Instituição chegou a 10,5 milhões de associados e ampliou para mais de 3,1 mil o número de pontos de atendimento no país O Sicredi ultrapassou R$ 500 bilhões em ativos totais em julho de 2026. Segundo dados divulgados pela instituição, o volume passou de R$ 182,5 bilhões, em julho de 2021, para R$ 502 bilhões neste ano, crescimento de aproximadamente 175% em cinco anos. No mesmo período, a base de associados passou de 5,28 milhões para 10,5 milhões. A instituição também abriu mais de mil agências desde 2021 e atualmente possui mais de 3,1 mil pontos de atendimento distribuídos por mais de 2,1 mil municípios brasileiros. De acordo com o Sicredi, em mais de 200 desses municípios, a cooperativa é a única instituição financeira a manter atendimento físico à população. Paralelamente à ampliação da rede de agências, a instituição também investiu na expansão dos serviços digitais oferecidos aos associados. “O alcance do marco reflete a confiança dos associados, a solidez do nosso modelo de negócio e a capacidade de crescer de forma sustentável, mantendo uma estrutura financeira robusta para apoiar o desenvolvimento das pessoas, das empresas e das comunidades onde atuamos”, afirma Alexandre Barbosa, diretor executivo de Administração e Finanças do Sicredi. A carteira de crédito expandida também cresceu no período. O volume passou de R$ 111,7 bilhões em julho de 2021 para R$ 296,7 bilhões em julho deste ano, alta de 165,5%. Além das operações de crédito, os ativos da instituição incluem títulos, aplicações interfinanceiras de liquidez e outros ativos financeiros. Os números do Sicredi acompanham o crescimento do cooperativismo financeiro no Brasil. Segundo dados do Banco Central, os ativos do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo ultrapassaram R$ 1 trilhão em dezembro de 2025. Considerando os R$ 502 bilhões informados pelo Sicredi, a instituição representa aproximadamente metade desse volume. O Sicredi funciona sob o modelo de instituição financeira cooperativa, no qual os associados também participam como donos do negócio. Atualmente, reúne mais de 10,5 milhões de associados e mantém presença física em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.
Espírito Santo lidera ranking nacional de solidez fiscal pelo terceiro ano consecutivo
Estado também aparece em segundo lugar em Infraestrutura e sobe duas posições no Ranking de Competitividade dos Estados 2026 O Espírito Santo ficou em primeiro lugar no pilar Solidez Fiscal do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). É o terceiro ano consecutivo em que o Estado ocupa a liderança nacional nesse quesito. O pilar reúne nove indicadores relacionados às finanças estaduais: Taxa de Investimentos, Regra de Ouro, Solvência Fiscal, Sucesso do Planejamento Orçamentário, Dependência Fiscal, Resultado Primário, Gasto com Pessoal, Índice de Liquidez e Poupança Corrente. Entre esses indicadores, o Espírito Santo ficou em primeiro lugar no País em Regra de Ouro, Solvência Fiscal e Poupança Corrente. O Estado também alcançou a segunda colocação em Taxa de Investimentos e Gasto com Pessoal. A Regra de Ouro está relacionada aos limites para utilização de operações de crédito no financiamento de despesas correntes. Já a Solvência Fiscal considera a relação entre a dívida estadual e a receita disponível para seu pagamento. A Poupança Corrente mede a parcela das receitas correntes que permanece disponível depois do pagamento das despesas de funcionamento da administração. Para o secretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa, os resultados estão relacionados à política fiscal adotada pelo Estado. “O Espírito Santo se tornou referência nacional em solidez fiscal porque construiu, ao longo dos anos, uma gestão baseada em responsabilidade, planejamento e equilíbrio das contas públicas. E esse equilíbrio não é um fim em si mesmo: é o que permite ao Estado transformar recursos em investimentos que fazem diferença na vida das pessoas. É por manter as contas organizadas que conseguimos ser, proporcionalmente, o Estado que mais investe no País, ampliando nossa capacidade de entregar infraestrutura, serviços públicos e oportunidades aos capixabas”, destacou Benicio Costa. O subsecretário da Receita Estadual, Thiago Venâncio, também relacionou o desempenho fiscal ao ambiente econômico. “Uma gestão fiscal equilibrada transmite segurança para quem pretende investir, produzir e gerar empregos. Quando o Estado mantém suas contas organizadas, preserva capacidade de investimento e oferece previsibilidade, cria um ambiente de negócios mais confiável. Isso fortalece a competitividade do Espírito Santo, contribui para a atração de novos empreendimentos e amplia as oportunidades de desenvolvimento, emprego e renda”, afirmou. Além do resultado no levantamento do CLP, o Espírito Santo recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, Nota A+ na avaliação de gestão fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O Estado também acumula 14 anos consecutivos com Nota A na avaliação da Capacidade de Pagamento dos Estados e Municípios (Capag) e