A semana começa com mudança nas condições do tempo na Grande Vitória. Depois de um fim de semana de calor e tempo mais firme, a previsão aponta aumento de nebulosidade, possibilidade de chuva em diferentes momentos e temperaturas mais amenas nos próximos dias, segundo informações do Climatempo e do Inmet. De acordo com o Incaper, a passagem de uma frente fria pelo litoral do Sudeste deve provocar mudanças no clima já nesta segunda-feira (11). A previsão para a Grande Vitória é de muitas nuvens e chuva em alguns momentos do dia, com temperaturas entre 18°C e 28°C. O Climatempo também prevê aumento da instabilidade ao longo da semana, com períodos de céu nublado e pancadas de chuva, principalmente entre a tarde e a noite. As máximas, que chegaram perto dos 33°C neste fim de semana, devem cair gradualmente nos próximos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu ainda um alerta de perigo potencial para chuvas intensas em parte do Espírito Santo no início da semana. O aviso prevê possibilidade de acumulados de até 50 milímetros por dia e ventos entre 40 km/h e 60 km/h em municípios capixabas. Segundo meteorologistas, a frente fria que avança pelo Sudeste está associada a uma massa de ar mais frio que também deve provocar queda nas temperaturas em diversas regiões do país nos próximos dias. A tendência para a Grande Vitória é de tempo mais instável ao longo da semana, alternando períodos de abertura de sol com momentos de chuva rápida e aumento de nebulosidade. Apesar da mudança, não há previsão de frio intenso na região metropolitana.
Agência participa da Brazil Week em Nova Iorque para ampliar atração de investimentos ao ES
A NOVA ES – Agência de Atração de Investimentos do Espírito Santo participa, na próxima semana, da Brazil Week, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, considerada uma das principais agendas internacionais voltadas à promoção de negócios, investimentos e articulações institucionais ligadas ao mercado brasileiro. A diretora-presidente da agência, Patrícia Gouvêa, representará o Estado em uma série de compromissos estratégicos voltados à prospecção de parcerias e à atração de novos investimentos para o Espírito Santo. A programação reúne empresários, executivos, instituições financeiras, fundos globais e representantes do setor público em debates sobre economia, infraestrutura, inovação, tecnologia, logística e perspectivas para o Brasil no cenário internacional. Segundo Patrícia Gouvêa, a participação do Espírito Santo busca fortalecer o posicionamento do Estado como ambiente competitivo para expansão de negócios e implantação de projetos estratégicos. “Temos trabalhado para consolidar o Espírito Santo como uma plataforma de investimentos cada vez mais atrativa, com segurança jurídica, localização estratégica, vocação logística e capacidade de receber empreendimentos de diferentes setores. Estar presente em uma agenda como a Brazil Week amplia nossa conexão com investidores e fortalece a visibilidade do Estado no ambiente internacional de negócios”, afirma. A agenda começa na segunda-feira (11), com a participação da diretora-presidente no Fórum Brazilian Regional Markets, promovido pela ApexBrasil. O evento reúne representantes de estados brasileiros, empresas e investidores globais para discutir oportunidades regionais de investimento e estratégias de desenvolvimento econômico. Ainda na segunda-feira, Patrícia Gouvêa participa do BEE4 Dinner, encontro voltado a executivos dos setores financeiro e de tecnologia, além de investidores ligados ao mercado de capitais. O jantar contará com palestra de Mirian Abe, executiva sênior de investimentos da IFC (International Finance Corporation), instituição do Grupo Banco Mundial dedicada ao financiamento do setor privado em países emergentes. Na terça-feira (12), a diretora-presidente estará presente em painel promovido pelo Deutsche Bank, que reunirá economistas e especialistas em geopolítica para discutir cenários macroeconômicos globais e os impactos para o ambiente de negócios brasileiro. A programação inclui ainda um encontro entre representantes de agências estaduais de atração de investimentos, voltado à troca de experiências, fortalecimento institucional e construção de parcerias para o desenvolvimento econômico regional. Encerrando a agenda da Brazil Week, Patrícia Gouvêa participa, na quinta-feira (14), de almoço institucional promovido pela BlackRock, maior gestora de ativos do mundo. O encontro reunirá investidores institucionais, gestores e parceiros estratégicos para debater perspectivas econômicas e oportunidades de investimento relacionadas ao Brasil. Sobre a NOVA ES A NOVA ES é a agência de atração de investimentos do Espírito Santo e atua como elo entre o poder público e o setor privado para fomentar o desenvolvimento da economia capixaba. A agência trabalha para posicionar o Estado entre os principais destinos de investimento do país, adotando o modelo one-stop-shop, que concentra em um único atendimento a articulação necessária para reduzir burocracias e facilitar a jornada do investidor.
