O espetáculo “SOMA” constrói sua linguagem artística a partir de um amplo campo de referências da dança, fotografia, iluminação e artes visuais contemporâneas. Na dança, o trabalho dialoga com o coreógrafo norte-americano Alwin Nikolais, especialmente na obra Noumenon Mobilus (1953), ao explorar o corpo como elemento visual e matéria cênica. A criação também estabelece conexões com as pesquisas da bailarina coreana Haeni Kim. No universo da imagem, o espetáculo se aproxima das linguagens desenvolvidas pela fotógrafa norte-americana Francesca Woodman, pelo fotógrafo francês Denis Darzacq e pelo australiano Bill Henson. A iluminação da montagem também recebe influência das obras do pintor italiano Caravaggio. A proposta artística ainda apresenta ressonâncias com instalações e experiências imersivas de artistas como o britânico Anthony McCall, o norte-americano James Turrell e o artista islandês-dinamarquês Olafur Eliasson, além de dialogar com coletivos contemporâneos como teamLab e Random International. Glauber e Gabriela – Crédito: divulgação Outro elemento presente na construção de “SOMA” é a improvisação, inspirada nas coreografias do israelense Ohad Naharin e do britânico Wayne McGregor. SERVIÇO Espetáculo: “SOMA” Datas: • 28 de maio (quinta-feira), às 20h — Pré-estreia gratuita (ingressos esgotados) • 29 de maio (sexta-feira), às 20h • 30 de maio (sábado), com sessões às 17h30 e 19h30 • 31 de maio (domingo), às 17h30 Local: Theatro Carlos Gomes Classificação indicativa: Livre+ Ingressos: R$ 35 (promocional), R$ 22 (meia) e R$ 44 (inteira) Vendas: Sympla – SOMA FICHA TÉCNICA Direção Geral: Gabriela Moriondo e Glauber Vianna Direção Coreográfica: Gabriela Moriondo Direção Artística: Glauber Vianna Bailarina: Gabriela Moriondo Ensaiador: Maicom Souza Participações: Claudia de Souza e Vera Moriondo A. do Nascimento Produção Executiva: Fernanda Holz Cenário: Glauber Vianna Iluminação: Vitor Lorenção Edição de Trilha Sonora: Glauber Vianna Mixagem: Marcus Neves Técnico de Som: Luci Fernandes Figurino: Regina Schimitt Direção de Fotografia / Estúdio: Alexandre Barcelos Assistente / Estúdio: Luigi Alegro Sistema de Espelho / Programação Arduino: Arthur Barreto das Graças, Kauã Araujo Dias da Silva, Odair de Barros Junior, Philipe Rangel Demuth, Samuel Lopes Ferreira e Thiago Loureiro Carvalho (EEEM Arnulpho Mattos) Montagem: Lucas Mixirica, Murilo Cabelo e André Magnago Contrarregra: Lucas Mixirica Fotógrafo do Espetáculo: Bernardo Firme Fotógrafo do Cartaz: Alexandre Barcelos Identidade Visual: Glauber Vianna Assessoria de Imprensa: Purpurina Social Media: Pâmella Fernandes Intérprete de Libras: Cláudia Vieira Estúdio de Ensaio: Coletivo Emaranhado Projetor e Laser: Pixxfluxx Estúdio de Filmagem: Finordia Filmes Catering: Bar do Beco Apoio Theatro Carlos Gomes Fixxfluxx Purpurina Coletivo Emaranhado Finordia Filmes Conecta Audiovisual Produção associada Gabriela Moriondo
Projeto gratuito transforma trilha do Parque Botânico Vale em experiência musical na floresta
O som dos instrumentos se mistura aos cantos dos pássaros, ao vento entre as árvores e aos ruídos da Mata Atlântica. Em Vitória, uma nova experiência cultural promete transformar a forma como o público vivencia a música e a natureza. O projeto “Música na Floresta”, realizado no Parque Botânico Vale, passa a promover apresentações gratuitas ao ar livre em meio às trilhas do espaço ambiental. A proposta une arte, contemplação e conexão com a natureza em uma experiência sensorial diferente do convencional. Durante o percurso pela mata, os visitantes encontram apresentações musicais espalhadas pela trilha, criando uma atmosfera imersiva em meio ao verde da floresta. As sessões são conduzidas pela Orquestra Jovem Capixaba, formada por jovens músicos de diferentes comunidades e sob gestão do Instituto Cultura Viva. À frente do grupo está o maestro Eduardo Lucas, referência nacional na formação musical instrumental. O projeto prevê uma apresentação por mês até novembro. A primeira sessão aberta ao público será realizada no dia 31 de maio, às 9 horas. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas na administração do parque a partir das 8 horas do dia do evento. As vagas são limitadas. Mais do que um concerto tradicional, o Música na Floresta propõe uma pausa na rotina urbana. A ideia é que o público desacelere, caminhe pela mata, ouça a música integrada aos sons naturais e vivencie uma experiência de contemplação e sensibilização ambiental. As apresentações acontecem sempre no período da manhã e integram cultura, sustentabilidade e valorização dos espaços verdes urbanos. Além do projeto musical, o Parque Botânico Vale terá outras atividades gratuitas ao longo do mês de maio. Entre elas estão oficinas de botânica, ações educativas da Polícia Ambiental e experiências de falcoaria com aves de rapina. O Parque Botânico Vale possui 33 hectares de Mata Atlântica em plena área urbana de Vitória e é considerado um importante espaço de preservação ambiental, lazer e educação ambiental no Espírito Santo. As músicas apresentadas O News ES participou, nesta quarta-feira (20), de uma apresentação para a imprensa. O percurso musical no meio da Mata Atlântica contou com obras que dialogam diretamente com elementos como natureza, água, transformação e sensibilidade humana. Entre as apresentações esteve “O Lago dos Cisnes” (foto abaixo), de Piotr Ilitch Tchaikovski, clássico que narra a história de Odette, princesa transformada em cisne por um feitiço. A execução teve como solistas Adriel Nathan, no violoncelo, e Bárbara Caldeiras, na dança. Outra obra apresentada foi “Das águas” (foto abaixo) de Léo de Paula e Katerina Bessmertnova, inspirada na tradição afro-brasileira e nos mistérios das profundezas oceânicas. A apresentação contou com Léo de Paula no handpan e Katerina Bessmertnova como cantora. O público também acompanhou a execução da “Sinfonia nº 18 – Os Cinco Elementos”, de Marcelo Rauta, obra inspirada nos elementos fogo, água, terra, ar e éter, tendo como referência o poema “Tardes de maio”, de Carlos Drummond de Andrade. A soprano Luana Shaeffer participou como solista. Já a obra “Suíte Sementes”, de Leonardo Gorosito, trouxe uma experiência sonora baseada em instrumentos de percussão e chocalhos, dividida em três partes: Dentro da Terra, Transformação e Dança das Sementes. O solo foi executado por Léo de Paula. Ficha técnica A realização do projeto contou com execução da equipe do Parque Botânico Vale e produção da Coreto Produções em parceria com a Orquestra Jovem Capixaba. A direção artística e regência são de Eduardo Lucas. A produção é assinada por Diego Lyra, com assistência de produção de Lorena Dalvi. A coordenação financeira ficou a cargo de Jaqueline Vieira. Os figurinos foram desenvolvidos por Eduardo Lucas, Arlete Taufner e Penha Taufner. A poética do espetáculo é assinada por Flávia Santos. Confira a programação: Música na Floresta Quando: 31/05 (domingo) Hora: 9h Onde: Trilha do Parque Botânico Vale Inscrições: gratuitas, na administração do parque a partir das 8h. Vagas limitadas. Oficina Aprendendo Botânica por meio do Desenho Quando: 23/05 (sábado) Hora: 14h Onde: Sala Espaço Conhecimento Ação Educativa da Polícia Ambiental Quando: 24/05 (domingo) Hora: 9h às 12h e 13h às 15h Onde: Área verde Falcoaria – experiência educativa com aves de rapina Quando: 30 e 31/05 Hora: sábado, das 14h às 16h; domingo, das 9h às 11h e das 14h às 16h Onde: Área verde Oficina Arte Botânica: montagem de exsicatas Quando: 30 e 31/05 Hora: 14h Onde: Sala Espaço Conhecimento
Jack Rocha destaca avanços no combate ao feminicídio após 100 dias de pacto nacional
A deputada federal Jack Rocha (PT-ES) apresentou, nesta quarta-feira (20), no Palácio do Planalto, um balanço dos primeiros 100 dias do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, firmado em fevereiro deste ano. Coordenadora da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, a parlamentar ressaltou os avanços legislativos conquistados no período e defendeu a atuação conjunta dos Três Poderes no combate à violência contra meninas e mulheres. Segundo os dados apresentados, a Câmara aprovou 73 proposições voltadas à proteção das mulheres nos primeiros 100 dias do pacto, entre elas 27 projetos de