obteve Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal. Segundo o subsecretário do Tesouro Estadual, Daniel Corrêa, a sequência de avaliações indica continuidade na política fiscal. “Os diferentes indicadores nacionais mostram que o Espírito Santo construiu uma gestão fiscal que combina eficiência, responsabilidade e transparência. São três anos consecutivos com Nota A+ na avaliação do Tesouro Nacional, 14 anos com Nota A na Capag e novamente Nota A em qualidade da informação contábil e fiscal. Essa continuidade demonstra que não se trata de um resultado pontual, mas de uma política de Estado baseada em planejamento, qualidade da informação e rigor na gestão dos recursos públicos”, ressaltou. Espírito Santo também é segundo em Infraestrutura No mesmo Ranking de Competitividade, o Espírito Santo ficou na segunda colocação nacional no pilar Infraestrutura. O levantamento considera aspectos relacionados a energia elétrica, telecomunicações, saneamento e infraestrutura de transportes. Na classificação geral, o Estado aparece na quinta posição entre as 27 unidades da Federação, duas colocações acima da posição registrada em 2025. O ranking geral reúne dez pilares temáticos e 100 indicadores. Criado em 2011, o Ranking de Competitividade dos Estados avalia as unidades da Federação a partir de indicadores relacionados ao desenvolvimento e ao bem-estar da população.
Desastre no Nepal acende alerta para riscos provocados pelo derretimento de geleiras
Tragédia chama a atenção para os efeitos do aquecimento global e para a necessidade de preparar cidades e comunidades para eventos climáticos extremos O desastre que atingiu o Nepal e o Tibete nesta semana, deixando mortes e destruição, voltou a chamar a atenção para os riscos enfrentados por regiões montanhosas. As causas da tragédia ainda estão sendo investigadas, mas análises preliminares indicam que o desprendimento de parte de uma geleira teria provocado um grande deslocamento de gelo, rochas e sedimentos, seguido por uma inundação repentina. Embora ainda não seja possível estabelecer uma relação direta entre o episódio e as mudanças climáticas, o aquecimento do planeta é apontado por cientistas como um fator que acelera a perda de massa das geleiras e pode aumentar a instabilidade em determinadas regiões. “O que aconteceu no Nepal mostra que a crise climática não é uma previsão distante. Seus sinais já estão nas geleiras, nas ondas de calor, nas secas, nos incêndios e nas chuvas extremas que atingem diferentes partes do planeta”, afirma Luana Romero, especialista em sustentabilidade e presidente do Instituto Ideias. As geleiras são grandes massas de gelo formadas ao longo de centenas ou milhares de anos e desempenham papel importante no equilíbrio ambiental. Além de armazenarem água, alimentam rios utilizados para abastecimento humano, agricultura e geração de energia. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), entre 2000 e 2023, as geleiras do planeta perderam, em média, 273 bilhões de toneladas de gelo por ano. Com o aumento das temperaturas, o recuo dessas massas de gelo pode provocar a formação ou ampliação de lagos glaciais, aumentar a instabilidade de encostas e elevar o risco de avalanches, deslizamentos e inundações repentinas. A perda de gelo também contribui para a elevação do nível do mar e pode comprometer, no longo prazo, regiões que dependem das geleiras para alimentar seus rios. “Quando uma geleira derrete, a consequência não é apenas a perda do gelo. No curto prazo, podem aumentar os riscos para as comunidades que vivem nas montanhas e nos vales. No longo prazo, o desaparecimento dessas reservas ameaça o abastecimento de água, a produção de alimentos, a geração de energia e o equilíbrio dos ecossistemas”, explica Luana. Dados da OMM mostram ainda que os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados. Os impactos do aumento das temperaturas são percebidos em diferentes regiões do planeta por meio de ondas de calor mais intensas, secas prolongadas, incêndios florestais e episódios de chuvas extremas e enchentes. Para Luana Romero, o enfrentamento do problema passa tanto pela redução das emissões de gases de efeito estufa quanto pela adaptação das cidades e comunidades aos impactos já em curso. Entre as medidas estão investimentos em sistemas de alerta e planos de emergência, proteção de encostas, recuperação de rios e florestas, ampliação de áreas verdes, segurança hídrica e infraestrutura mais resistente aos eventos extremos. “Não basta assumir compromissos para as próximas décadas se as decisões tomadas hoje continuam nos levando na direção contrária. Governos e empresas precisam transformar metas em ações concretas, enquanto as comunidades devem participar da construção das soluções”, ressalta. A especialista também destaca que atitudes individuais, como reduzir desperdícios e adotar formas mais conscientes de consumo, têm importância, mas não substituem políticas públicas e mudanças estruturais. “Ainda podemos evitar os cenários mais graves, mas precisamos reduzir emissões, preparar os territórios e agir com a urgência que a vida das pessoas exige”, conclui.
