A Serra encerrou o primeiro semestre de 2026 com redução de 38,1% nas mortes no trânsito em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e junho, foram registrados 26 óbitos, contra 42 nos primeiros seis meses de 2025. Segundo a Prefeitura, o resultado é atribuído às ações desenvolvidas pela Secretaria de Defesa Social (Sedes), por meio do Departamento de Operações de Trânsito (DOT), que incluem fiscalização, educação para o trânsito, melhorias na engenharia de tráfego e campanhas de conscientização. O prefeito Weverson Meireles afirmou que a redução reflete os investimentos em mobilidade urbana e segurança viária, como a ampliação do efetivo de agentes e a capacitação das equipes. A vice-prefeita e secretária de Defesa Social, Gracimeri Gaviorno, destacou que o município intensificou a fiscalização com base em dados e inteligência, priorizando o combate ao excesso de velocidade, às conversões irregulares e à direção sob efeito de álcool, além de reforçar a sinalização e as operações em pontos estratégicos. Para o diretor do DOT, Fábio Alves, os indicadores representam o resultado de um trabalho contínuo de planejamento, engenharia de tráfego e atuação das equipes, com foco na preservação de vidas.
Semana será de tempo firme, manhãs frias e tardes agradáveis na Grande Vitória
Depois da passagem da frente fria que derrubou as temperaturas no Espírito Santo, a Grande Vitória terá uma semana de tempo estável, com predomínio de sol, poucas nuvens e sem previsão de chuva até o próximo domingo (12). As manhãs continuam frias para os padrões da região, enquanto as tardes terão temperaturas mais agradáveis, segundo as previsões do Climatempo e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As temperaturas devem variar entre 18°C e 22°C nas primeiras horas do dia, com máximas entre 27°C e 28°C ao longo da tarde. A umidade do ar permanece elevada durante as madrugadas e manhãs, favorecendo a formação de nevoeiro em alguns pontos, principalmente no início do dia. A previsão indica dias ensolarados, com poucas nuvens e baixa possibilidade de chuva durante toda a semana. Os ventos sopram, em geral, de intensidade fraca a moderada, contribuindo para manter a sensação de frio nas primeiras horas da manhã e à noite. De acordo com o Inmet, o tempo seco e estável é resultado da atuação de uma massa de ar frio sobre o Sudeste, cenário típico do inverno, que mantém as temperaturas mais baixas e reduz a formação de nuvens carregadas. Para quem pretende aproveitar atividades ao ar livre ou viajar durante a semana, a previsão é favorável. A recomendação é apenas reforçar os agasalhos no começo da manhã e durante a noite, quando as temperaturas ficam mais amenas, enquanto durante as tardes o clima será confortável em toda a Grande Vitória. Previsão dia a dia na Grande Vitória Terça-feira (7) – O dia será de sol entre poucas nuvens, sem previsão de chuva. As temperaturas variam entre 17°C e 28°C, com sensação de frio nas primeiras horas da manhã. Quarta-feira (8) – O tempo permanece firme, com predomínio de sol e poucas nuvens ao longo do dia. Não há previsão de chuva. Mínima de 18°C e máxima de 28°C. Quinta-feira (9) – O sol continua predominando e o tempo segue estável. As temperaturas ficam entre 18°C e 28°C, com ventos fracos a moderados. Sexta-feira (10) – A previsão indica mais um dia de céu parcialmente ensolarado, sem chuva. Os termômetros devem marcar entre 18°C e 28°C. Sábado (11) – O sol aparece entre algumas nuvens durante todo o dia e o tempo permanece seco. A temperatura varia de 18°C a 27°C. Domingo (12) – O dia começa com sol entre muitas nuvens. Ao longo da noite, há possibilidade de pancadas de chuva isoladas. A mínima prevista é de 20°C e a máxima de 24°C.
