A instituição financeira cooperativa Sicredi atingiu a marca de 10 milhões de associados no país, mais que dobrando sua base em cinco anos. Em 2021, eram 5 milhões; hoje, o número chega ao novo patamar após um crescimento de 13% apenas nos últimos 12 meses. O resultado consolida o Sicredi entre os principais sistemas financeiros cooperativos do Brasil. Atualmente, 75% dos associados são pessoas físicas. As pessoas jurídicas representam 16%, com forte presença entre micro, pequenas e médias empresas — cerca de 27% das pequenas empresas brasileiras já são atendidas, o equivalente a aproximadamente 400 mil CNPJs. O segmento agropecuário responde por 9% da base. Segundo o presidente do Conselho de Administração da SicrediPar, Fernando Dall’Agnese, o desempenho reflete a confiança no cooperativismo. “Alcançar a marca de 10 milhões de associados é um momento histórico e motivo de orgulho para as 100 cooperativas que integram o Sistema. Esse resultado demonstra a confiança das pessoas em um modelo que alia crescimento sustentável, relacionamento próximo e impacto positivo nas comunidades”, afirma. Espírito Santo segue trajetória de alta No Espírito Santo, o avanço acompanha o ritmo nacional. A primeira agência foi inaugurada em 2021 e, dois anos depois, a base já ultrapassava 55 mil associados. Em 2024, o número superou 105 mil — alta de 93% em relação ao ano anterior, praticamente dobrando em um ano. Entre 2024 e 2025, o crescimento foi de 48%, encerrando dezembro com mais de 157 mil associados no Estado. Para o diretor executivo da Sicredi Serrana, Fabrício Cambruzzi, o desempenho está ligado à interiorização do cooperativismo e à proximidade com as comunidades. “O Espírito Santo tem demonstrado maturidade e abertura para o modelo cooperativo. Nosso crescimento reflete a capacidade de atender diferentes perfis, do produtor rural ao empreendedor urbano”, destaca. Rede em expansão e retorno aos associados Para sustentar o crescimento, o Sicredi mantém mais de 3 mil pontos de atendimento distribuídos por cerca de 2,2 mil municípios brasileiros. Apenas no último ano, foram abertas mais de 190 agências, e a previsão é encerrar 2026 com aproximadamente 200 novas unidades. A instituição também destaca o chamado Benefício Econômico do Sicredi, indicador calculado com base na metodologia do Banco Central. Em 2024, foram gerados R$ 25,5 bilhões aos associados — o equivalente a uma economia média de R$ 2.931,17 por pessoa. De acordo com o diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi, César Bochi, o crescimento está diretamente ligado ao impacto regional. “A marca de 10 milhões de associados vai além de um número e evidencia a força de um modelo que cresce gerando benefícios concretos para as pessoas e para as comunidades onde atuamos”, afirma. Investimentos sociais e crédito sustentável O Relatório de Sustentabilidade 2025 indica que, ao longo de 2024, foram destinados mais de R$ 435 milhões a iniciativas sociais por meio do FATES, Fundo Social, doações, leis de incentivo e patrocínios socioculturais. No mesmo período, cerca de R$ 15 bilhões foram liberados para o empreendedorismo feminino, enquanto a carteira de crédito voltada à Economia Verde alcançou aproximadamente R$ 58 bilhões. Com a marca de 10 milhões de associados e expansão contínua da rede, o Sicredi mantém foco na ampliação da base, na presença territorial e na geração de impacto econômico e social nas regiões onde atua.
