A partida da Seleção Brasileira na próxima segunda-feira (29), às 14 horas, volta a levantar uma dúvida entre trabalhadores e empregadores: haverá liberação do expediente durante o jogo? Segundo o advogado trabalhista Yghor Dalvi, do escritório Ferreira Borges Advogados, a resposta é não. Pela legislação, não existe obrigação de conceder folga ou reduzir a jornada em dias de jogos da Copa do Mundo. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os dias de partidas da seleção não são considerados feriados nacionais. Assim, a jornada de trabalho deve ser cumprida normalmente, salvo se houver decisão do empregador, acordo individual ou previsão em convenção coletiva. “Não existe previsão legal que obrigue a empresa a dispensar o empregado em dias de jogos da seleção. O dia de jogo é um dia normal de trabalho. O que pode ocorrer é uma liberalidade do empregador ou um ajuste prévio com compensação de horas”, explica o advogado. Nos casos em que a partida acontece durante o horário comercial, como o confronto das 14 horas, as empresas podem adotar diferentes alternativas para organizar a jornada. Entre elas estão manter o expediente normalmente, liberar os funcionários sem necessidade de compensação, antecipar ou adiar o horário de trabalho, utilizar banco de horas ou firmar acordos individuais ou coletivos para compensação da carga horária. Para os trabalhadores, a principal orientação é não deixar o trabalho sem autorização. Segundo Dalvi, a ausência ou saída antecipada sem acordo prévio pode ser considerada falta injustificada, com possibilidade de desconto salarial e aplicação de medidas disciplinares. “Se não houver acordo prévio com a empresa, o trabalhador deve cumprir a jornada normalmente. Caso queira assistir ao jogo, o ideal é verificar com antecedência se há política interna, compensação de horas ou possibilidade de flexibilização”, orienta. Embora a legislação não imponha a liberação dos empregados, é comum que empresas adotem medidas para flexibilizar o expediente em eventos esportivos de grande interesse nacional. No entanto, qualquer alteração deve respeitar as regras trabalhistas, especialmente em relação ao controle e à compensação da jornada. Na Grande Vitória, alguns supermercados e estabelecimentos comerciais já anunciaram que encerrarão as atividades mais cedo nos dias de jogos da Seleção. Já as agências bancárias funcionarão até as 12 horas na próxima segunda-feira, conforme orientação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), permitindo que funcionários e clientes acompanhem a partida.
Novo piso dos professores: aposentados também têm direito ao reajuste? Especialista esclarece
A sanção do novo piso salarial nacional dos professores da educação básica, fixado em R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais, trouxe uma conquista importante para a categoria. No entanto, o reajuste também reacendeu uma dúvida entre milhares de educadores que já se aposentaram: afinal, o novo piso também gera reflexos nos benefícios de quem deixou a sala de aula? De acordo com o advogado especialista em Direito do Magistério, Amarildo Santos, a resposta depende da situação de cada servidor e das regras pelas quais ocorreu a aposentadoria. “Muitos professores acreditam que qualquer reajuste concedido à categoria automaticamente alcança os aposentados. Na prática, é necessário analisar a situação individual de cada servidor e verificar se existe direito à paridade com os profissionais da ativa”, explica. A paridade é uma garantia prevista para determinados servidores públicos que ingressaram no serviço antes das reformas previdenciárias e se aposentaram por regras específicas. Nesses casos, aposentados e pensionistas podem acompanhar reajustes e vantagens concedidos aos profissionais que permanecem em atividade. Segundo Amarildo, é justamente nesse ponto que surgem as maiores dúvidas. “Quando o professor possui direito à paridade, existe a possibilidade de que alterações na remuneração da carreira gerem reflexos em seus proventos. Já os aposentados que não possuem essa garantia normalmente seguem as regras de reajuste aplicáveis aos benefícios previdenciários, sem vinculação direta aos aumentos concedidos aos servidores da ativa”, afirma. O advogado ressalta