volume praticamente duas vezes superior ao registrado por Cariacica, segunda colocada, com 1.293 novos vínculos. Aproximadamente metade das vagas do primeiro colocado foi aberta pela indústria. É um resultado que evidencia a relevância do polo industrial de Aracruz para a geração de emprego e para a diversificação da base produtiva estadual. Outro destaque foi Anchieta, que registrou saldo positivo de 1.176 postos e apresentou o maior crescimento proporcional entre os municípios do ranking (20,3%). Cachoeiro de Itapemirim teve 1.162 novos postos, e Linhares, 1.142. Na Região Metropolitana, destacaram-se Serra (1.281 vagas), Vitória (1.186), Guarapari (1.072), Viana (907) e Vila Velha (845). Segundo André Spalenza, coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES, os dados indicam uma mudança importante na dinâmica econômica do estado. “O crescimento mais intenso do emprego no interior mostra que a atividade econômica está mais distribuída. Isso fortalece o desenvolvimento regional e reduz a concentração de oportunidades apenas na Grande Vitória”, destaca. No resultado consolidado do estado, o Espírito Santo encerrou 2025 com saldo líquido de 13.816 novos empregos formais, apesar do fechamento de 9.972 postos em dezembro. Segundo André Spalenza, a retração registrada no último mês de 2025 seguiu o padrão nacional, marcado por ajustes de fim de ano, encerramento de contratos temporários e desaceleração após o pico de consumo da Black Friday e do Natal. A pesquisa completa está disponível em portaldocomercio-es.com.br. Sobre o Sistema Fecomércio-ES A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixabas – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).
Carnaval de Itaúnas terá bloquinhos tradicionais e shows regionais
O Carnaval da Vila de Itaúnas, em Conceição da Barra, começa nesta sexta-feira (13) e segue até a Quarta-feira de Cinzas (18), com uma programação repleta de bloquinhos tradicionais e atrações regionais, com destaque para o forró, ritmo tradicional da região. As atividades prometem animar moradores e visitantes no Palco da Pracinha e pelas ruas da vila. Na sexta-feira, a programação tem início às 19h, com uma oficina de Carnaval aonde a bateria da vila faz seu último ensaio geral. Às 21h30, a animação fica por conta do show de Max e Banda. No sábado, desfila o primeiro bloco do Carnaval, “Itaúnas Para Sempre Vou Te Amar”, que sai pelas ruas a partir das 19h. Em seguida, o público confere o show da banda de forró raiz Fogumano. O domingo, terceiro dia de folia, começa às 17h com a matinê comandada pelo tradicional bloco infantil “Girinos”. Logo depois, o bloco “Ai Dentro” toma conta das ruas da vila. À noite, o Grupo Só Balanço sobe ao palco com muito samba e pagode. Na segunda-feira, o bloco “Solta a Perereca & Rosas de Ouro” agita os foliões com muita batucada. A programação segue no Palco da Pracinha com show da cantora Kelly Muniz, trazendo samba e pagode para o público. A terça-feira será marcada pelo desfile do bloco “Óia o Jegue” e pelo forró, tradicional da região, com apresentação do cantor Luiz Marreta. Já na Quarta-feira de Cinzas, o bloco “Ressaca de Carnaval” encerra a programação, seguido do show de Lu Lima e convidado especial. Confira a programação: Sexta-feira – 13/02 19:00 – Oficina de Carnaval (Rua) 21:30– Max e Banda (Palco Pracinha) Sábado – 14/02 19 horas – “Itaúnas Para Sempre Vou Te amar” (Bloco de Rua) 21:30 – Fogumano (Forró- Palco Pracinha) Domingo – 15/02 17 horas – “Girinos” (Bloco de Rua Infantil) 19 horas – “Ai Dentro” (Bloco de Rua) 21h30 – Só Balanço (Samba e pagode- Palco Pracinha) Segunda-feira – 16/02 19 horas – “Solta a Perereca & Rosas de Ouro” (Bloco de Rua) 21h30 – Kelly Muniz (Pagode- Palco Pracinha) Terça-feira – 17/02 19:00 – “Óia o Jegue” (Bloco de Rua) 21h30– Luiz Marreta (Forró-Palco Pracinha) Quarta-feira – 18/02 19:00- “Ressaca de Carnaval” (Bloco de Rua) 21h30–Lu Lima e Convidado (Forró-Palco Pracinha)
