A realidade é direta, dura e provocadora: o salário da maioria dos brasileiros não chega ao fim do mês. Pouco importa se o trabalhador é CLT ou PJ. O que muda é apenas a forma como o sufoco aparece. Para uns, ele vem em parcelas; para outros, na instabilidade permanente. Em ambos os casos, o resultado é o mesmo: uma população economicamente ativa operando no limite. Esse cenário não é apenas um problema financeiro. É um problema produtivo, organizacional e de saúde pública. Estudos recorrentes na área de gestão e saúde ocupacional mostram que o estresse financeiro está entre os principais fatores de queda de produtividade no trabalho. Funcionários preocupados com dívidas tendem a apresentar mais faltas, menor concentração, aumento de erros operacionais e dificuldades na tomada de decisão. Não por falta de competência, mas por excesso de ansiedade. O cérebro ocupado com boletos simplesmente não performa. Os impactos também aparecem nos indicadores de saúde mental. Dados do Ministério da Previdência Social indicam que os afastamentos por transtornos de ansiedade e depressão cresceram de forma consistente nos últimos anos, figurando entre as principais causas de concessão de auxílio-doença no país. E não é coincidência. A instabilidade financeira prolongada ativa um estado constante de alerta, elevando níveis de cortisol, prejudicando o sono e comprometendo relações pessoais e profissionais. Outro dado alarmante: grande parte dos trabalhadores brasileiros não possui reserva financeira mínima. Isso significa viver permanentemente à mercê de imprevistos. Uma emergência médica, um problema no carro ou a perda momentânea de renda são suficientes para empurrar famílias inteiras para o endividamento crônico. É o que chamo de gestão financeira de sobrevivência, quando toda a energia é gasta para apagar incêndios e nenhuma sobra para planejar o futuro. Do ponto de vista da Administração, isso é insustentável. Organizações dependem de pessoas minimamente equilibradas para funcionar bem. Um colaborador financeiramente adoecido é um risco silencioso: para si, para a equipe e para os resultados. Ainda assim, o tema segue sendo tratado como assunto privado, quase um tabu dentro das empresas. Precisamos romper com essa lógica. Educação financeira não é luxo, nem pauta motivacional de final de ano. É ferramenta de gestão, de prevenção e de desenvolvimento humano. Empresas que investem em programas estruturados de orientação financeira tendem a observar redução do absenteísmo, melhora no clima organizacional e aumento do engajamento. Não por mágica, mas por lógica. No campo das políticas públicas, o desafio é ainda maior. Um país que normaliza o endividamento como estilo de vida e o improviso como estratégia econômica compromete sua capacidade de crescimento sustentável. Sem base financeira, não há consumo consciente, empreendedorismo saudável ou planejamento de longo prazo. O fato é simples: quando o salário acaba antes do mês, algo está profundamente errado no modelo e não apenas no bolso do trabalhador. Enquanto tratarmos a saúde financeira como responsabilidade exclusiva do indivíduo, continuaremos assistindo ao avanço silencioso de um colapso que já está em curso. Ignorar isso custa caro. Para as pessoas, para as organizações e para o país. Érico Colodeti Filho é coordenador da Câmara Temática de Educação e Administração Financeira do CRA-ES, sócio e gestor de educação da Forttu Investimentos.
Carnaval no Espírito Santo deve movimentar R$ 228,7 milhões na economia
Estimativa do Connect Fecomércio-ES aponta crescimento de 3,5% em relação a 2025, acima da média dos últimos dez anos O Carnaval de 2026 promete ter impacto significativo na economia do Espírito Santo. A estimativa é que o período movimente R$ 228,7 milhões nos setores de comércio, serviços e turismo, impulsionado pelo aumento do fluxo de foliões e turistas em fevereiro. A projeção representa crescimento de 3,5% em relação ao ano passado, quando a movimentação foi estimada em R$ 221 milhões, e supera a média de expansão registrada na última década, que ficou em torno de 2% ao ano. Os dados são do Connect Fecomércio-ES, com base em informações da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No cenário nacional, a CNC projeta que o Carnaval gere R$ 14,48 bilhões em receitas, com crescimento real de 3,8% frente a 2025, já descontada a inflação. Caso se confirme, o resultado capixaba será o melhor da última década e o maior volume desde a pandemia da covid-19. Segundo André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, o cenário indica um ambiente mais favorável para o consumo e para a atividade turística no estado. “O crescimento projetado para o Carnaval no Espírito Santo indica reflexos diretos na geração de renda e de empregos temporários”, avaliou. Carnaval de Vitória antecipado amplia fluxo turístico Um dos fatores estratégicos destacados no levantamento é a realização do Carnaval de Vitória antes do calendário nacional. Ao ocorrer uma semana antes do período oficial, a capital capixaba passa a integrar um circuito ampliado de eventos carnavalescos, atraindo visitantes interessados em estender o período de lazer ou participar de mais de uma programação. “Essa antecipação reduz a concorrência direta com outros grandes destinos e contribui para ampliar o fluxo turístico em um momento fora do pico nacional”, explicou Spalenza. O efeito econômico se traduz em maior ocupação da rede hoteleira, aumento do consumo em bares, restaurantes e no comércio local, além de maior circulação