Para os que acreditam nas previsões do mercado financeiro, os dados do Boletim Focus, de 18 de maio deste ano, não são lá muito favoráveis para a economia brasileira. Pela nona semana consecutiva, a projeção da inflação subiu de 4,91% para 4,92% em 2026, 0,4 ponto percentual acima de seu teto, indicando que o Banco Central pode interromper a política de redução da taxa Selic que teve início na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e, não se pode descartar, até mesmo aumentá-la. Se isso ocorrer, não se poderá definitivamente contar com um crescimento mais robusto no ano. Embora o Brasil tenha sido menos afetado pela alta nos preços dos combustíveis devido à guerra dos Estados Unidos/Israel contra o Irã, por causa do fechamento do Estreito de Ormuz, o fato é que não conseguiu dela escapar totalmente. Levantamento feito pela Global Petrol Prices em alguns países selecionados para avaliar seus impactos sobre os seus preços, entre 23 de fevereiro e 4 de maio, aponta que os países mais atingidos foram, por ordem: os Emirados Árabes Unidos, com aumento dos preços da gasolina de 56,3% e do diesel de 86,1%; a Malásia, com 56,3% e 71,2%, respectivamente, e o Paquistão, com 54,9% e 44,9%. Nos Estados Unidos, esse aumento foi, até essa data, de 44,5% para a gasolina e de 48,1% no diesel. Já no Brasil, registrou-se aumento de 5,9% na gasolina e 17,7% no diesel. Como este conflito parece longe de acabar com as malsucedidas propostas de negociação feitas tanto pelos Estados Unidos como pelo Irã, e seus efeitos sobre os preços ainda não se completaram, mesmo porque alguns países, caso do Brasil, por exemplo, muito por motivos eleitorais, têm concedido subsídios para estes produtos, visando evitar a propagação inflacionária de seus preços, os horizontes da economia mundial se encontram nublados, com perspectivas de uma nova aceleração inflacionária, além de, não se pode descartar, o ingresso num processo recessivo. Não se sabe bem o que vem pela frente diante dessa situação. Mas, nos Estados Unidos, a inflação já saltou de 2,8% em fevereiro para 3,5% em março, bem acima da meta de 2% estabelecida pelo FED, o banco central norte-americano. Não sem razão, apesar das pressões do governo Trump para sua redução, a taxa de juros foi mantida no intervalo de 3,5% a 3,75% na última reunião da autoridade monetária. Em termos de crescimento econômico, a situação por lá também não parece, por enquanto, confortável: embora com uma projeção de crescimento de 2,3% do PIB em 2026, o resultado do primeiro trimestre deste ano provocou um recuo dessa taxa anualizada para 2%. No Brasil, por enquanto, o mercado continua projetando uma taxa de crescimento do PIB de 1,85% para 2026, um índice superior ao do Banco Central, que prevê um crescimento de 1,6%, nível inferior ao registrado nos últimos quatro anos. Como o governo vem despejando recursos na economia para beneficiar determinados setores importantes para a reeleição de Lula, embora com prejuízo para as contas públicas, pode ser que essas previsões até sejam atingidas, mas apenas pela maior força da demanda, sem alterações importantes pelo lado da oferta, considerando que os investimentos se encontram asfixiados pela taxa de juros que, em termos reais, tem se mantido próxima de 10% ao ano. A aposta mais sensata para o Brasil neste ano, diante dessa situação, é a que indica que, além dos escândalos políticos que ainda devem continuar dominando o cenário como resultados das investigações que têm sido feitas principalmente em relação ao affair do Banco Master, a economia deve continuar sofrendo os solavancos provocados pela guerra Estados Unidos-Israel/Irã, e contar com um crescimento bem mais morno, apesar do esforço de Lula de continuar injetando oxigênio na atividade econômica para aumentar suas chances de reeleição. *Fabricio Augusto de Oliveira é Doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas, membro da Plataforma de Política Social e do Grupo de Estudos de Conjuntura do Departamento de Economia da Universidade Federal do Espírito Santo, articulista do Debates em Rede e autor, entre outros, do livro “A revolução marginalista neoclássica: o agente racional na história do pensamento econômico”, publicado em 2026 pela Editora Contracorrente.
