Anuário da Aequus mostra que o primeiro ano das atuais gestões municipais foi marcado por maior controle dos gastos públicos, melhora dos indicadores fiscais e destaque do Espírito Santo entre os estados com melhor equilíbrio financeiro do país Os municípios do Espírito Santo encerraram 2025 com melhora nos indicadores de saúde fiscal após adotarem uma gestão mais cautelosa das contas públicas no primeiro ano das atuais administrações municipais. É o que revela a 32ª edição do anuário Finanças dos Municípios Capixabas, elaborado pela Aequus Consultoria com base nas prestações de contas enviadas pelas 78 prefeituras ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), da Secretaria do Tesouro Nacional. De acordo com o levantamento, a despesa total das administrações municipais somou R$ 26,03 bilhões em 2025, uma redução de 3,6% em relação ao ano anterior. O comportamento acompanha um padrão comum de início de mandato, período em que os gestores costumam revisar despesas, reorganizar contratos e adotar medidas de contenção de gastos. As despesas de custeio registraram queda de 1,9%, o equivalente a R$ 220,3 milhões, encerrando o ano em R$ 11,15 bilhões. O resultado interrompe uma sequência de crescimento acumulado de 55,4% entre 2021 e 2024. Já os gastos com pessoal aumentaram 5%, alcançando R$ 10,97 bilhões — um acréscimo de R$ 522,1 milhões —, mas em ritmo inferior ao observado nos três anos anteriores, indicando maior prudência na administração do quadro de servidores. As despesas com juros e amortização da dívida cresceram 8,4%, totalizando R$ 606,2 milhões, permanecendo como a menor categoria entre os gastos municipais. O ajuste nas contas públicas refletiu diretamente na melhora da capacidade financeira dos municípios. Segundo a Capacidade de Pagamento (Capag), indicador elaborado pelo Tesouro Nacional para avaliar a situação fiscal dos entes públicos, 81% das cidades capixabas passaram a receber nota A ou B em 2025, ante 62% no ano anterior. Com esse desempenho, o Espírito Santo ocupa a sexta colocação no ranking nacional, acima da média brasileira, de 54%, e também da média da Região Sudeste, de 49%. “Os números de 2025 mostram um movimento típico de início de gestão, com ajuste nas contas, mais cautela nos gastos e, como resultado, uma melhora consistente nos indicadores fiscais. O Espírito Santo confirma, mais uma vez, que seus municípios estão entre os mais bem avaliados do país”, destaca Tânia Villela (foto acima), economista e editora do anuário. Outro dado positivo apontado pelo estudo é o cumprimento dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Em 2025, 74 municípios mantiveram as despesas com pessoal do Poder Executivo abaixo do limite de alerta previsto na legislação, e nenhuma prefeitura ultrapassou o teto legal. As 78 câmaras municipais também permaneceram dentro dos limites de gastos com pessoal, repetindo o desempenho registrado nos anos anteriores.
Incêndio de grandes proporções destrói Arquivo Geral do TJES na Serra
Acervo físico que reunía cerca de 2,1 milhões de processos arquivados de comarcas da Grande Vitória foi consumido pelas chamas. Tribunal afirma que parte do material era digitalizada e descarta prejuízos operacionais graves Um incêndio de grandes proporções atingiu o galpão do Arquivo Geral do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), localizado no bairro Jardim Limoeiro, no município da Serra. O fogo mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES) e provocou densas colunas de fumaça visíveis em toda a região metropolitana. Não houve registro de feridos. O complexo atingido — que possuía alvará do Corpo de Bombeiros em dia e contava com mais de 10 mil metros quadrados — abrigava o arquivamento de documentos e processos físicos das comarcas de Vitória, Serra, Cariacica, Vila Velha e Viana. Além da documentação judicial, o espaço funcionava como depósito para setores de Patrimônio, Almoxarifado e materiais da Secretaria de Engenharia e Gestão Predial do tribunal. Avaliação de Prejuízos: Documental, Material e Financeiro De acordo com o balanço divulgado pela administração do TJES, os prejuízos concentram-se em três frentes principais: 1. Perda de Processos Físicos: O galpão armazenava cerca de 2,1 milhões de processos. Contudo, o secretário-geral do TJES, juiz Anselmo Laghi Laranja, ponderou que todo o material destruído era composto exclusivamente por autos já finalizados e arquivados, e que cerca de 50% desse acervo já contava com cópias digitalizadas nos bancos de dados do tribunal. O restante incluía tanto documentos salvos em bases digitais quanto lotes que ainda aguardavam triagem para descarte ou desarquivamento (cuja restauração de autos pode ser solicitada por meio de procedimentos próprios caso necessário). 