de pessoas na cidade. De acordo com o Connect Fecomércio-ES, a maior parte da movimentação deve se concentrar em Vitória, Guarapari e em outros municípios litorâneos, que tradicionalmente recebem o maior número de turistas durante o Carnaval. Serviços lideram faturamento e impulsionam empregos O valor estimado considera principalmente os setores diretamente ligados às atividades típicas do Carnaval, sem abranger toda a economia estadual. Os maiores volumes de receita devem se concentrar em serviços de alimentação, hospedagem, lazer e cultura, além do transporte rodoviário e aéreo. Do total projetado, cerca de R$ 91,1 milhões devem ser movimentados pelos serviços de alimentação, o equivalente a 39,8% do total. Já os serviços de hospedagem devem responder por aproximadamente R$ 22,7 milhões, ou 9,9% da movimentação econômica do período. Outro destaque é a geração de empregos temporários. A projeção indica a abertura de 704 vagas durante o Carnaval, o maior número de contratações desse tipo nos últimos sete anos no estado. Para Spalenza, o dado reflete maior confiança dos empresários na demanda do período e tende a gerar impactos positivos sobre a renda e a atividade econômica local. Custos do Carnaval para o consumidor O Carnaval também se reflete no orçamento dos consumidores, que se dividem entre quem permanece em casa, participa de blocos ou viaja. Na Grande Vitória, a inflação acumulada da cesta de consumo para atividades domiciliares chegou a 4,99% até dezembro de 2025, acima da média nacional (4,26%). O principal impacto veio do grupo bebidas e infusões, com alta de 16,97%, especialmente a cerveja, que acumulou variação de 9,27%. A alimentação dentro do domicílio teve inflação mais moderada (0,78%), abaixo da média nacional. Frutas apresentaram aumentos mais expressivos, enquanto os pescados registraram deflação, contribuindo para aliviar parte dos custos de quem opta por comemorar em casa. Para quem frequenta blocos e eventos de rua, a alimentação fora do domicílio acumulou alta de 9,31% na Grande Vitória, acima da média brasileira. Lanches subiram 14,17%, enquanto refrigerantes e água mineral tiveram aumento de 8,05%. O grupo vestuário registrou elevação de 6,6%, com destaque para joias e bijuterias utilizadas em fantasias, que encareceram 20,15%. Entre os foliões que planejam viajar, o grupo transportes apresentou inflação acumulada de 3,59%, puxada principalmente pelo ônibus intermunicipal, que subiu 12,57%. As passagens aéreas tiveram alta mais moderada (2,91%), enquanto os custos para quem utiliza veículo próprio cresceram 3,6%, influenciados pela gasolina. Mesmo com o avanço de preços em alguns itens, o cenário geral aponta para um Carnaval aquecido no Espírito Santo. “O conjunto de dados mostra que o Carnaval segue como um importante indutor da atividade econômica, capaz de dinamizar diferentes setores e fortalecer o desempenho do estado no início do ano”, concluiu André Spalenza. A pesquisa completa está disponível no site portaldocomercio-es.com.br. Sobre o Sistema Fecomércio-ES A Fecomércio-ES integra a CNC e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no Espírito Santo e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades e atuação presencial ou on-line em todos os municípios capixabas, o Sistema Fecomércio-ES representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).
Lúcio Mauro Filho e Bruno Mazzeo celebram a amizade e em comédia no Teatro da Ufes
O espetáculo “Gostava Mais dos Pais” chega à capital capixaba para três apresentações, nos dias 6, 7 e 8 de março. Embora o humor corra nas veias de Bruno Mazzeo e Lucio Mauro Filho, carregar o DNA de dois ícones da comédia brasileira e ainda seguir a mesma profissão não é algo trivial. Esse é o fio condutor do espetáculo “Gostava mais dos pais”, que após sucesso fenomenal desembarca para apenas três apresentações no Teatro Universitário – UFES, nos dias 6, 7 e 8 de março, estreando os espetáculos de 2026 da WB Produções com chave de ouro. Além da divertida homenagem a Chico Anysio e Lucio Mauro, o espetáculo propõe uma reflexão bem-humorada sobre a adaptação à era digital e a preservação da identidade diante da pressão da herança paterna. Com mais de 85 mil expectadores em São Paulo, Belo Horizonte, Rio, Belém, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Florianópolis e Salvador, o espetáculo lotou todos os teatros por onde passou. Na peça, os atores celebram a amizade de longa data e as dores e delícias de sucederem a Chico Anysio (1931 – 2012) e Lucio Mauro (1927 – 2019). Os ingressos já podem ser comprados em www.sympla.com.br, a partir de R$30,00, com produção local da WB Produções. “Esse espetáculo é, antes de tudo, a celebração da grande amizade que nossos pais passaram para nós. Nossas trajetórias se entrelaçaram por conta própria, repetindo uma feliz parceria deles, mas do nosso jeito, no nosso tempo”, resume Lucio. “Na peça nós os usamos para falar sobre a passagem do tempo e a tentativa de entender o nosso lugar nesse mundo novo”, completa Bruno. O embrião do projeto nasceu antes da pandemia, quando estavam em turnê com “5x Comédia”, espetáculo que rodou o país. Debora Lamm foi convidada para assinar a direção, enquanto Aloísio de Abreu e Rosana Ferrão respondem pelo texto, escrito a partir de questionamentos levantados pela dupla de protagonistas. “Nós somos parceiros da Debora há pelo menos 20 anos, no teatro, no cinema e na TV. É uma química testada e aprovada, tanto na esfera pessoal quanto na profissional”, pontua Lucio. “Eu e Lucinho