Capacitações online abordam tecnologia, empreendedorismo, empregabilidade e desenvolvimento pessoal, com acesso aberto ao público e certificação ao final dos cursos As férias escolares e universitárias podem ser uma boa oportunidade para investir na qualificação profissional sem gastar nada. Pensando nisso, uma plataforma de ensino online reúne mais de 30 cursos gratuitos com certificado, voltados a estudantes e a qualquer pessoa interessada em desenvolver novas competências para o mercado de trabalho. As capacitações são oferecidas por meio da plataforma MCampus, iniciativa da Hamburger University, universidade corporativa global do McDonald’s. O acesso é gratuito, aberto ao público e não exige processo seletivo nem experiência prévia. Os cursos são totalmente online e podem ser realizados no ritmo de cada participante. A proposta é oferecer conteúdos alinhados às demandas atuais do mercado, com trilhas de aprendizagem em áreas como tecnologia, empreendedorismo, inovação, empregabilidade e desenvolvimento pessoal. Entre os destaques está uma jornada de capacitação em tecnologia desenvolvida em parceria com a Cisco. Segundo Josane Julião, reitora da Hamburger University no Brasil, a iniciativa busca ampliar o acesso ao conhecimento e contribuir para a formação de profissionais mais preparados para os desafios do mercado. “Acreditamos que o acesso ao conhecimento pode abrir portas e transformar trajetórias. Por isso, investimos continuamente em iniciativas que fortaleçam a empregabilidade e contribuam para o desenvolvimento de talentos. Ao disponibilizar esses cursos gratuitamente, queremos apoiar estudantes e profissionais na construção de novas competências e prepará-los para aproveitar as oportunidades de um mercado de trabalho em constante evolução”, afirma. Entre os cursos disponíveis estão temas relacionados à elaboração de currículo, preparação para entrevistas de emprego, atendimento ao cliente, inteligência emocional, marketing digital, transformação digital, negociação, influência, empreendedorismo e inovação. A plataforma também oferece conteúdos voltados à área de tecnologia, como fundamentos de Python, cibersegurança, redes de computadores e proteção de dados. Como participar Para se inscrever, basta acessar a plataforma MCampus, escolher o curso desejado e realizar um cadastro gratuito. Após concluir todas as atividades propostas, o participante recebe um certificado emitido pela Hamburger University, que pode ser utilizado para complementar o currículo e enriquecer o perfil profissional em plataformas como o LinkedIn.
Vital 2026 amplia programação e confirma Jammil, Cat Dealers, É o Tchan e outras atrações
Além dos trios elétricos, maior carnaval fora de época do Sudeste terá programação exclusiva nos camarotes durante o feriadão de Nossa Senhora Aparecida Quem pretende aproveitar o feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida, celebrado na segunda-feira (12), terá motivos de sobra para incluir o Vital 2026 na programação. Além dos tradicionais trios elétricos, o maior carnaval fora de época do Sudeste preparou uma agenda especial nos camarotes, com shows de grandes nomes da música brasileira nos dias 10 e 11 de outubro, no Sambódromo de Vitória. Enquanto o circuito principal será comandado por Leo Santana, Durval Lelys, Tomate, Bell Marques, Xanddy Harmonia e Banda Eva, os camarotes Na Vista, Muvuka, Fervô e Pega no Cavaco convida Mãe Joana receberão atrações exclusivas, garantindo que a festa continue durante toda a programação. Entre os artistas já confirmados estão Jammil, Cat Dealers, É o Tchan, Rafa & Pipo Marques, Alexandre Peixe, MC Maneirinho, Chemical Surf, Nanzin, PontiFexx, Ariel B, Erick Vilar, DJ Lukão, DJs Locos e DJ Fran Albuquerque. A proposta é oferecer experiências diferentes em cada espaço, reunindo estilos musicais variados para atender públicos distintos. Com o tema “Chame Gente”, o Vital 2026 também disponibiliza opções de ingressos combinando bloco e camarote, permitindo ao folião aproveitar tanto os trios quanto a programação exclusiva dos espaços. Segundo uma das organizadoras do evento, Giulia Moussallem, os camarotes ampliam as possibilidades de entretenimento durante o festival. “Cada camarote proporciona uma experiência própria, com atrações que dialogam com diferentes públicos e criam novos momentos de