Ele sobe ao palco do Teatro Virgínia Tamanini na quinta (22) e na sexta-feira (23), com participações de Ada Koffi, André Prando e Borabaez O cantor, compositor e produtor musical Fabriccio apresenta o show “Vitória” nos dias 22 e 23 de outubro, às 20h, no Centro Cultural Sesc Glória, em Vitória. As apresentações serão realizadas no Teatro Virgínia Tamanini. O espetáculo parte do álbum “Vitória”, lançado em 2024, e propõe um encontro com as vivências do artista como capixaba e representante da nova MPB. A programação terá participações especiais de Ada Koffi, André Prando e Borabaez, nomes da cena musical local. Os ingressos custam a partir de R$ 15 e estão disponíveis na plataforma Let’s Events e na bilheteria do Sesc Glória.
Hospital do ES realiza primeiras cirurgias robóticas de joelho em pacientes com mais de 80 anos
Procedimentos foram feitos neste sábado (17), no Hospital Vitória Apart Serra, em dois homens com artrose; tecnologia auxilia no planejamento personalizado da colocação de próteses Dois homens, de 85 e 83 anos, foram os primeiros pacientes do Espírito Santo a passar por cirurgias robóticas para colocação de próteses totais de joelho. Os procedimentos foram realizados neste sábado (17), no Hospital Vitória Apart Serra, e foram bem-sucedidos, segundo a instituição. Os pacientes têm artrose, condição que provoca o desgaste da articulação, dor e dificuldade de movimentação. As cirurgias utilizaram o robô Cori, tecnologia que auxilia no planejamento e na execução do procedimento e permite adaptar a colocação da prótese à anatomia e às deformidades de cada paciente. A alta hospitalar dos dois homens estava prevista para segunda-feira (19). De acordo com o ortopedista Cid Moura Jr., especialista em patologia do joelho do Hospital Vitória Apart e coordenador do Grupo de Estudos do Joelho do Espírito Santo, um dos diferenciais da tecnologia é a possibilidade de ajustar o planejamento cirúrgico às particularidades de cada paciente. “O robô tem duas câmeras que funcionam como um GPS. Sensores são posicionados no joelho do paciente, e o sistema acompanha a posição e os movimentos da articulação. Como a artrose provoca desgaste e deformidades que variam de uma pessoa para outra, a tecnologia permite avaliar essas particularidades e individualizar o procedimento, em vez de seguir um planejamento praticamente igual para todos os pacientes”, explica o médico. Preparação das equipes A realização das cirurgias foi precedida pela preparação das equipes assistenciais. Na sexta-feira (16), o hospital promoveu um treinamento para profissionais de enfermagem e outros integrantes das equipes envolvidas nos procedimentos. A atividade abordou o funcionamento do robô, os processos de esterilização e a integração da tecnologia à rotina hospitalar. Para Rafael Brum, diretor médico do Hospital Vitória Apart Serra, a realização dos procedimentos amplia a oferta de tratamentos especializados no Estado e representa um investimento em inovação voltada à qualidade assistencial. “A chegada da cirurgia robótica de joelho ao Espírito Santo reforça nosso compromisso com a inovação e a qualidade assistencial, ampliando as possibilidades de um cuidado cada vez mais personalizado aos pacientes. É um passo importante, que demonstra o investimento do hospital em tecnologia e segurança do paciente. Nosso objetivo é ampliar o acesso a técnicas avançadas e oferecer tratamentos cada vez mais individualizados, com qualidade e responsabilidade”, afirma. Hospital destaca reconhecimentos O Hospital Vitória Apart Serra informa que é a única instituição do Espírito Santo, entre hospitais públicos e privados, a receber o selo de qualidade do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Também afirma ter sido reconhecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) como hospital de excelência máxima em segurança, segundo os critérios de segurança do paciente. De acordo com a instituição, há sete anos consecutivos o hospital é eleito o melhor do Espírito Santo no ranking da revista norte-americana Newsweek. A unidade ocupa a 25ª posição entre os 100 melhores hospitais privados do Brasil.