que a análise não deve se limitar ao novo piso nacional. Também é necessário observar a legislação do estado ou do município, o plano de carreira da rede de ensino e a forma como a remuneração dos professores está estruturada. “Há situações em que o reajuste do piso produz reflexos para aposentados e outras em que isso não ocorre. Cada caso exige uma avaliação cuidadosa da legislação local e do ato de aposentadoria. Por isso, é importante que o professor busque orientação antes de concluir que possui ou não esse direito”, acrescenta. A discussão ganhou ainda mais relevância porque muitos professores aposentados acompanham as medidas de valorização do magistério e esperam que os avanços conquistados pela categoria também beneficiem quem dedicou décadas à educação pública. Para Amarildo Santos, este é um momento oportuno para que aposentados e pensionistas revisem sua situação funcional e verifiquem se há direitos que eventualmente não estejam sendo observados. “O professor aposentado não deve partir da premissa de que o reajuste será automaticamente incorporado aos seus proventos, mas também não deve presumir que não possui nenhum direito. A análise jurídica é o caminho mais seguro para esclarecer essa questão”, alerta. O que o professor aposentado deve verificar • Qual foi a regra utilizada em sua aposentadoria. • Se possui direito à paridade com os servidores da ativa. • Como está estruturada a carreira do magistério em seu estado ou município. • Se a legislação local vinculou o reajuste ao piso nacional. • Se há decisões administrativas ou judiciais aplicáveis ao caso.
Economia do ES cresce 2,2% no primeiro trimestre e supera média nacional
A economia do Espírito Santo registrou crescimento de 2,2% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado, desempenho superior ao da média brasileira, que avançou 1,8%. Os dados são do Indicador de Atividade Econômica (IAE-FINDES), elaborado pelo Observatório Findes, e apontam a indústria como principal responsável pelo resultado positivo. O setor industrial cresceu 11,2% no período, impulsionado principalmente pela indústria extrativa, que avançou 35% com o aumento da produção de petróleo, gás natural e minério de ferro. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a produção média de petróleo no Estado aumentou 35,9%, enquanto a de gás natural registrou alta de 69,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Além da indústria extrativa, os segmentos de energia e saneamento cresceram 2%, favorecidos pelo maior consumo de energia elétrica, e a construção civil avançou 1,3%, impulsionada pelos investimentos em infraestrutura e pelo aquecimento do mercado imobiliário. Já a indústria de transformação apresentou retração de 1,9%, apesar do crescimento em setores como derivados de petróleo, minerais não metálicos e metalurgia. O setor de serviços também apresentou desempenho positivo, com alta de 1,2%, refletindo o crescimento do comércio, do transporte e de outras atividades. O comércio avançou 1,6%, com aumento nas vendas de móveis, eletrodomésticos, medicamentos e materiais de construção. Na contramão, a agropecuária recuou 11,4%, influenciada principalmente pela queda da produção agrícola em culturas como milho, tomate, arroz, cana-de-açúcar e pimenta-do-reino. Para o presidente da Findes, Paulo Baraona, o resultado confirma o protagonismo da indústria no desenvolvimento econômico capixaba. “O resultado reforça o papel da indústria como uma das principais alavancas do desenvolvimento capixaba. Quando a indústria cresce, ela movimenta toda a economia, fortalece cadeias produtivas, amplia investimentos, gera empregos e cria oportunidades para a população”, destacou. Já a economista-chefe do Observatório Findes, Marília Silva, destacou que a expansão da produção de petróleo e gás tem impactos positivos sobre diversos setores da economia estadual. O estudo também alerta para os desafios do cenário internacional. As oscilações no preço do petróleo, provocadas pelas tensões no Oriente Médio, podem elevar os custos de combustíveis e pressionar a inflação brasileira. Segundo a Findes, esse cenário tende a reduzir o ritmo de queda da taxa Selic ao longo de 2026, mantendo um ambiente de maior cautela para a economia nacional.