encontro ao longo da festa. Essa diversidade contribui para fortalecer o clima de celebração que toma conta da cidade durante o Vital”, afirma. Programação dos camarotes O Camarote Na Vista terá atrações nos dois dias do evento. No sábado (10), a programação reúne o DJ capixaba PontiFexx, Rafa & Pipo Marques e os DJs Locos. Já no domingo (11), sobem ao palco Jammil, Ariel B, Cat Dealers e Alexandre Peixe. O Camarote Muvuka concentra sua programação no sábado (10), com apresentações de MC Maneirinho, DJ Lukão, Nanzin e Chemical Surf. No Camarote Fervô, o sábado será comandado por Chemical Surf, MC Maneirinho e Erick Vilar. No domingo, a animação fica por conta de É o Tchan e do DJ Fran Albuquerque. Já o Pega no Cavaco convida Mãe Joana recebe, no domingo (11), um dos grupos mais icônicos do axé: É o Tchan, que promete colocar o público para dançar ao som de sucessos que marcaram as décadas de 1990 e 2000. Trios elétricos No circuito oficial, a programação também reúne grandes nomes da música baiana. No sábado (10), Tomate, Durval Lelys e Leo Santana comandam os trios elétricos. Já no domingo (11), a festa será encerrada por Bell Marques, Xanddy Harmonia e Banda Eva. Ingressos Os ingressos já estão à venda pelo site da Blueticket e também podem ser adquiridos na loja Democrata, no Shopping Vitória. Os valores começam em R$ 40 para arquibancadas, R$ 100 para camarotes e R$ 210 para os blocos, variando de acordo com o setor escolhido.
Programa Novos Caminhos completa 20 anos e lança portal para modernizar atendimento
Nova plataforma digital centraliza solicitações de prefeituras e órgãos parceiros e reforça a atuação do programa, que já beneficiou 71 municípios capixabas Criado em 2006 pela ArcelorMittal Unidade Tubarão em parceria com o poder público, o Programa Novos Caminhos completa 20 anos em 2026 consolidado como uma das principais iniciativas voltadas à melhoria da infraestrutura viária no Espírito Santo. Ao longo de duas décadas, o programa tem contribuído principalmente para a recuperação de estradas rurais por meio da doação dos coprodutos siderúrgicos Revsol® e Revsol Plus®, utilizados no revestimento primário das vias. A iniciativa melhora as condições de mobilidade nas áreas rurais, facilita o escoamento da produção agrícola e amplia o acesso da população a serviços essenciais, como escolas, unidades de saúde e demais equipamentos públicos. Como parte das comemorações pelos 20 anos, o programa lança o Portal de Atendimento, uma plataforma digital desenvolvida para reunir, em um único ambiente, todas as demandas encaminhadas por prefeituras e órgãos parceiros. A ferramenta permite registrar solicitações, acompanhar processos em tempo real, renovar contratos, consultar documentos, gerenciar usuários e manter contato direto com a equipe responsável pelo programa. A nova plataforma foi criada para tornar os processos mais ágeis, organizados e transparentes, acompanhando a expansão do Novos Caminhos ao longo dos últimos anos e a crescente demanda dos municípios participantes. Segundo o gerente-geral de Sustentabilidade e Relações Institucionais da ArcelorMittal Unidade Tubarão, Bernardo Enne, o lançamento representa mais um passo na modernização da relação entre o programa e as administrações municipais. “Durante esses 20 anos, o Programa Novos Caminhos ampliou significativamente sua atuação e passou a atender um número cada vez maior de municípios. O Portal de Atendimento acompanha essa evolução ao concentrar, em um único ambiente, todas as principais etapas do processo, oferecendo mais agilidade, organização e transparência para as prefeituras e demais parceiros”, afirma. Além dos benefícios para a infraestrutura, o programa também se destaca pela aplicação dos princípios da economia circular. Os coprodutos gerados no processo de fabricação do aço passam a ser reaproveitados na pavimentação de estradas, substituindo recursos naturais não renováveis e contribuindo para uma destinação ambientalmente adequada dos materiais. O uso do Revsol® e do Revsol Plus® também reduz a formação de poeira, minimiza processos erosivos e melhora as condições de tráfego durante todo o ano, especialmente em regiões rurais. Os resultados acumulados demonstram a abrangência da iniciativa. Somente em 2025, foram destinadas 560.132 toneladas de Revsol, beneficiando 44 municípios