Eduardo Moscovis traz monólogo premiado ao Sesc Glória em setembro
Vencedor do Prêmio Shell de Melhor Ator, artista apresenta “O Motociclista no Globo da Morte” nos dias 19 e 20 de setembro, em Vitória Eduardo Moscovis sobe ao palco do Teatro Glória, em Vitória, nos dias 19 e 20 de setembro, com o monólogo “O Motociclista no Globo da Morte”. A montagem, que rendeu ao ator o Prêmio Shell de Melhor Ator em março deste ano, integra o projeto Grandes Espetáculos, do Sesc Espírito Santo. As apresentações serão realizadas no Centro Cultural Sesc Glória no sábado (19), às 19h30, e no domingo (20), às 18h. Os ingressos custam R$ 100 (inteira), R$ 55 para conveniados e comerciantes e R$ 50 para comerciários, meia-entrada e meia solidária. Escrita por Leonardo Netto e dirigida por Rodrigo Portella, a peça marca a primeira parceria de Moscovis com o diretor. A montagem parte de reflexões sobre violência, seus limites e a maneira como atos violentos passaram a ser registrados, compartilhados e consumidos, especialmente com a expansão das redes sociais e das câmeras presentes no cotidiano. “O que mais me cativou no texto foi perceber que o protagonista é um homem que tem uma vida correta, pacífica, com quem eu facilmente me identificaria, mas que, assim como seu antagonista, um homem vil em todos os aspectos, pode se igualar a ele ao cometer um ato de extrema violência”, afirma Moscovis. A ideia para a dramaturgia surgiu depois que Leonardo Netto assistiu, em uma rede social, a um vídeo de extrema violência. A experiência levou o autor a questionar não apenas o que leva alguém a cometer esse tipo de ato, mas também os motivos que fazem outras pessoas filmarem, publicarem e consumirem essas imagens. Segundo Netto, o próprio título funciona como uma metáfora para a sensação permanente de proximidade com uma tragédia. “Assim como no globo da morte, vivemos tentando nos desviar da catástrofe o tempo inteiro”, explica o dramaturgo. Para levar essa reflexão ao palco, Rodrigo Portella optou por uma encenação minimalista, concentrada na atuação e na relação direta com a plateia. Sem contracenação, Moscovis conduz sozinho a narrativa e convida o espectador a construir mentalmente os ambientes e acontecimentos apresentados pelo personagem. Com trajetória de mais de três décadas no teatro, na televisão e no cinema, Eduardo Moscovis participou de produções como “Pedra sobre Pedra”, “Pecado Capital”, “O Cravo e a Rosa” e “Alma Gêmea”. Mais recentemente, destacou-se na série “Bom Dia, Verônica”, trabalho pelo qual recebeu seis prêmios, entre eles o APCA de Melhor Ator. A passagem por Vitória faz parte do projeto Grandes Espetáculos, iniciativa do Sesc Espírito Santo que traz ao Estado produções e artistas de destaque da cena nacional. O público também pode adquirir ingresso pela modalidade meia solidária, mediante a doação de pelo menos 1 kg de alimento não perecível, exceto açúcar e sal, destinado ao programa Sesc Mesa Brasil. SERVIÇO O Motociclista no Globo da Morte, com Eduardo Moscovis Datas: 19 e 20 de setembro Horários: sábado, às 19h30; domingo, às 18h Local: Teatro Glória – Centro Cultural Sesc Glória, Vitória Classificação indicativa: 16 anos Ingressos: R$ 100 (inteira); R$ 55 (conveniado e comerciante); R$ 50 (comerciário, meia-entrada e meia solidária) Venda: plataforma Let’s Events e bilheteria do Sesc Glória, de quarta a sábado, das 10h às 20h Informações: (27) 3232-4765, 3232-4777 ou 3232-4773
Imóveis: Singular for Life é entregue na Praia do Canto com apartamentos de 250 m²
