O deputado federal Messias Donato oficializou, nesta quarta-feira (11), sua filiação ao União Brasil durante ato político realizado em Vitória. O evento ocorreu na sede do Progressistas, no Edifício Conilon, na Enseada do Suá. A cerimônia foi conduzida pelo presidente estadual do União Brasil e presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Marcelo Santos. Também participaram o presidente estadual do Progressistas e deputado federal Josias Da Vitória, o vice-governador Ricardo Ferraço, o deputado federal Amaro Neto e o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio. Com a filiação, o União Brasil amplia sua representação política no Espírito Santo e reforça a articulação com o Progressistas no Estado, em meio à reorganização partidária e às articulações para os próximos ciclos eleitorais. Durante o evento, Marcelo Santos destacou a convergência política entre as lideranças presentes e reafirmou apoio à possível candidatura de Ricardo Ferraço ao governo do Estado. “Estamos juntos por termos o mesmo pensamento de querer o que é melhor para o Espírito Santo, que é a candidatura de Ricardo Ferraço para o governo do Estado. Não queremos continuísmo, queremos continuidade desse projeto que está dando certo para o Estado e para os capixabas”, afirmou. Marcelo Santos também celebrou a chegada de Messias Donato ao partido e projetou atuação conjunta das lideranças capixabas no Congresso Nacional. “Estamos felizes em tê-lo no União Brasil. E, se tudo der certo, vamos estar juntos no Congresso Nacional: Messias, Marcelo, Da Vitória e Amaro Neto”, disse. O vice-governador Ricardo Ferraço reafirmou o compromisso com o desenvolvimento do Estado e mencionou a solenidade prevista para 2 de abril, quando assumirá oficialmente o comando do governo estadual. “Temos o compromisso com esse gesto de vocês e com essa parceria com a federação e com o União Brasil. Não tenho dúvida de que vamos continuar fazendo o Estado crescer e se desenvolver”, afirmou.
O alerta do ator Jackson Antunes e os cuidados que podem evitar o colapso da função renal
Veja o que você também pode fazer para cuidar da saúde dos rins neste 12 de março As doenças renais costumam evoluir de forma silenciosa, muitas vezes sem sintomas nas fases iniciais. E, quando descobertas tardiamente, podem levar a quadros graves, como insuficiência renal e a necessidade de transplante. Casos como o do ator Jackson Antunes, que precisou passar por um transplante de rim, ajudam a chamar atenção para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção quando se comemora o Dia Mundial do Rim, sempre na segunda quinta-feira de março, como forma de conscientizar a população sobre a saúde renal e incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce. Dados internacionais mostram a dimensão do problema: 1 a cada 10 adultos no mundo apresenta algum grau de doença renal crônica. No Brasil, estima-se que aproximadamente 10 milhões de pessoas convivam com a doença, muitas delas sem diagnóstico. Hoje, pouco mais de 1% desse total, cerca de 140 mil brasileiros realizam tratamento de diálise, e o número que cresce a cada ano. “A doença renal crônica ocorre quando há perda progressiva da função dos rins, que são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas e controlar o equilíbrio de líquidos e minerais no corpo. Problemas como hipertensão e diabetes respondem por grande parte dos casos”, afirma o superintendente de Medicina Preventiva da MedSênior, Roni Mukamal. Para ele, o caso do Jackson Antunes é um exemplo real de como a doença renal pode ser drástica. “A esposa dele era compatível, ele fez o transplante e está se recuperando bem, mas o que as pessoas precisam saber é que, se identificarmos a perda de função renal nos estágios 2 ou 3, temos ferramentas para frear essa progressão. O segredo está na atenção, no cuidado e no monitoramento constante, se possível, com um olhar atento de uma equipe multidisciplinar”, diz. Ele conta que essa é a tônica do Prime Nefrologia, programa criado pela MedSênior. Por ele, a operadora incluiu beneficiários com fatores de risco ou já com algum grau de disfunção renal em um serviço de acompanhamento. “A proposta do programa é oferecer ao beneficiário as orientações sobre o que fazer para prevenir