Com média superior a 6,5 mil atendimentos mensais, instituição se consolida como referência no apoio a pessoas com deficiência e suas famílias no município A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais da Serra (Apae da Serra) completa 45 anos de atuação marcada pelo acolhimento e pelo suporte contínuo a pessoas com deficiência e suas famílias. Ao longo dessa trajetória, a instituição se consolidou como um dos principais pontos de apoio no município, acompanhando de perto histórias de superação, desenvolvimento e inclusão. Em 2025, a Apae da Serra registrou 79.156 atendimentos. O volume reflete o alcance do trabalho desenvolvido, que envolve crianças, jovens e adultos em diferentes etapas da vida. Na área da saúde, foram realizados 41.861 atendimentos, incluindo consultas em especialidades como psiquiatria, neuropediatria, pediatria e otorrinolaringologia, além de serviços odontológicos. A instituição também oferece atendimentos em fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e psicopedagogia, além de exames que contribuem para diagnósticos mais precisos e acompanhamento individualizado. Na educação, o Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEE) contabilizou 32.670 atendimentos. O espaço atua no fortalecimento do aprendizado e na promoção da inclusão, respeitando o ritmo e as potencialidades de cada aluno. Já na assistência social, o Centro de Referência Ruth Matos Pinto realizou 4.625 atendimentos, com foco em orientação, apoio às famílias e fortalecimento de vínculos. A presidente da Apae da Serra, Elzimar Maria Pereira de Souza, destaca que o impacto da instituição vai além dos números. “Muitas vezes, a Apae é a única forma de uma família acessar algum acompanhamento especializado para uma criança com deficiência. Nesses 45 anos, podemos ver o impacto real que o trabalho articulado entre os serviços, uma educação realmente inclusiva e, acima de tudo, o respeito podem ter na vida das pessoas”, afirma. Ao completar 45 anos, a Apae da Serra reafirma sua importância como espaço de cuidado, inclusão e desenvolvimento. Embora os dados evidenciem a dimensão do trabalho realizado, são as histórias construídas ao longo dessas décadas que revelam o verdadeiro impacto da instituição na vida de milhares de famílias.
Programa de educação ambiental projeta impactar mais de 60 mil pessoas no ES em 2026
Em alusão ao Dia Mundial da Educação Ambiental, as operações da Aegea no Espírito Santo lançaram a terceira edição do Programa de Educação Ambiental em Saneamento (PEAS), com a expectativa de alcançar mais de 60 mil pessoas ao longo de 2026. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à informação sobre saneamento básico e fortalecer o engajamento das comunidades atendidas, por meio de ações educativas e aproximação com lideranças locais. No Estado, a Aegea atua em parceria público-privada com a Cesan, sendo responsável pelos serviços de coleta e tratamento de esgoto nos municípios da Serra, Vila Velha e Cariacica. O contexto reforça a importância de iniciativas como o PEAS na promoção do uso adequado dos sistemas e na conscientização da população. A programação inclui visitas às comunidades, com foco no relacionamento direto com lideranças comunitárias, além do programa Portas Abertas, que permite a visitação às Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Também estão previstas capacitações de agentes multiplicadores sobre saneamento básico, com ênfase no sistema de esgotamento sanitário, além de blitz educativas e eventos lúdicos voltados a diferentes públicos. Segundo a diretora-presidente das operações da Aegea no Espírito Santo, Bruna Buldrini, a iniciativa reforça o papel do saneamento como vetor de transformação social. “O acesso à informação é fundamental para que as pessoas compreendam a importância do saneamento no dia a dia. Quando conseguimos estabelecer esse diálogo com as comunidades, ampliamos o impacto das nossas ações e fortalecemos uma cultura de cuidado com o meio ambiente”, afirma. Nas edições anteriores, o PEAS já impactou mais de 43 mil pessoas no Espírito Santo, consolidando-se como uma das principais iniciativas da companhia voltadas à educação ambiental e ao fortalecimento do vínculo com a população.
