Produção industrial capixaba registra o maior crescimento entre os 18 locais pesquisados pelo IBGE, impulsionada pela indústria extrativa, que avançou 32% no período A indústria do Espírito Santo encerrou o primeiro semestre de 2026 com o maior crescimento do país. Entre janeiro e junho, a produção industrial capixaba avançou 20,2% em relação ao mesmo período de 2025, bem acima da média nacional, de 1,5%, e liderou o desempenho entre os 18 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado também ficou na liderança em outras bases de comparação. No acumulado dos últimos 12 meses, a indústria capixaba cresceu 20,1%, diante de 0,7% no Brasil. Na comparação entre junho de 2026 e junho de 2025, o avanço foi de 12,2%, contra 1,7% da indústria nacional. Com o resultado, o Espírito Santo completa 14 meses consecutivos de crescimento de dois dígitos na comparação interanual. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgada nesta terça-feira (11) pelo IBGE e compilada pelo Observatório Findes. O desempenho no primeiro semestre foi impulsionado principalmente pela indústria extrativa, que cresceu 32% na comparação com igual período do ano passado, favorecida pelo aumento da produção de petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro. Já a indústria de transformação acumulou retração de 2,8%. Para o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, o resultado demonstra a força do setor extrativo, mas também evidencia a necessidade de ampliar o crescimento em outros segmentos. “Encerramos o primeiro semestre liderando o crescimento industrial do país, impulsionados pela força da indústria extrativa, que tem papel estratégico na nossa economia. É um resultado muito importante para o Espírito Santo. Ao mesmo tempo, precisamos avançar também na indústria de transformação, fundamental para agregar valor à nossa produção, atrair investimentos e gerar mais riqueza e oportunidades para o Estado”, afirma. Petróleo, gás e minério impulsionam resultado Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Espírito Santo produziu, em média, 244,7 mil barris de petróleo por dia no primeiro semestre, volume 46,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025. A produção offshore cresceu 47,3%, com destaque para o campo de Jubarte, que alcançou média de 179,3 mil barris diários, alta de 41,6%. O desempenho foi favorecido pelo navio-plataforma Maria Quitéria, com média de 69,7 mil barris por dia no semestre, e pelo campo de Wahoo, que produziu, em média, 25,4 mil barris diários entre março e junho. A produção de gás natural também apresentou forte expansão, com crescimento de 69% no primeiro semestre. No ambiente offshore, a alta chegou a 69,8%, puxada principalmente pelo campo de Jubarte, onde o avanço foi de 71,1%. Segundo a economista-chefe da Findes e gerente executiva do Observatório Findes, Marília Silva, a ampliação da atividade offshore foi determinante para o desempenho do setor. “A produção de petróleo ganhou força neste primeiro semestre com o desempenho do campo de Jubarte, especialmente do FPSO Maria Quitéria, e com a entrada em operação de Wahoo. Esse aumento da atividade offshore ajuda a explicar o avanço expressivo da indústria extrativa e, consequentemente, da produção industrial capixaba no período”, explica. A produção de pelotas de minério de ferro também contribuiu para o resultado. A Vale produziu 10,8 milhões de toneladas no Espírito Santo no primeiro semestre, crescimento de 28% em relação a 2025. Já a produção de pelotas e finos de minério de ferro da Samarco chegou a 7,7 milhões de toneladas, alta de 8%. Indústria de transformação recua no semestre Apesar do crescimento de 3,5% na passagem de maio para junho, a indústria de transformação capixaba acumulou queda de 2,8% no primeiro semestre. Entre os segmentos, a fabricação de produtos alimentícios recuou 9,7%, enquanto celulose, papel e produtos de papel tiveram queda de 6,9%. Em sentido contrário, metalurgia (+0,2%) e produtos de minerais não metálicos (+0,1%) registraram leve crescimento. Em junho, a fabricação de produtos de minerais não metálicos avançou 1,6%, impulsionada pela produção de pedras trabalhadas para construção e produtos cerâmicos. O desempenho ocorre em um cenário de expansão da construção civil capixaba. Segundo o 46º Censo Imobiliário do Sinduscon-ES, o Estado possui 19 mil unidades residenciais e comerciais em construção, crescimento de 10,4% em relação ao levantamento anterior. Para Paulo Baraona, fortalecer a indústria de transformação é fundamental para ampliar a diversificação da economia capixaba. Segundo ele, o segmento tem papel estratégico na agregação de valor, formação de novas cadeias produtivas, atração de investimentos e geração de empregos qualificados.
