A EDP, distribuidora de energia elétrica do Espírito Santo, abriu a Chamada Pública de Projetos de Eficiência Energética (CPP) 01/2026, com previsão de investimento de R$ 2,1 milhões em iniciativas voltadas ao uso eficiente e sustentável da energia. As inscrições começaram nesta segunda-feira (20) e o edital já está disponível para consulta. Os recursos serão divididos igualmente entre projetos industriais e residenciais, com R$ 1,05 milhão destinado a cada segmento. No setor industrial, serão apoiadas iniciativas como melhoria de instalações, aquecimento solar e geração de energia por fontes incentivadas. Já no segmento residencial, o foco está em ações que promovam a redução do consumo e a modernização das unidades consumidoras. Podem participar consumidores atendidos nos 70 municípios da área de concessão da EDP no Espírito Santo, desde que apresentem projetos com potencial de economia de energia e otimização do uso dos recursos energéticos. Segundo o gestor da EDP, Adilson Herzog, a iniciativa busca estimular o consumo consciente e apoiar projetos que gerem benefícios diretos para a sociedade. “A Chamada Pública é uma importante ferramenta para estimular o uso consciente da energia elétrica e apoiar projetos que geram benefícios diretos para a sociedade. Dessa forma, conseguimos contribuir para a redução de custos, a sustentabilidade e a modernização de diferentes setores”, afirma. A ação integra o Programa de Eficiência Energética da EDP e é regulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Os projetos inscritos passam por avaliação técnica, com base em critérios como viabilidade, potencial de economia de energia e impacto social. Na edição anterior, lançada no fim de 2025, nove projetos foram selecionados, somando investimento superior a R$ 6,57 milhões. Entre os beneficiados estavam hospitais, unidades de saúde, prédios públicos, escolas e sistemas de iluminação pública, com iniciativas como substituição de equipamentos por modelos mais eficientes e implantação de usinas solares fotovoltaicas.
Cooperativa Vinícola do RS aposta em rótulos leves para ampliar presença no ES
Com consumo per capita de vinho acima da média nacional e um público cada vez mais aberto a novas experiências, o Espírito Santo tem se consolidado como um mercado estratégico para o setor. De olho nesse cenário, a Cooperativa Vinícola Garibaldi vem intensificando sua atuação no Estado, que já representa cerca de 3% do faturamento da marca na região Sudeste. A estratégia envolve ações de trade marketing, ampliação da presença no varejo e participação em eventos especializados, como a ExpoVinhos, realizada em Vitória. O objetivo é aproximar a vinícola gaúcha dos consumidores e profissionais do setor, aproveitando um ambiente favorável ao crescimento do consumo. Dados do mercado indicam que o consumo de vinho no Espírito Santo gira em torno de 3 litros por habitante ao ano, com um perfil que vem evoluindo de ocasiões pontuais para um hábito mais frequente. Esse movimento também é acompanhado pela chamada “premiumização”, com consumidores em busca de rótulos de maior valor agregado. O clima quente predominante no Estado também influencia diretamente nas escolhas, impulsionando a demanda por vinhos mais leves e refrescantes. Nesse contexto, ganham destaque os vinhos brancos, rosés e espumantes, especialmente os de perfil aromático, como o Moscatel. Além disso, cresce a receptividade aos rótulos nacionais, principalmente entre o público jovem e feminino. Atualmente, a atuação da Garibaldi no Espírito Santo ocorre por meio de representação comercial direta, sem distribuidor exclusivo. Os produtos já estão presentes em redes como Carone, Extrabom e Perim, e a estratégia é ampliar a capilaridade, com foco no fortalecimento do canal off trade e maior presença nos pontos de venda. Para consolidar esse avanço, a vinícola aposta em um portfólio alinhado às características do mercado local. Entre os destaques está o vinho branco Garibaldi In Veritas Irsai Oliver, produzido a partir de uma casta húngara cultivada em vinhedo experimental da cooperativa. O rótulo apresenta perfil leve e aromático, com notas de flores brancas e frutas tropicais, sendo indicado para harmonizações com saladas, peixes e frutos do mar. Outro foco está nos vinhos da linha Vero, lançados em 2025 e desenvolvidos especialmente para regiões de clima quente. O Vero Riesling tem perfil cítrico e floral, com acidez equilibrada, enquanto o Vero Merlot apresenta notas de frutas vermelhas e leve toque tostado, resultado de breve contato com madeira. Os espumantes seguem como principal destaque da marca. O Garibaldi Floratta, por exemplo, ganhou projeção após conquistar medalha de prata no Sélections Mondiales des Vins, no Canadá, e Grande Ouro no Concurso do Espumante Brasileiro. Elaborado com uvas Moscato, o rótulo tem perfil aromático intenso e equilibrado, combinando dulçor e frescor, o que amplia suas possibilidades de consumo e harmonização. A combinação entre clima favorável, mudança no comportamento do consumidor e maior abertura aos vinhos nacionais cria um cenário propício para a expansão da marca no Espírito Santo.
Líder de facção no ES é transferido para presídio de segurança máxima em RO
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), obteve na Justiça a transferência do réu Cleuton Gomes Pereira, conhecido como “Frajola”, para o Sistema Penitenciário Federal. A medida foi cumprida nesta segunda-feira (13), com a remoção do custodiado para a Penitenciária Federal de Porto Velho (RO), unidade de segurança máxima. A inclusão no sistema federal foi solicitada pelo prazo de até três anos, com possibilidade de renovação por iguais períodos, conforme previsto na legislação. Cleuton estava preso desde 2017 na Penitenciária de Segurança Máxima II de Viana (PSMA II), no Espírito Santo. Segundo as investigações, mesmo custodiado no sistema estadual, ele continuava exercendo papel central no comando de atividades criminosas fora da unidade, o que motivou o pedido de transferência em caráter emergencial e cautelar. Operação “Telic” De acordo com as apurações realizadas no âmbito da Operação “Telic”, o réu é apontado como uma das principais lideranças do chamado Primeiro Comando de Vitória (PCV), organização criminosa com atuação consolidada na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha. O grupo é investigado por envolvimento com tráfico de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos. Ainda segundo o MPES, a organização atua de forma estruturada, com divisão de funções e hierarquia definida. As investigações indicam que, mesmo dentro da prisão, “Frajola” conseguia transmitir ordens para integrantes da facção em liberdade, influenciando diretamente a prática de crimes. Esse comando ocorreria por meio de recados levados durante visitas, com atuação de intermediários, além do uso de estratégias para manter a comunicação com membros fora do sistema prisional. Controle e disputas O MPES aponta que a atuação da facção na região de Terra Vermelha envolve o controle de pontos de tráfico de drogas e disputas por território, com impacto direto na segurança da população local. Também foram identificados indícios de uso de redes sociais para divulgação de ações criminosas, recrutamento de integrantes e fortalecimento da influência do grupo, com menções à liderança atribuída a “Frajola”. Diante desse cenário, o Ministério Público destaca que a transferência para o sistema penitenciário federal é uma medida excepcional, adotada quando há necessidade de interromper a atuação de lideranças criminosas que continuam operando mesmo presas. O objetivo é restringir a comunicação com o meio externo e enfraquecer a organização criminosa. Cleuton Gomes Pereira possui condenações que somam mais de 70 anos de reclusão e responde a outras ações penais. Segundo o MPES, a medida contribui para a preservação da ordem pública e para o avanço das investigações relacionadas ao caso. Informações e foto: MPES