começamos a ter várias ideias, mas queríamos um olhar de fora. Foi aí que convidamos Aloísio e Rosana, dois parceiros meus de muitos anos, que assinaram comigo os roteiros de ‘A Diarista’ e ‘Cilada’, respectivamente. Nós sabíamos sobre o que gostaríamos de falar. Eles nos ouviam, traziam ideias e a gente lia, debatia, levantava outras. Enfim, foi um trabalho muito participativo”, conta Bruno. Os atores interpretam cerca de dez personagens e várias versões de si mesmos numa série de esquetes que entrecruzam as suas histórias de vida com temas contemporâneos, como as barreiras impostas ao humor e a dificuldade de encontrar os seus lugares na era digital, a cultura do cancelamento, a instantaneidade das viralizações e as fake news. “Uma das finalidades do humor é fazer as pessoas olharem para coisas que estão acontecendo na sociedade sob outra perspectiva. E a nossa peça faz uma reflexão sobre a linha tênue que define os limites da comédia e da nossa responsabilidade de estar em sintonia com o nosso tempo. O humor também envelhece”, pondera Lucio. “Rir de si mesmo é humor esperto. Numa mistura de autoficção e variados personagens, os meninos fazem um divertido panorama de suas próprias trajetórias, abraçam a crise da maturidade em meio ao declínio do patriarcado e, simultaneamente, emocionam ao falarem da importância da amizade e parceria que perpassam os anos”, observa Debora Lamm. Os atores brincam também com o peso do legado dos pais – e as inevitáveis comparações com eles –, a dificuldade de entenderem seus lugares no mundo moderno e o esforço para se manterem relevantes na faixa da meia-idade. “É uma reflexão também sobre o desejo de não remar contra a maré e ao mesmo tempo entender os novos tempos. Ou seja, nós não somos youtubers, nós não sabemos fazer um TikTok. Então, o que a gente faz? Será que ainda vai ter espaço para o que a gente sabe fazer”, questiona Bruno. “Enxergar o novo é a chave. E também buscar um equilíbrio entre a bagagem que acumulamos e podemos oferecer aos projetos, sempre mantendo as portas abertas para as novidades”, complementa Lucio. O título faz alusão a uma situação que os atores vivenciaram inúmeras vezes quando interpelados na rua. Ela tece mil elogios, mas finaliza o encontro com a frase: “Gostava mais do seu pai”. Ainda assim, nenhum dos dois se furta em fazer piada dessa “herança”. Uma das cenas brinca com o aposto “filho do Chico Anysio”, frequentemente associado a Bruno em entrevistas na TV, enquanto o minimalista e sofisticado cenário concebido por Daniela Thomas exibe uma sequência de imagens de arquivo que ilustram o episódio. Lucio, por sua vez, diverte-se com o fato de que não consegue escapar de seu próprio sobrenome. A pressão para permanecerem antenados com o mundo contemporâneo enquanto se aproximam dos 50, além dos conflitos internos e consequências decorrentes disso, permeiam diversos momentos do espetáculo. O ponto de partida é um debate sobre a postagem ou não de uma dancinha deles no TikTok e o que se desencadeia depois são recortes de pontos de vistas afiados que provocam risadas e reflexões. Sinopse: Uma comédia imperdível em que Bruno Mazzeo e Lúcio Mauro Filho revelam com muito humor as dificuldades de entender os seus lugares no mundo contemporâneo, ao mesmo tempo em que lidam com o peso de serem filhos de dois ícones do riso: Chico Anysio e Lucio Mauro. 19 ANOS DA WB PRODUÇÕES A WB Produções, fundada em 2007 por Bruna Dornellas e Wesley Telles, neste ano celebra 19 anos de atuação no mercado cultural com um histórico de mais de 2 milhões de espectadores em 55 cidades brasileiras. Reconhecida por produzir grandes sucessos teatrais, a empresa já levou aos palcos obras premiadas como: Através da Íris, Misery, Três Mulheres Altas e Gargalhada Selvagem. Movida pela paixão em levar histórias inspiradoras aos palcos e conectar arte e público de maneira
Abertura do ano legislativo reúne Poderes e instituições na Assembleia
Autoridades dos Poderes Executivo e Judiciário, além de representantes de diversas instituições, participaram nesta segunda-feira (2) da sessão solene que marcou a abertura dos trabalhos legislativos de 2026 na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). A cerimônia inaugurou o último ano da 20ª Legislatura. Com o plenário lotado, a sessão foi conduzida pelo presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União), ao lado do governador Renato Casagrande (PSB), do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) e dos demais integrantes da Mesa Diretora. Também compuseram a mesa principal a presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, desembargadora Janete Vargas Simões; o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Espírito Santo, Francisco Martínez Berdeal; o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, conselheiro Luiz Carlos Ciciliotti; e o defensor público-geral do Estado, Vinicius Chaves de Araujo. Representando os municípios, participaram o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, e a vereadora de Vila Velha, Patrícia Crizanto. Também estiveram presentes o procurador da República no Espírito Santo, Vinicius Cabele; o reitor da Universidade Federal do Espírito Santo, Eustáquio de Castro; a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Espírito Santo, Érica Neves; e o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo, Namir Souza Filho. Após o pronunciamento do presidente da Assembleia, que destacou os desafios do ano legislativo de 2026, a presidente do TJES fez uso da tribuna para ressaltar