Em vídeo nas redes sociais, candidato disse que o grupo vai alinhar estratégias para o segundo turno “Capixaba piscou, nós já estamos em Brasília.” Foi assim que o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) anunciou, em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (7), sua chegada à capital federal. Ao lado de aliados de campanha, como Erick Musso, Coronel Ramalho e Lucas Polese, ele afirmou que o grupo faria um “anúncio importante” e que também iria alinhar estratégias. Pazolini disputa o segundo turno do governo do Espírito Santo contra o governador Ricardo Ferraço (MDB). No vídeo, o candidato não detalhou qual será o anúncio. No primeiro turno, Pazolini foi o mais votado, com 1.048.633 votos (49,65% dos válidos). Ricardo Ferraço recebeu 719.397 votos (34,06%), e Helder Salomão (PT) ficou em terceiro, com 321.982 votos (15,31%). Como nenhum candidato superou 50% dos votos válidos, a eleição será decidida no segundo turno. A agenda em Brasília inclui conversas políticas relacionadas à disputa. A imprensa local também noticiou que Pazolini deve se encontrar com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para gravar material de campanha.
Especialista explica o que acontece com as pálpebras ao longo dos anos
Excesso de pele e bolsas mais aparentes podem modificar a expressão com o envelhecimento; médica explica quando a blefaroplastia pode ser considerada Dormir bem e, ainda assim, perceber no espelho uma aparência constantemente cansada ou ouvir comentários sobre um semblante abatido. Em muitos casos, essa impressão não tem relação com falta de descanso, mas com mudanças naturais que acontecem nas pálpebras ao longo dos anos. A pele dessa área é naturalmente fina e, com o envelhecimento, tende a perder elasticidade. Ao mesmo tempo, estruturas responsáveis pelo contorno dos olhos também se modificam. O resultado pode aparecer como excesso de pele nas pálpebras superiores, bolsas mais evidentes nas inferiores e uma sensação de peso que interfere na expressão facial. Segundo a médica Letícia Rizzo, não existe uma idade determinada para que essas características se tornem perceptíveis. “Cada pessoa envelhece de uma maneira. Genética, anatomia e características da pele influenciam esse processo. Por isso, há pacientes que percebem essas mudanças mais cedo e outros em que elas aparecem de forma mais discreta ao longo do tempo”, explica. É justamente a origem dessa aparência que precisa ser identificada antes de se pensar em qualquer procedimento. Nem sempre aquilo que o paciente percebe como excesso de pele, por exemplo, está relacionado exclusivamente à pálpebra. A análise médica considera o conjunto das estruturas ao redor dos olhos e as particularidades de cada rosto. Quando há indicação, a blefaroplastia pode tratar excesso de pele e bolsas de gordura das pálpebras, com planejamento definido a partir das características de cada paciente. “A indicação para o procedimento não pode ser apenas para mudar o olhar ou buscar uma expressão diferente, parte da anatomia do paciente e do que efetivamente precisa ser tratado. O planejamento deve respeitar as características individuais para que o resultado mantenha harmonia com o restante do rosto”, afirma Letícia. Em determinadas situações, a questão também pode ultrapassar a estética. O excesso de pele na pálpebra superior, quando mais acentuado, pode provocar incômodo e até interferir no campo visual, o que exige investigação adequada. Por ser uma cirurgia realizada em uma área delicada e próxima aos olhos, Letícia chama atenção para a importância da escolha de um profissional médico habilitado e de uma avaliação criteriosa antes da decisão pelo procedimento. “É uma cirurgia e, como qualquer procedimento cirúrgico, exige indicação correta, conhecimento anatômico, planejamento e cuidados antes e depois da operação. A segurança do paciente precisa estar no centro de todo esse processo”, conclui.