Feira reúne especialistas para debater reforma tributária e inovação na construção civil
A expansão do mercado imobiliário, os impactos da reforma tributária e as novas tecnologias aplicadas à construção civil estarão no centro dos debates da ES Construção 2026, que acontece entre os dias 8 e 10 de julho, no Pavilhão de Carapina, na Serra. Promovida pelo Sinduscon-ES, a feira reunirá empresários, profissionais, estudantes e especialistas em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade, qualificação e geração de negócios. Com o tema “Construção inovadora, futuro sustentável”, a terceira edição do evento contará com 150 expositores, consolidando-se como a maior vitrine da construção civil capixaba. Além da exposição de produtos, serviços e tecnologias, a programação inclui painéis técnicos sobre os principais desafios e oportunidades do setor. Entre os destaques está o painel “Mercado Imobiliário e Desenvolvimento do Ambiente de Negócios”, que reunirá representantes da CBIC, Abecip, Brain Inteligência de Mercado e Sinduscon-MG para discutir crédito, tendências e perspectivas do mercado imobiliário. A inovação será tema do painel “Construção 4.0”, dedicado ao uso do BIM, colaboração digital, gestão de ativos e soluções voltadas ao aumento da produtividade nas obras, com especialistas do Instituto de Inovação Senai-ES. A programação também abordará os efeitos da reforma tributária sobre a construção civil, o cenário econômico do Espírito Santo e apresentará um estudo de caso da construção da Arena MRV, destacando soluções de engenharia e processos inovadores. Segundo o presidente do Sinduscon-ES, Douglas Vaz, a ES Construção se consolida como um ambiente de negócios e conhecimento. “O evento reúne inovação, sustentabilidade, networking e debates que fortalecem toda a cadeia produtiva da construção civil”, afirma. Serviço ES Construção 2026 Data: 8 a 10 de julho Local: Pavilhão de Carapina, Serra Entrada e estacionamento gratuitos Mais informações: www.esconstrucao.com.br
Festival de Inverno vai reunir mais de 350 músicos em Domingos Martins
Muito além dos shows e concertos que movimentam as montanhas capixabas, o 31º Festival Internacional de Inverno de Música Erudita e Popular de Domingos Martins transforma a cidade em um grande centro de formação musical. Entre os dias 13 e 17 de julho, cerca de 350 músicos participarão de 30 oficinas gratuitas, voltadas ao aperfeiçoamento de instrumentistas, cantores e regentes. O festival será realizado de 10 a 19 de julho de 2026, no distrito de Campinho, com uma programação inteiramente gratuita que inclui apresentações, concertos, Palco Livre e atividades pedagógicas. Considerado um dos principais programas de formação musical do país, o eixo pedagógico do festival reunirá aproximadamente 350 alunos, dos quais 200 são bolsistas, acompanhados por um corpo docente formado por 30 professores do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. As atividades promovem intercâmbio entre estudantes, educadores e profissionais da música, estimulando o desenvolvimento técnico e artístico dos participantes. De acordo com a coordenadora da Comissão Pedagógica do Festival, Simone Vesper Binow, o projeto vai além do ensino musical e desempenha papel importante na formação de novos talentos. “O programa pedagógico é o que dá continuidade ao legado do festival. A cada edição, ele cria oportunidades para que novos músicos se desenvolvam, construam conexões e levem esse aprendizado para diferentes regiões. Ao mesmo tempo, Domingos Martins vive uma experiência única, em que a música ocupa os espaços públicos e o cotidiano da cidade, aproximando moradores, visitantes e artistas em torno da cultura”, destaca. As oficinas são destinadas a músicos a partir de 14 anos, que já possuam domínio básico do instrumento, leitura musical e teoria. A programação inclui ainda uma oficina de musicalização infantil, voltada para crianças de 4 a 11 anos, oferecendo o primeiro contato com a música de forma lúdica e educativa. O acesso ao programa pedagógico ocorre por duas modalidades. Parte dos participantes é indicada por instituições parceiras, responsáveis pela concessão de bolsas integrais e parciais, enquanto as demais vagas são preenchidas por meio de inscrições abertas ao público. Os bolsistas também recebem hospedagem durante o período das atividades. Entre as instituições parceiras estão a Fames, Ufes, Vale Música, Instituto Cultural das Montanhas, Casa Verde, Lira Mateense, Programa Música na Rede, Ifes e PM Júnior. As atividades estão distribuídas em três eixos: Música Erudita, Música Popular e Programa Teórico-Prático. O primeiro reúne oficinas de Canto Coral, Canto Lírico, Clarineta, Flauta, Percussão Sinfônica, Piano, Trombone, Trompa, Trompete, Tuba/Eufônio, Viola, Violino, Violoncelo, além das práticas de Orquestra e Banda Sinfônica. Já o programa de Música Popular oferece aulas de Bateria, Canto Popular, Contrabaixo Elétrico, Guitarra, Piano Popular, Saxofone Popular, Trombone Popular, Trompete Popular, Violão Popular e prática de Big Band. O eixo teórico-prático contempla disciplinas de Leitura de Partitura, Laboratório Rítmico, Harmonia e Improvisação. Entre as oficinas mais procuradas desta edição estão Canto Coral, Violino, Prática de Big Band e Prática de Orquestra. As aulas serão realizadas em diversos espaços de Domingos Martins, como a Escola Mariano Ferreira de Nazareth, Escola Impacto, Clube Campinho, Uniasselvi, Maçonaria e CMEI Germano Gerhardt. O encerramento da programação pedagógica será marcado por apresentações abertas ao público, nas quais os próprios alunos mostrarão o resultado da imersão musical vivida ao longo da semana. Na sexta-feira e no sábado, grupos formados durante as oficinas, como a Prática de Orquestra e a Big Band, também integrarão a programação oficial do festival com apresentações no Palco Sesc.