Estudo com participação de professor da Ufes ganha capa da revista Nature
Um estudo internacional com participação do professor e pesquisador da Universidade Federal do Espírito Santo, José Geraldo Mill, foi destaque na capa da Nature, uma das publicações mais prestigiadas do mundo na área científica. A pesquisa trouxe novas descobertas sobre a formação genética e as migrações dos povos indígenas das Américas, apontando que os indígenas sul-americanos descendem de pelo menos três grandes ondas migratórias ao longo da história. A revista Nature é considerada uma das publicações científicas mais importantes e respeitadas do mundo, reunindo pesquisas de alto impacto em áreas como genética, medicina, física, meio ambiente e tecnologia. Estudos publicados na revista passam por rigorosos processos de revisão científica e frequentemente influenciam debates acadêmicos e avanços científicos em escala global. Coordenado pela geneticista Tábita Hünemeier, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, o trabalho analisou 128 genomas completos de indígenas pertencentes a 45 comunidades étnicas de oito países da América Latina, incluindo Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, México, Paraguai e Peru. O estudo também reuniu informações genéticas antigas e modernas para reconstruir como ocorreu o povoamento do continente americano e como essas populações se adaptaram a ambientes extremamente diferentes ao longo de milhares de anos. A pesquisa identificou evidências de pelo menos três grandes dispersões humanas para a América do Sul, incluindo uma terceira onda migratória vinda da Mesoamérica há cerca de 1.300 anos — descoberta considerada uma das principais novidades do estudo. Os pesquisadores também encontraram sinais de continuidade genética em diferentes regiões do continente ao longo de mais de 9 mil anos. Outro ponto destacado pelos cientistas foi a enorme diversidade genética dos povos indígenas americanos, ainda pouco representada nos bancos genômicos globais. Segundo o estudo, mais de um milhão de variantes genéticas identificadas nos indivíduos analisados nunca haviam sido registradas anteriormente em populações de outras partes do mundo. O professor José Geraldo Mill destacou a relevância científica da pesquisa e o fato de o estudo ter alcançado a capa da Nature. “O artigo foi o destaque da capa da Nature. O fato de as Américas terem sido o último continente a ser povoado pelos humanos faz com que a genética possa ser usada como uma ferramenta mais precisa e acessível para mapear como se deu esse processo”, afirmou. Mill também ressaltou a diversidade ambiental encontrada no continente americano e como isso influenciou a evolução genética dos povos indígenas. “Outro fato que chama muito a atenção é que a América é o único continente a se estender de norte a sul com variações de condições climáticas extremamente diversas. Povos que vivem nos Andes a cerca de 4 mil metros e outros que vivem ao nível do mar tiveram que se adaptar a meios tão diferentes. A seleção natural determinou a preservação de genes ou de mutações que permitiram isso”, explicou o pesquisador. Além das descobertas históricas e antropológicas, os pesquisadores afirmam que o estudo também pode trazer impactos futuros para a medicina e a compreensão de doenças relacionadas à genética, metabolismo, fertilidade e resposta imunológica. Os cientistas identificaram sinais de adaptação genética ligados à sobrevivência em grandes altitudes, resistência a infecções e processamento de energia pelo organismo. A pesquisa também reforça a necessidade de ampliar a presença de populações indígenas em estudos genômicos internacionais, permitindo uma representação mais completa da diversidade genética humana e contribuindo para avanços em pesquisas médicas voltadas às populações tradicionais. O link da publicação com acesso aberto e possibilidade de baixar o PDF. Clique aqui.