lei, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) e 33 requerimentos de urgência. As medidas têm como foco o enfrentamento à impunidade, o fortalecimento da rede de proteção e a prevenção da violência de gênero. Para Jack Rocha, os resultados reforçam a necessidade de uma atuação permanente e integrada. “A gente bate todos os dias na mesma tecla: sobre a importância do Pacto entre os Três Poderes neste enfrentamento, porque nenhuma instituição sozinha dará conta de enfrentar um problema que é tão profundo e estrutural”, afirmou. Entre as legislações já sancionadas pelo governo federal, a deputada destacou a Lei nº 15.384/2026, que tipificou a violência vicária e incluiu o homicídio vicário na Lei Maria da Penha e no rol de crimes hediondos. Também citou a Lei nº 15.383/2026, que estabeleceu o uso prioritário de tornozeleiras eletrônicas para agressores, além da criação do Programa Antes que Aconteça, instituído pela Lei nº 15.398/2026, voltado à prevenção integrada da violência de gênero. A parlamentar afirmou ainda que o combate ao feminicídio precisa ir além da punição dos crimes. “Nós precisamos fortalecer a rede de proteção de mulheres, porque combater o feminicídio exige prevenção, acolhimento, justiça e políticas públicas”, destacou. Jack Rocha também defendeu a ampliação dos investimentos públicos destinados às políticas para mulheres. Segundo ela, garantir orçamento específico para o enfrentamento da violência é fundamental para assegurar visibilidade e proteção às mulheres dentro da estrutura do Estado. “Nunca tivemos nesse sentido uma ação diretamente voltada para as mulheres. E nós precisamos mudar essa realidade. O Brasil tem 106 milhões de mulheres”, afirmou. Nesse contexto, a deputada defende a aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 41/2026, que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta prevê investimento de R$ 5 bilhões em políticas públicas voltadas à prevenção, acolhimento, proteção e autonomia econômica das mulheres. “A aprovação do projeto é urgente e primordial, pois cria o Sistema Nacional de Enfrentamento à Violência contra Meninas e Mulheres, uma proposta estruturante que prevê R$ 5 bilhões para ampliar as políticas públicas de prevenção, proteção, acolhimento e garantia da vida das mulheres brasileiras. Estamos falando do fortalecimento das delegacias, das casas de acolhimento, do monitoramento de agressores, do atendimento psicológico e da integração das redes de proteção em todo o país”, ressaltou. Outro tema destacado pela parlamentar foi o avanço das discussões sobre misoginia e violência digital. Neste mês, a Câmara instalou um grupo de trabalho para discutir o Projeto de Lei 896/2023, que criminaliza a misoginia, além de outras propostas voltadas ao combate à violência contra mulheres nas redes sociais. “Precisamos avançar em um debate muito importante que ainda está na Casa, que é o projeto que criminaliza a misoginia e a violência digital”, afirmou. Ao concluir, Jack Rocha reforçou a necessidade de ações estruturadas e contínuas no enfrentamento ao feminicídio. “Combater o feminicídio exige mais do que indignação, exige estrutura, orçamento, articulação institucional e compromisso permanente com a vida”, finalizou. Principais resultados apresentados nos 100 dias do pacto: • Redução do tempo de análise das Medidas Protetivas de Urgência, que passou de 16 dias para cerca de 3 dias; • 53% das decisões passaram a ser proferidas no mesmo dia; • 90% das medidas apreciadas em até dois dias; • Operações Mulher Segura realizadas nos 27 estados e em 2.615 municípios; • 30.388 medidas protetivas acompanhadas; • 38.801 vítimas atendidas; • Ampliação da integração entre sistemas estaduais de segurança pública para monitoramento de vulnerabilidades e prevenção de feminicídios; • 148 mil atendimentos realizados entre janeiro e abril de 2026 nas unidades da Casa da Mulher Brasileira; • Modernização do Ligue 180; • Ampliação da telessaúde em saúde mental para mulheres em situação de violência; • Inclusão da temática de combate à violência contra a mulher nos currículos escolares e criação da Semana Escolar de Combate à Violência.