o papel central do Poder Legislativo na estrutura do Estado Democrático de Direito. Segundo a desembargadora Janete Vargas Simões, a sessão solene vai além do cumprimento constitucional e reafirma o compromisso das instituições com a democracia, a legalidade e a confiança da sociedade. Ela destacou a Assembleia como espaço de representatividade, escuta ativa, elaboração das leis e fiscalização dos atos do poder público. A magistrada também mencionou que episódios recentes no cenário nacional impactam a credibilidade das instituições públicas, o que amplia a responsabilidade dos agentes públicos na defesa do interesse coletivo. Ressaltou ainda que, por se tratar de um ano eleitoral, o Parlamento deve atuar com elevada consciência institucional, equilíbrio e responsabilidade histórica. Encerrando sua fala, a presidente do TJES reforçou a importância da harmonia e da independência entre os Poderes, apontando o diálogo como caminho para o fortalecimento da justiça social e da cidadania. Na sequência, o governador Renato Casagrande destacou que a capacidade de convivência e diálogo é um dos principais diferenciais do Espírito Santo. Em seu discurso, enfatizou a importância da humildade e do respeito institucional para a preservação da democracia, especialmente em um contexto de crescente polarização e de episódios de violência política.
Carnaval de Vitória 2026: guia reúne regras, novidades e ordem dos desfiles no Sambão
O Carnaval de Vitória 2026 promete dois dias de desfiles intensos no Sambão do Povo, reunindo escolas de samba, público e uma programação ampliada. Para garantir uma experiência segura e organizada, a Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesge) divulgou as normas oficiais de acesso aos diferentes setores da avenida. Os desfiles do Grupo Especial acontecem nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2026, sexta-feira e sábado. Os ingressos seguem à venda pela plataforma Brasil Ticket, com cobrança de taxa online, e também em pontos físicos, como a Arena de Verão, em Camburi, e no próprio Sambão do Povo, sem taxa adicional. Regras de acesso: arquibancadas e mesas Nos setores de arquibancadas e mesas, não será permitida a entrada com bebidas em lata ou garrafa. Cada pessoa poderá entrar com até duas garrafas transparentes de 500 ml, contendo água ou suco. Bebidas alcoólicas são proibidas nesses setores. Também não será permitida a entrada com garrafas de vidro, caixas térmicas ou caixas de isopor. Apenas bolsa térmica será aceita. O uso de copo térmico está liberado. Camarotes empresariais e lounges Nos camarotes empresariais e lounges, as regras são mais restritivas. É proibida a entrada com bebidas, sendo a comercialização realizada exclusivamente no interior dos espaços. A entrada com alimentação será permitida somente até as 17h. Após esse horário, não será autorizada a entrada de alimentos. Ampliação do Grupo Especial é novidade em 2026 Uma das principais novidades do Carnaval de Vitória 2026 é a ampliação do Grupo Especial, que passa de sete para dez escolas de samba. Com isso, os desfiles foram reorganizados em dois dias, com cinco agremiações por noite. A mudança garante que todas as escolas desfilem no período noturno, promovendo maior equilíbrio na visibilidade das apresentações e melhor aproveitamento da estrutura do Sambão do Povo. Ingressos e valores Os ingressos para as arquibancadas têm valores a partir de R$ 100 por dia. Já o passaporte para os dois dias pode ser adquirido a partir de R$ 150. O público também pode optar por experiências diferenciadas, como lounges, mesas e camarote superior. Menores de idade Em cumprimento à Portaria da Vara da Infância e Juventude de Vitória, é obrigatória a apresentação de autorização por escrito para a entrada e permanência de crianças e adolescentes menores de 16 anos acompanhados de terceiros. O modelo de autorização deve ser preenchido e assinado pelos pais ou responsáveis legais e está disponível na bio dos canais oficiais do Carnaval de Vitória. Enredos do Carnaval de Vitória 2026 Os enredos deste ano dialogam com temas como ancestralidade, espiritualidade, protagonismo feminino, identidade afro-brasileira e memória capixaba. A atual campeã, Independente de Boa Vista, leva à avenida “A Voz que Dança nas Folhas da Resistência”, exaltando o Congo de Cariacica. Outros destaques incluem “Okê Caboclo Sete Flechas – Guardião Ancestral da Natureza”, da Pega no Samba; “Aruanayê: Guardiãs dos Mistérios Ancestrais”, da Novo Império; e “Arreda homem que aí vem mulher”, da Unidos de Jucutuquara, que aborda a trajetória de Maria Padilha. A Mocidade Unida da Glória (MUG) apresenta “O Diário Verde de Teresa”, inspirado na naturalista Teresa da Baviera e na preservação ambiental. A Imperatriz do Forte traz “Xirê – Festejos às Raízes”, enquanto a Rosas de Ouro destaca a história capixaba em “Cricaré das Origens, o Brasil que Nasce em São Mateus”. A Unidos da Piedade leva à avenida “O Canto Livre de Papo Furado”, a Andaraí revisita sua trajetória em “01/12/1946” e a Chegou o Que Faltava apresenta “Orí – Sua Cabeça é Seu Guia”. Ordem dos desfiles Sexta-feira – 6 de fevereiro Pega no Samba Novo Império Unidos de Jucutuquara Mocidade Unida da Glória (MUG) Imperatriz do Forte Sábado – 7 de fevereiro Rosas de Ouro Unidos da Piedade Independente de Boa Vista Chegou o Que Faltava Andaraí O público também pode acessar a playlist oficial com os sambas-enredo do Carnaval de Vitória 2026, disponível nos canais da Liesge, com versões de estúdio das escolas do Grupo Especial.