João Batista Dallapiccola Sampaio – “O canto da sereia”
Em 21 de fevereiro de 1848, um documento de profunda ressonância histórica foi lançado ao mundo: o Manifesto Comunista, obra de Karl Marx e Friedrich Engels. Publicado em meio à efervescência da Primavera dos Povos, um período de intensas revoluções e transformações sociais na Europa, o Manifesto prometia uma nova era, livre das amarras da exploração e da desigualdade. Suas palavras, carregadas de um idealismo revolucionário e de uma visão utópica de uma sociedade sem classes, ecoaram como um canto sedutor, uma melodia que prometia a libertação e a justiça absoluta para as massas oprimidas. Essa promessa, contudo, assemelha-se perigosamente ao canto das sereias na epopeia homérica da Odisseia. Na narrativa de Homero, as sereias, com suas vozes maravilhosas e irresistíveis, atraíam os marinheiros para um destino fatal, onde seus navios se despedaçavam contra as rochas e suas vidas eram ceifadas. A doçura de seu chamado mascarava a destruição iminente, e apenas Ulisses, amarrado ao mastro de seu navio e com a tripulação de ouvidos vedados, conseguiu testemunhar a sedução sem sucumbir à sua força aniquiladora. O Manifesto Comunista, em sua essência, apresentou-se como um convite igualmente irresistível, um apelo à revolução que, sob o véu de uma retórica de emancipação, conduziria a humanidade a um abismo de infâmia e sofrimento. As ideias contidas no Manifesto, embora apresentadas como o caminho para a redenção social, revelaram-se, na prática, a gênese de uma das maiores chagas da história humana. A busca pela utopia comunista, que prometia o paraíso na terra, frequentemente se traduziu em regimes totalitários, supressão das liberdades individuais, perseguição política e crises humanitárias de proporções catastróficas. Exemplos como a União Soviética e a Coreia do Norte, entre outros, servem como testemunhos sombrios de como a promessa de libertação se converteu em opressão e miséria para milhões. A voz que prometia igualdade e prosperidade para todos, em muitos contextos, silenciou a dissidência, esmagou a iniciativa individual e mergulhou nações inteiras em um ciclo de pobreza e opressão. Entretanto, a crítica a esse “canto” não deve ser interpretada como uma anuência ao capitalismo selvagem, que, em sua busca desenfreada pelo lucro, muitas vezes ignora a dignidade humana e a justiça social, valores expressamente consagrados na Constituição Federal de 1988. O verdadeiro desafio do governante e do indivíduo consciente reside na busca pelo “meio termo” — o centro político e ético. É nesse equilíbrio que se encontra a verdadeira arte da administração pública: a capacidade de promover a liberdade econômica e a iniciativa individual sem abdicar da responsabilidade social e da proteção aos mais vulneráveis. O objetivo supremo de qualquer sistema deve ser, invariavelmente, o bem-estar dos administrados, garantindo que o progresso material caminhe lado a lado com a justiça e a estabilidade democrática. Assim, o 21 de fevereiro de 1848 não é apenas uma data de publicação, mas um marco que assinala o início de uma trajetória que, sob a bandeira de uma revolução libertadora, pavimentou o caminho para a tirania e a desumanização em larga escala. O “canto da sereia” do comunismo, com suas promessas de um mundo ideal, seduziu milhões, mas, ao invés de levá-los a um porto seguro, os conduziu a um naufrágio coletivo, deixando um legado de dor e uma mancha indelével na civilização. A história, com sua impiedosa clareza, demonstra que as mais belas utopias, quando impostas pela força e desprovidas de respeito pela dignidade humana, podem se transformar nos mais cruéis dos pesadelos. *Artigo escrito pelo advogado João Batista Dallapiccola Sampaio em parceria com o advogado Américo Pereira Rocha.
Findes leva inovação à Marmomac Brazil com novos cursos para o setor de rochas
Findes, Senai, Findeslab, IEL e Observatório Findesparticipam da maior feira mundial de rochas naturais com lançamento de cursos, mentorias e painéis técnicos A Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) marca presença na segunda edição da Marmomac Brazil, que acontece de 24 a 26 de fevereiro, em São Paulo, com uma agenda voltada à qualificação profissional e à inovação industrial. O principal destaque é o lançamento de novos cursos do SENAI ES direcionados ao segmento de rochas ornamentais. A programação inclui ainda mentorias, demonstrações tecnológicas e debates técnicos com participação do IEL, do FINDESLAB e do Observatório FINDES. Reconhecida como a maior feira mundial do setor de rochas naturais, a Marmomac reúne empresas e profissionais de diversos países e consolida o Brasil como vitrine internacional do segmento. Na edição de estreia no país, em 2025, o evento recebeu mais de 12 mil visitantes, cerca de 200 marcas expositoras e participantes de 75 países. Durante o evento, a unidade do SENAI em Cachoeiro de Itapemirim apresenta um novo portfólio de cursos presenciais voltados à indústria de rochas ornamentais, com foco no aperfeiçoamento técnico, na melhoria dos processos produtivos e no desenvolvimento de lideranças industriais. Técnicos da instituição estarão no estande para apresentar as soluções educacionais e dialogar com empresários e profissionais do setor. Ao longo dos três dias de feira, o estande da FINDES reunirá soluções voltadas à transformação digital e à modernização industrial. Entre as experiências disponíveis estão óculos de realidade virtual para simulação de automação, bancada de visão computacional para análise de objetos e aplicações de machine learning e inteligência artificial generativa voltadas à otimização de processos. O espaço também