Findes abre edital para aproximar projetos culturais da indústria capixaba Inscrições gratu
itas seguem até 17 de outubro. Propostas selecionadas serão apresentadas a representantes de empresas em evento marcado para novembro, em Vitória A Findes abriu inscrições para selecionar projetos culturais que serão apresentados a representantes da indústria capixaba no Conect: Conexões da Indústria Criativa. O encontro será realizado em 17 de novembro, na sede da Federação, em Vitória, e vai criar espaço para que proponentes e empresas conversem sobre possíveis parcerias. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 17 de outubro, por meio de formulário disponível no edital de chamamento. Realizada pelo Conselho Temático de Economia Criativa da Findes (Conect), a iniciativa surgiu a partir de uma demanda da indústria criativa. A proposta é aproximar produtores culturais do Espírito Santo e empresas interessadas em apoiar projetos por meio de leis de incentivo. Podem participar projetos de empresas capixabas que já estejam aprovados para captação de recursos pela Lei de Incentivo à Cultura do Espírito Santo (LICC) ou pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet. O presidente da Findes, Paulo Baraona, afirma que o projeto amplia a aproximação entre a Federação, a indústria criativa e o setor produtivo. Segundo ele, a iniciativa também destaca a contribuição da produção cultural para a economia capixaba. “A Findes abre espaço para que a indústria conheça o potencial da produção criativa do Espírito Santo e as possibilidades de apoiar iniciativas capazes de gerar valor para o Estado. Queremos aproximar esses dois segmentos e incentivar nossas indústrias a conhecer e investir nos projetos capixabas”, aponta. Os projetos selecionados serão apresentados a representantes de empresas durante o Conect. Cada proponente terá cinco minutos para expor sua proposta em formato de pitch, destacando os benefícios para as indústrias e as contrapartidas oferecidas. “A iniciativa aproxima projetos culturais já habilitados a captar recursos das indústrias que podem apoiá-los. O projeto dá aos proponentes a oportunidade de apresentar suas propostas diretamente às empresas, mostrar as contrapartidas oferecidas e abrir uma conversa sobre possíveis parcerias”, detalha o presidente do Conect (Conselho de Economia Criativa), Carlos Magno dos Santos. Quem pode participar O edital contempla projetos de música, teatro, dança, audiovisual, literatura, artes visuais, patrimônio cultural, cultura popular, economia criativa e formação cultural. Podem se inscrever pessoas jurídicas com CNPJ e empresas capixabas, desde que seus projetos já estejam aprovados para captação de recursos pela Lei Rouanet ou pela LICC. A avaliação será realizada pela Curadoria de Projetos Culturais da Findes. Entre os critérios estão o potencial de transformação social e econômica, inovação e criatividade, conexão com a educação e com os interesses da indústria, além de acessibilidade, sustentabilidade, diversidade e inclusão. Etapas da seleção A seleção terá três fases: Chamamento: inscrições até 17 de outubro de 2026, com análise preliminar da elegibilidade dos projetos. Análise da Curadoria: avaliação técnica e cálculo da pontuação final, conforme os critérios previstos no edital. Apresentação dos projetos classificados: encontro com representantes das indústrias capixabas, em 17 de novembro de 2026. Serviço Edital de chamamento de projetos culturais 2026 Inscrições: de 28 de setembro a 17 de outubro de 2026 Edital: clique aqui Formulário de inscrição: clique aqui Manual de Curadoria: clique aqui Dúvidas: mmoschini@findes.org.br | (27) 99995-5919
Helder e o PT ainda discutem apoio no segundo turno no Espírito Santo
Helder Salomão afirma que decisão será construída com a federação e aliados; petista recebeu 323,4 mil votos no primeiro turno O PT ainda não definiu quem apoiará na disputa pelo governo do Espírito Santo no segundo turno, entre o governador Ricardo Ferraço (MDB) e ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos). O candidato petista no primeiro turno, deputado federal Helder Salomão, afirmou que o partido conversará com as siglas da federação – PV e PCdoB – e aliados antes de anunciar uma posição, o que deve ocorrer nos próximos dias. “Sobre o segundo turno do Espírito Santo, nós ainda vamos fazer conversas no partido, também no âmbito da federação e com o pessoal, para que a gente defina qual será a posição do partido e que vai ser anunciada nos próximos dias”, disse Helder. No primeiro turno, Pazolini recebeu 1.048.633 votos, correspondentes a 49,65% dos válidos, e Ferraço obteve 719.397 votos, ou 34,06%. Helder terminou em terceiro lugar, com 323.483 votos, equivalentes a 15,32% dos votos válidos. A votação expressiva coloca o petista e o grupo que o apoiou no centro das articulações para a segunda etapa. Na segunda-feira (5), em Brasília, Helder participou de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, parlamentares eleitos e reeleitos, governadores, dirigentes de partidos aliados e candidatos majoritários nos estados. O encontro discutiu estratégias e agendas para o segundo turno. Sobre a campanha nacional, Helder afirmou que as ações nas redes sociais serão intensificadas e que a comunicação destacará os resultados do governo Lula e o que um novo mandato poderia representar para o país. A definição sobre o posicionamento do PT capixaba, porém, ainda depende das conversas no partido, na federação e com os aliados.