a situação ou evitar a progressão da doença. Mas, além da informação, realizamos também o acompanhamento do paciente, indicando o momento certo para realizar exames, avaliando os resultados e ajudando a estabelecer uma rotina de cuidados e prevenção”, explica. O resultado é animador: de um total de 900 pacientes participantes do programa em 2025, 95% conseguiram evitar a doença ou controlar sua evolução (que, quando já instalada, varia do grau 1 ao 5, sendo o último o indicador de falência renal). Outros 2,5% já em grau avançado da doença não evoluíram para o último estágio, quando há a falência do órgão. Somados os dois índices, o resultado de é 97,5% de efetividade. “Preservar a função renal é zelar pela vida, pelo bem-estar e pelo bem envelhecer. Quando a doença se agrava, o paciente passa a precisar de hemodiálise, realizada em clínicas especializadas ou unidades hospitalares de três a quatro vezes na semana, ou de um transplante renal”, explica o médico. Para o médico, o monitoramento é fundamental. “A maioria dos pacientes só descobre algum problema renal quando a doença já está em estágio avançado. E exames simples de sangue e urina podem identificar alterações precocemente”, afirma. Como proteger seu rim: – Grande parte dos fatores de risco para doenças renais está relacionada ao estilo de vida. Obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de sal e uso indiscriminado de medicamentos podem comprometer o funcionamento dos rins. – Controlar a pressão arterial, manter níveis adequados de glicose, praticar atividade física e manter uma alimentação equilibrada são medidas importantes. – Exames simples, como a dosagem da creatinina no sangue e a análise de urina, ajudam a avaliar o funcionamento dos rins e podem identificar problemas antes que eles evoluam para estágios mais graves. Como funciona o programa Prime Diabetes Monitoramento Constante: check-ups regulares e exames de sangue (creatinina) monitorados por inteligência de dados. Equipe Multidisciplinar: Nutricionistas, enfermeiros e psicólogos atuam junto ao médico. Educação em Saúde: Orientações personalizadas para o controle dos dois maiores vilões dos rins: a hipertensão e o diabetes.
Fabrício Augusto de Oliveira – “Caso Master: a democracia em frangalhos”
As novas revelações sobre as estripulias do Banco Master e de seu presidente, Daniel Vorcaro, demonstram a podridão que grassa no Estado brasileiro. Seus tentáculos se estenderam por todas as esferas do poder público, incluindo o Judiciário, o Legislativo e o Executivo. Nenhum parece ter resistido aos seus encantos: Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal de Contas da União (TCU), Banco Central (BC), instituição supostamente técnica responsável por zelar e manter saudável o sistema financeiro e bancário, políticos para os quais emprestava jatinhos e concedia alguns agrados, e até mesmo a Procuradoria-Geral da República (PGR), que não viu nenhum mal nas revelações feitas pela Polícia Federal (PF) sobre suas ações criminosas, que finalmente começam a ser desvendadas com a relatoria do ministro André Mendonça, do STF. É muito provável que, com o andamento das investigações, apareçam bem mais podres. Mas, por enquanto, é necessário destrinchar os motivos que permitiram a um pequeno banco, apoiado num esquema de fraudes contra o sistema financeiro e poupadores, envolver figurões da República em suas trapaças e como estes procuraram, pelo menos diante das suspeitas levantadas pela Polícia Federal, fartamente divulgadas na imprensa, blindá-lo. A tentativa de blindagem começou no Tribunal de Contas da União logo após a liquidação do Master pelo Banco Central, quando o ministro desse tribunal, Jonathan Jesus, colocou em dúvida a decisão da autoridade monetária e trouxe, para esse órgão, o exame desse caso, determinando uma inspeção no BC para avaliar a medida, considerando-a precipitada e ameaçando revertê-la. É bom que se diga que, ao tomar essa decisão, o ministro extrapolou o campo de competência do tribunal, cujo papel é o de fiscalizar as contas do governo e não o de se meter em decisões estritamente técnicas do BC. Mas não paramos por aí. Essa tentativa de blindagem parece ter prosseguido no Supremo Tribunal Federal, quando o ministro Dias Toffoli