capixabas. Desde sua criação, o Programa Novos Caminhos já distribuiu mais de 7 milhões de toneladas do material, atendeu 71 prefeituras e contribuiu para o revestimento de mais de 5 mil quilômetros de estradas, distância equivalente ao trajeto entre Vitória (ES) e São Luís (MA). O que oferece o novo Portal de Atendimento A plataforma reúne em um único ambiente digital os principais serviços utilizados por prefeituras e órgãos parceiros, entre eles: Solicitação de Revsol® e Revsol Plus®; Acompanhamento das demandas em tempo real; Renovação de contratos; Consulta de documentos; Gerenciamento de usuários; Comunicação direta com a equipe do Programa Novos Caminhos. Com a nova ferramenta, a expectativa é simplificar a gestão das solicitações, fortalecer a transparência das informações e proporcionar mais eficiência em todas as etapas do atendimento aos municípios parceiros.
Justiça homologa recuperação judicial do Grupo Soami após acordo entre credores
Plano foi aprovado por adesão, sem necessidade de assembleia, em processo conduzido por escritório capixaba especializado em reestruturação empresarial A Justiça de Mato Grosso homologou o Plano de Recuperação Judicial do Grupo Soami, composto pelas empresas Soami Agroindustrial Ltda. e Cuiabá Corretora Ltda. A decisão reconheceu a validade da aprovação do plano por meio da adesão dos credores, dispensando a realização da Assembleia Geral de Credores, possibilidade prevista na Lei de Recuperação Judicial e Falências após as alterações promovidas pela reforma de 2020. Para a homologação, foi comprovado o atendimento ao quórum mínimo de credores favoráveis exigido pela legislação. A Administradora Judicial atestou a regularidade do procedimento, enquanto o Ministério Público manifestou parecer favorável à aprovação do plano. A condução jurídica da recuperação judicial foi realizada pelo escritório capixaba Finamore Simoni Advogados, responsável por assessorar o Grupo Soami na reorganização do processo e na estruturação da proposta apresentada ao Judiciário. De acordo com o advogado Felipe Finamore Simoni, especialista em reestruturação de empresas e sócio do escritório, a decisão evidencia os avanços proporcionados pelas mudanças na legislação, que passaram a permitir soluções mais céleres quando há consenso entre as partes envolvidas. “Quando existe acordo entre os credores, a aprovação por adesão elimina etapas que poderiam prolongar o processo. Isso garante mais agilidade à recuperação da empresa, preservando a segurança jurídica e o controle exercido pelo Poder Judiciário”, afirma. Segundo o advogado, o modelo também fortalece a negociação entre empresas e credores, favorecendo soluções construídas de forma consensual. “A recuperação judicial tende a ser mais eficiente quando há diálogo e transparência entre as partes. Esse ambiente amplia a confiança no processo e contribui para que a empresa consiga superar a crise, manter suas atividades e preservar empregos”, destaca Felipe. O advogado Bruno Finamore Simoni, também especialista em reestruturação empresarial e sócio do escritório, ressalta que a homologação representa o resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de toda a recuperação judicial. “Esse desfecho é consequência de um planejamento técnico consistente, de negociações conduzidas com responsabilidade e da atuação conjunta entre empresa, credores e demais participantes do processo. A legislação oferece mecanismos importantes, mas sua efetividade depende de uma aplicação estratégica”, explica. Bruno observa, entretanto, que a homologação do plano não encerra a recuperação judicial. “Agora inicia-se uma nova fase, marcada pelo cumprimento das obrigações previstas no plano aprovado. A empresa continuará sob acompanhamento da Justiça e da Administração Judicial, que fiscalizarão a execução das medidas estabelecidas”, afirma. Felipe e Bruno Finamore Na decisão, a Justiça reforçou que a recuperação judicial tem como finalidade preservar empresas economicamente viáveis, assegurar a continuidade da atividade produtiva e resguardar os direitos dos credores. Para os especialistas do Finamore Simoni Advogados, o caso demonstra que soluções construídas por consenso vêm se consolidando como alternativa capaz de tornar os processos de reestruturação empresarial mais ágeis, eficientes e juridicamente seguros.