Ingressos estão disponíveis para o 14º Fórum Liberdade e Democracia de Vitória
Evento será realizado nos dias 5 e 6 de novembro, no Centro de Convenções de Vitória, com palestras, painéis e conversas sobre liberdade e desenvolvimento O Instituto Líderes do Amanhã realiza, nos dias 5 e 6 de novembro, a 14ª edição do Fórum Liberdade e Democracia de Vitória. Com o tema “Valores Fortes, Indivíduos Livres”, o evento será no Centro de Convenções de Vitória, das 13h às 19h. Os ingressos estão à venda pela plataforma Sympla, com condições especiais para estudantes e grupos corporativos. A programação é voltada a jovens, adultos, universitários, empresários, micro e pequenos empreendedores, economistas, cientistas políticos, entidades e lideranças de fomento, entre outros públicos. Os debates abordarão temas como liberdade, responsabilidade individual, propriedade privada, economia de mercado e Estado de Direito. O fórum terá palestras magnas, painéis e conversas sobre economia, filosofia, gestão, inovação, educação e empreendedorismo. Entre os nomes confirmados estão o economista e professor argentino Martín Krause; Rafael Furlanetti, sócio-diretor institucional da XP; Bruno Musa, economista e consultor financeiro da Portfel; Leonardo Siqueira, economista e deputado estadual de São Paulo; Julio Castiglioni, diretor-presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo; e o comediante e escritor Leo Lins. A abertura também contará com um jantar exclusivo, às 20h, no Le Buffet Master, em Jardim Camburi. Sobre o Instituto Líderes do Amanhã O Instituto Líderes do Amanhã (ILA) é uma organização dedicada à formação de lideranças por meio da educação, do empreendedorismo e do engajamento cívico. Com programas, encontros e publicações, promove a reflexão crítica, o protagonismo individual e a aproximação entre o setor privado, a academia e a sociedade civil. Serviço 14º Fórum Liberdade e Democracia de Vitória 2026 Data: 5 e 6 de novembro Local: Centro de Convenções de Vitória Horário: das 13h às 19h Ingressos e informações: forumvitoria.com.br
Cooabriel amplia estrutura de atendimento em Nestor Gomes, em São Mateus
Reinaugurada no último dia 9, loja de insumos ganhou novos espaços para atendimento e logística A Cooabriel reinaugurou, no último dia 9, a loja de insumos do distrito de Nestor Gomes, em São Mateus. Instalada em um novo endereço, a unidade recebeu melhorias nos espaços de atendimento e logística para acompanhar a demanda dos produtores e o potencial agrícola da região. Com cerca de 2,6 mil metros quadrados, a estrutura foi planejada para oferecer mais comodidade aos cooperados e clientes que utilizam os serviços da cooperativa. A iniciativa faz parte dos investimentos contínuos da Cooabriel em infraestrutura, considerando o volume de movimentação e as necessidades de cada localidade. Para o presidente da cooperativa, Luiz Carlos Bastianello, a reinauguração demonstra a força da atividade agrícola no norte capixaba e a adesão dos produtores aos serviços oferecidos. “Nossos cooperados entenderam o propósito cooperativista e buscam os serviços que a cooperativa oferece. O resultado se reflete em realizações como essa. Estamos muito felizes em entregar essa estrutura aos produtores da região”, afirmou. O superintendente-geral da Cooabriel, Carlos Augusto Pandolfi, destacou que a movimentação dos cooperados também orienta as decisões de investimento. “Esse movimento acontece, em grande parte, em resposta ao estímulo dos próprios cooperados. Quando o produtor armazena o café, compra nas lojas ou utiliza outros serviços da cooperativa, ele também contribui para direcionar os investimentos. A unidade de Nestor Gomes se tornou importante demais para não termos esse olhar”, explicou. Inaugurada em 2014, a loja integra uma rede de 18 unidades, sendo 15 no Espírito Santo e três na Bahia. A estrutura oferece aos produtores acesso a insumos, tecnologias, orientação técnica e outros serviços voltados às atividades nas propriedades rurais.
