Humorista apresenta “É Disso Que Eu Tô Falando” nos dias 29 e 30 de agosto, no Teatro Universitário, e reencontra personagens que marcaram sua carreira Jackson Faive, Mustafary, Mary Help e Silas Simplesmente estão de volta, agora envolvidos em novas histórias. Marco Luque retorna a Vitória neste fim de semana com o espetáculo “É Disso Que Eu Tô Falando”, que revisita alguns dos personagens mais conhecidos de sua carreira em textos inéditos e novas situações inspiradas no cotidiano brasileiro. As apresentações serão no Teatro Universitário, em Goiabeiras, no sábado (29), às 20h, e no domingo (30), às 17h. O novo trabalho chega após três anos de turnê de “Dilatados” e marca uma nova fase de Luque nos palcos, mantendo a versatilidade que transformou seus tipos populares em uma das marcas de sua trajetória no humor. No espetáculo, o público reencontra Jackson Faive, motoboy paulistano que transforma as situações da vida urbana em histórias carregadas de gírias; Mustafary, o pseudoambientalista de espírito rastafari e raciocínios pouco convencionais; Mary Help, diarista carismática que coleciona situações atrapalhadas; e Silas Simplesmente, taxista que observa o cotidiano e mistura suas histórias com reflexões sobre a vida. Os quatro personagens aparecem em situações diferentes das já conhecidas pelo público. A proposta combina textos inéditos, improvisação e observações sobre comportamentos e situações comuns do dia a dia, aproveitando as características particulares de cada personagem para construir diferentes formas de humor ao longo da apresentação. “É Disso Que Eu Tô Falando” tem criação e direção de Marco Luque e Guilherme Rocha. Com duração de 80 minutos e classificação indicativa de 14 anos, o espetáculo tem produção local da WB Produções, que completa 19 anos de atuação em 2026. Fundada em 2007 por Bruna Dornellas e Wesley Telles, a WB informa ter alcançado mais de 2 milhões de espectadores em 55 cidades brasileiras. Entre as produções que já levou aos palcos estão “Através da Íris”, “Misery”, “Três Mulheres Altas” e “Gargalhada Selvagem”. Serviço É Disso Que Eu Tô Falando, com Marco Luque Quando: 29 e 30 de agosto de 2026 Horários: sábado, às 20h; domingo, às 17h Onde: Teatro Universitário da Ufes, Av. Fernando Ferrari, 514, Goiabeiras, Vitória Duração: 80 minutos Classificação: 14 anos Gênero: comédia Ingressos: Plateia A: R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia) Plateia B: R$ 130 (inteira) e R$ 65 (meia) Mezanino: R$ 110 (inteira) e R$ 55 (meia) Venda sem taxa: bilheteria do Teatro Universitário, de terça a sexta-feira, das 14h às 19h. Nos dias de espetáculo, atendimento a partir das 15h.
Três candidatos ao Governo participam de encontro com empresários em Vila Velha
Hélder Salomão, Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço estarão no Diretrizes 2026, nesta quarta-feira (26), para apresentar propostas e discutir desenvolvimento econômico e competitividade Três candidatos ao Governo do Espírito Santo estarão frente a frente com empresários e lideranças do setor produtivo nesta quarta-feira (26), em Vila Velha. Hélder Salomão, Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço confirmaram participação no Diretrizes 2026, encontro promovido pela Associação dos Empresários de Vila Velha (Assevila). O evento será realizado a partir das 7h30, durante o 30º Café Empresarial Assevila, no Shopping Praia da Costa. A proposta é abrir espaço para que os candidatos apresentem suas ideias para o desenvolvimento econômico do Espírito Santo e discutam questões que impactam diretamente Vila Velha. Cada candidato terá até uma hora para expor suas propostas e responder a perguntas previamente definidas pela organização. Entre os assuntos previstos estão infraestrutura, ambiente de negócios, qualificação profissional, atração de investimentos, competitividade e desenvolvimento econômico. As discussões terão como ponto de partida um documento elaborado com temas considerados prioritários pelo setor empresarial. Além de questões de alcance estadual, o material reúne demandas específicas de Vila Velha e busca colocar na agenda eleitoral desafios identificados por empresários e representantes do setor produtivo. Segundo o presidente da Assevila, Éder Lemke, o encontro pretende