Bebida 100% fruta reúne compostos antioxidantes, pode integrar uma alimentação equilibrada e registra aumento superior a 40% nas vendas no primeiro semestre O suco de uva integral voltou a ganhar força no mercado brasileiro após a redução da oferta registrada em 2025, provocada pela menor safra. No primeiro semestre deste ano, as vendas da bebida cresceram mais de 40% em comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando cerca de 6 milhões de litros comercializados no país. O avanço acompanha a maior procura dos consumidores por alimentos naturais e hábitos voltados à qualidade de vida. Um dos reflexos desse cenário é observado na Cooperativa Garibaldi, no Rio Grande do Sul. A produção de suco de uva passou de 4 milhões de litros no primeiro semestre de 2025 para 5,8 milhões de litros no mesmo período deste ano, um crescimento de 45%. A bebida representa atualmente uma das principais categorias da cooperativa e segue em expansão. Produzido exclusivamente com uvas, sem adição de água, açúcar ou conservantes, o suco de uva integral preserva as características naturais da fruta e concentra compostos bioativos conhecidos como polifenóis. Essas substâncias têm sido amplamente estudadas por seu potencial antioxidante e anti-inflamatório. Segundo a biomédica Caroline Dani, pesquisadora especializada nas propriedades do suco de uva, os polifenóis também apresentam efeito vasodilatador. “Esses compostos exercem diversas ações benéficas ao organismo, entre elas atividades antioxidantes, anti-inflamatórias e de proteção cardiovascular”, explica. Entre os principais componentes presentes na bebida estão o resveratrol, as antocianinas, os taninos e o ácido gálico, todos reconhecidos por sua ação antioxidante. De acordo com estudos citados pela pesquisadora, esses compostos ajudam a combater o estresse oxidativo, contribuem para a saúde da microbiota intestinal e podem estar associados à redução do risco de diversas doenças quando inseridos em um estilo de vida saudável. A saúde intestinal, inclusive, é um dos pontos destacados pelas pesquisas. Uma microbiota equilibrada exerce papel importante no funcionamento do sistema imunológico, favorecendo a resposta do organismo e contribuindo para a manutenção da saúde. O suco de uva integral também pode ser um aliado para quem pratica atividades físicas. Por ser fonte natural de carboidratos e compostos antioxidantes, pode ser consumido tanto antes quanto depois dos exercícios, auxiliando no fornecimento de energia e na recuperação muscular. Outra vantagem é a versatilidade. Diferentemente das bebidas alcoólicas derivadas da uva, o suco integral pode ser consumido por crianças, adolescentes, adultos e idosos. Estudos mencionados pela pesquisadora apontam melhora em indicadores relacionados à inflamação, colesterol e desempenho físico em diferentes faixas etárias. Especialistas ressaltam, no entanto, que os benefícios da bebida fazem parte de um conjunto de hábitos saudáveis, que inclui alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, sono de qualidade e bem-estar. A recomendação geral é de aproximadamente 200 mililitros por dia para crianças e até 400 mililitros para adultos, sempre com orientação de profissionais de saúde e considerando as necessidades individuais. “O suco de uva integral Garibaldi é produzido com 100% uva, sem adição de água, conservantes ou açúcar. O trabalho realizado junto aos cooperados garante um padrão de cor e sabor, oferecendo ao consumidor um produto rico em antioxidantes naturais”, afirma André Luis Rech, sommelier da Cooperativa Garibaldi. No Espírito Santo, os produtos da marca podem ser encontrados em redes como Carone, Extrabom e Perim. A cooperativa também prevê ampliar sua presença no mercado capixaba nos próximos meses. Os produtos ainda podem ser adquiridos pelo site oficial da vinícola.
Projeto que percorreu o ES com documentário sobre feminicídio ganha websérie
Produção, que terá seis episódios lançados durante o mês de julho, reúne depoimentos, especialistas e histórias registradas durante o circuito do projeto Ato Final na Estrada O projeto Ato Final na Estrada, que percorreu 12 municípios do Espírito Santo promovendo exibições gratuitas do documentário Ato Final e rodas de conversa sobre violência contra a mulher, ganha uma nova etapa. As discussões realizadas ao longo do circuito foram transformadas em uma websérie documental composta por seis episódios, com o objetivo de ampliar o alcance das reflexões sobre violência de gênero. Mais do que documentar o percurso realizado pelo estado, a produção apresenta diferentes perspectivas sobre um problema que permanece entre os principais desafios sociais do país. A websérie traz depoimentos e histórias dos participantes, além de reflexões dos especialistas que conduziram os debates, abordando a realidade da violência de gênero, sua origem, a sua construção dentro da sociedade e as diferentes formas de agressão contra as mulheres, que podem culminar com o feminicídio. “O principal intuito da websérie é possibilitar que a riqueza dos debates e as reflexões que realizamos em cada uma das cidades que recebeu o projeto, com a participação de centenas de pessoas, seja amplificada para um público ainda maior, reforçando a importância de romper amarras que ainda fazem mulheres morrerem todos os dias. Toda a sociedade precisa se envolver e refletir sobre a violência contra as mulheres para que possamos viver sem medo”, destaca Roberta Fernandes, diretora do documentário Ato Final e responsável pela condução dos debates realizados durante o circuito. O primeiro e o segundo episódios já estão disponíveis no canal da Andaluz Filmes no YouTube (https://www.youtube.com/c/AndaluzFilmes) e trazem como tema central “Todo mundo conhece uma mulher que já sofreu violência” e “Uma questão estrutural”. Os demais, que entram no canal na próxima semana, abordam questões centrais relacionadas à violência contra a mulher, como tipos de agressão, amarras que dificultam o rompimento do ciclo de violência, o isolamento, a participação dos homens nesse debate e os caminhos para superar essa realidade por meio do acolhimento e do fortalecimento da rede de apoio. “Buscamos transformar as conversas promovidas presencialmente em um conteúdo permanente, capaz de alcançar novos públicos e manter o debate vivo para além das sessões realizadas durante o projeto, dando visibilidade às experiências compartilhadas durante os encontros”, frisa Roberta. Patrocinado pela Ecovias Capixaba, o Ato Final na Estrada passou pelos municípios de Rio Novo do Sul, Anchieta, Serra, Cariacica, Guarapari, Vitória, Linhares, João Neiva, Aracruz, Ibiraçu, São Mateus e Fundão, reunindo cerca de 1.670 pessoas. A programação incluiu a exibição gratuita do documentário Ato Final, seguida de debates com a participação de convidadas, como psicólogas, assistentes sociais e advogadas, criando espaços de reflexão sobre as histórias que inspiraram o filme e os desafios enfrentados por mulheres em situação de violência. A websérie ficará disponível gratuitamente no canal da Andaluz Filmes, no YouTube (link), ampliando o acesso ao conteúdo e consolidando o legado do projeto Ato Final na Estrada, que transformou o cinema em ponto de partida para uma discussão permanente sobre direitos, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. Websérie Ato Final na Estrada Episódio 01 – Todo mundo conhece uma mulher que sofreu violência https://www.youtube.com/watch?v=x7Sk1npCLzE Episódio 02 – Uma questão estrutural https://www.youtube.com/watch?v=YSSk5Kj5Rog