João Batista Dallapiccola Sampaio – “Os limites da tributação”
A retenção do artigo 6º-A da Lei nº 9.250/1995 e os limites constitucionais ao poder de tributar A Lei nº 15.270/2025, ao inserir o artigo 6º-A na Lei nº 9.250/1995 a partir de janeiro de 2026, alterou substancialmente a distribuição de resultados no país. Para o escritório de advocacia, sociedade simples ou unipessoal que vive do trabalho intelectual e dos resultados repassados aos sócios, a mudança exige planejamento seguro e previsibilidade. Desde o artigo 10 da Lei nº 9.249/1995, lucros e dividendos eram isentos, tributando-se a riqueza na fonte geradora. Sob o pretexto de instituir uma tributação mínima para altas rendas, a nova lei impôs retenção compulsória: a pessoa jurídica deve reter, no ato do pagamento, creditamento ou entrega, 10% sobre o total dos dividendos pagos a pessoa física no mês em que o montante exceder R$ 50.000,00. Em um mandado de segurança, a 9ª Vara Cível Federal de São Paulo concedeu a segurança ao contribuinte, reconhecendo a inconstitucionalidade material da exigência por ruptura da progressividade e da capacidade contributiva. O artigo 153, inciso III e parágrafo 2º, inciso I, da Constituição determina que o imposto de renda seja informado pela universalidade, pela generalidade e pela progressividade, enquanto o artigo 145, parágrafo 1º, consagra a capacidade contributiva. A renda deve ser tributada por faixas graduais, com ônus crescente conforme a riqueza. O artigo 6º-A ignora essa lógica e cria um efeito degrau, ou gatilho integral. Se o escritório distribui R$ 50.000,00 ao sócio em um mês, nada é retido. Se distribui R$ 50.001,00, a alíquota de 10% recai sobre todo o montante, com retenção imediata de R$ 5.000,10. O sócio que recebeu mais fica com R$ 45.000,90, tornando-se mais pobre do que aquele que recebeu R$ 50.000,00. Essa progressividade invertida absorve mais de cem por cento do acréscimo marginal de renda e viola a vedação ao confisco do artigo 150, inciso IV, da Constituição. Agrava o quadro a vedação de qualquer dedução (parágrafo 1º do artigo 6º-A) e o critério que isola o mês e a fonte pagadora, ignorando a renda global anual. Fere-se também a isonomia (artigo 150, inciso II): profissionais com igual renda anual recebem tratamento distinto conforme o fracionamento das distribuições ou o número de fontes pagadoras. No Tema 1.174 de Repercussão Geral, o Supremo Tribunal Federal assentou que alíquotas fixas na retenção na fonte, desvinculadas da capacidade econômica e da tabela progressiva, rompem o modelo constitucional do imposto de renda. Embora o caso envolvesse residentes no exterior, o fundamento aplica-se integralmente a retenções lineares sem faixas e sem deduções. Por orientações administrativas, a Receita Federal atribuiu às pessoas jurídicas o dever de reter e recolher o tributo (código 1841). Em juízo, a Fazenda alega ilegitimidade ativa da fonte pagadora, pois o contribuinte seria o sócio, invocando os artigos 17 e 18 do CPC e precedentes de repetição de indébito. O argumento parte de equívoco. A sociedade não pede restituição de valores, hipótese em que incidiria o artigo 166 do Código Tributário Nacional, mas impugna dever jurídico próprio. Nos termos dos artigos 