Saiba quais produtos do ES podem ser afetados pela nova taxação dos Estados Unidos
Sobretaxa de 25% amplia as incertezas para o comércio exterior capixaba; rochas naturais, madeira, pescados e parte do agronegócio estão entre os segmentos potencialmente mais impactados A nova tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros acendeu um sinal de alerta para a economia do Espírito Santo. O estado, que tem os norte-americanos como seu principal parceiro comercial, está entre os mais expostos aos efeitos das mudanças na política tarifária adotada pelo governo dos EUA. Desde abril de 2025, as exportações capixabas vêm convivendo com sucessivos anúncios de aumento de tarifas. O cenário ganhou um novo capítulo no último dia 15 de julho, quando foi confirmada a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre uma lista de quase 500 produtos exportados pelo Espírito Santo. A medida passa a valer em 22 de julho. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, a decisão aumenta a insegurança para empresas dos dois países e reforça a necessidade de acompanhar os desdobramentos das negociações comerciais. “A sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações nacionais e amplia a insegurança para empresas brasileiras e norte-americanas. Em 2025, os Estados Unidos foram destino de 27% das exportações capixabas, o equivalente a US$ 2,8 bilhões, consolidando-se como o principal parceiro comercial do Espírito Santo”, afirmou. Levantamento do Observatório Findes, elaborado com base em dados do Comex Stat, aponta que os 480 produtos capixabas incluídos na nova tarifa movimentaram mais de US$ 230,1 milhões em exportações em 2025. Esse montante representa 2,3% de toda a pauta exportadora do Espírito Santo e 8,1% das vendas do estado para o mercado norte-americano. Quais produtos podem ser mais afetados? Entre os segmentos que tendem a sentir os maiores impactos estão as rochas naturais e parte do agronegócio capixaba. A lista divulgada pelo governo dos Estados Unidos inclui alguns tipos de pedras naturais, madeiras, nozes, peixes e ovos, que passarão a pagar a tarifa adicional de 25% para entrar no mercado norte-americano. Por outro lado, importantes produtos da pauta exportadora capixaba ficaram fora da medida. É o caso do minério de ferro, da celulose e do café, três dos principais itens vendidos pelo Espírito Santo ao exterior. “Apesar da extensa lista de produtos sujeitos à tarifa adicional de 25%, itens que representam uma parcela importante das exportações capixabas, como minério de ferro, celulose e café, foram isentos da medida”, destacou Baraona. Diversificação é estratégia para reduzir riscos Diante do novo cenário, a Findes afirma que segue atuando, juntamente com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), para fortalecer o relacionamento comercial com os Estados Unidos e, ao mesmo tempo, ampliar a presença dos produtos capixabas em outros mercados. Segundo Paulo Baraona, o Espírito Santo mantém relações comerciais com mais de 170 países e territórios, o que abre espaço para ampliar a diversificação das exportações e reduzir a dependência de mercados específicos. “Avançar nessa diversificação é uma agenda estratégica para reduzir riscos, ampliar oportunidades e proteger a competitividade da indústria capixaba diante de possíveis impactos futuros no comércio internacional”, afirmou. Relação comercial entre Espírito Santo e Estados Unidos Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações capixabas. Em 2025, o Espírito Santo exportou US$ 2,8 bilhões para o mercado norte-americano, valor correspondente a 27% de todas as vendas externas do estado. No primeiro semestre de 2026, as exportações para os EUA somaram US$ 1,4 bilhão, mantendo participação de 27,5% na pauta exportadora capixaba. Apesar disso, o resultado representa uma queda de 17,2% em relação ao mesmo