João Batista Dallapiccola Sampaio – “O dane-se generalizado no trânsito”
O cotidiano do trânsito urbano brasileiro tem se transformado em um palco eloquente de uma crise de legitimidade e efetividade do Direito. Comportamentos como a ausência do uso da seta (pisca-alerta), o descumprimento exagerado de normas básicas e a atitude recorrente de motoristas, especialmente de aplicativos como Uber, de pararem e estacionarem em locais proibidos sem consequências aparentes, revelam uma perigosa dissociação entre o ordenamento jurídico e a prática social. Esta análise jurídica busca examinar essa realidade multifacetada, abordando a incongruência de proibir o uso do celular ao volante enquanto se permite seu uso profissional por motoristas de aplicativo, a priorização do conforto individual em detrimento das regras coletivas e, paradoxalmente, a necessidade de flexibilização normativa diante de urgências. Fundamentado no Código de Trânsito Brasileiro, na doutrina do Direito Administrativo e na teoria da legitimidade, o artigo propõe uma reflexão sobre a imperiosa necessidade de sintonia entre a Administração Pública e a população para que o trânsito deixe de ser um espaço de barbárie e se torne um ambiente de cidadania. A postura do “dane-se” no trânsito, materializada em atitudes como a omissão do sinal luminoso de direção (art. 35, II, do CTB) e o descumprimento flagrante de normas de circulação, transcende a mera infração de trânsito. Ela configura um fenômeno sociológico de deslegitimação da norma, onde o indivíduo passa a considerar suas conveniências pessoais como superiores ao interesse coletivo de segurança e fluidez. Este comportamento é exacerbado pela percepção de impunidade, especialmente visível no caso de motoristas de aplicativo que param em fila dupla, em pontos de ônibus ou em esquinas. Embora tais condutas sejam expressamente vedadas pelo CTB (arts. 181 e 182), a fiscalização ineficiente e a cultura do “jeitinho” criam um ambiente onde “nada acontece”, corroendo a autoridade da lei. A doutrina de Norberto Bobbio, ao discutir a eficácia das normas, alerta que uma lei sistematicamente desobedecida perde sua força prescritiva e incentiva o descrédito geral no sistema jurídico. Uma das incongruências mais perigosas deste cenário reside na regulação do uso do celular ao volante. O art. 252 do CTB veda o uso de telefone celular durante a condução do veículo, considerando-a infração gravíssima. No entanto, a própria atividade de motorista de aplicativo exige a constante interação com um smartphone para receber corridas, seguir rotas e processar pagamentos. Esta contradição cria uma zona cinzenta de legitimidade: o uso, em tese ilegal, torna-se funcional e economicamente necessário, sendo socialmente tolerado. Tal situação expõe uma grave falha regulatória. A Administração Pública, através do CONTRAN, precisa urgentemente normatizar especificamente esta atividade, estabelecendo padrões de segurança, como suportes adequados, comando de voz e períodos de interação, sob pena de se legitimar tacitamente uma conduta de alto risco, responsável por milhares de acidentes, demonstrando a necessidade de exigir que a norma seja clara e adaptada à realidade, sob pena de gerar insegurança e arbitrariedade. Este cenário não pode, contudo, ser analisado apenas pelo viés da rigidez normativa. A complexidade da vida urbana impõe a reflexão sobre a necessária flexibilização de certas regras diante de situações de urgência ou necessidade concreta. O princípio da proporcionalidade, intrínseco ao Estado Democrático de Direito, deve ser aplicado também na esfera do trânsito. Uma parada momentânea para embarque ou desembarque de idoso ou pessoa com mobilidade reduzida em local não previsto, por exemplo, pode ser um exercício de razoabilidade que a própria Administração, por meio de uma fiscalização inteligente e pedagógica, deveria saber distinguir de uma parada por mera conveniência. O problema reside na total falta de sintonia entre o desenho normativo, muitas vezes genérico e punitivista, e as necessidades dinâmicas da população. É preciso passar de uma lógica puramente sancionatória para uma lógica de gestão, que dialogue com a cidade real. Como ensina a doutrina administrativista, a eficiência requer adaptabilidade e constante diálogo com o administrado. Muitas outras situações no cotidiano atrapalham o trânsito: estacionamento em vaga de carga e descarga, bem como sua ausência; o motorista que, embora esteja no limite da velocidade permitida, teima em permanecer na pista da esquerda (como julgar a necessidade de quem vem atrás, talvez em socorro de alguém ou diante de justa necessidade); o motorista “costureiro”, entre tantos outros exemplos. O trânsito urbano da cidade de Vitória, por exemplo, é um caos total, seja pela falta de integração entre as cidades, seja por semáforos sincronizados — ou não — aparentemente para travar o trânsito, pela ausência das polícias de trânsito nos horários de maior fluxo para equilibrar o tráfego, e por muitos outros fatores. Alterei