Circuito Burger: última semana para provar lanches inéditos de 160 lanchonetes capixabas
O maior festival de hambúrguer do Espírito Santo entra na reta final. A segunda edição do Circuito Burger segue até este domingo, dia 31 de maio, reunindo cerca de 160 lanchonetes em 16 municípios capixabas com receitas inéditas criadas especialmente para o concurso. Do hambúrguer artesanal ao tradicional podrão, o festival reúne opções para todos os gostos, incluindo combinações com carne bovina e versões criativas com frutos do mar e ingredientes regionais. Os pedidos são feitos exclusivamente pelo aplicativo Plus Delivery, onde os consumidores também podem votar nos seus favoritos. Além de experimentar os lanches participantes, o público ajuda a escolher os melhores hambúrgueres do Espírito Santo em 2026. A avaliação considera critérios como sabor, apresentação e criatividade, além de categorias como Atendimento, Entrega e Qualidade do Produto. Segundo o organizador Luiz Henrique Sabadini, a edição deste ano já apresenta números expressivos e reforça a forte conexão dos capixabas com o universo dos hambúrgueres. A expectativa é superar o desempenho de 2025, quando o Circuito Burger vendeu mais de 15 mil hambúrgueres em pouco mais de duas semanas, movimentando mais de R$ 10 milhões nas cidades participantes. As lanchonetes participantes estão distribuídas entre os municípios de Colatina, São Mateus, Linhares, Venda Nova do Imigrante, Castelo, Afonso Cláudio, São Roque do Canaã, São Gabriel da Palha, Conceição do Castelo, Santa Teresa, Santa Maria de Jetibá, Jaguaré, Rio Novo do Sul, Nova Venécia, Alegre e Iúna. Todo o processo do festival, desde o pedido até a votação, acontece dentro do aplicativo Plus Delivery, plataforma criada em Colatina e considerada atualmente o maior aplicativo de delivery de comida do Espírito Santo, atendendo cerca de 50 cidades capixabas. Serviço: Os estabelecimentos participantes podem ser consultados diretamente no aplicativo da Plus Delivery, disponível para Android e iOS, na categoria especial ‘Circuito Burger’.”
Sicredi alcança marca histórica de R$ 300 bilhões em carteira de investimentos
O Sicredi, instituição financeira cooperativa presente em todo o Brasil, atingiu a marca histórica de R$ 300 bilhões em sua carteira de investimentos. O volume reúne aplicações em fundos de investimento, previdência, renda variável, depósitos a prazo, LCA, LCI e poupança, representando um crescimento de 18,8% nos últimos 12 meses. Entre os destaques do período estão os avanços registrados nos segmentos de fundos de investimento e previdência, que cresceram 64% e 38%, respectivamente. O desempenho reforça o movimento de diversificação dos investimentos realizados pelos associados. Atualmente, os depósitos a prazo representam 62% da carteira total. Segundo o Sicredi, o crescimento foi impulsionado pela ampliação do portfólio de produtos e pelo lançamento de novas soluções em fundos de investimento, ampliando as possibilidades de aplicação em renda fixa, crédito privado, infraestrutura e outros ativos voltados à diversificação das carteiras dos investidores. Além disso, a instituição destaca os avanços na plataforma de investimentos, que passaram a oferecer uma experiência mais atrativa e consistente aos associados. “O ótimo desempenho acompanha a expansão do Sicredi e a evolução da nossa atuação em investimentos, com a ampliação e qualificação da oferta de produtos, além de avanços na experiência dos associados. A instituição tem elevado sua capacidade de atender diferentes perfis e objetivos financeiros em um ambiente de mercado mais dinâmico”, afirmou o diretor de Investimentos e Previdência do Sicredi, Ricardo Sommer (foto acima). O Sicredi reúne mais de 10 milhões de associados e está presente em cerca de 2,2 mil municípios brasileiros, com mais de 3 mil agências em funcionamento em todo o país. A composição da carteira de investimentos reflete a diversidade do público atendido: 44% dos recursos são de pessoas físicas, 37% de pessoas jurídicas e 19% do agronegócio. A instituição financeira cooperativa destaca ainda que o modelo de gestão valoriza a participação dos associados, que também atuam como donos do negócio. Além das soluções financeiras, o Sicredi mantém atuação voltada ao desenvolvimento das regiões onde está presente.
