O Governo do Espírito Santo iniciou nesta segunda-feira (23) o envio das doses da vacina contra a gripe aos municípios capixabas. A distribuição é coordenada pela Secretaria da Saúde (Sesa) e marca a preparação para a Campanha de Vacinação contra a Influenza, que começa oficialmente neste sábado (28), mas pode ser antecipada pelas prefeituras assim que receberem os imunizantes. Nesta primeira remessa, o Estado recebeu 116 mil doses. Novos lotes devem ser encaminhados ao longo da campanha. As vacinas chegaram ao Espírito Santo na última sexta-feira (20) e foram distribuídas às regionais Norte, Sul e Central para retirada pelos municípios. Já as cidades da Região Metropolitana devem buscar as doses diretamente na Rede Estadual de Frio da Sesa. A expectativa é imunizar 1.678.279 pessoas pertencentes aos grupos prioritários. Entre eles estão idosos com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a menores de seis anos e gestantes, além de públicos como profissionais da saúde, pessoas com deficiência permanente, professores, caminhoneiros, forças de segurança, população privada de liberdade, entre outros. Neste ano, o Ministério da Saúde retomou a definição de um período oficial para a campanha, que vai de 28 de março a 30 de maio. A vacina disponibilizada é do tipo trivalente, atualizada anualmente para proteção contra os principais vírus em circulação no país. Desafio da cobertura vacinal Um dos principais desafios da campanha segue sendo o alcance das metas de vacinação, especialmente entre os grupos prioritários. Em 2025, apenas as gestantes superaram a meta de 90% de cobertura vacinal, com índice de 98,69%. Entre as crianças, a cobertura foi de 74,35%, enquanto entre os idosos ficou em 56,45%. A Secretaria da Saúde orientou os 78 municípios capixabas a ampliarem estratégias de vacinação fora das unidades de saúde, com foco especialmente nos idosos. Esse grupo concentrou 70,5% das mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza no Estado no último ano. “Nos reunimos quinzenalmente para discutir estratégias e o cenário da imunização com as referências municipais. Para Influenza, reforçamos a importância de ações que alcancem especialmente os idosos, como vacinação em igrejas e centros de convivência, indo até onde eles estão”, explicou a referência técnica do Programa Estadual de Imunizações (PEI), Danielle Grillo. Em 2025, foram registrados 393 casos de SRAG por Influenza no Espírito Santo, com 85 óbitos. Desse total, 206 casos ocorreram entre idosos, com 60 mortes. Já em 2026, até a semana epidemiológica 10 (até 14 de março), foram notificados 24 casos, com quatro óbitos confirmados. Entre idosos, foram sete casos e dois óbitos. População estimada por grupo prioritário Crianças de 6 meses a menores de 6 anos: 285.464 Pessoas com 60 anos ou mais: 705.832 Gestantes: 37.463 Puérperas: 6.153 Indígenas fora de terras indígenas: 9.747 Indígenas em terras indígenas: 5.287 Quilombolas: 15.659 Trabalhadores da saúde: 124.416 Pessoas com deficiência permanente: 158.863 Adolescentes em medidas socioeducativas: 530 População privada de liberdade: 22.871 Funcionários do sistema prisional: 5.082 Pessoas com comorbidades: 153.205 Professores: 57.311 Forças Armadas: 1.361 Pessoas em situação de rua: 1.519 Forças de segurança e salvamento: 12.209 Caminhoneiros: 40.463 Trabalhadores do transporte coletivo: 14.364 Trabalhadores portuários: 18.834 Trabalhadores dos Correios: 1.646
Leonardo Pastore – “A Selic virou. E o investidor precisa virar junto”