ES retoma posto de 2º maior produtor de petróleo do Brasil após crescer de 24,5% em 2025
Produção média de 192,9 mil barris por dia recoloca o Estado na vice-liderança nacional, segundo dados da ANP compilados pelo Observatório Findes O Espírito Santo voltou a ocupar a posição de segundo maior produtor de petróleo do Brasil em 2025, após registrar crescimento de 24,5% na produção anual, superando São Paulo e ficando atrás apenas do Rio de Janeiro no ranking nacional. Ao longo do ano, a produção capixaba alcançou média de 192,9 mil barris por dia, consolidando a recuperação do Estado no setor de óleo e gás. Os dados são do Painel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados no fim de janeiro de 2026 e compilados pelo Observatório Findes. O resultado marca o retorno do Espírito Santo à vice-liderança após seis anos — entre 2007 e 2018, o Estado ocupou de forma consistente a segunda colocação nacional, posição perdida para São Paulo entre 2019 e 2024. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, o desempenho reforça a importância estratégica do setor para a economia estadual. Ele destaca que a atividade petrolífera amplia a arrecadação, estimula investimentos e movimenta uma ampla cadeia produtiva formada por mais de 600 empresas no Estado, responsáveis por cerca de 15 mil empregos formais. O avanço da produção de petróleo e gás também contribuiu para o crescimento de 18,3% da produção industrial da indústria extrativa capixaba em 2025, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE. O segmento inclui as atividades de petróleo, gás natural e mineração. No cenário nacional, a produção média de petróleo atingiu 3,8 milhões de barris por dia em 2025, alta de 12,2% em relação a 2024, enquanto a produção de gás natural chegou a 179 milhões de metros cúbicos por dia, crescimento de 16,9%, de acordo com a ANP. Produção offshore lidera crescimento O principal motor da expansão no Espírito Santo foi a produção offshore, responsável por 185,5 mil barris por dia, um aumento de 25,9% na comparação anual. Já a produção onshore somou 7,4 mil barris por dia, com leve queda de 1,7%. Na produção de gás natural, o Estado registrou média de 5,1 milhões de metros cúbicos por dia em 2025, crescimento de 39,5%, impulsionado pela produção no mar, que avançou 41,6%, enquanto a produção em terra recuou 23,5%. Entre os campos de maior destaque está Jubarte, operado pela Petrobras e localizado a cerca de 76 quilômetros do Pontal de Ubu, em Anchieta, que registrou aumento de 32,7% na produção de petróleo e de 51,8% na produção de gás natural, segundo o gerente de Ambiente de Negócios do Observatório Findes, Nathan Diirr. No ambiente onshore, alguns campos do Norte do Estado apresentaram crescimento, como Fazenda Santa Luzia, com alta de 21,9%, e Inhambu, com avanço de 19,9%. Já a queda na produção de gás natural em terra foi influenciada principalmente pelo campo de São Mateus Leste, que registrou redução de 51,1%. Vice-liderança ao longo do ano Durante 2025, o Espírito Santo ocupou a segunda posição nacional entre abril e novembro. Em dezembro, a produção caiu para 179,3 mil barris por dia, e o Estado terminou o mês na terceira colocação, atrás do Rio de Janeiro e de São Paulo. Ainda assim, a média anual garantiu o retorno à vice-liderança no ranking nacional. A expectativa para 2026 é de reforço na produção com a retomada das operações do FPSO Maria Quitéria, da Petrobras, que está fora de operação desde dezembro de 2025 devido a uma parada programada para reparos no gasoduto de exportação. A previsão é que a unidade volte a produzir até o fim de fevereiro.
