Senador eleito pelo PSB destacou o legado de seu grupo político no Espírito Santo, parabenizou o presidente reeleito e defendeu o diálogo e o fortalecimento das instituições O senador eleito Renato Casagrande (PSB) se manifestou neste domingo (25), após a conclusão do segundo turno das eleições, com duas mensagens sobre os resultados das disputas pelo governo do Espírito Santo e pela Presidência da República. No cenário estadual, elogiou a campanha de Ricardo Ferraço (MDB), derrotado por Lorenzo Pazolini (Republicanos), e destacou o legado de seu grupo político. No plano nacional, parabenizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição e reafirmou o compromisso com o diálogo e o fortalecimento das instituições democráticas. As manifestações ocorrem em um momento de transição na trajetória política de Casagrande, que deixou o governo estadual para disputar o Senado e conquistou uma das vagas já no primeiro turno. Com a derrota de Ricardo Ferraço, candidato que apoiou na disputa pelo Palácio Anchieta, o ex-governador se prepara para uma nova etapa de atuação política em Brasília, enquanto o Espírito Santo terá Lorenzo Pazolini à frente do Executivo a partir de janeiro de 2027. “O Espírito Santo escolheu o seu caminho, e a vontade do povo é soberana”, escreveu Casagrande na primeira publicação, em referência ao resultado da eleição estadual. Na sequência, dirigiu uma mensagem de reconhecimento a Ricardo Ferraço, que recebeu 47,83% dos votos válidos, contra 52,17% de Pazolini. “Ricardo, parabéns pela campanha digna e por defender, com coragem, tudo o que construímos juntos”, afirmou. Casagrande também fez uma avaliação positiva do período em que esteve à frente do governo capixaba, ressaltando as realizações de sua administração e a participação de Ferraço na continuidade desse projeto político. “Saímos de cabeça erguida, com orgulho do legado que deixamos para os capixabas”, declarou. Ao encerrar a mensagem, reafirmou seu compromisso com o Estado na nova função que exercerá a partir do próximo ano. “No Senado, sigo firme na defesa do Espírito Santo e do nosso povo.” Parabéns a Lula e defesa do diálogo Na segunda manifestação, Casagrande parabenizou o presidente Lula, que venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial e conquistou a reeleição. “O Brasil concluiu hoje mais uma eleição democrática. Lula foi reeleito Presidente da República. Parabéns, presidente!”, escreveu. O senador eleito também destacou a importância do diálogo político e do fortalecimento das instituições, em uma mensagem sobre a continuidade do governo federal. “Seguimos comprometidos com o diálogo e o fortalecimento das instituições. Que venham quatro anos de trabalho pelo país”, afirmou. Casagrande integra o PSB, partido de centro-esquerda que faz parte da aliança nacional de Lula e tem o vice-presidente Geraldo Alckmin entre suas principais lideranças. Durante a campanha, manteve seu alinhamento político com o presidente, enquanto no Espírito Santo concentrou esforços na candidatura de Ricardo Ferraço. Desafio em um Senado com maior presença da direita Eleito senador no primeiro turno, Casagrande assumirá o mandato em fevereiro de 2027, em um cenário político diferente daquele que encontrou em sua passagem anterior pelo Congresso Nacional. O novo Senado terá uma composição com forte presença de partidos de direita e centro-direita, especialmente o PL, legenda de Flávio Bolsonaro, que conquistou a maior bancada da Casa, com 28 dos 81 senadores. A configuração política exigirá articulação entre diferentes correntes partidárias para a aprovação de projetos e a construção de consensos em torno de temas nacionais. Para Casagrande, que pertence a um partido da base de apoio de Lula, o desafio será conciliar a defesa das propostas do governo federal com a atuação em uma Casa onde a oposição terá peso expressivo. Com experiência anterior no Senado e três mandatos à frente do governo capixaba, Casagrande retorna a Brasília depois de um longo período dedicado à administração estadual. Sua trajetória política inclui a construção de alianças com diferentes partidos, experiência que poderá contribuir para sua atuação nas negociações legislativas. No Espírito Santo, a vitória de Pazolini também estabelece uma nova configuração política. O grupo liderado por Casagrande, que apoiou a continuidade da gestão com Ricardo Ferraço, deixará o comando do Executivo estadual, enquanto o ex-governador passará a representar o Estado no Senado. As duas mensagens publicadas após as eleições refletem esses diferentes contextos. No Espírito Santo, Casagrande valorizou a trajetória de seu grupo político e manifestou solidariedade ao aliado derrotado. No cenário nacional, parabenizou Lula pela reeleição e ressaltou a importância do diálogo institucional. A partir de 2027, sua atuação estará concentrada no Congresso Nacional, onde terá pela frente a tarefa de representar os interesses capixabas, participar das articulações de sua bancada partidária e estabelecer relações com parlamentares de diferentes orientações políticas.