Cecília Perini – “Mães, dinheiro e sobrecarga: o desafio da segurança financeira feminina no Brasil”
O Dia das Mães costuma reforçar o papel central das mulheres na organização da vida familiar. São elas que, em milhões de lares brasileiros, administram o orçamento, priorizam despesas essenciais e garantem o equilíbrio financeiro da casa. Mas, por trás dessa responsabilidade cotidiana, existe um dado preocupante: quem cuida das contas da família também está entre as pessoas mais pressionadas financeiramente no país. O cenário revela uma contradição importante. As mulheres avançaram em autonomia, ampliaram sua presença no mercado de trabalho e passaram a liderar financeiramente milhões de famílias. Segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), mais de 41 milhões de lares brasileiros já são chefiados por mulheres. No entanto, esse protagonismo vem acompanhado de acúmulo de responsabilidades, desigualdade de renda e maior vulnerabilidade financeira. Os números mostram que as mulheres concentram hoje os maiores índices de estresse financeiro no Brasil. Também são maioria entre as pessoas que gastam mais do que ganham, realidade que reduz a capacidade de poupar, investir e construir segurança patrimonial no longo prazo. Na prática, isso significa maior exposição a imprevistos e menos proteção financeira para o futuro. A ausência de reserva de emergência, o adiamento da aposentadoria e a dificuldade de investir fazem parte da realidade de muitas brasileiras que, frequentemente, priorizam o bem-estar dos filhos e da família em detrimento do próprio planejamento financeiro. Essa lógica tem raízes estruturais. Mulheres ainda recebem, em média, salários menores do que homens e acumulam uma carga significativamente maior de trabalho doméstico e cuidado familiar. Isso reduz tempo, energia e capacidade de organização financeira de longo prazo. Outro ponto fundamental é o acesso à educação financeira. Embora o tema tenha ganhado espaço nos últimos anos, grande parte da população ainda possui pouca familiaridade com investimentos, planejamento patrimonial e construção de reserva financeira. Entre as mulheres, esse desafio muitas vezes é agravado pela sobrecarga da rotina e pela cultura histórica de afastamento das decisões econômicas. Ao mesmo tempo, há sinais importantes de transformação. O número de mulheres investidoras cresce de forma consistente no Brasil, inclusive em produtos de renda variável. Esse movimento revela uma mudança de comportamento relevante: mais mulheres buscam autonomia financeira, acesso à informação e participação ativa nas decisões sobre patrimônio e futuro. No Espírito Santo, essa mudança também já é perceptível. O crescimento da presença feminina no mercado financeiro local demonstra que as mulheres estão cada vez mais interessadas em planejamento, investimentos e construção de independência econômica. Mas o avanço ainda exige atenção. Educação financeira não deve ser tratada como privilégio ou conhecimento técnico distante da realidade cotidiana. Ela é uma ferramenta de proteção, autonomia e redução de desigualdades. Criar o hábito de poupar, investir regularmente e organizar objetivos financeiros precisa fazer parte da rotina, mesmo que com pequenos valores. Mais do que administrar as contas da casa, mulheres precisam ser incentivadas a construir segurança financeira própria. Afinal, cuidar da família também significa garantir estabilidade para quem sustenta diariamente esse cuidado. O debate sobre maternidade e finanças não pode se limitar ao consumo ou ao orçamento doméstico. Ele precisa incluir planejamento de longo prazo, aposentadoria, independência financeira e acesso à informação. Porque autonomia econômica também é uma forma de proteção social — e de liberdade. *Cecília Perini sócia e líder da XP no Espírito Santo
João Gualberto – “O Coronel Soares e Porto da Barra”
O Espírito Santo teve, ao longo de sua trajetória histórica, grandes empreendedores, que construíram o nosso progresso, antecipando pressões sobre investimentos só agora realizados. Um deles foi certamente foi José Marques Soares, o Coronel Soares, um próspero proprietário de terras, fazendeiro de sucesso, criador de gado no município de Itapemirim, no Sul de nosso Estado, a partir da segunda década do século XX. A empresa Soares & Irmãos, com a qual operou no porto, foi constituída em 1921. Seu acervo foi preservado por sua filha Ivilisi, sua guardiã, e vem sendo organizado e digitalizado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Itapemirim e Marataízes. Na política, foi vereador por dois mandatos, tendo inclusive sido presidente da Câmara Municipal. Nas eleições que disputou foi o mais votado, sendo o responsável pela organização e apuração dos votos, o que não era pouca coisa na primeira república, quando as eleições eram decididas nos bastidores. Seu irmão e sócio, o Joca, foi prefeito de Itapemirim. Ainda assim, sua marca existencial foi a do empreendedor que operou no Porto da Barra de Itapemirim, e muito lutou para o seu crescimento. É esse o elemento que quero destacar. Mesmo considerando a importância da dimensão empreendedora em sua vida, é importante registrar que, em seu tempo, as possibilidades de fazer sucesso nos negócios sem levar em conta dimensão dos relacionamentos políticos era quase impossível. Isso certamente o aproximou da poderosa família Monteiro de Cachoeiro de Itapemirim. Não por acaso, o Coronel