“A Linguagem do Transe” reúne obras inéditas da artista visual e propõe uma reflexão sobre memória, afeto e liberdade por meio da pintura abstrata A Galeria Homero Massena, no Centro de Vitória, recebe entre os dias 25 de julho e 26 de setembro a exposição “A Linguagem do Transe”, primeira mostra individual da artista visual Fayra Moreira. Com curadoria de Lorraine Mendes, a exposição apresenta obras inéditas produzidas ao longo de anos de pesquisa e convida o público a percorrer temas como memória, intimidade, afeto e liberdade por meio da abstração. A abertura acontece no dia 25 de julho, das 10h às 13h, com visita mediada pela artista e pela curadora. A entrada é gratuita. As pinturas não apresentam narrativas fechadas, mas propõem experiências sensíveis, permitindo que cada visitante estabeleça suas próprias conexões com as obras. O trabalho de Fayra parte da ideia de que a arte pode despertar lembranças, emoções e diferentes formas de compreender o amor. O título da exposição foi inspirado em uma reflexão presente no documentário Orí (1989), que relaciona memória e experiência. A partir desse conceito, a artista investiga como as lembranças afetivas podem se transformar em permanência e expressão artística, abordando diferentes dimensões do amor, como os vínculos familiares, afetivos, coletivos e consigo mesma. Entre os destaques da mostra está a obra “Mãe”, pintura de grandes dimensões inspirada na relação da artista com sua mãe. Também integra a exposição a série “Ele vem me visitar nos meus sonhos de vez em quando”, composta por dez pinturas organizadas a partir do ritmo cardíaco de um coração apaixonado. Em ambas, cores, texturas e gestos substituem a figuração para construir narrativas abertas à interpretação do público. Formada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e mestranda pela Escola de Belas Artes da UFRJ, Fayra Moreira vive entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro. Seu trabalho investiga temas ligados ao mistério, à intimidade e ao amor por meio da pintura abstrata. A artista também integra o coletivo Nacional Trovoa e possui obras no acervo permanente do Museu de Arte do Espírito Santo (Maes). O catálogo da exposição será lançado no dia 22 de agosto, durante o período da mostra. Serviço Exposição: A Linguagem do Transe Artista: Fayra Moreira Curadoria: Lorraine Mendes Período: 25 de julho a 26 de setembro de 2026 Abertura e visita mediada: 25 de julho, das 10h às 13h Local: Galeria Homero Massena – Rua Pedro Palácios, 99, Cidade Alta, Vitória Entrada: Gratuita
Festival de churrasco reúne 3 toneladas de carne para o Dia dos Pais em Vitória
Parrillada do Chefe chega pela primeira vez à Capital com entrada gratuita, atrações musicais, gastronomia e atividades para toda a família A Curva da Jurema, em Vitória, recebe entre os dias 7 e 9 de agosto a quinta edição da Parrillada do Chefe, maior festival de churrasco do Espírito Santo. Realizado pela primeira vez na Capital, o evento promete reunir gastronomia, música ao vivo e entretenimento para toda a família, com entrada gratuita e programação especial para o fim de semana do Dia dos Pais. Após passar por Vila Velha e Cariacica, o festival desembarca em Vitória com cerca de três toneladas de carne preparadas em diferentes técnicas de churrasco. O público poderá saborear cortes tradicionais, como picanha, ancho, costela no fogo de chão e cordeiro, além de pratos inspirados em diferentes regiões do país, como carne de sol, torresmo defumado e peixe assado. A programação terá shows ao vivo durante os três dias de evento, com apresentações de Saulo Simonassi, Cadu Caruzo e Rodrigo Balla, além de cerveja artesanal, drinks, espaço kids e atrações para todas as idades. No domingo (9), quando é celebrado o Dia dos Pais, o festival contará com sorteio de brindes e ações especiais para as famílias que escolherem comemorar a data na Curva da Jurema. Segundo o organizador Guilherme Resende, a chegada da Parrillada do Chefe a Vitória marca uma nova etapa da história do evento. “Vitória sempre esteve nos nossos planos e estamos muito felizes em realizar essa primeira edição na capital justamente em um fim de semana tão especial quanto o Dia dos Pais. Será uma oportunidade para reunir famílias e amigos em torno do fogo, da boa música e da gastronomia de qualidade.” Além da programação gastronômica, a Parrillada do Chefe também reúne produtores, fornecedores e especialistas ligados ao setor, promovendo um encontro entre profissionais e apaixonados pelo universo do churrasco. Serviço Parrillada do Chefe – 5ª edição Quando: de 7 a 9 de agosto Onde: Arena Evo, Curva da Jurema, Vitória Entrada: gratuita Pratos: a partir de R$ 30 Atrações: shows com Saulo Simonassi, Cadu Caruzo e Rodrigo Balla, churrasco com mais de 3 toneladas de carne, cerveja artesanal, drinks, espaço kids e programação especial para o Dia dos Pais.