Assembleia Legislativa do ES terá a maior bancada feminina de sua história
Seis mulheres foram eleitas para a legislatura 2027–2030. Três delas estreiam na Casa, que terá um quinto das vagas ocupadas por parlamentares; mandatos começam em 1º de fevereiro. A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) terá seis mulheres entre os 30 parlamentares da próxima legislatura. A bancada feminina, que hoje tem quatro deputadas, alcançará 20% das vagas e será a maior da história do Parlamento capixaba. O recorde anterior foi registrado em 2002, quando cinco mulheres foram eleitas. Camila Valadão (Psol), Janete de Sá (PSB) e Raquel Lessa (PP) foram reeleitas. Com 61.501 votos, Camila obteve a maior votação entre os deputados estaduais eleitos. Assim como em 2022, ela voltou a ser a mulher mais votada da história da Ales. “O número de mulheres eleitas para a Assembleia é um feito histórico! A Assembleia Legislativa existe há 190 anos e, até aqui, apenas 17 mulheres haviam sido eleitas. Pela primeira vez, uma mulher ocupa o posto de candidatura mais votada do Estado e também teremos uma presença feminina maior nesse espaço”, comemorou. Camila afirmou que o avanço ainda precisa ser acompanhado de medidas para ampliar a presença das mulheres nos espaços de poder. “Tenho certeza de que, com a chegada dessas novas mulheres, teremos mais força para cobrar e construir direitos para as mulheres capixabas em diferentes áreas. Fico muito feliz com esse resultado e entendo que ele expressa a ruptura de um conjunto de barreiras e preconceitos que as mulheres ainda enfrentam na política. Sem dúvida, essa nova composição também vai provocar mudanças no Legislativo”, disse. Janete de Sá também alcançou um marco: exercerá o sétimo mandato consecutivo na Assembleia, tornando-se a mulher com mais mandatos na história da Casa. Para a deputada, a confiança dos eleitores representa orgulho e responsabilidade. “Ser a única mulher na história do nosso Estado a alcançar sete mandatos consecutivos mostra a força da nossa caminhada. Cada um desses 32.033 mil votos representa o reconhecimento de décadas de dedicação ao povo capixaba. Agradeço de coração a cada família, a cada apoiador que caminhou ao nosso lado. Seguirei na Assembleia com a mesma energia, coragem e firmeza para honrar essa história e defender os que mais precisam”, garantiu. A deputada disse que pretende continuar trabalhando por áreas como saúde pública, direitos das mulheres e das famílias, servidores públicos, juventude, agricultura e proteção animal. “O nosso compromisso permanece inalterado: trabalhar incansavelmente pela saúde pública, pela defesa dos direitos das mulheres e das famílias, pela classe dos servidores públicos, pela juventude, pela agricultura do nosso interior e, com muito rigor, pela proteção e dignidade dos animais. Este novo mandato é do povo capixaba. Muito obrigada pelo carinho e pela confiança renovada”, ressaltou. Raquel Lessa, que recebeu 29.583 votos, foi reeleita para o quarto mandato consecutivo. Ela destacou a proximidade com os eleitores durante a campanha e a prestação de contas do trabalho realizado. “Fizemos uma campanha colorida, alegre, próxima das pessoas e, ao mesmo tempo, muito consciente do nosso papel como representantes dos interesses dos capixabas. Foi uma campanha de rua, de olho no olho, de abraço e de escuta. Tivemos a oportunidade de prestar contas dos nossos mandatos, mostrar resultados e dizer ao Espírito Santo que queremos continuar esse trabalho”, comentou. A deputada também ressaltou a importância da participação feminina na política. “Aquilo que defendemos tantas vezes nas caminhadas acabou se refletindo no resultado das urnas. Éramos quatro mulheres e, na próxima legislatura, seremos seis. Isso me deixa muito feliz. Mais mulheres na política significam mais projetos pensados para nós, mais olhares, mais experiências e mais vozes ajudando a construir uma história verdadeiramente democrática e representativa”, completou. Três estreantes Karla Coser (PT), Açucena (PT) e Jeesala Coutinho (MDB) assumirão o primeiro mandato na Assembleia. Vereadora de Vitória em segundo mandato, Karla recebeu 51.306 votos. Ela é filha do deputado estadual João Coser (PT), eleito para a Câmara dos Deputados. “Eu quero que o Espírito Santo tenha a nossa cara, a cara da mulher, da mãe solo, da trabalhadora, das pessoas negras, das pessoas LGBT+, a cara dos servidores públicos. Eu acredito que é possível fazer política de um jeito diferente e é por isso que eu entrei para a política institucional. Eu sigo acreditando nisso. Obrigada a cada uma das 51.306 pessoas que acreditam que o Espírito Santo tem que ser mais humano, sustentável e melhor para meninas e mulheres”, afirmou. Açucena é vereadora de primeiro mandato em Cariacica. Ela lembrou