aproximar as propostas dos candidatos das demandas de quem atua na economia capixaba. Para ele, a participação empresarial no debate eleitoral contribui para a construção de uma agenda baseada em prioridades concretas e em uma visão de desenvolvimento de longo prazo. O Diretrizes 2026 também faz parte de uma mobilização da Rede Empresarial, coordenada pelo Espírito Santo em Ação. Atualmente, a rede reúne 14 associações, mais de 860 associados voluntários e 360 empresas mantenedoras de diferentes regiões do Estado. A escolha dos candidatos convidados levou em consideração a pesquisa Quaest divulgada em 16 de julho e registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo ES-07211/2026, tendo como referência o primeiro cenário para a disputa pelo Governo do Estado. A ordem das apresentações será definida alfabeticamente. Serviço Diretrizes 2026 – Assevila Data: 26 de agosto Horário: 7h30 Local: Shopping Praia da Costa, Vila Velha Participantes confirmados: Hélder Salomão, Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço
Semana começa nublada e com chuva, mas tempo abre na Grande Vitória
Previsão indica chuva passageira no início da semana, alternância de sol e nuvens e temperaturas que podem chegar aos 28°C; fim de semana tende a ser de tempo firme Quem estava esperando uma sequência de dias completamente secos na Grande Vitória ainda terá de conviver com alguma instabilidade. A semana começa com possibilidade de chuva, mas a tendência é de melhora gradual, com períodos de sol, muitas nuvens e temperaturas em elevação. Os dados mais recentes do Climatempo para Vitória indicam máximas entre 25°C e 28°C ao longo da semana. Nesta segunda-feira (24), a previsão aponta temperaturas entre 19°C e 26°C, com possibilidade de chuva e acumulado estimado em 7,9 milímetros. O cenário é de sol entre nuvens, intercalado com chuva rápida durante o dia e também à noite. A umidade relativa do ar permanece elevada, podendo chegar a 96%. Na terça-feira (25), a instabilidade perde força, embora a chuva ainda possa aparecer. A previsão indica mínima de 20°C e máxima de 26°C, com chuva passageira e acumulado estimado em 2,7 milímetros. À noite, apesar da presença de muitas nuvens, a tendência é de tempo firme. Já a quarta-feira (26) deve representar uma pausa na chuva: os termômetros ficam entre 21°C e 27°C, com sol entre muitas nuvens e períodos de céu nublado. A chuva pode retornar rapidamente na quinta-feira (27). O Climatempo projeta temperaturas de 21°C a 25°C e cerca de 4,8 milímetros de precipitação. Na sexta-feira (28), a temperatura volta a subir, podendo chegar aos 28°C. Apesar de pequena possibilidade de precipitação indicada pelo modelo, a previsão predominante é de sol entre algumas nuvens e tempo firme. O cenário é compatível com a tendência indicada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o Espírito Santo. O instituto apontava tempo predominantemente estável no Sudeste, mas com possibilidade de chuvas fracas no Espírito Santo. Para agosto, o Inmet também prevê precipitações abaixo da média em parte do centro-sul do Brasil. A mudança fica mais evidente no fim de semana. Para sábado (29), a previsão aponta mínima de 22°C e máxima de 27°C em Vitória, com sol e algumas nuvens durante o dia e aumento da nebulosidade à noite, mas sem chuva. No domingo (30), as temperaturas permanecem entre 22°C e 27°C, com sol, muitas nuvens à tarde e redução da nebulosidade à noite. Na previsão atual, não há indicação de chuva para os dois dias. O mês, porém, já foi bastante chuvoso na capital. Segundo dados apresentados pelo Climatempo, Vitória acumulou 89 milímetros de chuva até o dia 23 de agosto, volume equivalente a 185% da média histórica do mês, estimada em 48 milímetros. Ou seja, antes mesmo do fim de agosto, a capital já recebeu quase o dobro da chuva normalmente esperada para todo o mês. Assim, quem mora na Grande Vitória deve se preparar para uma semana de transição: o guarda-chuva ainda pode ser necessário principalmente nesta segunda, terça e quinta-feira, mas a tendência é de períodos cada vez maiores de tempo firme. Se a previsão atual se confirmar, o próximo fim de semana terá condições mais favoráveis para atividades ao ar livre, com temperaturas agradáveis e sem indicação de chuva.