avocou, em decisão monocrática, para a instituição, a responsabilidade pelo inquérito, tornando-se seu relator. Estranhamente, deu continuidade às dúvidas levantadas pelo ministro do TCU sobre o fato de o BC ter se precipitado na liquidação do banco, exigindo uma acareação entre os proprietários e dirigentes do Banco Master e do Banco de Brasília (BRB) e um diretor do Banco Central, antes mesmo de colher seus depoimentos individualmente. Colocou em sigilo o inquérito e dificultou as ações de investigação da Polícia Federal, determinando a transferência das provas colhidas primeiramente para o STF e, posteriormente, para a PGR. Ou seja, com essas medidas procurou garantir ter pleno controle dessas investigações. Só mais tarde se descobriu que Toffoli era sócio das empresas de seus irmãos, a Maridt, que havia vendido sua participação num resort de luxo, o Tayayá, para uma empresa vinculada a Vorcaro, e que havia recebido pagamentos pela venda. Apesar do evidente conflito de interesses desse caso, em nenhum momento Toffoli se dispôs a se declarar impedido para julgá-lo, mantendo-se sentado no inquérito. Só tendo dele sido demovido por uma ação dos ministros do próprio STF, em resposta a um relatório da Polícia Federal entregue ao seu presidente, Edson Fachin, no qual se explicitavam suas ligações com Vorcaro e as atividades criminosas deste, bem como os conflitos de interesses do caso. Como resultado de um acordo feito com Toffoli, este, meio que a contragosto, abriu mão do inquérito, cuja relatoria foi transferida para o ministro André Mendonça, que deu outro rumo às investigações que estavam praticamente paralisadas, abrindo novos caminhos para desvelar as falcatruas do Master, bem como as ações das figuras que se empenhavam em sua blindagem. Depois disso descobriu-se, também, o envolvimento de altos funcionários do Banco Central na teia de relações promíscuas com Daniel Vorcaro. Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização, e Belline Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária, atuavam como consultores informais de Vorcaro, informando-o da situação do banco no BC e orientando-o sobre os procedimentos que deveria adotar para desfazer a desconfiança que sobre ele pairava. Os dois terminaram premiados com o uso de tornozeleira eletrônica. Para complicar ainda mais a situação, o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu, no dia 27 de fevereiro, a quebra de sigilo da empresa Maridt, da família Toffoli, que havia sido pedida pela CPI do Crime Organizado, determinando a inutilização e destruição das informações encaminhadas a ela por órgãos como o Banco Central e o Coaf. O pedido, feito diretamente pela família a Gilmar Mendes, e não a André Mendonça, novo relator do caso, foi resultado de uma manobra processual, vinculando-o a um caso semelhante de 2023, do qual o ministro fora relator. Para os juristas em geral e para a opinião pública, a decisão do ministro teve como claro objetivo barrar o aprofundamento das investigações sobre o caso Toffoli. Como se não bastasse, novas desconfianças sobre esse caso surgiram com as revelações divulgadas pela Polícia Federal sobre conversas gravadas no telefone de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes, e também com outros figurões do mundo político, incluindo no dia de sua prisão. Embora o ministro tenha negado veementemente que isso tenha acontecido, a situação chegou a tal ponto que ninguém acredita mais em ninguém. Enquanto essas dúvidas persistirem e o mistério continuar, certo é que essas instituições continuarão desacreditadas, e o Brasil, onde predomina uma democracia imperfeita, poderá ver-se arrastado para uma posição ainda pior por não ter conseguido barrar a ação de uma única pessoa na desmoralização de suas instituições supostamente democráticas. *Fabricio Augusto de Oliveira é doutor em economia pela Unicamp, membro da Plataforma de Política Social e do Grupo de Estudos de Conjuntura do Departamento de Economia da UFES, articulista do Debates em Rede, e autor, entre outros, do livro “Karl Marx: a luta pela emancipação humana e a crítica da Economia Política”, publicado, em 2025, pela Editora Contracorrente. *A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo
Andropausa ou síndrome MOSH? Erro no diagnóstico leva jovens à reposição precoce de testosterona
O médico Paulo Mansur explica sobre os distúrbios, que apresentam sintomas semelhantes, mas exigem abordagens distintas. Erro na avaliação pode gerar dependência hormonal desnecessária Cansaço persistente, perda de massa muscular, queda da libido, aumento de gordura abdominal e alterações de humor são sintomas frequentemente associados à chamada “andropausa”, termo popular para a Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM). No entanto, esses mesmos sinais podem indicar outra condição endocrinológica cada vez mais comum entre homens jovens: a síndrome MOSH (Hipogonadismo Masculino Secundário Associado à Obesidade). Diferenciar os dois quadros é fundamental para evitar tratamentos inadequados, especialmente a reposição precoce de testosterona. Hoje especialista em longevidade, qualidade de vida e bem-estar, além de uma das maiores autoridades do país quando o assunto é Síndrome Mosh, o médico Paulo Mansur, conhece essa confusão não apenas na prática clínica, mas na própria história pessoal. Aos 41 anos, época em que ainda não atuava na área da nutrologia, ele recebeu o diagnóstico de deficiência androgênica do envelhecimento masculino. “Eu apresentava sintomas clássicos: fadiga, queda de rendimento, alterações na composição corporal. O diagnóstico foi fechado como DAEM e iniciei reposição de testosterona”, relata. Com o tempo, porém, ficou claro que o quadro era outro: Mansur tinha síndrome MOSH. “O que precisava ser feito, antes de qualquer reposição, era mudança de hábitos, redução de gordura corporal, melhora do sono e do estilo de vida. O sobrepeso estava convertendo testosterona em estradiol e gerando o desequilíbrio hormonal”, explica. *DAEM x Síndrome Mosh* A Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) é uma condição relacionada ao declínio progressivo da testosterona com o avanço da idade, geralmente a partir dos 45, 55 ou 60 anos, variando conforme fatores genéticos e metabólicos. Estudos indicam que cerca de 20% a 30% dos homens acima dos 60 anos apresentam níveis de testosterona abaixo do considerado ideal, mas apenas parte deles manifesta sintomas clínicos relevantes. Já a síndrome MOSH pode surgir muito antes, já a partir dos 25 anos, e está diretamente associada ao excesso de gordura corporal. Em suma, o tecido adiposo converte testosterona em estradiol. O resultado é um ciclo de piora metabólica: mais gordura, menos testosterona, mais sintomas. Pesquisas apontam que a prevalência de hipogonadismo secundário em homens com obesidade moderada a grave gira em torno de 45%. Outras análises indicam que o hipogonadismo atinge 56% dos homens com obesidade classe II (IMC entre 35 e 39.9) e 61% na classe III (IMC maior que 40). “A DAEM é uma condição primariamente ligada ao envelhecimento fisiológico dos testículos. Já a MOSH é um distúrbio funcional e potencialmente reversível, ligado ao estilo de vida e ao excesso de gordura corporal”, explica Paulo Mansur. *Tratamentos: reposição ou reversão?* A diferença diagnóstica impacta diretamente o tratamento. Na Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino, por exemplo, quando há confirmação laboratorial e sintomas persistentes, a reposicão de testosterona pode ser indicada, sempre com acompanhamento médico e monitoramento periódico. O objetivo é restaurar níveis fisiológicos e melhorar qualidade de vida. Na síndrome MOSH, por sua vez, a abordagem prioritária é outra. “O primeiro tratamento é emagrecimento, atividade física estratégica, melhora do sono e da atividade intestinal, além de ajuste metabólico. Em muitos casos, ao reduzir gordura corporal, o próprio organismo volta a produzir testosterona adequadamente”, explica o médico. No caso de Mansur, a reposição iniciada precocemente teve consequências. “Ao começar a repor testosterona antes de tentar reverter a causa metabólica, meu corpo reduziu a produção natural. Hoje, preciso manter a reposição porque houve supressão do eixo hormonal”, afirma. Segundo ele, esse é um risco real quando a terapia é iniciada sem critério e sem um olhar individualizado. *Um alerta para homens jovens* Enquanto a deficiência androgênica relacionada ao envelhecimento tende a aumentar com a idade, a síndrome MOSH cresce paralelamente à epidemia global de obesidade. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que a obesidade masculina aumentou significativamente nas últimas décadas, ampliando o número de homens jovens com alterações hormonais secundárias ao excesso de gordura. Para Mansur, a principal mensagem é clara: “Testosterona não é vilã nem solução mágica. É preciso entender a causa da queda hormonal. O tratamento correto depende do diagnóstico correto. Mas, acima de tudo, é fundamental criar para si uma rotina que priorize hábitos saudáveis de vida, mantendo o equilíbrio corporal, mental e espiritual diariamente”, destaca.
EDP inaugura na Serra centro de operação para monitorar sistema elétrico do ES
A EDP, distribuidora de energia elétrica responsável pelo atendimento em 70 municípios do Espírito Santo, inaugurou nesta terça-feira (10) o novo Centro de Operação Integrado (COI), localizado em Carapina, na Serra. Com investimento de R$ 72 milhões e área construída de 2.190,6 m², a estrutura amplia a capacidade de monitoramento, em tempo real, de todo o sistema elétrico da companhia no Estado. O novo centro reúne uma das estruturas tecnológicas mais modernas do país e integra dados, sensores e sistemas inteligentes que permitem manobras à distância, redistribuição automática de cargas e isolamento de falhas em poucos segundos. A consolidação das informações reduz o tempo de restabelecimento do fornecimento, minimiza impactos para os clientes e fortalece a resiliência da rede elétrica, especialmente diante de eventos climáticos severos. A partir do COI, será possível ampliar a supervisão de 4.698 MVA de potência instalada e acompanhar de forma integrada o trabalho das equipes de campo. A conexão direta entre tecnologia e operação permite decisões mais rápidas e maior agilidade na recomposição do fornecimento sempre que necessário. Para garantir melhores condições de trabalho às equipes, o espaço também foi projetado com soluções de conforto e isolamento acústico, incluindo vidros duplos e forro antirruído, evitando interferências externas nas comunicações e na concentração dos profissionais que atuam no monitoramento do sistema. Segundo o CEO da EDP na América do Sul, João Brito Martins, a inauguração do novo centro reforça o compromisso da companhia com a qualidade do serviço prestado no Estado. “No ano passado, renovamos nossa concessão no Espírito Santo, garantindo presença na vida dos capixabas até 2055. Assumimos o compromisso de seguir elevando a qualidade do fornecimento, com índices recordes e uma rede cada vez mais digital e robusta. A inauguração do novo Centro de Operação Integrado do Espírito Santo, um dos mais modernos do Brasil, reforça essa trajetória em um ano emblemático para a EDP, que celebra 50 anos no mundo e 30 anos de presença no Brasil”, afirmou. Operando 24 horas por dia, o COI centraliza o monitoramento dos 69,3 mil quilômetros de redes elétricas da EDP que atendem todo o território capixaba, além das 117 subestações que dão suporte à distribuição de energia no Estado. Inteligência integrada em um único complexo O novo complexo também passa a abrigar o Centro Integrado de Medição (CIM) e o Centro Integrado de Segurança (CIS), reunindo em um único ambiente as operações de monitoramento da rede, controle de consumo e segurança patrimonial. No CIM, é realizado o acompanhamento remoto e em tempo real de clientes conectados em alta, média e baixa tensão. A tecnologia permite identificar rapidamente anormalidades no padrão de consumo, inclusive tentativas de fraude ou ligações irregulares. Somente em janeiro de 2026, o CIM monitorou 311 mil clientes nos 70 municípios atendidos pela companhia, volume que representou 638 GWh de energia consumida no período. Já o Centro Integrado de Segurança é responsável pela vigilância remota das subestações, prédios administrativos e bases operacionais da empresa em toda a área de concessão, utilizando recursos como radares, câmeras com detecção de intrusão e sistemas de alerta sonoro. Ao reunir operação, medição e segurança em um mesmo ambiente, a EDP consolida um modelo operacional baseado em tecnologia, integração e inteligência de dados, fortalecendo a eficiência e a confiabilidade do sistema elétrico capixaba.