Marcondes de Souza, ligado a essa família, e o próprio Bernardino Monteiro foram entusiastas da obra da Estrada de Ferro Itapemirim quando governaram o Espírito Santo, o primeiro entre 1912 e 1916, e o segundo entre 1916 e 1920. A ferrovia viabilizaria o porto. Eles ficaram convencidos de que era importante construir uma ferrovia e um porto de porte na Barra do Itapemirim. Seria o escoadouro natural do café produzido na região. O porto natural exigia a construção de um cais para os navios atracarem, além de outros equipamentos para a sua operação. Assim, foi construída a estrada de ferro que ligou Cachoeiro de Itapemirim a Marataízes, passando pelo porto da Barra, mas os outros investimentos nunca ocorreram, e essa foi a razão da vida do Coronel Soares. Outro elemento importante na lógica política daquela época é que o seu irmão Joca, prefeito de Itapemirim nesse período, foi peça importante nesse xadrez do poder. Juntos davam uma dimensão importante à articulação entre o progresso econômico da região e os relacionamentos políticos. Essa, aliás, sempre foi a alma do coronelismo, sistema de controle da política que ambos fizeram parte. A primeira onda do café no Espírito Santo, digamos assim, ficou concentrada em grande parte na região sul, sobretudo no Vale do Itapemirim. Devido a sua proximidade com o Vale do Rio Paraíba, região pioneira na produção da cafeeira na região sudeste do Brasil, a grande produtora nesse período. O litoral, onde se situa Itapemirim, ficou muito vinculado à cana de açúcar, sendo a produção do café feita no interior. Cachoeiro do Itapemirim, no vale do mesmo rio, acabou polarizando o processo, e, assim, fluía para Cachoeiro boa parte do que era produzido na região. As estradas de ferro que começariam a ligar os pontos mais distantes do território capixaba começaram a existir em função desse processo econômico. Faltava um porto, que poderia ser construído na Barra, mas acabou sendo instalado em Vitória. A fundação do porto da capital completa 120 anos agora, em março de 2026. Por um lado, era uma demanda econômica da sociedade, mas de outro seria uma boa oportunidade de negócios para o setor empresarial local. Os negócios dos irmãos tiveram o abrigo da empresa Soares & Irmãos, que passou a operar o porto e o trapiche na Barra. Mas, eram necessários investimentos como os que estavam sendo feito no Porto de Vitória, que se modernizava para atender a exportação do café. A escala dos negócios era tímida diante da ousadia do Coronel Soares, que vislumbrava uma economia pujante para a região. Hoje vemos o governo estadual e o capital privado viabilizando um empreendimento portuário de grande porte na região sul. Certamente será um elemento importante para o progresso regional. Um visionário, o Coronel Soares, já tinha entendido isso há um século. Sonhou com um porto regional moderno e bem equipado, sabendo do impacto econômico que teria. Operou um trapiche, um conjunto de armazéns dos quais temos apenas um resto de ruínas. Hoje, sem ter realizado o seu sonho, o Coronel Soares merece justas homenagens, agora que seu sonho vai se realizar, tão próximo do local que imaginou poder tornar mais desenvolvido.
Aniversário Vidigal reúne lideranças e apoio à pré-candidatura de Serginho à Câmara Federal
A comemoração do aniversário de 69 anos do ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT), reuniu mais de 200 lideranças políticas em um café da manhã realizado neste sábado. Entre os presentes estavam o governador Ricardo Ferraço, o ex-governador Renato Casagrande e o prefeito da Serra, Weverson Meireles, além dos deputados estaduais Alexandre Xambinho, Vandinho Leite e Fábio Duarte. Durante os discursos, lideranças destacaram a trajetória política de Vidigal e os investimentos realizados na Serra ao longo das últimas décadas. O governador Ricardo Ferraço afirmou que a transformação vivida pelo Espírito Santo começou ainda na década de 1990, durante a gestão de Vidigal no município. O encontro também teve espaço para manifestações de apoio à possível candidatura de Serginho Vidigal à Câmara dos Deputados. O prefeito Weverson Meireles declarou: “A continuidade do trabalho de Vidigal tem nome: Serginho Vidigal”. O ex-prefeito Sérgio Vidigal também comentou sobre a possibilidade de o filho disputar uma vaga em Brasília. “Se Deus permitir, nós vamos ter em Brasília mais um Vidigal para representar o nosso estado”, afirmou. O deputado estadual Fábio Duarte disse: “Conte conosco, que vamos ajudar a colocar você na Câmara Federal. O Estado merece um homem de caráter como você”. Já Alexandre Xambinho defendeu a representatividade do município no Congresso Nacional. “Precisamos ter um deputado federal da Serra”, declarou. Serginho Vidigal falou sobre a possibilidade de ingressar na vida pública. “Dentro de casa eu entendi que o propósito da nossa vida é servir. A maior obra de Sergio Vidigal é o exemplo, o compromisso e humildade que ele tem em casa e fora de casa. Se eu quero servir, eu preciso ter coragem de sair da zona de conforto e assumir o desafio de entrar para a vida pública”, afirmou. A ex-deputada federal Sueli Vidigal também discursou durante o evento. “Você tem uma missão linda que é ampliar o legado do seu pai, o legado da família. Eu tô muito feliz”, disse. A programação contou ainda com a apresentação de um coral infantil, que emocionou o ex-prefeito da Serra durante a celebração. Fotos: Gabriel Felipe