que, embora as mulheres sejam maioria da população capixaba, ainda ocupam poucos espaços de decisão. “Nós, mulheres, somos a maioria do nosso Estado. Usamos os serviços públicos, conhecemos a realidade da educação, da saúde, cuidamos das famílias e do trabalho doméstico. Ainda assim, nos espaços de decisão e poder, somos a grande minoria. Ampliar a bancada feminina na Assembleia, ainda que de forma sutil, é um sintoma da necessidade do povo e das mulheres capixabas se verem também representadas nesse espaço de poder”, frisou. Jeesala Coutinho foi eleita com 26.734 votos e conquistou seu primeiro mandato eletivo. Filha do prefeito reeleito de Aracruz, Dr. Coutinho, ela já ocupou o cargo de secretária municipal de Gestão Estratégica. Para a futura deputada, uma bancada feminina maior pode contribuir para a discussão de políticas públicas voltadas às diferentes necessidades das mulheres. “Acredito que a gente ter uma bancada feminina maior vai contribuir muito na discussão das políticas públicas importantes e das legislações como um todo. As leis que podem realmente dar suporte para essas mulheres que são tão guerreiras, como as mães solos, que a gente sabe que é uma realidade em nosso estado”, destacou. Ela também defendeu que as políticas públicas considerem as diferentes realidades das mulheres. “Por exemplo, uma mulher mãe de um autista tem uma necessidade, aquela que sofre violência doméstica tem outra. A gente tem que entender que nenhuma política pública atende a todos os nichos. As políticas têm que ser diversificadas para poder chegar na ponta, vendo a dor de cada uma e como a gente pode avançar. Ser muito generalista acaba
João Machado – “Quando a cidade descobre sua ‘vocação’”
No artigo anterior, vimos que a forma da cidade não é resultado apenas de suas características físicas. Antes que um edifício apareça na paisagem, uma série de decisões já determinou aquilo que poderia ser construído naquele território. Planos Diretores, legislações urbanísticas, infraestrutura, investimentos e condições de mercado ajudam a estabelecer diferentes possibilidades de transformação. Existe, entretanto, uma segunda dimensão desse processo que merece atenção: depois que essas escolhas são realizadas, construímos também uma narrativa capaz de explicar aquilo que aconteceu. É nesse campo que algumas expressões bastante familiares começam a ganhar importância. Uma região se torna um “novo vetor de desenvolvimento”, determinado bairro “descobre sua vocação”, uma área passa por um processo de “revitalização” ou uma nova centralidade “surge” na cidade. No mercado imobiliário, novos empreendimentos frequentemente são apresentados como consequência de uma transformação que já estaria em curso; no discurso público, investimentos podem ser anunciados como respostas ao crescimento de determinada região; e, na imprensa, mudanças urbanas acabam resumidas pela constatação de que um bairro está crescendo ou se valorizando. Nenhuma dessas expressões é necessariamente incorreta. O que interessa é perceber a narrativa que, quando repetida, elas ajudam a construir. Quando dizemos que determinada região descobriu sua “vocação para verticalização”, por exemplo, a frase sugere a existência de uma característica que sempre esteve presente naquele território, esperando apenas o momento adequado para se manifestar. Entretanto, aquilo que chamamos de vocação pode ser resultado de uma combinação muito concreta de infraestrutura, localização, demanda, legislação, disponibilidade de terrenos e capacidade de investimento. A verticalização pode ser uma resposta coerente a essas condições, mas isso não significa que estivesse previamente inscrita no território. Entre dizer que uma região apresenta condições favoráveis para determinada transformação e afirmar que aquela transformação constitui sua vocação existe uma diferença pequena na linguagem, mas importante na maneira como compreendemos a cidade. Essa diferença se torna ainda mais evidente quando observamos a forma como utilizamos o verbo “crescer”. Um organismo cresce a partir de processos biológicos internos; uma cidade cresce porque determinadas condições materiais, econômicas, jurídicas e políticas tornam seu crescimento possível. Quando utilizamos a mesma estrutura narrativa para explicar os dois fenômenos, podemos acabar atribuindo às transformações urbanas uma inevitabilidade que elas não possuem. A verticalização passa de uma possibilidade de ocupação para uma etapa natural do desenvolvimento, enquanto a valorização de uma região deixa de ser relacionada às condições que contribuíram para produzi-la e passa a parecer consequência espontânea de sua própria evolução. Não se trata de questionar a legitimidade do desenvolvimento urbano ou de imaginar que toda transformação esconda algum