Há algum tempo, investir no Brasil foi quase uma decisão automática, sem exigir grandes movimentos ou convicções. Com juros elevados, bastava escolher uma boa renda fixa e esperar. Muitas vezes, o retorno vinha até acima do esperado. Mas ganhar dinheiro sempre exigiu menos conforto e mais planejamento, visão e decisões elaboradas. Com o início da queda da Selic, inicia-se um ciclo de decisões mais amplas em matéria de investimentos. A mudança parece pequena no início, com um corte de apenas 0,25%. Se não há alteração radical no curto prazo, no comportamento do investidor inteligente, o horizonte já é outro. Juros mais baixos tendem a melhorar o ambiente para negócios por baratearem o custo de capital, facilitar o crédito, estimular consumo e investimento em economia real. Embora não seja uma consequência direta ou imediata, é uma transformação que se reflete pelo mercado. A pergunta que surge, então, não é apenas o que aconteceu com os juros, mas o que muda nos investimentos a partir daqui? A renda fixa continua — mas já não é a mesma A primeira reação quando se ouve que os juros caíram costuma ser olhar para a renda fixa tradicional, pois nela o impacto é mais visual. Títulos pós-fixados passam a render menos à medida que a taxa cai. O investidor percebe que aquele rendimento confortável começa a diminuir. Durante ciclos de juros altos, aplicações pós-fixadas — atreladas ao CDI — costumam dominar as carteiras. Isso acontece porque acompanham diretamente a taxa básica. Simples, cômodo e que rende bem. Mas, quando os juros começam a cair, o movimento muda de direção. Novos títulos passam a oferecer taxas menores, e o investidor que não travou rendimentos mais altos começa a perceber gradualmente essa redução. Em outras palavras: o rendimento futuro da renda fixa pós-fixada tende a encolher. Mas a renda fixa não deixa de ser importante, pois o Brasil ainda tem um dos maiores juros reais do mundo. Contudo, se a RF continua sendo a base, volta a dividir espaço com outras classes de ativos, que começam a ganhar relevância — muitas vezes sem que o investidor perceba de imediato. Dentro da própria classe de renda fixa, ativos prefixados (ou seja, que travam uma taxa fixa — sem vinculação à Selic) ou os indexados ao IPCA podem ser alternativas que permitem diversificar a dinâmica das carteiras e desatrelá-las da Selic em queda. O efeito silencioso sobre a bolsa Existe uma relação histórica relativamente clara entre juros e mercado de ações. Juros elevados tornam a renda fixa mais atraente e elevam o custo de capital das empresas. Já juros em queda costumam ter o efeito oposto: aumentam a liquidez e reduzem o custo do crédito, criando condições mais favoráveis para empresas investirem e crescerem. Por isso, ciclos de queda da Selic costumam abrir espaço para maior interesse por ativos de risco. Mas vale um alerta importante: a bolsa não sobe apenas porque os juros caem. Ela sobe quando lucros crescem, expectativas melhoram e o cenário econômico sustenta esse movimento. Os juros ajudam, mas raramente são o único fator. Uma prova é que a Bolsa brasileira acumula ganhos da ordem de 50% desde o início de 2025, quando a Selic ainda não havia iniciado seu ciclo de baixa. Fundos imobiliários e o retorno do interesse Entre os ativos que costumam reagir rapidamente a ciclos de queda de juros estão os fundos imobiliários. Isso acontece basicamente por dois motivos. Primeiro, quem busca renda passiva mensal costuma ter predileção por fundos imobiliários, cujos dividendos podem se tornar mais atraentes que a renda fixa tradicional em ciclos de queda da Selic. Se há mais investidores buscando esses fundos, a tendência é de que seu preço suba, valorizando suas cotas. Segundo, porque esses fundos são ligados direta ou indiretamente a imóveis, que também tendem a se valorizar quando o custo do crédito para sua aquisição diminui. Mas o movimento do mercado não é automático ou tão previsível, razão pela qual a seletividade continua sendo fundamental para quem investe. O que realmente precisa mudar Ainda que iniciado o ciclo de corte de juros, no curto prazo, quase nada muda de forma dramática, e a renda fixa continuará relevante e a renda variável seletiva. Mas, aos poucos, a dinâmica das carteiras de investimento começa a se transformar: o conforto e a passividade começam a cobrar seu preço, forçando o investidor a fazer escolhas mais conscientes, numa mudança de comportamento que talvez seja o movimento mais importante de todos. *Leonardo Pastore é assessor de investimentos Top 100 XP, procurador do Estado do Espírito Santo e professor pós-graduação.