121, parágrafo único, inciso II, e 128 do CTN, a lei a coloca na condição de responsável tributária, e o descumprimento gera autuações, cobrança do valor não retido, multas de 75% a 225% e inscrição no CADIN e em dívida ativa. Há pertinência subjetiva e interesse de agir: a empresa defende o direito de não atuar como agente arrecadador de exação inconstitucional. Reconhecida a inconstitucionalidade, o dever de reter torna-se inexigível, cabendo tutela inibitória para que o Fisco não autue, não negue certidões nem imponha restrições cadastrais. Entidades de classe, como o Instituto de Defesa da Advocacia e da Sociedade Capixaba (IDASC), podem impetrar mandado de segurança coletivo em favor de seus associados, nos termos do artigo 5º, inciso LXX, alínea “b”, da Constituição. Economicamente, assiste razão ao contribuinte: após IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, a nova cobrança sobrepõe ônus ao mesmo substrato produtivo e desestimula a livre iniciativa (artigo 170 da Constituição). Juridicamente, porém, há barreiras. O artigo 154, inciso I, trata da competência residual da União e da bitributação entre entes distintos, e o bis in idem não tem vedação constitucional expressa e genérica capaz de anular opções de política tributária, salvo desproporcionalidade manifesta ou confisco. O Fisco invoca precedentes do Superior Tribunal de Justiça sobre a autonomia entre pessoa jurídica e pessoa física, e o Supremo Tribunal Federal entende pacificamente que não há direito adquirido a regime tributário benéfico. Assim, a tese isolada do bis in idem ou do direito adquirido à isenção tem baixa chance de êxito. A dupla oneração deve funcionar como argumento contextual: é a soma de uma carga já expressiva com a ruptura da progressividade que desvirtua o desenho constitucional e justifica a intervenção judicial. Para os escritórios optantes pelo Simples Nacional, o artigo 14 da Lei Complementar nº 123/2006 isenta do imposto de renda os valores distribuídos ao titular ou aos sócios. Uma lei ordinária como a Lei nº 15.270/2025 não pode revogar tacitamente esse benefício, sob pena de ofensa à hierarquia das leis e à reserva de lei complementar do artigo 146, inciso III, alínea “d”, da Constituição. Ainda que a Fazenda invoque precedentes sobre contribuições sociais, o regime unificado não pode ser fatiado pelo legislador ordinário. Para essas sociedades, a inconstitucionalidade formal do artigo 6º-A é fundamento autônomo e sólido. Ao punir com alíquota linear a integralidade dos resultados, sem faixas e sem deduções, o artigo 6º-A agride a progressividade, a isonomia e a capacidade contributiva. A sociedade de advogados, como fonte pagadora responsável, tem legitimidade para buscar proteção preventiva, e a bitributação, frágil isoladamente, ganha força somada à ofensa à capacidade contributiva e à proporcionalidade. A preservação da advocacia impõe resistência a imposições tributárias desconformes com a Constituição, para que o exercício da profissão não seja inviabilizado por medidas arrecadatórias contrárias à ordem jurídica. *Texto escrito em conjunto pelo advogado especialista em Direitos Sociais João Batista Dallapiccola Sampaio e pelo advogado tributarista Marcelo da Silva Henriques.