interesse ilegítimo. Incorporadores procuram oportunidades de investimento, governos buscam direcionar o desenvolvimento, proprietários procuram utilizar seus imóveis e moradores desejam cidades capazes de oferecer melhores condições de vida. Esses interesses fazem parte da produção urbana e frequentemente podem convergir. O problema surge quando a narrativa sobre a transformação elimina justamente a existência dessas escolhas e passa a apresentar seu resultado como a única consequência possível das condições existentes. Talvez seja justamente nessa distância entre a transformação que observamos e os processos que conseguimos reconhecer que a alienação urbana se manifeste com maior clareza. Não como desconhecimento ou desinteresse pela cidade: podemos conhecer profundamente nossos bairros, acompanhar novos empreendimentos, perceber mudanças no comércio, discutir mobilidade e reconhecer rapidamente quais regiões estão se valorizando. A questão está em outra dimensão. Conhecemos cada vez melhor a cidade transformada, enquanto os processos sociais, econômicos e políticos que produzem essa transformação permanecem menos evidentes. Vemos com clareza o resultado, mas nem sempre reconhecemos a sucessão de escolhas que tornou aquele resultado possível. Essa distância altera também as perguntas que fazemos. Se uma região simplesmente possui “vocação” para determinada ocupação, resta descobrir como atender a essa vocação. Se determinado eixo é naturalmente o próximo vetor de crescimento, resta preparar a cidade para recebê-lo. Mas, se reconhecemos essas transformações como possibilidades construídas, outras perguntas aparecem: por que crescer nessa direção? Quais condições produziram essa oportunidade? Que infraestrutura tornou esse desenvolvimento possível? Quais alternativas existiam? E, principalmente, quem participou da definição dessas escolhas? Talvez a linguagem seja tão importante para compreender a cidade justamente porque ela não apenas descreve aquilo que vemos; ela organiza a maneira como interpretamos aquilo que vemos. Quando um processo urbano passa a ser percebido como natural, deixamos gradualmente de enxergá-lo como uma escolha. E, quando uma escolha deixa de ser reconhecida como escolha, também se torna mais difícil perceber que poderíamos participar dela. A questão que permanece, portanto, não é apenas quem produz a cidade ou como aprendemos a narrar suas transformações. Se reconhecemos que sua forma resulta de escolhas e que essas escolhas podem desaparecer por trás de uma aparente naturalidade, precisamos avançar para uma questão anterior à própria participação: todos possuem as mesmas condições para compreender aquilo que está sendo decidido? PARTE 3: SÉRIE: A CIDADE NÃO CRESCE SOZINHA
Prazo para adesão ao Simples Nacional é prorrogado até 15 de outubro
Micro e pequenas empresas terão mais 15 dias para solicitar ingresso ou retorno ao regime para 2027 Micro e pequenas empresas que pretendem optar pelo Simples Nacional em 2027 terão até 15 de outubro para fazer a solicitação. O prazo terminaria em 30 de setembro e foi prorrogado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). As opções passam a valer em 1º de janeiro de 2027. As empresas que tiverem débitos ou outras pendências que impeçam o ingresso no regime poderão regularizar a situação até 30 de outubro. Esse prazo vale independentemente da data em que o pedido de adesão foi feito. A adesão ao Simples Nacional é diferente da opção pelo recolhimento regular do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributos previstos na Reforma Tributária. Empresas que permanecerem no Simples e quiserem recolher o IBS e a CBS pelo regime regular também terão até 30 de outubro para fazer essa escolha. Segundo a assessora do Sebrae/ES, Adriana Rocha, o prazo ampliado permite que os pequenos negócios avaliem a situação tributária antes de tomar uma decisão. “Diante das transformações provocadas pela Reforma Tributária, a orientação é que os empresários não deixem a decisão para a última hora e busquem entender qual alternativa é mais adequada à realidade de cada negócio”, destacou. A consultora do Sebrae/ES Mabieli Seccon também recomenda que os empreendedores usem o período para analisar as opções. “Com a mudança na data o empresário ganhou mais tempo para avaliar o Simples Híbrido e se preparar para a Reforma Tributária. O prazo mudou, mas a importância da decisão não”, ressaltou. Fique atento às datas 15 de outubro de 2026: prazo final para solicitar ingresso ou retorno ao Simples Nacional em 2027. 30 de outubro de 2026: prazo para regularizar pendências que impeçam a entrada no regime. 30 de outubro de 2026: prazo para empresas do Simples optarem pelo recolhimento regular do IBS e da CBS. As opções passam a valer em 1º de janeiro de 2027.