Pazolini venceu em 40 municípios e Ferraço, em 38; veja onde cada candidato teve mais votos no ES
Governador eleito conquistou os maiores colégios eleitorais e teve sua melhor votação em Venda Nova do Imigrante; Ferraço venceu em Cariacica, Viana, Cachoeiro de Itapemirim e São Mateus A disputa pelo governo do Espírito Santo terminou com uma divisão equilibrada no número de municípios vencidos pelos dois candidatos. Eleito governador neste domingo (25), Lorenzo Pazolini (Republicanos) conquistou a maioria dos votos em 40 das 78 cidades capixabas, enquanto o governador Ricardo Ferraço (MDB), candidato à reeleição, venceu em 38 municípios. Apesar da pequena diferença no número de cidades, Pazolini garantiu a vitória estadual com vantagem de 95.699 votos. O governador eleito recebeu 1.151.818 votos, correspondentes a 52,17% dos votos válidos, contra 1.056.119 votos (47,83%) de Ferraço. O resultado foi definido principalmente pelo desempenho de Pazolini nos maiores colégios eleitorais do Estado, especialmente Vila Velha, Serra e Vitória, além de municípios das regiões Serrana e Central. Na Grande Vitória, Pazolini venceu em cinco dos sete municípios: Vila Velha, Serra, Vitória, Guarapari e Fundão. Ferraço conseguiu superar o adversário em Cariacica e Viana, cidades onde contou com o apoio de importantes lideranças políticas locais. Em Cariacica, terceiro maior colégio eleitoral capixaba, Ferraço conquistou 105.655 votos (52,43%), contra 95.870 votos (47,57%) de Pazolini. A vantagem de 9.785 votos ocorreu em uma cidade administrada pelo prefeito Euclério Sampaio, também do MDB, um dos principais apoiadores da campanha do governador. Em Viana, a vitória de Ferraço foi mais apertada. O emedebista recebeu 20.647 votos (50,65%), contra 20.118 votos (49,35%) de Pazolini, diferença de apenas 529 votos. O governador contou com o apoio do prefeito Wanderson Bueno, que teve participação direta na campanha, chegando a se licenciar da Prefeitura para coordenar a candidatura à reeleição. A Serra apresentou um cenário diferente. Embora Ferraço tenha recebido o apoio do prefeito Weverson Meireles (PDT) e do ex-prefeito Sérgio Vidigal (PDT), Pazolini venceu com 51,44% dos votos válidos, contra 48,56% do adversário. A diferença foi de 7.568 votos no maior colégio eleitoral do Espírito Santo. Em Vila Velha, Pazolini alcançou 54,40% dos votos válidos, com 143.435 votos, contra 120.240 de Ferraço (45,60%). A vantagem de 23.195 votos foi a maior em números absolutos entre os municípios da Grande Vitória. Na capital, onde exerceu o cargo de prefeito, o governador eleito recebeu 53,77% dos votos, contra 46,23% de Ferraço. Região Serrana deu a Pazolini suas maiores vantagens Foi na Região Serrana que Pazolini alcançou alguns de seus resultados mais expressivos. Em Venda Nova do Imigrante, o republicano conquistou 72,28% dos votos válidos, seu maior percentual entre os 78 municípios capixabas. Ferraço recebeu 27,72%. Outras votações expressivas foram registradas em Domingos Martins, onde Pazolini obteve 69,20%; Santa Maria de Jetibá, com 67,05%; e Ibatiba, com 