Um novo capítulo do turismo capixaba decola rumo a Buenos Aires
Primeiro voo experimental entre Vitória e a Argentina levou turistas capixabas e trouxe agentes de viagens e jornalistas para conhecer os atrativos do Estado O Espírito Santo deu um passo importante na promoção de seus destinos no mercado internacional com a realização do primeiro voo experimental direto entre Vitória e Buenos Aires. A operação da Gol, realizada no sábado (17), integrou uma estratégia de internacionalização do turismo capixaba, iniciada nove meses após o lançamento do Plano Estratégico de Marketing para o setor. A viagem de ida levou 98 turistas capixabas, representantes de 19 empreendimentos ligados ao turismo e autoridades ao Aeroporto Internacional de Ezeiza. No retorno, que partiu de Buenos Aires às 17h55 e chegou a Vitória às 21h, vieram 167 passageiros: 158 agentes de viagens e nove jornalistas argentinos, convidados a conhecer o Espírito Santo em uma viagem de familiarização e press trip. Em vídeo, Pedro Rigo (foto acima), superintendente do Sebrae-ES, mostrou como foi a viagem. Segundo ele, a divulgação do destino é necessária para estimular o interesse dos argentinos e criar demanda para a rota. O objetivo, afirmou, é que a conexão possa receber voos sazonais e, futuramente, regulares. A operação marcou o início da Semana do Espírito Santo na Argentina, com programação prevista até 24 de outubro. A agenda inclui visitas técnicas, reuniões institucionais, rodadas de negócios e apresentações dos destinos capixabas. Agentes de viagens conhecerão a oferta turística em roadshows em Córdoba e Rosário, enquanto encontros em Buenos Aires aproximarão empresários do Estado de operadoras, agências e empresas do setor. A programação também prevê uma ação aberta ao público em Buenos Aires, com apresentação dos atrativos, sabores e experiências do Espírito Santo. A iniciativa busca ampliar a presença capixaba no mercado argentino e gerar oportunidades para hotéis, restaurantes, agências de viagens e outros segmentos ligados ao turismo. O projeto reúne Governo do Estado, Sebrae-ES, Conselho Estadual de Turismo (Contures), Cooperativa de Eventos e Turismo do Espírito Santo (Cooptures), Câmara Empresarial de Turismo da Fecomércio-ES e Espírito Santo Convention & Visitors Bureau, em parceria com a Zurich Airport Brasil, a CVC e a Gol Linhas Aéreas.
Modernização: Serra destaca avenida inteligente e mais de 600 serviços digitais
Iniciativas da Prefeitura incluem semáforos adaptativos, atendimento on-line e ações para estimular negócios de tecnologia Semáforos que se ajustam ao fluxo de veículos, serviços públicos pela internet e canais para comunicar problemas da cidade estão entre as iniciativas de inovação da Serra. No Dia da Inovação, celebrado em 19 de outubro, a Prefeitura destaca ações voltadas à mobilidade, ao acesso aos serviços municipais e ao desenvolvimento de novos negócios. Na Avenida Eudes Scherrer de Souza, em Laranjeiras, semáforos adaptativos regulam o tempo de abertura conforme o fluxo de veículos. Inaugurada em junho de 2025, a via também conta com faixas de pedestres iluminadas, botoeiras que ajustam o tempo de travessia e pontos de ônibus com carregadores de celular abastecidos por energia solar. A Prefeitura classifica o espaço como a primeira avenida inteligente do Espírito Santo. Os moradores também podem acessar pela internet mais de 600 serviços municipais. Já o aplicativo Colab permite registrar solicitações e problemas urbanos, além de acompanhar o encaminhamento das demandas à administração municipal. Para o prefeito Weverson Meireles, a tecnologia deve responder às necessidades da população. “Nosso objetivo é usar a tecnologia para facilitar a vida das pessoas. Isso significa oferecer serviços mais acessíveis, buscar soluções para os desafios da cidade e criar oportunidades para que a Serra continue se desenvolvendo. A inovação precisa fazer diferença na rotina de quem vive aqui”, afirma. A Prefeitura também busca aproximar empresas, instituições de ensino, pesquisadores e poder público para estimular o empreendedorismo e o desenvolvimento tecnológico. A iniciativa InovaSerra promove essa articulação, enquanto o Parque Tecnológico Alvo Serra foi concebido para conectar empresas, conhecimento e tecnologia. Segundo o secretário municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia, Pedro Trindade, a aproximação entre esses setores pode ajudar a transformar ideias em soluções e negócios. “Queremos fortalecer esse ambiente e ampliar as oportunidades para quem desenvolve e empreende na Serra”, destaca.
