Estado também aparece em segundo lugar em Infraestrutura e sobe duas posições no Ranking de Competitividade dos Estados 2026
O Espírito Santo ficou em primeiro lugar no pilar Solidez Fiscal do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). É o terceiro ano consecutivo em que o Estado ocupa a liderança nacional nesse quesito.
O pilar reúne nove indicadores relacionados às finanças estaduais: Taxa de Investimentos, Regra de Ouro, Solvência Fiscal, Sucesso do Planejamento Orçamentário, Dependência Fiscal, Resultado Primário, Gasto com Pessoal, Índice de Liquidez e Poupança Corrente.
Entre esses indicadores, o Espírito Santo ficou em primeiro lugar no País em Regra de Ouro, Solvência Fiscal e Poupança Corrente. O Estado também alcançou a segunda colocação em Taxa de Investimentos e Gasto com Pessoal.
A Regra de Ouro está relacionada aos limites para utilização de operações de crédito no financiamento de despesas correntes. Já a Solvência Fiscal considera a relação entre a dívida estadual e a receita disponível para seu pagamento. A Poupança Corrente mede a parcela das receitas correntes que permanece disponível depois do pagamento das despesas de funcionamento da administração.
Para o secretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa, os resultados estão relacionados à política fiscal adotada pelo Estado.
“O Espírito Santo se tornou referência nacional em solidez fiscal porque construiu, ao longo dos anos, uma gestão baseada em responsabilidade, planejamento e equilíbrio das contas públicas. E esse equilíbrio não é um fim em si mesmo: é o que permite ao Estado transformar recursos em investimentos que fazem diferença na vida das pessoas. É por manter as contas organizadas que conseguimos ser, proporcionalmente, o Estado que mais investe no País, ampliando nossa capacidade de entregar infraestrutura, serviços públicos e oportunidades aos capixabas”, destacou Benicio Costa.
O subsecretário da Receita Estadual, Thiago Venâncio, também relacionou o desempenho fiscal ao ambiente econômico. “Uma gestão fiscal equilibrada transmite segurança para quem pretende investir, produzir e gerar empregos. Quando o Estado mantém suas contas organizadas, preserva capacidade de investimento e oferece previsibilidade, cria um ambiente de negócios mais confiável. Isso fortalece a competitividade do Espírito Santo, contribui para a atração de novos empreendimentos e amplia as oportunidades de desenvolvimento, emprego e renda”, afirmou.
Além do resultado no levantamento do CLP, o Espírito Santo recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, Nota A+ na avaliação de gestão fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O Estado também acumula 14 anos consecutivos com Nota A na avaliação da Capacidade de Pagamento dos Estados e Municípios (Capag) e obteve Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal.
Segundo o subsecretário do Tesouro Estadual, Daniel Corrêa, a sequência de avaliações indica continuidade na política fiscal. “Os diferentes indicadores nacionais mostram que o Espírito Santo construiu uma gestão fiscal que combina eficiência, responsabilidade e transparência. São três anos consecutivos com Nota A+ na avaliação do Tesouro Nacional, 14 anos com Nota A na Capag e novamente Nota A em qualidade da informação contábil e fiscal. Essa continuidade demonstra que não se trata de um resultado pontual, mas de uma política de Estado baseada em planejamento, qualidade da informação e rigor na gestão dos recursos públicos”, ressaltou.
Espírito Santo também é segundo em Infraestrutura
No mesmo Ranking de Competitividade, o Espírito Santo ficou na segunda colocação nacional no pilar Infraestrutura. O levantamento considera aspectos relacionados a energia elétrica, telecomunicações, saneamento e infraestrutura de transportes.
Na classificação geral, o Estado aparece na quinta posição entre as 27 unidades da Federação, duas colocações acima da posição registrada em 2025. O ranking geral reúne dez pilares temáticos e 100 indicadores.
Criado em 2011, o Ranking de Competitividade dos Estados avalia as unidades da Federação a partir de indicadores relacionados ao desenvolvimento e ao bem-estar da população.