Revista Traços ES lança 2ª edição com entrevista de Silva e foco na cultura capixaba
A segunda edição da Revista Traços ES chega às ruas reunindo jornalismo cultural, arte e impacto social. A publicação destaca a produção artística do Espírito Santo e traz como principal atração uma entrevista exclusiva com o cantor, compositor e multi-instrumentista Silva, realizada no Cais das Artes, que também serve de cenário para um ensaio fotográfico e uma reportagem especial sobre o espaço cultural. Além da conversa de capa, a revista apresenta conteúdos sobre diferentes expressões da cultura capixaba. Entre os destaques estão os novos trabalhos dos músicos Juliano Gauche e Julia e as Choronas, uma reportagem sobre a cena Ballroom no Estado, entrevistas com cineastas da nova geração, um perfil do fotógrafo Vitor Nogueira e uma homenagem ao tradicional Bar da Zilda, referência do samba e da boemia no Centro de Vitória. A publicação também evidencia o caráter social do projeto na seção 3×4, que conta a história de Sandro Miranda Chaves, um dos Porta-Vozes da Cultura. O relato mostra como a venda da revista contribuiu para transformar sua vida, reforçando a proposta de geração de renda e reinserção social por meio do trabalho. Vendida por R$ 10, a Revista Traços ES é comercializada exclusivamente pelos Porta-Vozes da Cultura, pessoas que viveram em situação de rua ou de vulnerabilidade social. Os vendedores recebem capacitação, atuam de forma autônoma e ficam com 70% do valor arrecadado em cada exemplar comercializado. O lançamento oficial da nova edição será realizado neste sábado (27), das 16h às 22h, no Beco da Pulgas, no Centro de Vitória, em parceria com a festa Disco Voador. A programação inclui apresentações musicais, DJ na Escadaria Maria Ortiz, projeções mapeadas e a oportunidade de adquirir a revista diretamente com os Porta-Vozes da Cultura. Criada há mais de dez anos em Brasília e presente também no Rio de Janeiro, a Revista Traços já publicou mais de 100 edições, promoveu milhares de artistas e recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. No Espírito Santo, o projeto é realizado pela Secretaria da Cultura (Secult), em parceria com a Associação Traços de Comunicação e Cultura, com edições voltadas exclusivamente à produção cultural capixaba. Foto: Melina Furlan
GWM confirma fábrica em Aracruz com anúncio oficial na terça-feira (30)
A montadora chinesa GWM anuncia oficialmente, na próxima terça-feira (30), a instalação de sua segunda fábrica no Brasil, em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. A cerimônia será realizada no terreno onde será construída a unidade, em Barra do Riacho, e contará com a presença do Diretor Global de Produção da empresa, Mr. Meng, além do governador Ricardo Ferraço. A nova fábrica ocupará uma área de 1,7 milhão de metros quadrados no Parque Industrial de Aracruz. O investimento faz parte do plano de R$ 10 bilhões que a GWM destinará ao Brasil, sendo uma parcela significativa aplicada no empreendimento capixaba. Segundo o Governo do Estado, a unidade terá capacidade para produzir até 200 mil veículos por ano e contará com um processo industrial completo, incluindo estamparia, soldagem, pintura e montagem final. A expectativa é que seja a fábrica mais moderna da GWM nas Américas. Durante a fase de construção, deverão ser gerados entre 1.500 e 3.500 empregos, principalmente na construção civil. Quando estiver em plena operação, a fábrica poderá criar até 10 mil empregos diretos e indiretos, fortalecendo a economia de Aracruz e de toda a região Norte do Estado. A escolha do Espírito Santo foi resultado de negociações iniciadas em 2023. De acordo com a montadora, o Estado apresentou as melhores condições de competitividade, logística e infraestrutura. O projeto também aproveitará a proximidade com o complexo portuário de Barra do Riacho. O anúncio oficial marca mais um passo para a implantação de um dos maiores investimentos industriais da história recente do Espírito Santo. A expectativa agora é pelo início das obras e pela definição do cronograma para que os primeiros veículos produzidos em Aracruz saiam da linha de montagem.