minha rotina chegando às sete da manhã para trabalhar e saindo às 16 horas. E quem não pode fazer isso? O caos aparente do trânsito, simbolizado pelo “dane-se” generalizado, pela impunidade e pelas incongruências regulatórias, é, na verdade, um espelho distorcido de um contrato social rompido. Ele revela o fracasso de um modelo que apenas edita leis sem garantir sua legitimidade social nem sua execução eficaz, e que é incapaz de se adaptar às novas realidades econômicas e tecnológicas, como a dos aplicativos. A solução não está apenas em mais rigor ou em mais regras, mas em um processo de reconstrução dessa legitimidade. Isto exige uma atuação estatal em três frentes: na regulação inteligente e específica, que enfrente dilemas modernos como o uso profissional do celular; na fiscalização consistente e pedagógica, que recupere a credibilidade da ameaça sancionatória; e no diálogo permanente com a sociedade, para flexibilizar onde for razoável e fortalecer onde for essencial. Só quando a Administração Pública e o povo encontrarem uma sintonia, ouvindo-se mutuamente para além do ruído das buzinas, o trânsito deixará de ser uma guerra diária de todos contra todos. Pois, no fim, o verdadeiro sinal que precisamos aprender a dar não é apenas o da seta, mas o do respeito recíproco e da corresponsabilidade na construção de um espaço público mais humano e seguro. João Batista Dallapiccola Sampaio é advogado militante há 39 anos
Semana terá calor e possíveis pancadas de chuva na Grande Vitória
A semana começa com temperaturas elevadas e chance de pancadas de chuva na Grande Vitória, segundo as previsões meteorológicas mais recentes. O clima será marcado por calor durante o dia e períodos de tempo instável no período da tarde e da noite ao longo da semana. De acordo com os modelos de previsão do tempo disponíveis, incluindo a previsão estendida para Vitória, os termômetros devem oscilar entre aproximadamente 24 °C e 33 °C nos próximos dias, com variação entre sol, nuvens e chuva isolada. Como será o clima dia a dia Início da semana – A segunda-feira começa com tempo quente e céu com muitas nuvens. Há previsão de pancadas de chuva isoladas no período da tarde e noite, acompanhadas de trovoadas em alguns momentos. Meio da semana – A tendência é de continuidade do calor, com temperaturas máximas se mantendo acima dos 30 °C. Apesar de períodos de sol e nuvens, o risco de chuva segue presente, especialmente no fim da tarde e durante a noite. Restante da semana – No final da semana, a previsão indica uma mescla de céu parcialmente nublado com a possibilidade de pancadas de chuva em várias áreas da Grande Vitória. A chance de chuva é maior no período da tarde, típico desta época do ano. Tendências gerais Os modelos meteorológicos apontam que a umidade relativa do ar deve se manter alta, favorecendo nuvens carregadas e chuva passageira em pontos isolados da região. Esse padrão se alinha às condições típicas do verão no Espírito Santo, com elevação das temperaturas durante o dia e maior probabilidade de precipitação conforme a tarde avança. Meteorologistas recomendam que moradores e turistas fiquem atentos às atualizações do Instituto Nacional de Meteorologia e demais boletins oficiais ao longo da semana, pois a previsão pode ser ajustada com base na evolução dos sistemas meteorológicos na região
João Gualberto – “A Fazenda Morro das Palmas”*
O escritor capixaba Geremias Pignaton é autor de um livro muito interessante sobre a história do desenvolvimento de sua região de origem, onde hoje estão municípios como Ibiraçu, Fundão, João Neiva e Aracruz. A obra narra esse processo histórico a partir da existência da Fazenda Morro das Palmas. Para o autor, como registra no texto, a fazenda foi sede da primeira tentativa de implantação de uma colônia de imigrantes italianos no Brasil. Ali, em 1874, Pietro Tabacchi, então proprietário da fazenda, tentou instalar a colônia Nova Trento nos confins de suas imensas terras, nas proximidades do que hoje é a cidade de Fundão, em uma empreitada que acabou destinada ao fracasso. Com o fim da escravidão, os fazendeiros entendiam ser necessário renovar a força de trabalho. Os italianos vieram tanto para se tornarem proprietários de pequenas glebas de terra quanto para trabalhar nas fazendas. Houve também um processo de divisão das grandes propriedades, com a venda de porções de terra a longo prazo para os imigrantes. Esse modelo transformava os antigos donos de grandes fazendas em compradores do café produzido por uma multidão de pequenos produtores, passando a comandar uma extensa rede de interesses comerciais na cadeia produtiva do café, então carro-chefe da economia do Espírito Santo. O mesmo processo ocorreu, por exemplo, na Fazenda do Centro, no atual município de Castelo, e também em grandes porções de terra em Iconha. Cada um desses municípios gerou figuras centrais do coronelismo, como o Coronel Duarte, em Iconha. Esse é, aliás, um dos elementos mais centrais do coronelismo capixaba: a existência de pequenos produtores imigrantes