Jetour inaugura primeira concessionária no ES e reforça expansão da marca no Brasil
O mercado automotivo capixaba ganhou um novo integrante de olho no segmento de SUVs com perfil premium, tecnologia e vocação off-road. O Grupo Orletti inaugurou a Orvel Jetour, primeira concessionária da marca no Espírito Santo, em um evento realizado na última quinta-feira (2), em Vitória, reunindo clientes, empresários, jornalistas, influenciadores e executivos nacionais da montadora. A chegada da Jetour faz parte da estratégia de expansão da fabricante chinesa no Brasil e integra o movimento de crescimento do Grupo Orletti na representação de novas marcas. Além da Omoda & Jaecoo, o grupo também passa a atuar com Jetour, Geely e MG Motor, ampliando sua presença no mercado de veículos importados e eletrificados. Inicialmente instalada em um espaço anexo ao Shopping Vitória, a marca ganhará uma concessionária exclusiva, enquanto o atual ponto continuará funcionando como revenda. A cerimônia contou com a presença do presidente do Grupo Orletti, Wagner Orletti; do governador em exercício do Espírito Santo, Ricardo Ferraço; do vice-presidente da Jetour Brasil, Sid Huang; do diretor de Desenvolvimento de Rede da marca, Eduardo Maranhão; e do diretor Comercial da Orvel Jetour, Luciano Garcia. Os executivos vieram especialmente ao Estado para participar da inauguração da primeira operação da marca em território capixaba. Durante o evento, Sid Huang destacou que o Espírito Santo ocupa posição estratégica no plano de expansão da Jetour. Segundo ele, a identidade da marca, voltada para aventura, viagens e veículos preparados para diferentes tipos de terreno, dialoga com as características do Estado. “O Espírito Santo, para nós, é um mercado muito estratégico, porque a Jetour nasceu para o off-road e para viajar admirando a beleza dos locais. Quando vimos o Espírito Santo, suas estradas e seu estilo de vida, percebemos que tudo combina bastante com a nossa marca. Também escolhemos o Estado como nosso porto comercial, trazendo os carros para cá”, afirmou. A Jetour integra o Grupo Chery e chega ao mercado brasileiro posicionada no segmento de SUVs de luxo, combinando tecnologia embarcada, design sofisticado e aptidão para o off-road. A proposta é disputar espaço com marcas já consolidadas nesse nicho, como Jeep e Land Rover. Renata Braga, gerente de Marketing, ao lado de Wagner Orletti e Sid Hang Com a inauguração da Orvel Jetour, o Grupo Orletti amplia sua aposta nas montadoras chinesas, segmento que vem registrando forte crescimento no Brasil e no Espírito Santo, impulsionado pela chegada de novas tecnologias, eletrificação e ampliação do portfólio de utilitários esportivos. A expectativa é fortalecer a presença da marca no mercado capixaba e acompanhar o avanço da demanda por veículos premium de origem asiática.