Concertos gratuitos celebram a música barroca em Vitória e Viana
A Trupe Barroca apresenta “A Magia dos Concertos Grossos” nos dias 17 e 18 de julho com repertório dedicado a uma das mais importantes formas musicais do período barroco A Orquestra A Trupe Barroca realiza, nos dias 17 e 18 de julho, o concerto “A Magia dos Concertos Grossos”, primeira apresentação da série Uma Nova Música Antiga 2026, projeto voltado à difusão da música dos séculos XVII e XVIII e da interpretação historicamente orientada. As apresentações são gratuitas e acontecem em Vitória e Viana. O primeiro concerto será realizado na sexta-feira (17), às 20h30, no Santuário Basílica de Santo Antônio, em Vitória. Já a segunda apresentação acontece no sábado (18), às 17h, na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, em Araçatiba, Viana. O programa convida o público a conhecer o universo dos concertos grossos, uma das principais formas instrumentais do período barroco. Desenvolvido na Itália entre os séculos XVII e XVIII, o gênero se caracteriza pelo diálogo entre um pequeno grupo de solistas, chamado concertino, e o restante da orquestra, conhecido como ripieno ou tutti, criando contrastes sonoros que marcaram a música da época. Consolidado por Arcangelo Corelli e posteriormente aperfeiçoado por compositores como Georg Friedrich Handel, Alessandro Scarlatti e Francesco Geminiani, o concerto grosso exerceu grande influência na evolução da música orquestral ocidental. A montagem contará com a participação do violinista Juliano Buosi, especialista em performance histórica, que será o mestre concertista convidado. Bacharel, mestre e doutor pela Unicamp, Buosi também é formado em Violino Barroco pela Escola Superior de Música da Catalunha (ESMUC), em Barcelona, e desenvolve carreira artística e acadêmica no Brasil e no exterior. Segundo o diretor artístico da Trupe Barroca, Washington Luiz Sielemann Almeida, o objetivo é ampliar o acesso do público capixaba ao repertório barroco e estimular a formação de novas plateias. “Os concertos grossos representam um dos momentos mais criativos e inovadores da música barroca. Com este projeto, queremos proporcionar ao público uma experiência artística de alta qualidade, aproximando-o de um repertório fundamental para a história da música e ainda pouco conhecido fora dos grandes centros especializados.” Para Juliano Buosi, o concerto grosso transforma o diálogo entre os músicos em elemento central da composição, permitindo ao público perceber os contrastes de timbres, a riqueza sonora e a inventividade de compositores que seguem influenciando a música até os dias atuais. A série Uma Nova Música Antiga 2026 terá ainda outras três apresentações entre este ano e o início de 2027. O projeto reafirma o compromisso da Trupe Barroca com a pesquisa, a valorização e a difusão da música histórica, além de promover ações de formação de público no Espírito Santo. A iniciativa conta com patrocínio da EDP e apoio do Instituto Modus Vivendi, do Centro de Interpretação Fazenda Araçatiba e do Santuário Basílica de Santo Antônio. O projeto tem parceria do Instituto Brasileiro de Cultura e Artes (IBRAC) e é realizado pela WS Projetos Criativos, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC) e da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Espírito Santo. Serviço A Magia dos Concertos Grossos – Série Uma Nova Música Antiga 2026 17 de julho (sexta-feira) 20h30 Santuário Basílica de Santo Antônio Vitória Entrada gratuita 18 de julho (sábado) 17h Igreja de Nossa Senhora da Ajuda Araçatiba – Viana Entrada gratuita
Samir Nemer – “Imposto sobre exportação de minerais gera impasse e pode parar no STF”
Debate sobre novo tributo da reforma tributária deve impactar empresas de mineração, petróleo, siderurgia e rochas naturais do Espírito Santo_ Uma disputa que ainda está nas mãos do Congresso Nacional pode acabar sendo decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O motivo é um dos novos impostos criados pela reforma tributária: o Imposto Seletivo (IS). A discussão é se esse tributo deve ou não incidir sobre minerais destinados à exportação, tema que preocupa empresas do setor mineral e pode afetar diretamente a competitividade de importantes segmentos da economia brasileira. O impasse surgiu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar um trecho da Lei Complementar nº 214/2025 que afastava a cobrança do Imposto Seletivo sobre bens minerais exportados. Agora, o Congresso decidirá se mantém ou derruba esse veto. Independentemente do resultado, especialistas avaliam que a questão deverá ser levada ao STF para uma definição. Para o advogado tributarista Samir Nemer, sócio do escritório FurtadoNemer Advogados e mestre em Direito Tributário, o debate exige mais discussão. “A Constituição Federal protege as exportações da incidência de tributos justamente para que os produtos brasileiros sejam mais competitivos no mercado internacional. Por isso, existe um debate jurídico importante sobre a possibilidade de o Imposto Seletivo alcançar os bens minerais destinados ao exterior”, explicou. O governo federal defende que, nesse caso, o imposto não seria cobrado na exportação propriamente dita, mas na etapa de extração do minério, independentemente de ele ser vendido no Brasil ou para outros países. Já representantes do setor entendem que, na prática, esse custo acaba sendo incorporado ao produto exportado, contrariando o princípio constitucional de desonerar as exportações. Segundo Nemer, essa diferença de interpretação é o que deve alimentar uma disputa judicial. “Se o veto for mantido, empresas e entidades do setor podem questionar a cobrança do imposto. Se o Congresso derrubar o veto, existe a possibilidade de a própria União contestar essa decisão. Ou seja, há uma grande chance de que o Supremo Tribunal Federal seja chamado a decidir qual interpretação deve prevalecer”, afirmou. A preocupação também envolve os impactos econômicos. Caso o imposto permaneça incidindo sobre minerais exportados, o custo pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. “Quando um tributo aumenta o custo de produção de um produto destinado à exportação, ele pode diminuir a capacidade de concorrência das empresas brasileiras frente a produtores de outros países. Esse é um dos principais argumentos apresentados pelo setor”, destacou Nemer. No Espírito Santo, um dos maiores polos brasileiros de mineração, siderurgia e rochas naturais, a decisão pode ter efeitos significativos. Empresas como Vale, Samarco, ArcelorMittal e diversas indústrias de mármore e granito acompanham o tema com atenção. “O Espírito Santo possui uma economia fortemente ligada às exportações minerais e de rochas ornamentais. Qualquer mudança na tributação desses produtos pode gerar reflexos importantes na competitividade das empresas, nos investimentos e até na geração de empregos no Estado”, ressaltou Samir Nemer.