período de 2025. Linha do tempo da taxação dos produtos brasileiros A atual disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos começou em abril de 2025 e passou por diversas mudanças ao longo dos últimos meses. Em 2 de abril de 2025, o governo norte-americano iniciou a política de tarifas recíprocas, aplicando uma sobretaxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. Dois meses depois, em 3 de junho de 2025, as tarifas sobre aço, alumínio e seus derivados foram elevadas de 25% para 50%, com base na Seção 232 da legislação norte-americana. Em 30 de julho de 2025, foi anunciada uma nova tarifa adicional de 40% sobre diversos produtos brasileiros, elevando a tributação total de parte da pauta exportadora para 50%, considerando a tarifa anterior de 10%. No fim de 2025, alguns produtos agrícolas foram retirados da lista após avanços nas negociações entre os dois países. Já em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que a legislação utilizada para justificar parte das tarifas não autorizava esse tipo de medida. No mesmo dia, entretanto, o governo norte-americano anunciou uma nova sobretaxa global temporária de 10% sobre importações, válida por 150 dias. Em março de 2026, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) iniciou novas investigações envolvendo o Brasil, tanto sobre práticas comerciais quanto sobre critérios relacionados ao combate ao trabalho forçado. As investigações resultaram, em junho de 2026, na proposta de aplicação de uma nova tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, além da abertura de consultas públicas e audiências com representantes do setor produtivo dos dois países. Após a análise das contribuições apresentadas, o governo norte-americano confirmou, em 15 de julho de 2026, a aplicação definitiva da sobretaxa de 25%, preservando algumas exceções. A medida entra em vigor em 22 de julho.
Espírito Santo concentra quase 70% da área de café conilon do Brasil e lidera produção nacional
Com 286,7 mil hectares cultivados, estado responde por 65,4% da produção brasileira da variedade; cadeia cafeeira envolve cerca de 131 mil famílias capixabas O Espírito Santo concentra 69,1% de toda a área cultivada de café conilon no Brasil e mantém a liderança nacional na produção da variedade. São 286,7 mil hectares destinados ao cultivo, responsáveis por 65,4% do volume produzido no país. Os dados fazem parte do relatório “Especial Café – Retrato da Economia”, elaborado pelo Connect Fecomércio-ES. O levantamento mostra que a importância da cafeicultura capixaba vai muito além das lavouras, com impactos sobre a indústria, o comércio, a logística, o turismo, os serviços e a geração de empregos. Considerando também o café arábica, o Espírito Santo possui a segunda maior área cafeeira do país, com 424,8 mil hectares cultivados. Desse total, 286,7 mil hectares são ocupados pelo conilon e 138,1 mil hectares pelo arábica. Além de ocupar o primeiro lugar na produção brasileira de conilon, o estado aparece na terceira posição nacional na produção de café arábica, especialmente nas regiões de montanha. A combinação das duas variedades coloca o Espírito Santo como o segundo maior produtor de café do Brasil. “O café é uma atividade que ultrapassa a produção agrícola e movimenta uma cadeia econômica extremamente ampla. O estudo mostra que seu impacto alcança um a indústria, a logística, o comércio, o turismo e os serviços, gerando renda, empregos e oportunidades em praticamente todo o estado”, destacou o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza. Café envolve 131 mil famílias no Espírito Santo A cafeicultura está presente em todos os municípios capixabas, com exceção de Vitória. Segundo o relatório, aproximadamente 131 mil famílias estão envolvidas na cadeia produtiva do café. O estado possui cerca de 60 mil propriedades produtoras, número que corresponde