O mercado imobiliário de alto padrão mantém trajetória de expansão no Brasil e deve seguir em crescimento nos próximos anos, impulsionado pela busca por qualidade de vida, proteção patrimonial e diversificação geográfica dos investimentos.
Em 2025, o segmento residencial de luxo e superluxo mais que dobrou de tamanho no país. O Valor Geral de Vendas (VGV) lançado avançou mais de 120%, alcançando R$ 37,1 bilhões, enquanto o VGV comercializado cresceu quase 90%, chegando a R$ 34,3 bilhões. No mesmo período, o médio-alto padrão registrou R$ 30 bilhões em lançamentos, alta de 20% em relação a 2024, reforçando o imóvel premium como alternativa de preservação de valor mesmo em cenário de juros elevados.
Para 2026, a expectativa é de continuidade desse movimento, com projeção de crescimento de até 20%. O avanço é sustentado por fatores como demanda reprimida, preferência por ativos reais e consolidação do imóvel de alto padrão como instrumento de proteção patrimonial.

O Manami Ocean Living, empreendimento da Invite Inc., localizado na Península de Guaibura, na Enseada Azul, em Guarapari, é um dos destaques do mercado de luxo no litoral capixaba
“Ao longo dos últimos anos, o imóvel de alto luxo deixou de ser apenas patrimônio e passou a ocupar um papel estratégico de investimento e qualidade de vida”, afirma Lucas Peixoto, diretor da Invite Inc., incorporadora especializada em empreendimentos de médio-alto e alto padrão.
Brasil amplia relevância no mercado global
O crescimento do setor acompanha uma tendência internacional. A previsão é que o mercado brasileiro de residências de luxo avance de US$ 29,8 bilhões em 2024 para US$ 52,7 bilhões até 2033, consolidando o país como referência na América Latina.
O interesse estrangeiro por imóveis no Brasil também segue em alta, impulsionado pelo custo competitivo em comparação a outros mercados e pela busca por destinos que combinem clima favorável, natureza e qualidade de vida.
“O Brasil entrou definitivamente no radar global do luxo imobiliário. Vivemos uma nova fase, em que o alto padrão combina investimento, experiência e estilo de vida”, destaca Lucas Peixoto.
Interiorização e novos destinos
A expansão do segmento também vem acompanhada de uma mudança no perfil dos lançamentos. Empreendimentos deixam de se concentrar apenas nas grandes capitais e avançam para destinos voltados à segunda residência, como cidades de serra e litoral.
Segundo o executivo, o movimento reflete uma mudança no comportamento do consumidor. “O comprador de alto padrão hoje procura paisagem, exclusividade e qualidade de vida. Destinos turísticos consolidados passam a receber moradia permanente e investimentos de longo prazo”, afirma.
No Espírito Santo, essa tendência já é percebida na valorização de regiões como Domingos Martins e Guarapari, que passam a atrair compradores interessados em moradia, investimento ou segunda residência, acompanhando o processo de interiorização e diversificação do mercado imobiliário de alto padrão.