Euclério Sampaio decide ficar na Prefeitura de Cariacica e não disputar o Senado
O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), anunciou que vai permanecer no comando do município e não deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado nas próximas eleições. A decisão encerra as especulações sobre uma possível pré-candidatura, que vinha sendo cogitada nos bastidores políticos do Espírito Santo. Em publicação nas redes sociais, o prefeito afirmou que a escolha foi resultado de reflexão pessoal e espiritual. “Nos últimos dias, pensei muito e pedi sabedoria a Deus para tomar uma decisão muito importante para mim”, declarou. Euclério destacou que chegou a considerar a possibilidade de renunciar ao mandato para concorrer ao Senado, mas optou por seguir à frente da gestão municipal. “Entre um sonho (ser senador) e o amor por Cariacica, prevaleceu a responsabilidade de continuar a cuidar da nossa cidade”, afirmou. Reeleito com quase 90% dos votos — resultado que classificou como histórico e um dos maiores do país entre cidades com mais de 200 mil habitantes —, o prefeito disse que ainda há muito a ser feito no município. Segundo ele, a continuidade da gestão é fundamental para manter o ritmo de avanços. “Apesar de termos feito mais de 40 anos em 4, ainda tem muito a ser feito, e Cariacica precisa continuar avançando”, pontuou. O prefeito também reforçou o alinhamento político com o governador Renato Casagrande (PSB) e com o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), que é apontado como pré-candidato ao Governo do Estado. Segundo Euclério, a decisão de permanecer no cargo também está conectada a esse projeto político. “Continuo firme na caminhada, junto a Renato Casagrande e Ricardo Ferraço, porque tenho certeza de que é o melhor para Cariacica e o Espírito Santo”, disse. A decisão de Euclério Sampaio deve impactar o cenário político para a disputa ao Senado no Espírito Santo, retirando um nome que vinha sendo citado como potencial candidato e mantendo o foco da sua atuação na gestão municipal de Cariacica
Vinho brasileiro em destaque: Jantar com rótulos da Miolo reúne convidados na Gran Cave
Um jantar harmonizado com vinhos da Miolo reuniu convidados na noite desta quarta-feira (25) na Gran Cave, em Vitória, em uma experiência que destacou a diversidade dos terroirs brasileiros e a força da vitivinicultura nacional. A proposta foi apresentar rótulos emblemáticos da vinícola em combinação com um menu especialmente elaborado para a ocasião. O encontro contou com a presença de Alexandre Miolo, integrante da família e sócio da Miolo Wine Group, uma das maiores vinícolas do Brasil, e teve condução do especialista Marcelo Vargas, cofundador da VIBRA – Comunidade Vinhos do Brasil, que guiou os participantes pela jornada sensorial ao longo da noite. A experiência começou com um Espumante Millésime Branco Brut 2022 como welcome drink. Na entrada, a salada de bacalhau foi harmonizada com os vinhos Giuseppe Branco Sémillon 2023 e Giuseppe Branco Chardonnay 2023, destacando frescor e equilíbrio. No prato principal, o medalhão de mignon glaceado com aligot foi servido com os rótulos Lote 43 Tinto 2022 e Sesmarias Tinto 2022, dois dos vinhos mais icônicos da vinícola. Durante o jantar, um dos participantes relatou que, em uma degustação às cegas realizada anteriormente, o Lote 43 superou o chileno Almaviva, reforçando o reconhecimento da qualidade do vinho brasileiro. Entre as convidadas, Eulalia Chieppe, Marli Siqueira, Mariana Perini e Nazaré Neves A sobremesa trouxe um strudel de maçã, harmonizado com o Single Vineyard Branco Gewürztraminer 2023, encerrando a experiência com notas aromáticas marcantes e equilíbrio entre doçura e acidez. O menu foi assinado pelo chef Harum Kathariam e a noite foi conduzida pela CEO da Gran Cave, Francielly Ramos A iniciativa evidenciou o potencial dos vinhos brasileiros em experiências gastronômicas sofisticadas, reforçando o posicionamento da Miolo como uma das principais referências do setor no país.
Festival Estações de Luz começa neste sábado no Parque Botânico Vale
O Festival Estações de Luz no Parque será realizado neste sábado (28) e domingo (29), das 9h às 17h, no Parque Botânico Vale, em Vitória. O evento, com entrada gratuita, reúne atividades voltadas ao bem-estar, autoconhecimento e conexão com a natureza. Promovido pela Escola EssenciAL, em parceria com a Vale, o festival chega à sua 16ª edição — sendo a segunda realizada no parque — com uma programação diversificada. Ao todo, serão 22 terapeutas, 30 expositores e 54 atividades, incluindo terapias e aconselhamento flash, palestras, vivências, oficinas, feira criativa e apresentações artísticas. Entre os destaques estão os mini ensaios fotográficos terapêuticos com Mônica Zorzanelli, laboratórios poéticos no domingo, atividades especiais em alusão ao mês da mulher e oficinas voltadas para famílias, como criação de bonecos de teatro e desenho de animais. A programação artística contará ainda com apresentações de dança e música com artistas capixabas. Idealizado por Céline Maurin, psicoterapeuta corporal e CEO da Escola EssenciAL, o festival propõe dois dias de experiências voltadas ao cuidado, à expressão e ao encontro, com a proposta de “a cura na alegria”. Serviço Festival Estações de Luz no Parque 📅 28 e 29 de março (sábado e domingo) ⏰ 9h às 17h 📍 Parque Botânico Vale – Vitória (ES) 🎟️ Entrada gratuita
Fórum reúne lideranças e posiciona ES na rota global do descomissionamento
O Espírito Santo avançou na estratégia de inserção em um novo mercado da economia offshore com a realização do primeiro dia do Fórum Internacional de Descomissionamento, promovido pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) nesta quarta-feira (25). O evento reuniu executivos da Petrobras, autoridades públicas, especialistas internacionais e representantes do setor produtivo para discutir as oportunidades ligadas à desativação e reciclagem de plataformas de petróleo marítimas. A programação inclui pitch internacional com empresas líderes do segmento, rodada de negócios e painéis técnicos com especialistas do Brasil e do exterior. A iniciativa integra o movimento da Findes para posicionar o Estado como um dos principais polos de descomissionamento no país. Durante o fórum, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard (foto acima), anunciou a previsão de cerca de R$ 30 bilhões em investimentos no Espírito Santo até 2030, voltados a projetos de produção, gás, energia e logística, com potencial de geração de aproximadamente 21 mil empregos. A companhia também destacou a relevância da indústria capixaba, que movimentou R$ 3,3 bilhões em 2025 por meio de mais de 500 empresas. No segmento de descomissionamento, a Petrobras projeta cerca de US$ 9,7 bilhões em investimentos no Brasil até 2030, abrindo novas oportunidades para a cadeia produtiva em áreas como serviços industriais, logística e reaproveitamento de materiais. O presidente da Findes, Paulo Baraona, destacou o momento como um marco para o desenvolvimento industrial do Estado. “Hoje é um dia histórico. Temos todas as condições para dar um novo salto na trajetória industrial do Espírito Santo e consolidar a economia do mar como um eixo estratégico de desenvolvimento”, afirmou. Segundo Baraona, o Estado já reúne mais de R$ 4,8 bilhões em investimentos previstos no segmento e conta com infraestrutura portuária, base industrial consolidada e mão de obra qualificada. Ele também ressaltou a articulação internacional com a Decom Mission, do Reino Unido, e empresas do Mar