O exemplo de Vozinha, Messi e Cristiano Ronaldo: como chegar aos 40 com a bola toda
Quando a Espanha entrou em campo contra Cabo Verde, poucos imaginavam que o principal personagem da partida seria um goleiro de 40 anos. Mas foi exatamente isso que aconteceu. Com uma atuação histórica, o goleiro cabo-verdiano Vozinha realizou uma série de defesas decisivas e garantiu o empate sem gols da seleção africana contra uma das favoritas ao título mundial. A atuação transformou o veterano em um dos rostos da longevidade esportiva nesta Copa do Mundo e reforçou uma tendência que também pode ser observada em craques como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi: chegar aos 40 anos em alto nível não é mais uma exceção tão rara quanto parecia há algumas décadas. Embora se trate de atletas de alto nível, que contam com toda estrutura e acompanhamento, é possível conquistar bons resultados e seguir ativo no esporte e na prática de exercícios mesmo sem ser profissional. “Mudanças de comportamento e adoção de hábitos saudáveis podem ajudar qualquer indivíduo a chegar aos 40, 50 ou 60 anos com saúde, disposição e capacidade para praticar esportes”, afirma o personal trainer Marcio Vago, 56 anos, ele mesmo um atleta do fisiculturismo. Para o professor, constância, disciplina e comprometimento, aliados a uma orientação adequada, são decisivos para se manter ativo, praticando o esporte de predileção. Ao contrário do que muitos imaginam, a longevidade esportiva não depende apenas de talento ou genética. Ela é resultado de hábitos consistentes construídos ao longo da vida. De acordo com o geriatra da MedSênior, Roni Mukamal, os atletas que conseguem manter um bom desempenho após os 40 costumam ter comportamentos comuns, mesmo em suas individualidades: “Manter uma rotina regular de atividade física orientada por profissionais; não abrir mão do fortalecimento muscular; controlar o peso corporal; dormir adequadamente; respeitar os períodos de recuperação; e ter uma rotina de acompanhamento médico periódico são algumas boas práticas que valem para todos”, afirma. Contar com orientação para a prática de exercícios é, sempre que possível, o mais recomendado, tanto na opinião do médico quanto do personal. “É importante conhecer e respeitar os próprios limites, adaptando os treinos a cada fase da vida”, ressalta Vago. A principal diferença é que, com o passar do tempo, o foco deixa de ser apenas desempenho e passa a incluir prevenção de lesões e preservação da capacidade funcional. O que Messi, Cristiano Ronaldo e Vozinha têm em comum? Embora em contextos diferentes, os três representam uma mudança importante na forma como o envelhecimento é encarado no esporte. Cristiano Ronaldo segue impressionando pela condição física, resultado de uma rotina rigorosa de treinamento, alimentação e recuperação. Messi, por sua vez, demonstra que experiência, inteligência tática e preparação adequada podem compensar a perda gradual de algumas capacidades físicas naturais da idade. Vozinha mostrou ao mundo que reflexos, concentração, gana e vontade de vencer podem continuar fazendo a diferença mesmo aos 40 anos. Fala, Doutor Por Roni Mukamal Quer seguir ativo? Aposte na musculação Uma das maiores lições deixadas pelos atletas veteranos é a importância do fortalecimento muscular. A partir dos 30 anos, o organismo começa a perder massa muscular de forma gradual. Esse processo tende a se acelerar após os 40 e pode comprometer força, equilíbrio, mobilidade e desempenho esportivo. Por isso, programas de musculação e exercícios resistidos passaram a ocupar papel central tanto na preparação de atletas profissionais quanto na promoção da saúde da população em geral. Músculos mais fortes ajudam a proteger articulações, reduzem o risco de quedas e favorecem a prática segura de atividades como corrida, futebol, ciclismo, natação e caminhadas. Recuperação também é treino Outro aspecto nem sempre ressaltado é a importância do período de recuperação muscular. Sono adequado, hidratação, alimentação equilibrada e intervalos corretos entre os treinos são fatores que influenciam diretamente a capacidade de continuar praticando esportes por muitos anos. É justamente por isso que atletas veteranos costumam dedicar tanto tempo aos cuidados fora dos gramados quanto aos treinamentos em si. O maior adversário é o sedentarismo Se existe um fator que acelera a perda de capacidade física com o envelhecimento, ele não é a idade: é o sedentarismo. Pessoas que permanecem fisicamente ativas ao longo da vida costumam apresentar melhor condicionamento cardiovascular, menor risco de doenças crônicas, mais independência funcional e melhor qualidade de vida. Mesmo quem nunca praticou esportes regularmente pode se beneficiar ao iniciar atividades físicas de forma gradual e orientada.