FINDES lança Atlas da Infraestrutura, plataforma inédita que mapeia a logística brasileira
Transformar dados em inteligência estratégica para apoiar o desenvolvimento do Espírito Santo e do Brasil. Esse é o objetivo do Atlas da Infraestrutura, plataforma inédita lançada pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), que reúne 30 bases de dados e integra informações sobre portos, aeroportos, ferrovias e rodovias de todo o país em um ambiente georreferenciado. Desenvolvida pelo OBSERVATÓRIO FINDES, a ferramenta permite analisar gargalos logísticos, ativos estratégicos e oportunidades de investimento em uma única plataforma. O lançamento ocorreu durante o tradicional Encontro da Indústria 2026, realizado nesta segunda-feira (25), em Vitória, em celebração ao Dia da Indústria. O evento contou com a presença do governador Ricardo Ferraço (foto abaixo), da prefeita de Vitoria, Cris Samorini, além de lideranças empresariais, autoridades e representantes do setor produtivo capixaba e nacional. Além da apresentação do Atlas da Infraestrutura, a programação contou com homenagens a nomes de destaque da indústria e com a apresentação de uma nova fase da transformação digital da indústria capixaba, conduzida pela FINDES por meio do SENAI, FINDESLAB e Instituto SENAI de Tecnologia. A programação do evento também foi marcada pela entrega de homenagens a personalidades que contribuem para o fortalecimento da indústria capixaba e nacional. Receberam a Ordem do Mérito Industrial da CNI Luis Cordeiro; a Medalha Mérito Industrial FINDES, Jorge Aguiar; a Medalha Mérito Sindical, Gilney Júnior; e a Medalha Mérito Empreendedor, Lorena Depizzol. Durante o encontro, o presidente da FINDES, Paulo Baraona, destacou a importância da indústria para o desenvolvimento econômico, a geração de oportunidades e a transformação da sociedade. Ele também ressaltou que o Atlas representa um marco no uso da inteligência de dados para apoiar decisões estratégicas no Espírito Santo e no Brasil. A plataforma apresenta uma visão detalhada da infraestrutura logística brasileira. Foram mapeados mais de 122,4 mil quilômetros de rodovias federais, 27 mil quilômetros de malha ferroviária, 427 instalações portuárias e 528 aeródromos em todo o país. No Espírito Santo, o levantamento identificou 23 instalações portuárias em operação, além de 1,7 mil quilômetros de rodovias federais, 238,9 quilômetros de ferrovias em operação e sete aeródromos. Segundo Paulo Baraona, os primeiros passos para a criação do Atlas começaram há cerca de dois anos e o desenvolvimento vem sendo conduzido pelo OBSERVATÓRIO FINDES há mais de um ano. “Apresentar a plataforma à sociedade e aos industriais no Dia da Indústria reafirma o compromisso da FINDES em atuar no presente para ajudar a construir o futuro do Estado”, afirmou. Baraona destacou ainda que a ferramenta vai além da reunião de dados qualificados sobre o Espírito Santo. “Nosso time do OBSERVATÓRIO mapeou a logística de todo o Brasil. Posso dizer com segurança que hoje não existe no país nenhuma ferramenta com o mesmo nível de integração de bases de dados e um mapeamento tão detalhado quanto o Atlas”, declarou. A economista-chefe da FINDES e gerente executiva do OBSERVATÓRIO FINDES, Marília Silva, explicou que o Atlas foi desenvolvido integralmente pela equipe técnica da Federação. “O Atlas é uma plataforma de geointeligência logística desenvolvida no Espírito Santo, pensada para o Estado, mas integrada ao Brasil. Essa entrega materializa a capacidade do time do OBSERVATÓRIO FINDES de combinar inteligência analítica, domínio técnico e inovação para conectar infraestrutura, território e dinâmica econômica em uma solução estratégica”, ressaltou. De acordo com Marília Silva, a ferramenta integra informações técnicas sobre portos, aeroportos, rodovias e ferrovias por meio de mapas e bases oficiais, com atualização automática conforme novos dados são divulgados. Ao todo, mais de 200 mil feições geoespaciais foram qualificadas e integradas à plataforma. A gerente de Estudos Estratégicos do OBSERVATÓRIO FINDES, Carolina Ferreira, explicou que o Atlas consolida mais de 30 bases de dados nacionais, entre elas informações da ANTT, Antaq, Anac, Dnit, IBGE e Comexstat, além de indicadores produzidos pelo próprio OBSERVATÓRIO FINDES, como o IAN e a Bússola do Investimento. Uma das funcionalidades mais inovadoras da plataforma é a possibilidade de consultar informações logísticas e socioeconômicas a partir de um CEP. A ferramenta permite visualizar, em um raio determinado, a infraestrutura disponível no entorno de um empreendimento ou região específica, incluindo proximidade de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias, além de dados sobre transporte de cargas, conectividade logística e indicadores econômicos. O Atlas da Infraestrutura também reúne painéis analíticos voltados para infraestrutura nacional, movimentação de cargas, indicadores socioeconômicos e análise de competitividade territorial, permitindo que investidores, gestores públicos, pesquisadores e empresários tenham acesso a informações integradas para planejamento e tomada de decisão.