organizados em redes comerciais por fazendeiros já estabelecidos e próximos ao poder. É importante lembrar que não é apenas a propriedade da terra que determina a formação social de um coronel. O fator decisivo é o controle de uma extensa rede de favores. O domínio sobre a compra da produção dos pequenos proprietários permitiu a construção dessas redes de favorecimento e auxílio cotidiano. O homem pobre, naquele período, não tinha acesso a quase nada: saúde, educação ou financiamentos. No caso específico da Fazenda Morro das Palmas, o empreendimento de Pietro Tabacchi não prosperou, e isso está diretamente relacionado às condições de negócio que ele próprio estabeleceu. Segundo as informações organizadas por Geremias Pignaton, as promessas feitas aos italianos não foram cumpridas, as condições de sobrevivência eram precárias e os recém-chegados acabaram se revoltando. Nesse contexto, muitos partiram em busca de novos horizontes, dirigindo-se, em sua maioria, para outro empreendimento da colonização italiana no Espírito Santo, a colônia de Santa Leopoldina. Essa experiência pioneira fracassada acabou produzindo, a partir do deslocamento desses colonos insatisfeitos, o surgimento da cidade de Santa Teresa, fato histórico relevante que merece, por si só, um texto específico. Entretanto, não foi apenas esse grande empreendimento que marcou a história da Fazenda Morro das Palmas. Anos mais tarde, já na década de 1890, seu novo proprietário, o influente militar, político e homem de negócios Aristides Guaraná, instalou ali uma grande usina de produção de açúcar, uma das maiores do Brasil à época: o Engenho Guaraná. Em uma história pouco conhecida pela maioria dos capixabas, destaca-se o protagonismo de um militar que atuou na Guerra do Paraguai, onde, inclusive, perdeu um dos braços. Por esse motivo, gozava de grande prestígio junto à família imperial, especialmente com o Conde d’Eu. Esse prestígio se estendeu ao início da República, em razão de sua amizade com o presidente Deodoro da Fonseca, com quem havia convivido nos campos de batalha da Guerra do Paraguai. O Dr. Guaraná, que também era engenheiro, é descrito na obra como um escravocrata radical e perverso, responsável por diversos atos de selvageria contra trabalhadores submetidos ao regime forçado em suas terras. Chegou a ser deputado provincial defendendo a continuidade da escravidão. Graças a suas relações e influência política, obteve um grande empréstimo para implantar, a cerca de dois quilômetros da Fazenda Morro das Palmas, um enorme engenho de açúcar, batizado de Engenho Central Guaraná. As obras tiveram início em 1890, e a inauguração oficial ocorreu em 1900. Apesar de sua grandiosidade e importância industrial para a época, o empreendimento fracassou completamente. De toda essa trajetória restaram ruínas e o nome de um distrito do município de Aracruz, situado às margens da BR-101. O resgate dessa história exigiu pesquisa, esforço e dedicação de Geremias Pignaton, mais do que suficientes para celebrar a escrita histórica desse importante trabalho. A leitura da obra é altamente recomendada para quem deseja conhecer fatos tão relevantes da trajetória histórica do Espírito Santo. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018.
Turismo em Vila Velha: saiba como aproveitar as atrações do Sítio Histórico da Prainha
Quem busca um passeio gratuito, acessível e repleto de história em Vila Velha encontra no Sítio Histórico da Prainha um dos roteiros mais completos do Espírito Santo. A região onde começou a colonização capixaba concentra atrações culturais, áreas de lazer ao ar livre e importantes espaços de religiosidade, ideais para visitas em família, com crianças, adultos e idosos. Entre os destaques estão o Parque da Prainha, a Casa da Memória de Vila Velha, o Museu Homero Massena, a Igreja do Rosário e o Convento da Penha. A maioria dos equipamentos é mantida pela Prefeitura de Vila Velha. Parque da Prainha Inaugurado em março de 2024, o parque marca simbolicamente o local do desembarque de Vasco Coutinho, em 1535, com a instalação do Marco Zero da colonização do Espírito Santo. A área conta com mais de 42 mil m² e oferece parquinho infantil, espaço pet, academia popular, pistas de caminhada e corrida, ciclovia, áreas gramadas para piquenique, banheiros e ampla área de convivência. Fonte Interativa Instalada no Parque da Prainha, a Fonte Interativa é um dos pontos mais procurados nos dias quentes. Com 339,92 m² e 24 jatos d’água, o espaço se tornou atração para crianças e famílias, com funcionamento em horários específicos ao longo do dia. Casa da Memória de Vila Velha O casarão do século XIX abriga exposições permanentes com fotografias, objetos e registros históricos da formação do município e do Estado. O espaço também preserva, em sua área externa, um antigo bonde que circulou por Vila Velha. O imóvel passou recentemente por reforma em toda a sua estrutura. Museu Homero Massena O museu funciona na antiga residência do artista Homero Massena, onde ele viveu e produziu parte importante