Vila Velha anuncia Vila Rock Festival com Titãs, IRA! e Dead Fish na Prainha
Evento gratuito acontece nos dias 3, 4 e 5 de julho e reúne grandes nomes do rock nacional e bandas capixabas no Parque da Prainha Os fãs de rock já podem marcar na agenda. A Prefeitura de Vila Velha confirmou a realização do Vila Rock Festival, que acontece nos dias 3, 4 e 5 de julho, no Parque da Prainha, com entrada gratuita. O evento vai reunir grandes nomes do rock brasileiro, como Titãs, IRA! e Dead Fish, além de artistas e bandas do Espírito Santo. O anúncio foi feito pelo prefeito Arnaldinho Borgo em vídeo divulgado nas redes sociais. Em tom descontraído, ele convidou o público para participar do festival e destacou que o mês de julho será marcado pelo rock na cidade. “Agora sim o capixaba vai poder dizer: eu vou para o rock. É mês de rock, bebê”, afirmou. A programação começa na sexta-feira (3), com shows das bandas Sheep e Parafina e da consagrada banda IRA!, que sobe ao palco às 21h30. No sábado (4), o destaque é o show dos Titãs, marcado para as 21h50. Antes, o público poderá acompanhar apresentações das bandas Pink Flaming, Letal e Dona Fran, além da participação do Baile Disco Voador nos intervalos. No domingo (5), o encerramento ficará por conta da banda Dead Fish, um dos principais nomes do hardcore nacional e orgulho da cena capixaba. O dia também contará com apresentações da Orquestra Vila Velha Rock, Intóxicos, Estado de Sítio convida Bujiu e Mukeka di Rato. Além dos shows nacionais, o Vila Rock Festival valoriza a produção musical local e promete reunir diferentes gerações e estilos em três dias de celebração ao rock. “É rock, é de graça, é na Prainha”, resumiu o prefeito ao convidar os moradores e turistas para o evento. Programação Sexta-feira – 3 de julho • 19h – Sheep e Parafina • 21h30 – IRA! Sábado – 4 de julho • 15h30 – Pink Flaming • 17h30 – Letal • 19h30 – Dona Fran • 21h50 – Titãs Domingo – 5 de julho • 14h – Orquestra Vila Velha Rock • 15h30 – Intóxicos • 17h – Estado de Sítio convida Bujiu • 19h – Mukeka di Rato • 21h – Dead Fish A entrada é gratuita.
Governo do Estado entrega duas escolas reformadas e ampliadas na Serra
O Governo do Estado inaugurou, nesta terça-feira (23), as obras de reforma e ampliação das Escolas Estaduais Maria Penedo, em Valparaíso, e Getúlio Pimentel Loureiro, em São Domingos, na Serra. Juntas, as intervenções receberam investimentos de aproximadamente R$ 31 milhões e beneficiam mais de 1.700 estudantes. Durante a entrega, o governador Ricardo Ferraço destacou que os investimentos em infraestrutura escolar fazem parte da estratégia de fortalecimento da educação pública capixaba. Segundo ele, a modernização das unidades contribui para a melhoria do ensino e para a formação das futuras gerações. Na Escola Maria Penedo, foram investidos cerca de R$ 15 milhões. A área construída passou de 2,5 mil para mais de 4,5 mil metros quadrados, com a criação de seis novas salas de aula e ampliação da capacidade de atendimento para mais de 1.100 estudantes. Já na Escola Getúlio Pimentel Loureiro, o investimento superou R$ 16 milhões. As obras incluíram melhorias nos blocos administrativo e pedagógico, revitalização da quadra poliesportiva, ampliação dos espaços de convivência e construção de auditório. A unidade conta agora com 16 salas de aula e infraestrutura modernizada para atender cerca de 580 alunos. A secretária de Estado da Educação, Andréa Guzzo, afirmou que as intervenções ampliam os espaços de aprendizagem e oferecem melhores condições para estudantes e profissionais da educação, fortalecendo a qualidade do ensino na rede estadual.