Detran-ES permite parcelar débitos de veículos e taxas em até 12 vezes no cartão
Serviço está disponível no portal do órgão e informa os juros e o valor total antes da confirmação do pagamento Motoristas do Espírito Santo já podem parcelar em até 12 vezes no cartão de crédito débitos de veículos e taxas de habilitação pelo portal do Detran-ES. A opção foi disponibilizada após a integração do sistema do órgão com o Serpro Pay, plataforma de pagamentos do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O serviço permite consultar os valores pendentes, selecionar quais débitos serão pagos e conferir as opções de parcelamento, os juros e o custo total da operação antes de confirmar a transação. Segundo o Detran-ES, cerca de 1 milhão de veículos circulam no estado com o licenciamento de 2026 vencido. Podem ser incluídos no parcelamento valores como IPVA, licenciamento, multas de trânsito e taxas de primeira habilitação, renovação ou segunda via da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além de outras pendências disponíveis no portal. Para pagar, o motorista deve acessar o site do Detran-ES, consultar os débitos e escolher a opção de cartão de crédito. Em seguida, será direcionado ao Serpro Pay. O acesso exige uma conta gov.br e, conforme o órgão, pode incluir validação biométrica e consultas a bases de dados para confirmar a identidade do pagador. A compensação pode ocorrer em tempo real, inclusive nos fins de semana e feriados. De acordo com o Detran-ES, durante uma abordagem de fiscalização, o motorista com licenciamento vencido pode quitar os débitos pelo cartão e regularizar a situação, desde que o pagamento seja confirmado e não haja outras irregularidades que impeçam a liberação do veículo. Os juros são definidos pela empresa responsável pela operação financeira. O órgão recomenda verificar o valor total antes de escolher o número de parcelas. Também seguem disponíveis os pagamentos por boleto ou Pix e o parcelamento por empresas credenciadas pelo Detran-ES.
Borelli inaugura unidade em Jardim Camburi com distribuição gratuita de gelato
Nova loja abre em Vitória no dia 22 de outubro; gelatos serão oferecidos gratuitamente das 16h às 22h A Gelato Borelli inaugura no dia 22 de outubro uma nova unidade em Jardim Camburi, em Vitória. Para marcar a abertura, a loja vai distribuir gelatos gratuitamente das 16h às 22h. A unidade fica na Rua Carlos Martins e será administrada pelos empresários Vitor Guedes, Isabella Lira e Caio Adrião, que também estão à frente das lojas do Shopping Vitória, da Praia do Canto e de Linhares. Com a inauguração, o grupo passa a administrar quatro unidades da franquia no Espírito Santo. A Borelli oferece mais de 120 sabores, entre eles Pistacchio, Caramelatto e Borellito. O cardápio também inclui opções à base de frutas, sem lactose, sem açúcar e com whey protein. A marca lança ainda sabores sazonais ao longo do ano. Além das lojas, a gelateria oferece o Carretino, estrutura móvel que atende eventos como casamentos, formaturas, aniversários e encontros corporativos. Serviço Inauguração da Gelato Borelli Jardim Camburi Data: 22 de outubro de 2026 Distribuição gratuita de gelatos: das 16h às 22h Endereço: Rua Carlos Martins, 781, Jardim Camburi, Vitória Instagram: @gelatoborellivitoria
João Gualberto – “O pensamento político brasileiro”