“Espírito Santo tem hoje a maior poupança públicado país”, diz Casagrande em café da ASES
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, participou nesta terça-feira (10) da 231ª edição do Café de Negócios da Associação dos Empresários da Serra (ASES), realizada no Steffen Centro de Eventos, em Jardim Limoeiro. O encontro abriu a agenda de eventos da entidade em 2026 e reuniu empresários, lideranças e representantes de diversos setores produtivos para discutir o cenário econômico do Estado. Durante a palestra principal do evento, Casagrande apresentou um panorama da economia capixaba e destacou os resultados recentes da gestão estadual. Segundo ele, o Espírito Santo encerrou 2025 com cerca de R$ 4,8 bilhões em investimentos, aplicados em infraestrutura, obras e equipamentos públicos. “O Espírito Santo tem hoje uma equação rara no Brasil: somos o estado com maior percentual de investimento, a maior poupança pública e a menor dívida do país. Isso demonstra a solidez e a responsabilidade da gestão”, afirmou o governador. A presidente da ASES, Leonelle Lamas, destacou a trajetória da entidade e o papel do Café de Negócios como espaço de diálogo entre empresários, instituições e poder público. Segundo ela, a associação, que completa 48 anos de atuação, tem contribuído historicamente para debates estratégicos sobre infraestrutura, mobilidade, planejamento urbano e desenvolvimento econômico da Serra e do Espírito Santo. A vice-prefeita da Serra, Gracimeri Gaviorno, também participou do encontro e ressaltou o papel do empreendedorismo na construção da força econômica do município. “A Serra é gigante, mas não nasceu gigante. Ela se fez gigante pelo trabalho de cada empreendedor e trabalhador que acreditou nesta cidade”, afirmou. A programação também contou com a apresentação de novos associados e mantenedores da ASES e a assinatura de um termo de parceria para o programa Tampinha do Bem, iniciativa de reciclagem realizada em parceria com o Sindiplastes. Com mais uma edição de grande participação, o Café de Negócios reafirmou seu papel como um dos principais espaços de diálogo entre o setor produtivo e o poder público no Espírito Santo. Novos associados contribuintes da ASES Safety; Distribuidora FX; Nutrilife; Motta Leal & Advogados Associados; Negrini Paisagismo; Mega Pneus; Pimk BPO; Destinos Prime; Emprafil; Diferente Uniformes; Ativo Consultoria; Instituto Elo; Casmy; Oxivit. Categoria MEI Viota Representações; Qualy Inovações; Mônica Leite Rigo Advogada; Delmonte Automações de Atendimento. Categoria Startup Destine Já; Geo Recicla; Autvix Code. Novos mantenedores Petisco das Meninas; Arbor Vitae Corretora de Seguros; Farloc Locações; Upmont Incorporadora; Rede Tribuna; ITA – Instituto de Treinamentos Ágeis; Fundação Carmélia; Bbuton Ventures; JC Consultoria.