Fabrício Augusto de Oliveira – “Inflação, juros, Selic e crescimento econômico”
No acumulado de 12 meses, a inflação nos Estados Unidos deu um novo salto de abril para maio, passando de 3,8% para 4,2%, o que não é uma boa notícia nem para o mundo, nem para o Brasil. Tal fato pode ser confirmado pela manutenção da taxa de juros neste país, atualmente fixada no intervalo de 3,5%-3,75%, apesar dos apelos de Donald Trump para sua redução e pela mudança do presidente do Banco Central deste país, o FED, considerando a distância que a afasta ainda mais da meta perseguida pela autoridade monetária deste país, de 2%. No caso do Brasil, também a inflação voltou a aumentar desde o início da guerra Estados Unidos-Israel contra o Irã, que deu um tranco na oferta de combustíveis, com o fechamento do estreito de Ormuz, impactando sobre o preço do barril de petróleo. Até o mês de maio, a inflação, também no acumulado de 12 meses, já atingia 4,72%, acima do teto da meta de 4,5% e também mais distante do centro da meta de 3% definido pelo Banco Central. Se se acreditava que a autoridade monetária no Brasil prosseguiria com uma política mais firme de redução da taxa de juros (a Selic), hoje existem dúvidas sobre a sua continuidade. Embora na reunião dessa semana do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) essa tenha sido reduzida de 14,5% para 14,25%, o mercado não mais aposta que essa será mantida, especialmente pelas maiores turbulências causadas pela política tarifária de Trump. Isso se deve não somente pela situação estadunidense, mas também pelas pressões inflacionárias internas, com o mercado apostando, no último Boletim Focus de 15 de junho, que a mesma pode chegar a 5,30%, o que aumentou as expectativas desfavoráveis sobre o nível da Selic no final do ano, que saltou de 13,5% para 13,75%, mantendo a renda fixa como a aplicação mais procurada pelo investidor. Mesmo com mais recente anúncio de paz pelos Estados Unidos e Irã, que pode acabar abortado como das outras vezes, pela insistência de Israel em continuar a guerra para dizimar o Hezbollah e destruir definitivamente o arsenal nuclear iraniano, o estrago para a economia mundial já está feito para o ano. Isso porque, de um lado, os preços não se acomodam e retornam rapidamente aos níveis anteriores da guerra, e, de outro, pelo fato de se contar na economia com mecanismos de indexação, o que garante uma inflação adicional remanescente independente de sua queda. Isso significa que por mais algum tempo as taxas de juros deverão se manter elevadas no mundo, e no Brasil, para se tentar trazer a inflação para o centro da meta, especialmente em países, como é o caso do Brasil, que seguem fielmente a cartilha da ortodoxia. Contar com novos cortes da Selic vai se tornando cada vez mais difícil diante deste quadro, mas, mesmo que isso ocorra, estes serão bem tímidos, mantendo-se a taxa de juros real extremamente elevada, inibindo o consumo e o investimento, incapaz de reverter o processo de desaceleração da economia brasileira em 2026. Bom para a riqueza financeira, péssimo para a atividade econômica e o crescimento. A resiliência da atividade econômica no Brasil, que tem sido sustentada principalmente pela força do consumo, devido, em boa parte, à forte injeção de recursos do governo na economia, tem mantido a expectativa de crescimento do mercado próximo de 2%. O fato, entretanto, é que as condições para que essa situação seja mantida vai se tornando, assim, crescentemente difícil, pelo que implica para o maior avanço da deterioração das contas públicas, com a manutenção de uma taxa de juros extremamente elevada, juntamente com um cenário externo de fortes incertezas, prenunciando um preço alto ser cobrado em 2027, quando serão exigidos ajustes fiscais bem amargos. Dados recentes divulgados pelo Banco Central sobre o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) revelam que a economia brasileira, apesar de continuar resiliente, vem perdendo crescentemente fôlego. Embora em abril ainda tenha registrado uma expansão da economia de 0,51% em relação a março, abaixo do esperado pelo mercado, no acumulado de 12 meses este caiu para 1,6%, abaixo, portanto, do crescimento de 2% projetado pelo governo, indicando uma progressiva desaceleração da atividade econômica no segundo semestre deste ano. *Fabrício Augusto de Oliveira é Doutor em Economia pela Unicamp, membro da Plataforma de Política Social e do Grupo de Estudos de Conjuntura do Departamento de Economia da UFES, articulista do Debates em Rede, e autor, entre outros, do livro “A revolução marginalista neoclássica: o agente racional na história do pensamento econômico”, publicado, em 2026, pela Editora Contracorrente.