Dia das Crianças terá shows e atividades infantis no Parque da Prainha
Vila Kids será realizado em 12 de outubro, com apresentações musicais, gastronomia e feira de artesanato O Parque da Prainha, em Vila Velha, receberá no dia 12 de outubro o Vila Kids, evento gratuito em comemoração ao Dia das Crianças. A programação será das 9h às 17h e incluirá atrações infantis, apresentações musicais, espaço gastronômico e feira de artesanato. A realização é da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Vila Velha. As atividades serão divididas em dois períodos. Pela manhã, das 9h às 12h, se apresentam Le Peppe Circus, Disquinho Voador e Regionalzinho da Nair. À tarde, das 13h às 17h, a programação terá Show da Luna, Le Peppe Circus e Turma Tube. O evento também contará com opções de comidas doces e salgadas e com a participação de artesãos locais. A feira reunirá peças de cerâmica, madeira e tecido, além de bijuterias. “O Vila Kids foi pensado para que as crianças e suas famílias possam ocupar o Parque da Prainha e aproveitar um dia de programação gratuita. Reunimos música, atividades, gastronomia e artesanato em uma programação que contempla diferentes idades e momentos ao longo do dia”, afirma o secretário de Cultura, Felipe Marques Fonseca. Serviço Vila Kids – Edição Dia das Crianças 2026 Data: 12 de outubro de 2026 Horário: das 9h às 17h Local: Parque da Prainha, Vila Velha
Hotel Senac Ilha do Boi promove aula-show e jantar inspirados em Picasso
Programação nos dias 14 e 15 de outubro une gastronomia espanhola, arte e celebração dos 80 anos do Sesc e do Senac O Hotel Senac Ilha do Boi preparou duas experiências que combinam gastronomia, cultura e arte. A programação, inspirada na exposição Picasso, a construção de um gênio, inclui uma aula-show gratuita no dia 14 e um jantar temático no dia 15 de outubro. A aula-show “Da Tela à Taça: Uma Noite com Pablo Picasso” começa às 18h30, no restaurante do hotel, e terá duas horas de duração. A atividade será conduzida pelo sommelier Franklin Bittencourt e pelos chefs Ádila Vitória e João Vieira, com demonstrações de técnicas culinárias e referências à gastronomia espanhola. O preparo de uma paella está entre os destaques. A participação é gratuita, mediante pré-inscrição e confirmação de disponibilidade. As vagas são limitadas. No dia seguinte, às 19h, o hotel recebe o jantar temático de cinco etapas, harmonizado e inspirado na culinária espanhola e no universo artístico de Picasso. A experiência será conduzida por Franklin Bittencourt, pelos chefs Ádila Vitória e João Vieira, pela sous-chef Mônica Gonçalves e pelos instrutores de Gastronomia Mariana Salim e Bruno Dede. O menu começa com um trio de tapas: tomate com alcaparras, carne cruda com anchovas e manchego e figo com mel. Na entrada, será servido crudo de robalo no ají, acompanhado de picles de cebola roxa, supreme de laranja e azeite de clorofila. Entre os pratos principais estão o pulpo alla galega, com tentáculos de polvo em molho romanesco, batatas mediterrâneas e salada de ervas frescas, e o rabo de toro prensado, acompanhado de purê de manchego, tempurá de agrião e picles de rabanete. A sobremesa será torrija de leche, conhecida como “rabanada espanhola”, com gelato de maçãs carameladas e crumble de amêndoas. A receita leva brioche frita embebida em creme aromatizado com canela, laranja, limão e açúcar. A programação integra as comemorações dos 80 anos do Sesc e do Senac. A proposta é reunir gastronomia, conhecimento e referências culturais em experiências abertas ao público. Serviço Aula-show “Da Tela à Taça: Uma Noite com Pablo Picasso” Data: 14 de outubro de 2026, quarta-feira, às 18h30 Local: Restaurante do Hotel Senac Ilha do Boi Duração: duas horas Participação gratuita, mediante pré-inscrição e confirmação de vaga Vagas limitadas Condução: sommelier Franklin Bittencourt e chefs Ádila Vitória e João Vieira Inscrições: Aula-Show Jantar “Da Tela à Taça: Uma Noite com Pablo Picasso” Data: 15 de outubro, às 19h Local: Restaurante do Hotel Senac Ilha do Boi Formato: jantar temático de cinco etapas harmonizado Valor: R$ 600 por pessoa Condução: sommelier Franklin Bittencourt, chefs Ádila Vitória e João Vieira, sous-chef Mônica Gonçalves e instrutores de Gastronomia Mariana Salim e Bruno Dede Reservas: WhatsApp (27) 99958-9406 | vendas@hotelilhadoboi.com.br
Hospital Vitória Apart começa a usar nova tecnologia para tratar arritmias no ES
Procedimento realizado em 30 de setembro utiliza pulsos elétricos para tratar áreas do coração responsáveis pela fibrilação atrial O Hospital Vitória Apart realizou, em 30 de setembro, o primeiro procedimento no Espírito Santo com a ablação por campo pulsado com cateter balão (PFA). A técnica utiliza pulsos elétricos de alta precisão para tratar áreas do coração relacionadas a arritmias. O hospital está entre as primeiras instituições do Brasil a adotar a tecnologia, que foi apresentada no Estado na semana do Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro. Na ablação tradicional, a radiofrequência cauteriza os focos da arritmia, geralmente ponto a ponto. A nova técnica aplica pulsos elétricos direcionados e permite tratar vários pontos simultaneamente. “A fibrilação atrial acontece quando os estímulos elétricos que comandam os batimentos do coração deixam de seguir um ritmo organizado. Em vez de o coração bater de maneira coordenada, os átrios passam a apresentar uma atividade elétrica desordenada, o que provoca a irregularidade dos batimentos. A ablação busca justamente interromper os pontos que desencadeiam essa atividade anormal”, explica Márcio Augusto Silva, cardiologista do Hospital Vitória Apart. Os pulsos são direcionados às células responsáveis pela alteração do ritmo cardíaco, reduzindo a possibilidade de atingir tecidos próximos. O sistema também é integrado a uma plataforma de mapeamento cardíaco tridimensional, que permite à equipe médica visualizar o coração e localizar as áreas que precisam ser tratadas. “Na prática, conseguimos tratar uma área maior de forma mais rápida e com menos aplicações. Isso reduz o tempo do procedimento e a exposição do paciente, além de permitir uma atuação mais precisa sobre as regiões que precisam ser tratadas”, afirma o cardiologista. Fibrilação atrial atinge cerca de 2 milhões de brasileiros A fibrilação atrial é um dos tipos mais frequentes de arritmia. Estima-se que atinja cerca de 1% da população brasileira, aproximadamente 2 milhões de pessoas. A condição provoca batimentos irregulares e pode causar palpitação, cansaço, falta de ar e tontura, embora também possa não apresentar sintomas perceptíveis. Ela está associada a um risco cerca de cinco vezes maior de acidente vascular cerebral (AVC). A ablação é uma das opções de tratamento para pacientes com fibrilação atrial e busca eliminar as áreas responsáveis pelos sinais elétricos anormais. O Sistema Volt™ de Ablação por Campo Pulsado, da Abbott, recebeu aprovação da FDA, nos Estados Unidos, em dezembro de 2025, e o CE Mark, na Europa, em março de 2025. No Brasil, o registro da Anvisa foi concedido em janeiro de 2026. O Hospital Vitória Apart também está entre as primeiras instituições brasileiras a realizar procedimentos com o Cateter de Ablação TactiFlex™ Duo, da mesma fabricante.