de sua obra entre 1951 e 1974. O imóvel, tombado pelo Conselho Estadual de Cultura, é uma das últimas construções da primeira metade do século XX na região. Igreja do Rosário Considerada um dos mais antigos templos religiosos do Brasil em funcionamento contínuo, a igreja teve origem em uma ermida construída em 1535. O prédio é tombado pelo IPHAN e, todos os anos, no dia 7 de outubro, recebe celebrações em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, padroeira de Vila Velha. Convento da Penha Principal cartão-postal do Espírito Santo, o Convento foi iniciado em 1566 e está localizado a 154 metros de altitude. Além da relevância histórica e religiosa, o local oferece uma das vistas panorâmicas mais conhecidas da Grande Vitória, com visual para a capital, a baía e a Terceira Ponte. Em abril, o espaço recebe a tradicional Festa da Penha. Horários de funcionamento Fonte Interativa – Parque da Prainha • Segunda a sexta: 9h às 10h | 14h às 15h | 19h às 20h • Sábados, domingos e feriados: 10h às 12h | 15h às 17h | 19h às 21h Museu Homero Massena • Terça a domingo e feriados: 8h30 às 17h30 Casa da Memória de Vila Velha • Terça a domingo e feriados: 8h30 às 17h30 Igreja do Rosário • Segunda a sexta e feriados: 9h às 16h30 (entrada do último grupo) Convento da Penha – Missas na Capela • Segunda a sábado: 7h, 9h, 11h e 15h • Domingo: 5h, 7h, 11h e 15h Missas no Campinho do Convento • Missa da Saúde: quarta-feira, às 15h • Domingo: às 9h (ambas com transmissão pelas redes sociais) Acesso de veículos ao Campinho • Segunda a sexta: 6h às 16h45 (subida liberada) • Sábado: 6h às 16h45 (apenas 50 veículos para a missa das 5h) • Domingo: 4h às 16h45 (apenas 50 veículos para a missa das 5h) Veículos que transportam cadeirantes têm acesso liberado ao longo do dia. Transporte interno • Vans: R$ 6,00 (ida e volta) • Trenzinho das Alegrias: R$ 20,00 (ida e volta)
Planejar agora pode ser o caminho para alcançar as metas de 2026 sem frustração
Especialista explica como transformar objetivos em ações possíveis e preservar a saúde mental ao longo do processo Mesmo com o ano em curso e a chegada do segundo mês no calendário, ainda há tempo — e talvez este seja o momento mais lúcido — para pensar com mais clareza no futuro. Distante da euforia típica de janeiro, o planejamento de metas para 2026 feito agora tende a ser mais consciente, realista e alinhado à rotina. É justamente após o entusiasmo inicial que muitas pessoas percebem a dificuldade de sustentar objetivos ao longo do tempo, o que reforça a importância de um planejamento que considere não apenas desejos, mas também limites, emoções e estratégias práticas. Estudos indicam que apenas entre 8% e 10% das pessoas conseguem cumprir suas resoluções anuais. Grande parte abandona os objetivos ainda nos primeiros meses do ano. Quando observadas as diferenças por gênero, alguns levantamentos apontam que as mulheres relatam taxas mais elevadas de abandono das metas, possivelmente em razão da sobrecarga de demandas pessoais e profissionais, embora também apresentem maior engajamento em objetivos ligados à saúde e ao bem-estar. Para a psicanalista e neurocientista Joseana Sousa, especialista em comportamento humano, essa distância entre intenção e resultado está diretamente ligada à forma como a mente lida com expectativas, frustrações e planejamento. “Quando traçamos metas movidos apenas pela motivação do início do ano, sem um plano concreto ou uma compreensão interna do que realmente queremos e precisamos, é comum que o entusiasmo inicial dê lugar à frustração ou ao desânimo”, explica. Segundo ela, esse processo pode gerar culpa e autocrítica, que funcionam como barreiras emocionais tão relevantes quanto os desafios práticos. Como se organizar A especialista orienta que o planejamento comece de forma reflexiva, conectando as metas a valores pessoais mais profundos. “É importante se perguntar por que essa meta é importante, o que ela representa e como pode ser transformada em hábitos concretos e sustentáveis”, afirma. Metas menores e específicas, como caminhar 30 minutos quatro vezes por semana ou ler um livro por mês, ajudam a criar sensação de constância e progresso, reduzindo a sobrecarga emocional. Joseana também ressalta a importância de equilibrar expectativa e autocompaixão. “O cérebro reage intensamente à frustração. Metas irreais ou cobranças excessivas ativam mecanismos de estresse que afastam a pessoa dos resultados desejados”, destaca. Segundo ela, cuidados com a saúde mental — como pausas regulares, atividade física, sono adequado, apoio psicológico e momentos de descanso — fortalecem tanto a disciplina quanto a resiliência emocional. A recomendação final é que o planejamento seja revisto ao longo do ano. “As metas não devem ser rígidas. Planejar é um processo dinâmico de autoconhecimento e ajuste contínuo. Não se trata de listar desejos, mas de construir um caminho possível, com ações graduais, para que a mente consiga se adaptar. A gentileza consigo mesmo faz parte desse processo”, conclui a especialista.