2. Prejuízos Patrimoniais e Mobiliários: Embora uma força-tarefa realizada desde o fim do ano anterior tivesse conseguido retirar e catalogar diversos bens permanentes novos do local, o fogo consumiu lotes de móveis inservíveis (como cadeiras e armários velhos) e itens que já não tinham utilidade para o Judiciário. 3. Impacto em Leilões e Contratos: O tribunal informou que também avalia as consequências contratuais e financeiras de lotes de bens que haviam sido separados para leilões públicos e que acabaram sendo destruídos pelas chamas antes de serem retirados pelos arrematantes ou responsáveis. Apesar da magnitude da destruição material no imóvel, a cúpula do Judiciário estadual garantiu que os serviços à população e o andamento geral da Justiça capixaba não sofrerão interrupções ou prejuízos operacionais graves. Investigação e Próximos Passos O incidente reabriu discussões sobre a segurança do espaço, uma vez que entidades de classe e sindicatos de servidores já haviam apontado preocupações com as condições estruturais em denúncias anteriores. Em resposta, a gestão do tribunal ressaltou que vinha realizando mutirões periódicos de limpeza e que reforçou recentemente o sistema de monitoramento interno, instalando mais de 20 novas câmeras de segurança. As imagens capturadas pelo circuito interno foram integralmente disponibilizadas à Polícia Civil para auxiliar na elucidação das causas e circunstâncias que deram origem ao fogo. Um Comitê de Articulação Emergencial foi instituído pelo TJES para coordenar o levantamento minucioso dos danos, avaliar a integridade estrutural do imóvel remanescente junto à Defesa Civil e dar suporte às investigações. Foto: reprodução/redes sociais
MEC Show espera movimentar R$ 250 milhões e reforçar inovação industrial no ES
A 19ª edição da MEC SHOW será realizada entre os dias 4 e 6 de agosto, no Pavilhão de Carapina, na Serra, com a expectativa de movimentar R$ 250 milhões em negócios, reunir 330 marcas expositoras e receber cerca de 20 mil profissionais. Integrada à ES OIL&GAS ENERGY, a feira reunirá empresários, compradores, engenheiros, executivos e fornecedores para discutir os rumos da indústria, da energia e da inovação. Mais do que uma feira de negócios, a MEC SHOW se consolida como um ambiente estratégico para geração de oportunidades, aproximando empresas, investidores, centros de pesquisa, startups e instituições de ensino em torno das transformações que vêm redefinindo a indústria brasileira. Novo ciclo industrial Impulsionado por investimentos em mineração, siderurgia, petróleo e gás, papel e celulose, logística, energia e manufatura, o Espírito Santo vive um novo ciclo de desenvolvimento industrial. Nesse cenário, a MEC SHOW reúne fabricantes, fornecedores e grandes compradores para apresentar soluções em inteligência artificial, automação, digitalização e eficiência operacional. “A Mec Show aproxima empresas, fornecedores, compradores e especialistas, amplia o acesso a novas tecnologias e fortalece a produtividade e a competitividade da indústria capixaba”, destaca o presidente da Findes, Paulo Baraona. Segundo o presidente do Sindifer, Luiz Alberto de Souza Carvalho, a feira também celebra os 55 anos da entidade, que representa mais de 3.800 empresas responsáveis por mais de 53 mil empregos diretos no Estado. “É o principal ponto de encontro da indústria capixaba e um espaço estratégico para discutir o presente e o futuro do desenvolvimento industrial do Espírito Santo”, afirma. Novidades da edição Entre os destaques deste ano está a Jornada VIP do Comprador, que promoverá encontros direcionados entre grandes empresas e fornecedores antes mesmo da abertura oficial da feira. Outra novidade é o Hack27, hackathon realizado em parceria com o Base27 e o Sebrae/ES, que desafiará equipes a desenvolver soluções para demandas reais da indústria. Para o diretor técnico do Sebrae/ES, Eurípedes Pedrinha, a iniciativa fortalece a conexão entre grandes indústrias e pequenos fornecedores, tornando o ambiente de negócios mais competitivo e inovador. Já o presidente do CDMEC, Carlos Henrique Veloso, destaca a criação da Ilha de Inovação, espaço que reunirá startups, universidades, instituições de pesquisa e um balcão de patentes para aproximar o conhecimento das necessidades da indústria. Além da exposição, a programação contará com mais de 50 horas de conteúdo e mais de 50 especialistas debatendo temas como inteligência artificial, Indústria 4.0, automação, petróleo e gás, energia, engenharia, inovação e competitividade industrial. Serviço MEC SHOW 2026 – Feira da Inovação Industrial • Data: 4 a 6 de agosto de 2026 • Local: Pavilhão de Carapina, Serra (ES) • Expectativa: 330 marcas expositoras, 20 mil visitantes e R$ 250 milhões em negócios • Evento integrado: ES OIL&GAS ENERGY • Credenciamento gratuito para profissionais da indústria.