67,04%. Em Castelo, o governador eleito alcançou 65,48% dos votos válidos. O desempenho também foi favorável ao republicano em Colatina, importante colégio eleitoral do Noroeste capixaba, onde recebeu 63,16% dos votos. Em Aracruz, Pazolini venceu com 53,21%, enquanto Ferraço ficou com 46,79%. Ferraço teve suas maiores votações no Norte e no Sul Embora derrotado no resultado estadual, Ricardo Ferraço conquistou votações expressivas em municípios do Norte e do Sul do Espírito Santo. Em Conceição da Barra, o governador recebeu 68,16% dos votos válidos, seu melhor desempenho percentual no Estado. Em Ponto Belo, alcançou 67,18%, enquanto em Apiacá obteve 65,78%. Ferraço também ultrapassou 60% dos votos em Mucurici (64,33%), Pinheiros (62,02%), Pedro Canário (61,32%) e Alegre (60,76%). Entre os maiores municípios do interior, o governador venceu em São Mateus, com 58,45% dos votos válidos, contra 41,55% de Pazolini. No Sul do Estado, Ferraço conquistou a maioria dos votos em Cachoeiro de Itapemirim, município de forte ligação com sua trajetória política e familiar. O candidato do MDB recebeu 53.323 votos, equivalentes a 51,62%, contra 48,38% de Pazolini. O emedebista também venceu em cidades como Guaçuí, Mimoso do Sul, Muqui, Atílio Vivácqua e Bom Jesus do Norte, demonstrando maior presença eleitoral em parte dos municípios das regiões Sul e Extremo Norte. Disputa foi decidida por poucos votos em algumas cidades Apesar das diferenças expressivas registradas em determinados municípios, o segundo turno também apresentou disputas bastante equilibradas. Em Nova Venécia, Ferraço venceu com 50,12% dos votos válidos, contra 49,88% de Pazolini, uma diferença de apenas 70 votos. Foi a disputa municipal mais apertada do segundo turno. Em Santa Leopoldina, Pazolini conquistou 50,18% dos votos, contra 49,82% de Ferraço. Já em São Roque do Canaã, o governador venceu com 50,23%, enquanto o republicano recebeu 49,77%. Ao todo, 20 municípios registraram diferenças inferiores a cinco pontos percentuais entre os candidatos, evidenciando o equilíbrio da votação em diferentes regiões do Espírito Santo. Vitória nos maiores colégios eleitorais definiu o resultado A distribuição geográfica dos votos ajuda a explicar como Pazolini conquistou o governo estadual mesmo vencendo em apenas dois municípios a mais que Ferraço. Na Grande Vitória, o governador eleito somou 553.894 votos, contra 507.779 do adversário. A vantagem de 46.115 votos na região metropolitana representou aproximadamente 48% da diferença total de 95.699 votos registrada no Espírito Santo. Os resultados mostram que Ferraço conseguiu formar maiorias em diferentes municípios, especialmente nas regiões Norte e Sul, mas não obteve vantagem suficiente para compensar o desempenho de Pazolini nas cidades de maior população eleitoral. A eleição terminou, assim, com um mapa dividido: Pazolini venceu em 40 municípios e Ferraço em 38, mas o peso dos votos dos maiores centros urbanos, somado às vantagens obtidas pelo republicano em outras regiões, foi determinante para a escolha do novo governador do Espírito Santo.