João Gualberto – “Coronel Bimbim”
Rogério Medeiros é um jornalista de grande talento. Durante décadas, foi o principal repórter político do Espírito Santo. De sua velha máquina de escrever, substituída pelos computadores atuais, saíram os mais vigorosos textos de nosso jornalismo. Antes de adoecer, manteve participação no portal eletrônico que criou, o Século Diário. Mas o que nem todos sabem é que, antes da fase digital, ele havia criado uma revista chamada justamente Século, na virada do século XXI. Na revista Século, Rogério escreveu, entre muitas outras matérias, seus textos cheios de vida, com muitas histórias fortes de grandes coronéis capixabas, que eram chefes políticos poderosos e violentos que animavam as disputas eleitorais do nosso interior. Como personagem central do imaginário político brasileiro, o coronel sobreviveu ao próprio coronelismo como sistema político, e suas práticas inundaram nossa vida social por décadas. Hoje, os traços da violência são menos evidentes do que no passado, quando éramos mais rurais e eles estiveram muito presentes no dia a dia das cidades. Um dos maiores representantes dessa forma de fazer política, sempre associada à violência, foi certamente o Coronel Bimbim, cuja vida como homem público foi tema de uma reportagem de Rogério Medeiros na edição da revista Século de novembro de 2001. Nela, o repórter visitou o Vale do Rio Doce, região em que reinaram alguns desses temidos coronéis, para pesquisar elementos da vida de Secundino Cypriano da Silva, o coronel Bimbim. Rogério registra que Bimbim mandava e desmandava em grandes faixas dos territórios disputados por capixabas no Vale do Rio Doce. Reinou por quase 40 anos, até morrer vítima de um problema cardíaco na metade de seu mandato de prefeito de Aimorés, cidade mineira que faz divisa com Baixo Guandu, no Espírito Santo. Um mandato conquistado com muito sangue, pois ele não admitia que seus adversários tivessem paz, a não ser a paz dos cemitérios. “Adversário é inimigo, e inimigo a gente não perdoa, mata” era a sua máxima política. Ele era senhor absoluto da vida e da morte dos habitantes da região, tanto que um de seus sobrinhos-netos disse à reportagem que “não caía uma folha de uma árvore em seu território de mando que não obedecesse ao um desejo seu”. Eram assim os coronéis daqueles tempos, quando uma ordem não obedecida custava a vida, quando uma traição em período eleitoral custava muito caro. Foi assim de 1920 a meados da década de 1960, quando o Coronel Bimbim foi o senhor absoluto do Vale do Rio Doce. Um afilhado do coronel, ouvido por Rogério, conhecido como Criatura, residente em Barra do São Francisco, conta como funcionava a justiça de seu padrinho. Havia um homem na região de Afonso Cláudio, que faz fronteira com Aimorés, estuprando mulheres, e elas não denunciavam o autor, com medo de represálias; todas atribuíam o crime a uma certa Mula Doida. Até que uma dela, mais velha, contou a Bimbim quem era o estuprador. Ele mandou seus homens buscarem o sujeito para ser punido. Ao invés de matá-lo, decepou uma de suas orelhas, marcando-o para o resto de sua vida e tornando-o, de fato, no Mula Doida da localidade. Em 1958, ele disputou as eleições e perdeu por apenas 86 votos. Sua derrota foi atribuída às urnas do distrito de Mundo Novo, onde seus jagunços foram impedidos pela polícia de tomar conta delas, como andavam fazendo por toda parte, e ele teve apenas 12 votos, enquanto seu adversário, 402. O Cabo Machadinho colocou os homens de Bimbim para fora do local. Dias após o resultado das eleições, o prefeito que havia conseguido eleger seu sucessor foi assassinado na cidade capixaba de Baixo Guandu por um pistoleiro de fora do Estado. Conta Rogério que o principal apoiador de seu adversário também pagou caro a façanha. Em sua propriedade, galinhas, porcos e bois foram aparecendo mortos nos terreiros e pastos. Proibiu que todos comprassem no armazém que tinha na fazenda e, por fim, mandou incendiar sua casa e sua loja comercial. Os jagunços tomaram conta das estradas e da estação de trem para impedir a saída de seu inimigo. Por fim, ele conseguiu fugir em um pequeno avião, um teco-teco, como se dizia à época. Diante disso, os principais fazendeiros do campo adversário foram vendendo suas propriedades e, quando foi candidato em 1962, obteve 90% dos votos válidos. Morreu no mandato, dois anos depois. Sua saga não foi um ponto fora da curva, mas antes um comportamento comum no Espírito Santo rural, onde a violência imperava, a despeito dos discursos desenvolvimentistas das cúpulas na capital. Eram as duas faces desse mundo: violência e progresso. O campo democrático no Brasil é muito recente e ainda tem essas marcas de sua trajetória tão autoritária. Por isso, é preciso estar sempre muito atentos ao retorno do passado recente.