Alta joalheria como estratégia de marca: quando o luxo constrói valor no longo prazo
Em um mercado de luxo cada vez mais atento à longevidade, à origem dos materiais e ao valor simbólico dos objetos, a alta joalheria mantém um lugar especial. Diferente de tendências efêmeras, as joias seguem associadas à ideia de permanência, com peças pensadas para passar por gerações, carregar histórias e preservar valor, mesmo em cenários econômicos instáveis. O destaque é maior ainda nas joalherias autorais, que criam peças únicas, com forte carga estética e simbólica, quase como obras de arte. Esse movimento, observado em mercados tradicionais como Europa e Estados Unidos, também se reflete no fortalecimento de marcas autorais que unem design, narrativa e responsabilidade. É nesse contexto que a joalheria brasileira tem ampliado sua presença internacional, levando uma estética própria e gemas nacionais para vitrines de prestígio. Com o comportamento do consumidor de luxo, que passou a valorizar menos a repetição e mais a autoria, o design deixa de ser apenas forma e passa a ser narrativa, identidade e expressão. Cada joia carrega um conceito e um olhar criativo próprio, o que ajuda a explicar o interesse crescente por marcas autorais, capazes de imprimir personalidade e sentido às suas criações. É nesse contexto que se insere a trajetória da designer de joias capixaba Carolina Neves, que há mais de 12 anos constrói uma marca voltada à alta joalheria contemporânea. Com nove anos de atuação no mercado internacional, a marca soma atualmente 11 pontos de venda físicos e 7 online distribuídos entre Brasil, Estados Unidos e França, integrando boutiques reconhecidas pela curadoria voltada ao design independente. “A joia precisa ter sentido. Não é apenas sobre estética ou valor financeiro, mas sobre o que aquela peça comunica e representa ao longo do tempo”, afirma a designer. Segundo ela, o interesse crescente por joias com identidade própria acompanha um consumidor mais consciente, que busca entender a procedência dos materiais, o processo de criação e a história por trás de cada peça. Esse processo criativo recente pode ser observado na coleção Linea, lançada pela marca como resultado de um mergulho da designer nos movimentos Art Déco e Art Nouveau. A linha traduz o encontro entre curvas orgânicas e estruturas geométricas, reforçando a proposta de criar peças atemporais, com identidade própria e forte carga artística. “Estudei muito sobre os movimentos artísticos para criar essa coleção e quis transmitir a atemporalidade, equilibrando romantismo e modernidade”, comenta. Esse olhar se reflete também nos critérios exigidos para a entrada em mercados internacionais. Para integrar vitrines de luxo nos Estados Unidos e na Europa, marcas precisam atender a padrões rigorosos de transparência, qualidade e rastreabilidade. No caso da Carolina Neves, todas as peças são produzidas em ouro 18k e utilizam gemas certificadas. A joalheria conta com gemólogo próprio e mantém parcerias com mineradoras que asseguram a extração ética, como a Mina do Cruzeiro, em Minas Gerais, conhecida pelas turmalinas coloridas que se tornaram assinatura das criações da designer. “O mercado internacional é exigente, mas muito receptivo quando percebe autenticidade. O Brasil tem uma riqueza de gemas, liberdade criativa e uma ‘bossa’ que despertam interesse lá fora”, destaca Carolina. Essa combinação de design autoral, cores intensas e influência brasileira tem sido um diferencial competitivo em feiras e premiações internacionais, como a Couture, em Las Vegas, onde a designer figurou entre finalistas de importantes prêmios do setor. No Brasil, o segmento também passa por um reposicionamento. As joias voltam a ser entendidas como bens duráveis, itens de valor cultural e afetivo, além de peças que atravessam gerações. “Criar joias é criar algo que resiste ao tempo. Quando a peça tem alma, ela nunca sai de moda”, resume Carolina.