Exposição “190 Caminhos da Cidadania” é aberta com solenidade lotada na Assembleia Legislativa do ES
A Assembleia Legislativa do Espírito Santo abriu, na noite desta segunda-feira (25), a exposição “190 Caminhos da Cidadania” em uma cerimônia marcada por grande presença de público, autoridades e representantes da sociedade capixaba. O evento celebrou a trajetória histórica, política e institucional do povo capixaba por meio de documentos, registros e narrativas que ajudam a contar a construção da cidadania no Estado. A solenidade reuniu nomes importantes da política e da vida pública do Espírito Santo, entre eles o governador Ricardo Ferraço, o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, o ex-governador Renato Casagrande, deputados estaduais, ex-presidentes da Casa, representantes de instituições e convidados ligados à cultura, à educação e à preservação da memória capixaba. Durante os pronunciamentos, Ricardo Ferraço lembrou que já presidiu a Casa e que foi protagonista na história do Legislativo estadual. O governador fez um relato pessoal sobre sua relação com a Assembleia Legislativa, lembrando a trajetória do pai, o ex-presidente da Casa Theodorico Ferraço. Ricardo também ressaltou o papel da memória institucional e afirmou que preservar essa história é fundamental para fortalecer a democracia e compreender a formação política do Estado. Já o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, afirmou que a exposição representa não apenas uma homenagem aos 190 anos da Casa, mas também um reconhecimento à participação do povo capixaba na construção da cidadania e das instituições democráticas do Espírito Santo. Marcelo destacou ainda o trabalho coletivo envolvido na elaboração da mostra e o esforço da Assembleia em aproximar a população de sua própria história. O curador Ronaldo Barbosa ressaltou o caráter histórico e simbólico da exposição, construída a partir de um amplo trabalho de pesquisa, unindo história, beleza, pesquisa e preservação documental. O historiador e professor João Gualberto também participou da cerimônia e falou sobre a relevância da memória institucional e da preservação dos acontecimentos que ajudaram a moldar a identidade política e social do Espírito Santo ao longo das últimas décadas. Documentos, imagens, registros históricos e conteúdos ajudam a retratar diferentes momentos da trajetória política capixaba. A mostra propõe ao público uma imersão na história do Parlamento estadual e nas transformações sociais e institucionais vividas pelo Espírito Santo ao longo do tempo. Exposição une memória, arte contemporânea e participação cidadã A exposição “190 Caminhos da Cidadania” propõe uma releitura contemporânea da trajetória da Assembleia Legislativa do Espírito Santo ao combinar memória institucional, arte e reflexão sobre democracia e participação popular. A mostra reúne documentos históricos, fotografias, projeções audiovisuais e obras produzidas especialmente para a celebração dos 190 anos da Ales. Com curadoria de Ronaldo Barbosa, a exposição apresenta um diálogo entre o acervo histórico da Assembleia e produções contemporâneas de artistas capixabas de diferentes gerações e linguagens. As obras abordam temas ligados à democracia, liberdade, diversidade, transparência, legado, futuro, memória e cidadania. Entre os artistas participantes estão nomes como Lando, Erildo Ludovico “Bola”, Carlo Schiavini, Elvys Chaves, Sandro Novaes, Andreia Falqueto, Re Henri, Rick Rodrigues e Ana Luzes. Cada obra foi criada a partir de conceitos ligados à experiência democrática e à construção coletiva da sociedade. Outro destaque da mostra é o programa educativo voltado para estudantes e jovens, com visitas mediadas e materiais pedagógicos que apresentam a história da Assembleia e o funcionamento do Poder Legislativo. A proposta é aproximar as novas gerações da vida pública e estimular a participação cidadã. A exposição também conta com uma projeção audiovisual de aproximadamente 21 metros de extensão, que percorre momentos marcantes da história da Assembleia Legislativa desde sua criação, em 1834, conduzindo o visitante por uma experiência imersiva sobre a evolução política e institucional do Espírito Santo.