Capixabas transformam amizade de infância em empreendimento milionário
Jovens de 22 anos criam solução de inteligência artificial para clínicas de saúde e já atraem investidores Do Espírito Santo para o mercado de tecnologia, os capixabas Miguel Monjardim e Bruno Pimentel, ambos de 22 anos, transformaram uma amizade de infância em um negócio que começa a ganhar espaço no setor de saúde. A dupla é responsável pelo desenvolvimento do Ailum, uma plataforma baseada em inteligência artificial voltada para a gestão de clínicas. A história dos dois começa ainda na infância, muito antes de qualquer plano empresarial. Entre escola, rotina familiar e convivência cotidiana, a relação evoluiu até se transformar, anos depois, em uma sociedade com foco em inovação. O movimento acompanha uma tendência nacional. Levantamento do Sebrae, com base na PNAD Contínua, aponta que o Brasil alcançou quase 5 milhões de jovens empreendedores em 2024. Em uma década, a participação desse público entre os donos de negócios cresceu mais de 20%, refletindo mudanças no perfil do empreendedor brasileiro. Paralelamente, a inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência para se consolidar como ferramenta prática nas empresas. Dados do AI Index Report 2025 indicam que mais de 75% das companhias no mundo já utilizam algum tipo de IA em seus processos. A consultoria McKinsey estima que a tecnologia pode adicionar até US$ 4,4 trilhões por ano à economia global. É nesse cenário que surge o Ailum. A plataforma desenvolvida pelos capixabas atua diretamente na operação das clínicas, desde o primeiro contato com o paciente até o acompanhamento clínico. A tecnologia organiza atendimentos, realiza agendamentos, confirma consultas, conduz cobranças e mantém o relacionamento com os pacientes. Também auxilia os profissionais de saúde na organização de prontuários, estruturação de informações e realização de teleconsultas. Investimento e validação Mesmo em fase inicial, o projeto já recebeu um aporte superior a R$ 500 mil de investidores-anjo ligados aos setores de construção civil e automotivo. A rodada avaliou a empresa em aproximadamente R$ 12 milhões. O investimento acompanha um movimento crescente do mercado, que tem direcionado recursos para soluções com aplicação prática de inteligência artificial e potencial de escala. A origem da ideia está diretamente ligada à trajetória dos fundadores. Miguel começou a trabalhar ainda na adolescência com marketing e passou a atender clínicas privadas, onde identificou uma falha recorrente na conversão de pacientes. “Muitas vezes o paciente chegava até a clínica, demonstrava interesse, mas não recebia resposta no tempo certo ou não era conduzido até o agendamento. Isso acontecia com frequência, sem que o médico tivesse clareza do impacto disso no resultado”, afirma. Enquanto isso, Bruno seguiu pela área técnica. Estudante do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), no curso de Engenharia Aeronáutica, ele desenvolveu experiência com sistemas e automação em projetos de grande escala. A decisão de empreender juntos surgiu da combinação dessas vivências. “Percebemos que não era uma dor pontual. Clínicas inteiras operam sem processo comercial estruturado, dependendo de esforço humano para dar conta de tudo. A gente entendeu que dava para organizar isso de forma mais consistente”, explica Bruno. Funcionamento da plataforma Integrado ao WhatsApp, principal canal de comunicação entre clínicas e pacientes, o Ailum passa a conduzir o atendimento de forma automatizada. A ferramenta interpreta mensagens, responde de forma contextual, sugere horários, agenda consultas e mantém o acompanhamento dos pacientes ao longo do tempo. Além da parte comercial, a tecnologia também atua na organização clínica. O sistema auxilia na construção de prontuários, organiza o histórico do paciente em uma linha do tempo estruturada e permite a realização de teleconsultas com registro automático das informações. “Ela consegue operar sozinha, realmente sendo um ‘copiloto’ para o gestor, com o diferencial de conduzir toda a gestão e ainda oferecer um serviço personalizado de acordo com cada clínica”, afirma Miguel. Em um dos primeiros testes, a plataforma foi capaz de atender e agendar mais de 30 pacientes em um único dia, além de manter o acompanhamento ativo desses contatos. Atuação em escala Apesar da origem capixaba, a proposta da empresa não se limita ao mercado local. “O problema que a gente resolveu com o Ailum não é local. Ele se repete em qualquer clínica que dependa de atendimento e organização de agenda. Desde o início, a ideia foi construir algo que pudesse crescer em escala”, destaca Miguel. A trajetória dos dois empreendedores reflete um movimento crescente no país, em que jovens têm optado por desenvolver soluções próprias a partir de problemas concretos, muitas vezes antes mesmo de consolidar uma carreira tradicional.