Empreendimento reúne 19 unidades residenciais e aposta em privacidade, arquitetura biofílica e soluções sustentáveis A Praia do Canto, em Vitória, acaba de ganhar um novo empreendimento residencial de alto padrão. O Singular for Life, projeto da Construtora Abaurre e da Nazca, foi concluído na Rua Elesbão Linhares, em uma região cercada por restaurantes, cafés, academias, supermercados, farmácias e outros serviços. Um dos principais diferenciais do edifício é a configuração de uma unidade por andar. Os apartamentos possuem 250,61 m² e quatro suítes, modelo que proporciona maior privacidade aos moradores e reduz o compartilhamento das áreas de circulação nos pavimentos. A fachada também ocupa papel de destaque no projeto arquitetônico. O edifício recebeu revestimento em ACM em todas as faces, com acabamento amadeirado e verniz de proteção. A proposta, segundo a arquiteta Flávia Abaurre, foi conciliar estética, resistência e facilidade de manutenção. “O Singular recebeu revestimento em ACM em todas as fachadas, com acabamento amadeirado e verniz de proteção. É uma solução que une estética, resistência e baixa manutenção”, explica Flávia Abaurre, uma das responsáveis pelo projeto. O projeto de iluminação acompanha as linhas da arquitetura, com fitas de LED distribuídas pelos pavimentos. Guarda-corpos de vidro iluminados também integram a composição do empreendimento. Outra característica é a adoção da arquitetura biofílica, conceito que busca ampliar a integração dos espaços construídos com elementos naturais. Entre as soluções sustentáveis estão o sistema de captação de água da chuva e a infraestrutura preparada para recarga de veículos elétricos. Ao todo, o Singular for Life possui 19 unidades residenciais. Além dos apartamentos de 250,61 m², o empreendimento conta com unidades Garden, que variam de 314,57 m² a 437,21 m², e cobertura duplex de 501,22 m². Ficha técnica Empreendimento: Singular for Life Endereço: Rua Elesbão Linhares, 188, Praia do Canto, Vitória Apartamentos: 250,61 m², com quatro suítes Apartamentos Garden: de 314,57 m² a 437,21 m² Cobertura Duplex: 501,22 m² Configuração: uma unidade por andar Total: 19 unidades residenciais Lançamento: julho de 2022 Incorporação: Nazca Construção: Construtora Abaurre Projeto arquitetônico e de fachada: Abaurre Arquitetura Projeto paisagístico: Alex Hanazaki Arquitetura de interiores: Fernanda Marques
Karina Vaillant vence categoria PCD nos 5k da Maratona de Vitória; Brunna Galdino é campeã geral
Provas de 5k e 10k movimentaram a capital capixaba neste sábado; programação continua neste domingo com as disputas de 21k e 42k A Maratona de Vitória começou neste sábado (29), na Praça do Papa, reunindo atletas nas provas de 5 e 10 quilômetros. Nos 5k feminino, Brunna Vitória Galdino Goulart da Silva conquistou o primeiro lugar na classificação geral, completando o percurso em 20 minutos e 24 segundos. Bruna comemora o resultado da prova Na categoria PCD participativo, a campeã foi a capixaba Karina Vaillant, que concluiu os 5k em 20 minutos e 3 segundos. A conquista ganha destaque pela trajetória da corredora, que retomou as competições após sofrer um grave acidente em dezembro de 2022. Karina foi atropelada por um motorista embriagado enquanto participava de um desafio de 50 quilômetros entre Cachoeiro de Itapemirim e Marataízes. O acidente provocou fraturas e deixou sequelas que ainda interferem em sua passada. Corredora há cerca de dez anos, ela voltou às competições no ano passado. Neste domingo (30), Karina encara mais um desafio. Ela disputa os 21k para completar o Desafio 5+21 da Maratona de Vitória, que reúne as duas distâncias em dias consecutivos. A prova também integra a preparação da atleta para a Maratona de Berlim, em setembro. Entre os homens, Maquezile Gabriel Pio venceu os 5k com 16min01, seguido por Sergio Mauricio dos Santos, com 16min26. Nos 10k masculino, Alequessandro de Paula Silva ficou com o primeiro lugar, com 32min31, enquanto Marcelo Siqueira terminou em segundo, com 34min27. Já nos 10k feminino, Roberta Gomes Soares Ribeiro foi a campeã, com 41min14, seguida por Fabiana Domiciano, com 42min32. A Maratona de Vitória continua neste domingo, com largada das provas de 21k e 42k às 5h30, na Praça do Papa.