oferecerá mentorias de 20 minutos conduzidas pelo IEL-ES e pelo SENAI-SP. Um dos destaques é o encontro “Da extração ao algoritmo: quem vai liderar a próxima década”, conduzido pelo gerente de Negócios do IEL-ES, Flávio da Silva Velasquez. Espírito Santo lidera o setor De acordo com dados do Comex Stat e da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), o setor brasileiro de rochas naturais encerrou 2025 com o melhor desempenho de sua história, alcançando US$ 1,48 bilhão em exportações — crescimento de 17,5% em relação a 2024. O Espírito Santo mantém a liderança nacional na produção e exportação de rochas ornamentais, respondendo por 78,5% das vendas externas do país e registrando aumento de 12,2% no valor exportado na comparação anual. Para o presidente da FINDES, Paulo Baraona, a participação na Marmomac reforça o compromisso da indústria capixaba com a inovação e o posicionamento internacional. “O Espírito Santo é líder no setor de rochas e precisa continuar inovando para manter essa posição. Nossa presença na Marmomac reforça esse compromisso: apoiar as empresas com tecnologia, qualificação e visão estratégica para competir globalmente”, afirma. Programação dos painéis 24/02, das 15h às 16h – Espaço Stone Tech Rocha 4.0: Transformando Tecnologia em Valor e Competitividade Global A FINDES participa do palco Stone Tech com um debate sobre inovação e competitividade no setor de rochas ornamentais. A atividade será conduzida pela gerente executiva de Tecnologia e Inovação do SENAI ES, Juliana Gavini Uliana, e pela diretora da Escola SENAI de Construção Civil do SENAI-SP, Camila Pimenta. 25/02, das 10h15 às 12h – Auditório principal SENAI TALK: “Desafios e Oportunidades que transformam a Indústria de Rochas Ornamentais” O painel reúne especialistas e lideranças para discutir tendências, transformação digital e novos caminhos para a cadeia produtiva. Participam: • Juliana Gavini Uliana, gerente executiva de Tecnologia e Inovação do SENAI ES • Flávio da Silva Velasquez, gerente de Negócios do IEL-ES • Carolina Coelho Ferreira, gerente de Estudos Estratégicos do Observatório FINDES • Executivos representantes da indústria A mediação será da diretora da Escola SENAI de Construção Civil do SENAI-SP, Camila Pimenta. SERVIÇO Marmomac Brazil 2026 Data: 24 a 26 de fevereiro de 2026 Local: Pavilhão de Exposições do Distrito Anhembi — São Paulo (SP) Horário: 10h às 19h Informações e inscrições: https://www.marmomacbrazil.com.br/
Inadimplência recua e 76,9 mil capixabas deixam a negativação em janeiro
O Espírito Santo iniciou 2026 com melhora nos indicadores de inadimplência. Em janeiro, cerca de 76,9 mil moradores saíram da condição de negativados, reduzindo a taxa estadual para 33,9%, o que representa queda de 1,8 ponto percentual em relação a dezembro de 2025, quando o índice era de 35,7%. Os dados são do Connect Fecomércio-ES, com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC. A redução foi mais significativa entre famílias com renda de até 10 salários mínimos (R$ 16.210), cuja inadimplência caiu de 40,1% para 38%, o que corresponde a aproximadamente 73,9 mil pessoas deixando o vermelho. Já entre famílias com renda superior a esse patamar, o índice recuou de 11% para 10,5%, mantendo-se abaixo da média nacional para essa faixa, de 14,8%. Apesar da melhora, o nível de inadimplência permanece elevado e próximo ao registrado no mesmo período do ano passado. Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o cenário ainda exige cautela. “O resultado é positivo, mas não significa que o problema esteja superado. A redução da inadimplência representa um alívio para milhares de famílias, especialmente as de menor renda. No entanto, seguimos em um patamar elevado e acima da média brasileira, o que mostra que o ambiente de crédito continua pressionado”, afirmou. Dados do Serasa Experian analisados no relatório indicam que o tíquete médio da dívida no estado ficou em R$ 1.499,10 em janeiro, com cada inadimplente acumulando, em média, quase quatro dívidas. Houve também melhora na capacidade de pagamento entre famílias de menor renda: a proporção das que afirmam conseguir quitar os débitos no mês seguinte subiu de 13,3% para 15%. Outro sinal positivo foi o aumento das dívidas com atraso de até 30 dias, indicando regularização mais rápida. Entre famílias de menor renda, essa parcela chegou a 15,7%, enquanto entre as de maior renda saltou para 33,3%. Para Spalenza, isso reduz juros, evita o agravamento das pendências e diminui impactos sociais como restrição ao crédito e queda no consumo. Cartão de crédito lidera endividamento O cartão de crédito continua sendo a principal forma de endividamento no estado. Ele é utilizado por 99,4% das famílias de maior renda e por 91,6% das de menor renda. Entre os grupos com menor poder aquisitivo, também são comuns carnês e crédito pessoal, geralmente associados a juros mais altos. Já entre famílias de maior renda, predominam financiamentos imobiliários e de veículos, ligados à aquisição de bens de maior valor. No total, 89,5% das famílias capixabas possuem algum tipo de dívida. A pesquisa completa está disponível no site portaldocomercio-es.com.br. Sistema Fecomércio-ES Integrante da CNC, a Fecomércio-ES representa mais de 405 mil empresas responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pela geração de cerca de 652 mil empregos. Com presença em todos os municípios capixabas, por meio de unidades físicas e serviços on-line, o sistema reúne 24 sindicatos empresariais e desenvolve ações voltadas ao crescimento social e econômico do Espírito Santo. O projeto Connect é realizado em parceria com a Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação.