A forma como a sociedade encara o envelhecimento está no centro de um debate cada vez mais necessário. Esse será o ponto de partida da palestra da historiadora Mary Del Priore, uma das mais reconhecidas pesquisadoras do país, que estará no Espírito Santo no próximo dia 26 de maio. Com o tema “A velhice em destaque”, o encontro acontece às 19h, no auditório do Tribunal de Contas do Estado, na Enseada do Suá, em Vitória. A participação é gratuita. Promovido pela Academia Espírito-santense de Letras (AEL) e pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), o evento marca o início de um ciclo de debates ao longo do ano, voltado a temas contemporâneos de interesse público. “Queremos aproximar as reflexões dos livros da vida prática, estimulando o diálogo sobre questões como o etarismo e os estigmas associados à velhice”, afirma o presidente da AEL, jornalista e escritor Jonas Reis. Autora de mais de 50 livros, Mary Del Priore integra a Academia Paulista de Letras e foi professora da USP e da PUC-Rio. Ao longo da carreira, recebeu três prêmios Jabuti e se consolidou como uma das principais responsáveis por tornar a história mais acessível ao grande público. A palestra propõe uma reflexão sobre como o envelhecimento é tratado atualmente e o que a história revela sobre esse processo. Em um contexto de aumento da longevidade, o debate se mostra essencial para pensar políticas públicas, relações sociais e caminhos para uma sociedade mais inclusiva. A iniciativa conta ainda com o apoio da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Tribunal de Contas do Estado. Serviço Palestra: A velhice em destaque Com Mary Del Priore Data: 26 de maio Horário: 19h Local: Auditório do Tribunal de Contas do ES (Enseada do Suá) Entrada gratuita
Dia das Mães: empório aposta em cestas artesanais e collab exclusiva de cerâmicas
Catálogo especial reúne cestas de café da manhã com produção própria e parceria com cerâmicas artesanais desenvolvidas por Thanandra Torres e Mariana Vilas As cestas de café da manhã seguem entre as opções mais procuradas para presentear no Dia das Mães, especialmente quando combinam qualidade, apresentação e significado. Em Vitória, o Empório Joaquim lança seu catálogo especial para a data, apostando em uma experiência que reúne produtos artesanais feitos pela própria casa e uma curadoria de itens selecionados que remetem ao cuidado e à memória afetiva. Neste ano, a novidade é uma parceria com a marca de cerâmicas artesanais Mariana Villas e a influenciadora Thanandra Torres. A collab traz canecas com frases exclusivas para o Dia das Mães, que podem ser incluídas nas cestas como complemento do presente. Entre as opções disponíveis, a Cesta “Bom Dia, Mãe” reúne clássicos da padaria e confeitaria da casa, como bolo formigueiro em formato de coração com brigadeiro — desenvolvido especialmente para a data —, brioche com açúcar e canela, croissant de queijo e presunto, pão de queijo Canastra, além de patê de haddock defumado, bowl de frutas, suco de laranja e itens selecionados como geleia St. Dalfour e doce de leite Rocca. Já a Cesta “Dia de Rainha” aposta em uma composição mais completa, com pães artesanais, quiche, focaccia, presunto italiano, queijo gruyère e doces como cinnamon roll, croissant de Nutella, cookie pink lemonade e mini bolo formigueiro especial. A cesta inclui ainda bowl de frutas, suco de tangerina e acompanhamentos selecionados. Além das opções prontas, o empório também oferece a possibilidade de personalização, permitindo que os clientes montem suas próprias cestas com os produtos preferidos. Serviço Pedidos pelo WhatsApp até 6 de maio: (27) 99612-3779 Retiradas: 07/05 (quinta), 08/05 (sexta) e 09/05 (sábado): 9h às 18h 10/05 (domingo): 9h às 12h As retiradas devem ser feitas na loja. Excepcionalmente, não haverá serviço de entrega. Canecas da collab Mariana Villas: consultar preço e disponibilidade.
Hospital Santa Rita avança e realiza transplante inédito de medula óssea no ES
Procedimento alogênico com coleta em centro cirúrgico foi realizado em paciente com aplasia medular; hospital já soma mais de 900 transplantes O Hospital Santa Rita (HSRC) alcançou um marco inédito na medicina do Espírito Santo ao realizar o primeiro transplante de medula óssea alogênico com células coletadas em centro cirúrgico. O procedimento foi realizado em um paciente de 21 anos diagnosticado com aplasia medular. A coleta ocorreu em um doador aparentado, irmão do receptor, por meio de múltiplas punções no osso da bacia, bilateralmente. O volume coletado, de aproximadamente 1.000 ml, foi infundido no mesmo dia. Ambos evoluíram bem e já receberam alta hospitalar. “Demos um salto qualitativo na forma como tratamos doenças hematológicas graves no estado, ampliando as possibilidades terapêuticas e trazendo perspectivas de cura para pacientes. Essa conquista reflete o amadurecimento da equipe e nosso compromisso com a ciência, a inovação e, sobretudo, com a vida”, afirma Marcelo Aduan (foto), hematologista e coordenador do Serviço de Onco-Hematologia e Transplante de Medula Óssea do hospital. Com o procedimento, a instituição também atingiu a marca de 903 transplantes realizados. “Iniciamos nossa contagem regressiva para o milésimo transplante. Somos o centro mais capacitado do estado para a realização dessas terapias”, destaca o médico. De acordo com o especialista, o hospital deve ampliar em breve as opções terapêuticas com a introdução do tratamento com CAR-T cells, técnica que utiliza células do próprio sistema imunológico do paciente, modificadas em laboratório para reconhecer e atacar células doentes, especialmente as cancerígenas. Aplastia medular A aplasia medular é uma condição rara e grave caracterizada pela falha da medula óssea, responsável pela produção das células do sangue. Com isso, há redução de plaquetas, glóbulos vermelhos e glóbulos brancos, o que pode causar anemia, maior risco de infecções, sangramentos e hematomas. A doença pode ter diferentes causas, como alterações autoimunes, exposição a substâncias tóxicas, uso de determinados medicamentos, infecções virais ou até origem desconhecida. “O tratamento depende da gravidade, podendo incluir medicamentos imunossupressores e, quando estes falham, o transplante de medula óssea é a única opção curativa”, explica Marcelo Aduan. No Brasil, o primeiro transplante alogênico foi realizado no Paraná em um paciente com aplasia medular. “Infelizmente, em 1979, os recursos não eram os que temos hoje e o paciente faleceu”, relata o hematologista. Transplante alogênico No transplante alogênico, as células-tronco hematopoéticas são provenientes de um doador compatível, geralmente um familiar ou um voluntário cadastrado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). As células podem ser obtidas por diferentes métodos. A coleta diretamente da medula óssea é feita no osso da bacia, sob anestesia, por meio de punções. Após o procedimento, o doador pode apresentar desconforto leve, com recuperação rápida. O organismo repõe naturalmente a medula retirada. Outra possibilidade é a coleta por sangue periférico, na qual o doador recebe medicação para mobilizar as células-tronco para a corrente sanguínea. Em seguida, o sangue é processado por uma máquina que separa as células necessárias e devolve o restante ao corpo. Trata-se de um método menos invasivo. Também é possível utilizar o sangue do cordão umbilical, coletado logo após o nascimento, sem causar dor à mãe ou ao bebê. Esse material é armazenado em bancos especializados para uso futuro. Vantagens e etapas No caso da aplasia medular, o uso da medula óssea como fonte apresenta vantagens, como menor risco de doença do enxerto contra o hospedeiro e boa taxa de enxertia, especialmente em pacientes jovens. O procedimento envolve etapas como o condicionamento, com uso de quimioterapia para eliminar a medula doente; a infusão das células-tronco, realizada por via intravenosa; e a fase de enxertia, quando as células passam a produzir sangue, geralmente entre duas e quatro semanas. Durante esse período, são necessários cuidados rigorosos para prevenir infecções e complicações. Histórico no Espírito Santo O Hospital Santa Rita acumula histórico de pioneirismo no estado. Foi o primeiro a realizar transplante autólogo, em 2008; transplante alogênico, em 2018; transplante haploidêntico aparentado, em 2023; e transplante não aparentado, em 2024. A instituição é referência em transplante de medula óssea tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto pela saúde suplementar. “Alcançar mais de 900 transplantes reforça que estamos no caminho certo, consolidando um serviço sólido de alta complexidade, preparado e em constante evolução. Nós respeitamos nossos pacientes e temos o compromisso com a verdade”, conclui Marcelo Aduan.