do Norte, ampliando o acesso a tecnologia e oportunidades de negócios. Autoridades presentes reforçaram o papel estratégico do Espírito Santo na indústria offshore. O governador Renato Casagrande destacou o potencial do Estado para gerar atividade econômica e empregos, enquanto Magda Chambriard reiterou a importância do Espírito Santo na cadeia da Petrobras, citando que o Estado já ocupa a sexta posição em dispêndios da companhia em bens e serviços. O representante do governo britânico, Shozey Jafferi, afirmou que o descomissionamento deve ser visto como parte da transição energética, abrindo espaço para novas fontes de energia. Já o presidente da ABPIP, Márcio Félix, destacou o momento como uma oportunidade concreta para geração de novos negócios no país. O gerente executivo de Estratégia da Petrobras, Mário Jorge da Silva, apresentou o plano de investimentos da companhia para o período de 2026 a 2030, com foco em expansão da produção, transição energética e fortalecimento da indústria nacional. Na sequência, o gerente-geral de Projetos de Descomissionamento, Carlos Castilho, reforçou o potencial do Espírito Santo para liderar essa agenda no Brasil. A experiência internacional foi apresentada por Callum Falconer, diretor de operações da Decom Mission, que destacou o potencial do Estado para se tornar referência global no setor. O professor Newton Narciso Pereira, da UFF, ressaltou que o Brasil já é o terceiro maior mercado de descomissionamento do mundo, com demanda crescente por serviços ao longo de toda a cadeia. Além dos debates, o fórum promoveu conexões comerciais entre empresas brasileiras e europeias. Cerca de dez empresas internacionais participaram do pitch, e mais de 70 fornecedores capixabas integraram a rodada de negócios com companhias dos setores de energia, logística portuária e serviços industriais, como Estel, IKM Testing Brasil, Imetame Logística Porto e Mandacaru Energia. Durante a abertura, o presidente da Findes entregou uma homenagem ao governador Renato Casagrande, em reconhecimento à atuação em prol do desenvolvimento do setor produtivo capixaba.
Caminhada da inclusão da Amaes acontece neste domingo em Camburi
Evento na Orla de Camburi reúne famílias e apoiadores com o tema Inclusão não abro mão A Associação de Amigos dos Autistas do Espírito Santo Amaes realiza neste domingo, 29 de março, a Caminhada da Inclusão 2026, na Orla de Camburi, em Vitória. Com o tema “Inclusão não abro mão”, a ação é um convite aberto à participação da sociedade em um momento de conscientização sobre os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A concentração acontecerá próximo ao Quiosque 1, a partir das 8 horas. A caminhada reúne famílias, apoiadores e instituições em um movimento coletivo que busca dar visibilidade às pessoas com autismo e ampliar o diálogo sobre inclusão, acesso a serviços e respeito às diferenças. A camisa oficial está disponível no Bazar da Amaes. A presidente da instituição, Pollyana Paraguassu, afirma que a presença da comunidade tem papel importante na construção de uma sociedade mais inclusiva. “Ao ocupar espaços públicos, as famílias mostram que a inclusão precisa estar presente em todos os ambientes e ser compreendida como um direito”. Com seis unidades no Espírito Santo, a Amaes acompanha cerca de 1.500 pessoas com autismo e suas famílias. A associação desenvolve atendimentos especializados, apoio educacional e atividades voltadas à inclusão social, além de atuar na conscientização e na defesa de políticas públicas relacionadas ao tema.
Espaço destinado à venda de palmito começa a funcionar neste sábado
Com a proximidade da Semana Santa, a comercialização de um dos ingredientes mais tradicionais da culinária capixaba ganha reforço em Vila Velha. A Prefeitura autorizou a venda de palmito in natura em um ponto específico da cidade, facilitando o acesso da população ao produto utilizado na preparação da torta capixaba. A atividade começa neste sábado (28) e segue até o dia 4 de abril, Sábado de Aleluia. O funcionamento será de segunda a sábado, das 6h às 21h30, e aos domingos, das 6h às 18h. O comércio acontecerá no estacionamento do Atacadão S.A., localizado na Avenida Carlos Lindenberg, nº 1.723, no bairro Nossa Senhora da Penha, próximo ao viaduto com a Rodovia Darly Santos. A estrutura montada no local conta com espaço adequado para descarga dos produtos, iluminação e serviço diário de limpeza, oferecendo melhores condições para comerciantes e consumidores. Ao todo, quatro ambulantes foram autorizados a atuar no ponto, todos devidamente regularizados junto ao município. O espaço também dispõe de área para estacionamento de veículos, o que deve facilitar o acesso de quem pretende garantir o ingrediente para o preparo da tradicional torta capixaba durante o período. Informações e foto: PMVV
Procon-ES divulga ranking das empresas mais reclamadas em 2025
O Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES) divulgou o Cadastro de Reclamações Fundamentadas 2025, como parte das ações pelo Dia Internacional do Consumidor. O levantamento reúne dados sobre processos administrativos concluídos entre janeiro e dezembro de 2025, apontando as empresas mais reclamadas e indicando se houve ou não solução por parte dos fornecedores. Nem todas as demandas registradas evoluem para processos administrativos. Essa etapa ocorre quando não há resolução na fase inicial de atendimento ou quando há reincidência de problemas por parte das empresas. De acordo com o ranking, o Banco BMG lidera a lista das empresas mais reclamadas no Estado. Na sequência aparecem Telefônica Vivo, EDP Espírito Santo, Banco Pan e Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan). Também figuram entre os dez primeiros colocados Banco Agibank, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander e Grupo Casas Bahia. Entre os principais assuntos das reclamações estão crédito consignado e cartão consignado (2.627 registros), cartão de crédito (1.957) e crédito pessoal (1.492). Também aparecem demandas relacionadas a vestuário e artigos de uso pessoal (700), contas bancárias (652), energia elétrica (586), internet fixa (524), financiamento de veículos (497), superendividamento e renegociação de dívidas (486), além de serviços de água e esgoto (455). No ranking de problemas, a principal queixa foi cobrança por serviço ou produto não contratado (3.129 registros). Em seguida aparecem renegociação de dívida (1.547), oferta não cumprida (1.528), cobrança indevida (1.451) e reembolso de valores (1.186). Também são frequentes reclamações sobre troca ou conserto fora do prazo de garantia (955), atraso na entrega de produtos (903), cobrança de tarifas não informadas previamente (902), contestação de juros (835) e falta de informações sobre assistência técnica (402). A diretora-geral do Procon-ES, Letícia Coelho Nogueira, destaca a importância do levantamento. “O Cadastro de Reclamações Fundamentadas é um instrumento de transparência que permite ao consumidor conhecer o comportamento das empresas diante das reclamações registradas no Procon. Essas informações ajudam na tomada de decisão na hora de contratar serviços ou adquirir produtos e também estimulam os fornecedores a aprimorar seus canais de atendimento e solução de conflitos”, afirmou. O Cadastro de Reclamações Fundamentadas é publicado anualmente pelos Procons estaduais e municipais, que integram o Sistema Nacional de Atendimento ao Consumidor (ProConsumidor), do Ministério da Justiça. Os dados posteriormente são consolidados no Cadastro Nacional, divulgado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). A publicação segue determinações da Constituição Federal e do Código de Defesa do Consumidor, e apresenta o desempenho das empresas quanto ao atendimento das demandas. As reclamações são consideradas fundamentadas quando há indícios de violação aos direitos do consumidor. Quando há solução após abertura do processo administrativo, são classificadas como atendidas; caso contrário, como não atendidas. Os consumidores já podem acessar o levantamento completo e conferir o desempenho das empresas no Estado. Consulte aqui o Cadastro de Reclamações Fundamentadas 2025.