a dois terços de todas as propriedades agrícolas capixabas. Aproximadamente 73% dos produtores pertencem à agricultura familiar. Esse cenário reforça a importância social da atividade, principalmente para a geração de renda, a manutenção das famílias no campo e o desenvolvimento dos municípios do interior. A colheita também tem forte impacto sobre o mercado de trabalho. Somente nos meses de abril e maio de 2025, o cultivo de café gerou 8.065 postos formais de trabalho no Espírito Santo. O resultado representa um crescimento de 29,4% em comparação com o mesmo período de 2024 e foi o maior registrado desde o início da série histórica, em 2020. Cadeia movimenta indústria, comércio e turismo O impacto econômico da cafeicultura se estende por diversas atividades, como beneficiamento, armazenagem, transporte, industrialização, exportação, comércio, cafeterias e turismo rural. Para o presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo e diretor de Relações Institucionais da Fecomércio-ES, Marcus Magalhães, a integração entre os diferentes setores é um dos principais diferenciais da atividade. “A cadeia de valor do café é uma das mais completas e integradas da economia, porque conecta o campo, a indústria, o comércio e os serviços. A cada etapa, o produto recebe novos processos e agrega valor, desde o beneficiamento e a logística até chegar às cafeterias e ao consumidor final”, afirmou. Segundo ele, essa dinâmica transforma o café em um multiplicador econômico, capaz de gerar empregos e estimular o desenvolvimento de diferentes segmentos. O setor também tem impulsionado o turismo de experiência no Espírito Santo. Propriedades rurais, cafeterias, rotas turísticas e empreendimentos ligados aos cafés especiais têm atraído visitantes interessados em conhecer o processo de produção e degustar produtos de origem capixaba. Exportações brasileiras chegam a US$ 15,6 bilhões No mercado internacional, o café brasileiro movimentou US$ 15,6 bilhões em exportações em 2025. O produto ocupou a quinta posição entre os principais itens da pauta exportadora nacional e representou aproximadamente 4,5% das vendas brasileiras ao exterior. O relatório aponta que a cafeicultura capixaba ainda possui espaço para ampliar sua competitividade, especialmente por meio da industrialização, da produção de cafés especiais e do aumento das exportações de produtos com maior valor agregado. Entre as oportunidades identificadas estão também a expansão do turismo de experiência, o fortalecimento das certificações e a adoção de práticas de rastreabilidade. “Além dos números, apontamos oportunidades para ampliar a competitividade da cafeicultura capixaba por meio da industrialização, da produção de cafés especiais, da expansão do turismo de experiência e do fortalecimento das exportações”, explicou André Spalenza. O estudo foi produzido com dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), da Organização Internacional do Café, do Comex Stat, da Embrapa e do Ministério do Trabalho e Emprego.
João Gualberto – “Meu nome é Francisca”
Todos nós sabemos que a história brasileira, como é narrada tradicionalmente, esconde mais do que mostra os fatos e feitos que construíram a nossa trajetória. São grandes as lacunas que precisam ser preenchidas para que possamos entender melhor que povo somos, que cultura temos e quais são os traços mais marcantes na construção do nosso imaginário social. Há algumas semanas, lembrei isso aos meus leitores, por meio dos comentários sobre o extraordinário Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, um clássico de nossa literatura contemporânea. Hoje, volto para tratar da obra de outra historiadora importante da atualidade, Mary Del Priore. Ela esteve recentemente em Vitória para proferir uma palestra, aliás excelente, sobre a história da velhice no Brasil, a convite da Academia Espírito-Santense de