Luciano Oliveira é um bom amigo desde os tempos do doutorado na Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais, em Paris, onde ele era orientado por Claude Lefort e eu, por Cornelius Castoriadis. Os dois foram grandes parceiros intelectuais, mas estavam rompidos naqueles já distantes anos 1980. Luciano voltou para lecionar Sociologia do Direito na Faculdade de Direito de Recife e produz muito intelectualmente. Entre sua vasta produção está um livro chamado Manual de Sociologia Jurídica, de 2015. Nele, há uma leitura da obra de Raymundo Faoro, da qual retiro aqui algumas informações. A primeira é que Faoro foi um personagem original na vida cultural brasileira. Jurista de formação e profissão, chegou à presidência da OAB em 1977, num momento em que o general Geisel, aos trancos e barrancos, continuava a sua “distensão lenta, gradual e segura”. O então presidente da OAB, pelo cargo que ocupava, foi um dos interlocutores do regime, que começava o processo que veio a ser chamado pelo presidente Figueiredo de “abertura” – e que terminou desembocando na redemocratização do país, em 1985. Foi nesse momento que Faoro se tornou uma figura pública, como um dos nomes mais expressivos do mundo jurídico do país. Curiosamente, ele já tinha um nome firmado na a sociologia e na ciência política brasileiras, por causa de um livro que publicou numa primeira versão em 1958 e, numa edição bastante ampliada, em 1975: Os Donos do Poder. Ele trata, num primeiro momento, da instalação, no Brasil Colônia, de uma estrutura político-administrativa como prolongamento do Estado patrimonial português, a qual, a partir da Independência e da criação do Estado nacional – e isso independentemente de regime político –, continua tutelando a sociedade e sugando as energias da Nação. Essa análise da permanência do estamento burocrático como eixo político é um ponto forte da obra. Eu dou também muito valor à análise que Faoro faz do surgimento do Potentado Rural, o poderoso senhor de terras que foi a origem social do nosso coronel republicano. Entretanto, o título do presente artigo diz respeito a outro texto de Raymundo Faoro: Existe um Pensamento Político Brasileiro?, de 1987, publicado na Revista de Estudos Avançados, da USP, e republicado em 1994 em um pequeno livro com outros dois ensaios. Faoro argumenta, em seu texto, que temos feito uma importação de modelos europeus e que essa importação compromete a autenticidade do nosso pensamento político. Mais do que isso, afirma que toda tentativa de criar um modelo nosso foi historicamente esmagada pelo estamento burocrático de origem portuguesa. Na atual crise no STF, isso fica, para mim, muito claro. Nossa sociedade não produziu, ao longo dos anos, um modelo que pudesse levar em contas as demandas de todos os setores sociais. A forma como indígenas e africanos escravizados foram agregados na construção de nossa vida social foi muito subordinada aos interesses das elites dominantes. Ao longo de nossa história, desde o período colonial até os dias atuais, não conseguimos fugir da centralização do poder nas classes sociais que estão no topo das nossas escalas sociais ao longo dos séculos. O que Faoro chama de estamento burocrático tem sua expressão de poder nas três instâncias que compõem o nosso quadro de poder. Em alguns momentos, o Executivo ocupou o seu centro, sobretudo nos golpes conduzidos pelos militares: em 1889, quando foi instaurada a República; em 1930, quando Getúlio Vargas a modificou profundamente; em 1945, com sua queda; e em 1964, dando fim a um curto período democrático de 19 anos. O retorno ao sistema democrático se deu a partir de 1985 e, sobretudo, em 1988, com a nova Constituição. Estamos novamente diante de uma crise, agora tendo como epicentro do Poder Judiciário e sua cúpula, instalada no Supremo Tribunal Federal, que deveria ser a instância de mediação dos conflitos. Um novo golpe militar conduzido pelas forças armadas ficou inviabilizado pelas patacoadas da Era Bolsonaro, quando elas também se mostraram contaminadas pelos mesmos males que afetam todas as elites. Ficamos, então, sem o que tem funcionado como nosso poder moderador, um modelo instituído pelos próprios militares. Como sairemos dessa crise sem construir um outro modelo de Estado e sem a presença esmagadora das teorias estrangeiras, adaptadas por um estamento elitista e autoritário? Creio que nenhum de nós tem a resposta. Apenas sabemos que será um processo longo, difícil e doloroso.