Uma virada inédita e histórica: Lula supera Flávio Bolsonaro e vai para o quarto mandato
Depois de terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, petista obteve 51,79% dos votos válidos; no Espírito Santo, também cresceu, mas o candidato do PL manteve a dianteira Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente do Brasil neste domingo (25), com 64.256.232 votos — 51,79% dos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença foi de 4.430.191 votos. O resultado marcou uma virada inédita desde a redemocratização: pela primeira vez, um candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar venceu a disputa presidencial no segundo. No primeiro turno, Flávio havia ficado na frente, com 56.104.268 votos (47,03%), enquanto Lula teve 53.876.617 (45,16%). No segundo, o petista ampliou sua votação em mais de 10 milhões de votos e reverteu a vantagem inicial do adversário. Lula fala em derrota da mentira e promete novo governo Em discurso na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula agradeceu aos eleitores e classificou a vitória como “uma derrota do negacionismo” e “uma derrota da mentira”. O presidente também prometeu fazer “o melhor mandato” de sua vida e afirmou que pretende ampliar a participação popular e mudar a forma de comunicação do governo com a população. Entre as prioridades mencionadas, Lula citou educação em tempo integral, tecnologia e inteligência artificial, energia verde, redução do desmatamento e melhorias no tratamento do câncer. Também defendeu a regulamentação das plataformas digitais e maior participação do governo federal na segurança pública. Flávio contesta o resultado Após a confirmação da derrota, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhecia o resultado e que pediria a anulação da eleição. Ele questionou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin, que estendeu por duas horas o horário de votação em todo o país, e alegou que a medida teria alterado as regras durante o processo eleitoral. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, reconheceu a vitória de Lula e afirmou que a prorrogação não prejudicou a apuração. As campanhas de Lula e de Flávio haviam solicitado a ampliação do horário em locais com problemas de transporte público. No Espírito Santo, Flávio manteve a vantagem No Espírito Santo, Flávio Bolsonaro recebeu 1.294.504 votos, correspondentes a 56,37% dos válidos. Lula teve 1.001.965 votos, ou 43,63%. O petista cresceu em relação ao primeiro turno, quando havia recebido 850.028 votos (37,76%), mas não conseguiu superar o candidato do PL. A votação de Lula no Estado aumentou em 151.937 votos e sua participação nos válidos avançou 5,87 pontos percentuais. Flávio também ampliou sua votação: passou de 1.233.194 votos no primeiro turno para 1.294.504 no segundo.
Pazolini é eleito governador do Espírito Santo com 1,15 milhão de votos
Governador eleito obteve 52,17% dos votos válidos; Ricardo Ferraço somou 1.056.119 votos e avançou 13,77 pontos percentuais entre os turnos O ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), foi eleito governador do Espírito Santo com 1.151.818 votos, equivalentes a 52,17% dos votos válidos. O atual governador, Ricardo Ferraço (MDB), candidato à reeleição, recebeu 1.056.119 votos, ou 47,83%. A diferença entre os dois foi de 95.699 votos, segundo os dados finais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lorenzo Silva de Pazolini nasceu em Vitória, em 20 de maio de 1982. Advogado, com pós-graduação em Gestão de Segurança Pública, começou a carreira no serviço público como auditor de controle externo do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES). Depois, ingressou na Polícia Civil e atuou como delegado por 11 anos, com passagem pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, em Vitória. A entrada de Pazolini na política ocorreu em 2018, quando foi eleito deputado estadual pelo então Partido Republicano Progressista (PRP), com 43.293 votos. Exerceu o mandato até 2020, quando disputou a Prefeitura de Vitória. No segundo turno, venceu o então candidato João Coser (PT), com 58,5% dos votos válidos. Pazolini comandou a capital capixaba de 2021 a 2026. Em 2024, foi reeleito no primeiro turno, com 105.599 votos, o equivalente a 56,22% dos válidos. Deixou a prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo do Espírito Santo. Pazolini agradece trabalhadores na Serra Na manhã desta segunda-feira (26), Pazolini publicou um vídeo feito na Serra, onde passou por trabalhadores durante uma corrida e agradeceu pessoalmente pela votação. Na gravação, disse que estava ali para agradecer “com muita humildade” pela confiança recebida e afirmou que seguia “firme na luta, no propósito”. Ao final, desejou uma semana abençoada aos trabalhadores. Ferraço cresceu, mas não o suficiente Ferraço ampliou sua votação de 719.397 votos no primeiro turno para 1.056.119 no segundo, um acréscimo de 336.722 votos. Sua participação nos votos válidos passou de 34,06% para 47,83%, crescimento de 13,77 pontos percentuais. Pazolini também avançou: foi de 1.048.633 votos e 49,65% no primeiro turno para 1.151.818 votos e 52,17% no segundo. Embora Ferraço tenha reduzido a diferença, o crescimento não foi suficiente para superar o adversário.