Electric Summit coloca ES no centro do debate sobre mobilidade elétrica e energia limpa
Evento acontece de 7 a 9 de agosto, na Praça do Papa, em Vitória, reunindo especialistas, empresas, test-drives e soluções para cidades inteligentes O Espírito Santo será palco de um dos principais encontros sobre mobilidade elétrica, energia limpa e inovação urbana do país. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praça do Papa, em Vitória, recebe a segunda edição do Electric Summit, evento que reunirá especialistas, empresas, startups, investidores, representantes do poder público e consumidores para discutir as transformações que vêm moldando o futuro das cidades. Durante os três dias de programação, o público poderá conhecer de perto veículos elétricos, tecnologias voltadas à geração e armazenamento de energia, soluções para eficiência energética e inovação aplicada à mobilidade urbana. O evento contará ainda com experiências interativas, test-drives, palestras, fóruns temáticos e uma feira de negócios voltada ao fortalecimento do setor. A proposta é aproximar diferentes atores do ecossistema da mobilidade e da transição energética, criando um ambiente favorável à geração de conhecimento, networking e oportunidades de negócios. O encontro ocorre em um momento de crescimento acelerado do mercado de veículos elétricos e híbridos no Brasil, impulsionado pela expansão da infraestrutura de recarga e pela busca por soluções sustentáveis. Segundo o realizador do evento, Rafael Ferrari, a eletrificação da mobilidade já faz parte da realidade das cidades brasileiras. “O Electric Summit busca conectar tecnologia, mercado, poder público e sociedade, mostrando como inovação e sustentabilidade podem impulsionar o desenvolvimento econômico e melhorar a qualidade de vida da população”, afirma. Entre os destaques da programação estão exposições de carros, motos, bicicletas e patinetes elétricos, além de soluções ligadas à energia solar, baterias, carregadores, automação residencial e empresarial, iluminação inteligente e gestão energética. O evento também contará com uma Feira do Empreendedor, destinada a micro e pequenas empresas que atuam nos segmentos de tecnologia, sustentabilidade e inovação. A programação terá ainda a participação de Felipe Fera, uma das principais referências nacionais em mobilidade elétrica e embaixador da eletrificação no Brasil. O especialista participará de debates sobre tendências do setor, inovação tecnológica e os desafios da transformação do mercado automotivo. Além da mobilidade elétrica, o Electric Summit promoverá discussões sobre cidades inteligentes, infraestrutura urbana, segurança viária, educação para o trânsito e sustentabilidade. Painéis e fóruns abordarão temas como expansão dos pontos de recarga, geração distribuída de energia, armazenamento energético e soluções inteligentes para residências, empresas e municípios. Mais do que uma feira de exposição, o evento pretende fortalecer conexões estratégicas, estimular novos negócios e ampliar o debate sobre os caminhos para uma economia mais sustentável e preparada para os desafios das próximas décadas. SERVIÇO Electric Summit – 2ª Edição Data: 7 a 9 de agosto de 2026 Local: Praça do Papa, Enseada do Suá, Vitória Realização: Ferrari Eventos Correalização: Instituto Capixaba de Eventos e Turismo (ICEE) e Flashmais Eventos Apoio: ABVE – Associação Brasileira do Veículo Elétrico e Bandes Sustentabilidade Apoio Institucional: Sebrae Espírito Santo, Aderes e Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.