Letras e da Assembleia Legislativa, marcando uma parceria intelectual muito interessante para o nosso Estado. Eu já havia escrito sobre o livro de Del Priore que trata do mesmo tema da palestra: a velhice no Brasil. Ganhei da autora um outro livro de sua autoria, dessa vez contando fatos conhecidos por todos nós: Meu Nome é Francisca: uma história de Chica da Silva. Ela usa um recurso narrativo muito interessante: escreve como se fosse a própria personagem. Trata-se de um romance histórico, baseado na história real de uma personagem e nos fatos ocorridos em torno dela, sem precisar de uma descrição estrita dos fatos, havendo lugar para alguma criatividade ficcional. Chica da Silva nasceu, segundo o que está no livro, entre 1731 e 1735, no arraial do Milho Verde, perto de onde está hoje localizada a cidade de Diamantina, em Minas Gerais. A Capitania das Minas Gerais, como todos sabemos, era lugar de prosperidade em função da descoberta do ouro e das pedras preciosas. Na época, era o lugar de maior dinamismo da economia brasileira, não somente pela extração das valiosas pedras e do metal mais nobre, mas também por toda a cadeia de negócios que isso gerava em termos de comércio e serviços. Os portugueses transferiam-se em massa para as Minas Gerais, chegando mesmo a esvaziar muitas cidades de seu país de origem. Isso se associava a um outro elemento comum na sociedade brasileira daquela época: o aporte, também em grande escala, do trabalho dos escravizados de origem africana. Não havia no Brasil trabalho que não fosse dos escravizados. Os homens e as mulheres brancas não levantavam peso nem carregavam qualquer objeto, muito menos desempenhavam trabalhos que exigissem força física. Na verdade, no mundo colonial brasileiro, trabalho era o mundo dos negros, já que o colonizador não obteve sucesso em utilizar a mão de obra dos povos originários nessas tarefas. O ouro das Minas Gerais foi todo extraído de seus locais de origem pelo trabalho especializado de africanos que aqui chegaram para essa atividade. A riqueza extraída era muito grande, e havia casos em que os escravizados conseguiam esconder pequenas pedras, engolindo-as ou prendendo-as nos cabelos, por exemplo; quando as vendiam, compravam a própria alforria e continuavam a busca por mais riquezas. A autora fala de Quitéria Alves da Fonseca, originária da Costa da Mina, que comprou sua libertação e tinha seis escravizados: três homens e três mulheres, que trabalhavam na faiscação e na prestação de serviços. Essa mobilidade social possibilitada aos africanos e seus descendentes, que eram especializados na mineração já praticada em África e inexistente em Portugal, é um elemento importante para explicar a construção de nossa cultura e de nosso imaginário social. Muitos enriqueceram e puderam dar educação a seus filhos, exatamente como fez Chica da Silva, garantindo um novo lugar na sociedade que se estabelecia, com maior participação dos descendentes de homens brancos com mulheres negras. O perverso regime da escravidão negra – uma das maiores tragédias da humanidade – foi dando origem a um povo de pele morena, os pardos, como dizemos hoje, e, assim, foi também dando origem aos brasileiros. A história das nossas massas e elites também é a história dessa miscigenação étnica e também de um enorme hibridismo cultural. A sociedade brasileira tem traços enormes desses encontros, marcados pela hierarquia e pela desigualdade, mas fortes o suficiente para deixar muitas heranças. Temos uma cultura fortemente marcada pela presença africana, na culinária, no gestual, na forma de andar, na língua que falamos. Mas, por muito preconceito, não damos o valor que esses elementos têm. Precisamos entender e valorizar todas essas heranças culturais que fazem, como já sinalizou Roberto DaMatta, o “brasil”, Brasil. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018.