João Gualberto – “Brava gente polonesa”
Quando estava pesquisando para a produção da minha tese de doutorado, em 1988, chamada A Invenção do Coronel: raízes do imaginário político brasileiro, que deu origem ao livro homônimo com algumas adaptações para tornar a leitura mais leve, entrevistei personagens políticos capixabas ligados às heranças do coronelismo. Entre os que conversei, um marcou muito o meu trabalho e a minha compreensão do papel das lideranças na construção da prosperidade: Eduardo Glazar, um imigrante polonês que chegou à região de São Gabriel da Palha no início dos anos 1930, com apenas 10 anos de idade. Sua trajetória de sucesso inicia-se por ser um dos primeiros que dominou a nossa língua entre o seu povo, servindo de intérprete aos seus compatriotas. Sua trajetória de sucesso o transformou em uma liderança importante na conquista de benefícios nos primeiros tempos da localidade. Encontrei, numa dessas estantes que ficam em praças públicas com obras para serem lidas pelo público, em Burarama, distrito de Cachoeiro de Itapemirim, um exemplar de um livro cuja existência eu desconhecia, Brava Gente Polonesa, que dá título à coluna de hoje, escrito pelo mesmo Eduardo Glazar. É um trabalho dividido em um grande número de capítulos, nos quais o autor conta sua saga desde a prisão de seu pai em um campo de prisioneiros na Rússia durante a Primeira Guerra Mundial até o ano de 2005, quando a obra foi publicada, um pouco antes de sua morte. Quando chegou ao Brasil, em 1931, aquela região pertencia ao município de Colatina. A ponte Florentino Avidos não estava totalmente pronta, e ele e sua família tiveram que atravessar dois pranchões rústicos, todos em cima da carroceria de um caminhão. Encontraram mata pura, ainda habitada por um remanescente de indígenas e mais nada. A mata foi derrubada a machadadas, e as poucas dezenas de famílias polonesas vindas com a família Glazar foram destinadas a áreas de terra entre cinco e dez alqueires, nas quais foram plantados produtos destinados à sobrevivência das famílias e o café arábica, que era o produto que chegava ao mercado e gerava renda. Os cafezais progrediram e os poloneses foram melhorando de vida, gerando em seu entorno a necessidade de estabelecimentos comerciais – as vendas – onde pudessem ser comprados os artigos mais necessários à sobrevivência. Eduardo Glazar passou logo a se ocupar também do comércio, inicialmente na Companhia Polonesa, em São Gabriel da Palha, e, depois, por conta própria, além de outras atividades na cadeia produtiva do café. Teve caminhão para o transporte, máquina de beneficiamento do produto e foi correspondente de bancos em São Gabriel da Palha. Quando o núcleo urbano foi se desenvolvendo, abriu o Cine Estrela, o primeiro da cidade; depois, abriu um pequeno hospital para dar assistência médica à população. Foi também o grande protagonista das atividades imobiliárias que permitiram o crescimento urbano de São Gabriel, entre tantas outras coisas que a sua capacidade empreendedora permitiu. Foi percebido pelo governador Carlos Lindemberg como grande liderança da localidade e filiou-se ao antigo PSD, como era hábito do governador, que promoveu politicamente o jovem líder. Por esse partido, foi vereador em Colatina ainda nos anos 1950 e, depois, o primeiro prefeito da cidade em 1967, retornando posteriormente ao mandato para concluir muitas de suas obras na cidade. Foi um prefeito empreendedor. Esse breve resumo de sua obra no norte do Estado não nos dá a dimensão de sua grandeza como liderança, nem das vidas que salvou como proprietário dos primeiros veículos automotivos da cidade, que levavam doentes para Colatina, nem daqueles que amparou com crédito no começo de suas vidas comerciais, quando permitia que as compras no armazém fossem pagas somente na colheita do café, sem a cobrança de juros. A região norte do Espírito Santo tem seu desenvolvimento muito recente. Afinal, estamos falando de um território coberto pela Mata Atlântica e ainda habitado por indígenas até há menos de 100 anos. Todo o progresso que hoje temos naquela área nasceu muito recentemente. É uma epopeia feita por algumas personalidades que se aproximam do heroísmo e revelam muita coragem pessoal. Coragem para enfrentar cobras e outros bichos desconhecidos, para entrar na mata em dias de frequentes temporais e para enfrentar um outro ambiente, tão diferente do país coberto de neve de onde vieram. Acredito, entretanto, que a grande obra de Eduardo Glazar foi a forma como, juntamente com Dário Martinelli, abriram o horizonte da região com o plantio do café conilon, o grande responsável pela redenção de São Gabriel da Palha e de outros municípios após a trágica erradicação dos cafezais dos anos 1960. Mas essa história merece ser contada por inteiro em outro artigo.