Canal de Camburi ganha nova área de lazer e reforça vocação turística de Vitória
A Prefeitura de Vitória entregou, no último fim de semana, a primeira etapa da urbanização do Canal de Camburi, obra que integra o programa Vitória de Frente para o Mar. O espaço já está aberto ao público e amplia as opções de lazer, caminhada, ciclismo e contemplação da paisagem em uma das regiões mais valorizadas da capital. Nesta primeira fase, foram entregues 1,16 quilômetro de deques sobre a água, píeres, cinco atracadouros, arquibancadas alagáveis, bancos, jardineiras e guarda-corpo. A estrutura também oferece melhores condições para o atracamento de embarcações de pescadores e amplia o acesso da população ao canal. Durante a inauguração, a prefeita Cris Samorini destacou que a proposta é aproximar os moradores do mar e criar novos espaços de convivência. “Esse espaço demonstra nossa vocação ligada ao mar, à baía, ao manguezal e à gastronomia, além de representar um novo momento para o turismo da cidade”, afirmou. Segundo o secretário municipal de Obras, Gustavo Perin, a entrega representa apenas parte de um projeto maior. “São mais de três quilômetros de urbanização. Nesta etapa, estamos disponibilizando pouco mais de um quilômetro para uso da população”, explicou. Ao todo, a intervenção prevê a urbanização de aproximadamente 3,3 quilômetros ao longo do Canal de Camburi, somando cerca de 32 mil metros quadrados de área construída. Considerando todas as frentes de trabalho, o investimento é estimado em R$ 350 milhões. As próximas etapas incluem a construção de duas edificações comerciais, uma peixaria e uma passarela para pedestres ligando os bairros Pontal de Camburi e Santa Luiza. O projeto também prevê áreas para pesca, atividades náuticas, eventos e convivência, além de novo paisagismo com mais de 9 mil mudas adaptadas ao ambiente costeiro, iluminação em LED e infraestrutura de drenagem. A obra integra o programa Vitória de Frente para o Mar, que reúne intervenções em diferentes regiões da cidade para requalificar as orlas, ampliar a mobilidade de pedestres e ciclistas e incentivar o turismo e as atividades econômicas ligadas ao litoral. Fotos: PMV
FDK Racing Cup reúne iniciantes e pilotos do ranking nacional em Vitória
Competição será realizada nos dias 1º e 2 de agosto, em Vitória, reunindo desde estreantes no kart rental até competidores que disputam pontos para o Ranking Nacional de Kart Rental (NKR) Os motores já estão aquecendo para a terceira edição da FDK Racing Cup, uma das principais competições de kart rental do Espírito Santo. O campeonato será realizado nos dias 1º e 2 de agosto, no Kartódromo de Jardim Camburi, em Vitória, e está com inscrições abertas para pilotos de todos os níveis de experiência, desde quem deseja participar da primeira corrida até competidores que disputam o Ranking Nacional de Kart Rental (NKR). Promovida pela Associação Fãs de Kart, a FDK Racing Cup vem se consolidando como uma importante porta de entrada para novos pilotos e também como uma etapa relevante para atletas que buscam pontuação no cenário nacional. A expectativa é reunir participantes de Vitória, da Grande Vitória e de diversas cidades capixabas. Um dos diferenciais da competição é a divisão por categorias, permitindo disputas mais equilibradas entre pilotos com níveis semelhantes de experiência. A categoria Iniciantes (Novatos) é destinada a quem nunca participou de competições oficiais de kart rental. Já a categoria Estreantes atende pilotos que já tiveram contato com campeonatos, mas ainda não disputam pontuação válida para o ranking nacional. Para os competidores mais experientes, a FDK Racing Cup contará com as categorias oficiais do NKR: Leve, Médio, Pesado e Sênior, destinada a pilotos com 40 anos ou mais. Nessas modalidades, os participantes acumulam pontos para o Ranking Nacional de Kart Rental, aumentando o nível técnico das disputas. A organização destaca que o evento segue um padrão profissional, oferecendo estrutura completa com sistema de cronometragem eletrônica, tomada de tempo para definição do grid, regulamento técnico, direção de prova, equipe especializada de pista, divulgação dos resultados e premiação para os melhores colocados de cada categoria. Além da competição, a FDK Racing Cup tem como proposta incentivar a prática do automobilismo de forma acessível, promovendo integração entre pilotos, espírito esportivo e desenvolvimento técnico. Segundo a Associação Fãs de Kart, muitos competidores que começaram nas provas organizadas pela entidade evoluíram para campeonatos de alcance nacional. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas. A recomendação da organização é que os interessados garantam a participação com antecedência, devido à expectativa de alta procura. Serviço 3ª FDK Racing Cup Data: 1º e 2 de agosto Local: Kartódromo de Jardim Camburi – Vitória (ES) Categorias: Iniciantes (Novatos) Estreantes Leve (NKR) Médio (NKR) Pesado (NKR) Sênior 40+ (NKR) Inscrições: abertas, com vagas limitadas, pelo site www.fasdekart.com.br.