Corrida da Apae da Serra será realizada no dia 20 de setembro, no Parque da Cidade
Estão abertas as inscrições para a Corrida Apaexonados por Corridas 2026, promovida pela Apae da Serra. O evento será realizado no dia 20 de setembro, no Parque da Cidade, na Serra, reunindo esporte, lazer e ações de conscientização sobre a inclusão das pessoas com deficiência intelectual e múltipla. A programação contará com corridas de 3 km e 5 km, caminhada e Corrida Kids, permitindo a participação de atletas, famílias e pessoas que desejam apoiar o trabalho desenvolvido pela instituição. A iniciativa busca incentivar a prática de atividades físicas e, ao mesmo tempo, mobilizar a comunidade em torno da inclusão. Segundo a presidente da Apae da Serra, Elzimar Maria Pereira de Souza, a corrida também contribui para a manutenção das atividades da entidade. “É muito importante incentivar a prática de esportes. A nossa corrida quer estimular mais pessoas a terem uma vida saudável e também arrecadar recursos para nossa instituição”, afirma. Inscrições e kits As inscrições podem ser feitas pela plataforma oficial da prova ou presencialmente nas lojas Move On Esporte dos shoppings Vitória, Vila Velha, Mestre Álvaro, Montserrat e Praia da Costa. Os participantes podem escolher entre três opções de kit. O Kit Completo, no valor de R$ 99, inclui camisa oficial, número de peito com chip e medalha finisher. O Kit Básico, por R$ 79, oferece número de peito com chip e medalha. Já o Kit Kids custa R$ 89 e inclui camisa oficial, número de peito e medalha. Para atletas das categorias destinadas a pessoas com deficiência, a inscrição deve ser realizada pelo site oficial da prova, com envio obrigatório de laudo médico para validação. Todos os participantes que concluírem seus respectivos percursos receberão medalha. Atualmente, a Apae da Serra atende mais de 1.380 usuários, com serviços nas áreas de assistência social, educação e saúde especializada. A corrida integra as ações de mobilização social da entidade e busca fortalecer a participação da comunidade em seus projetos. Serviço Corrida Apaexonados por Corridas 2026 Data: 20 de setembro de 2026 (domingo) Local: Parque da Cidade – Serra (ES) Modalidades: Corrida de 5 km Corrida de 3 km Caminhada Corrida Kids Programação: 6h – Abertura oficial da arena 6h10 – Concentração dos atletas 6h30 – Largada das provas de 3 km, 5 km e caminhada 8h30 – Cerimônia de premiação 9h – Corrida Kids Inscrições online: plataforma Keep Sporting – Corrida Apaexonados por Corridas 2026 Inscrições presenciais – Move On Esporte: Shopping Vitória – Av. Américo Buaiz, 200, lojas 115 e 132, Enseada do Suá Shopping Vila Velha – Rua Luciano das Neves, 2418, Loja 1002, Divino Espírito Santo Shopping Mestre Álvaro – Av. João Palácio, 300, Loja 208, Eurico Salles Shopping Montserrat – Av. Eldes Scherrer Souza, 2162, Colina de Laranjeiras, Serra Shopping Praia da Costa – Av. Dr. Olívio Lira, 353, Praia da Costa, Vila Velha
Assédio eleitoral no trabalho entra no foco de campanha nacional pelo voto livre
Iniciativa do TST, TSE e Ministério Público do Trabalho alerta empresas e trabalhadores sobre pressões, ameaças ou vantagens para influenciar a escolha política de funcionários À medida que o processo eleitoral avança em todo o país, autoridades ampliam a atenção para uma prática que pode comprometer a liberdade de escolha dos trabalhadores: o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. O Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançaram nesta semana a “Aliança pelo Voto Livre e Secreto”, mobilização nacional com o slogan “No meu voto mando eu”. A iniciativa busca conscientizar empresas, trabalhadores e instituições sobre a necessidade de preservar o direito ao voto livre e secreto, sem pressões ou interferências decorrentes das relações profissionais. Segundo a advogada trabalhista Paloma Vallory, do escritório Ferreira Borges Advogados, o assédio eleitoral ocorre quando empregadores, gestores ou outras pessoas em posição de autoridade tentam influenciar a decisão política de trabalhadores por meio de intimidação, ameaças ou promessas de vantagens. “O empregador não pode utilizar sua posição hierárquica para constranger empregados a apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento político. O voto secreto é um direito constitucional, e qualquer tentativa de interferência representa uma violação das liberdades individuais e dos direitos fundamentais do trabalhador”, explica. Entre as situações que podem caracterizar assédio eleitoral estão ameaças de demissão, redução de benefícios ou prejuízos na carreira, além de promessas de promoções e outras vantagens condicionadas ao apoio político. Também entram nessa lista exigências de participação em atos de campanha, distribuição de material eleitoral durante o expediente e cobranças sobre em quem o funcionário pretende votar. Paloma alerta que até manifestações aparentemente informais podem ultrapassar os limites da legalidade quando envolvem uma relação de subordinação. “Existe uma diferença importante entre uma conversa espontânea sobre política e uma situação em que o empregado se sente coagido por alguém que possui poder para contratar, demitir, promover ou aplicar sanções. Nesses casos, o desequilíbrio da relação de trabalho transforma a manifestação em potencial assédio”, afirma. Além de afrontar direitos constitucionais, o assédio eleitoral pode provocar consequências nas esferas trabalhista, eleitoral e criminal. Empresas e gestores podem responder por danos morais individuais ou coletivos e também ser alvo de investigações dos órgãos competentes. Para a advogada, as próprias empresas têm papel importante na prevenção. A recomendação é reforçar orientações internas, capacitar gestores e lideranças e deixar claro que pressões relacionadas ao voto não são compatíveis com um ambiente profissional ético e respeitoso. Nos casos em que o trabalhador identificar possível assédio eleitoral, a orientação é preservar elementos que possam comprovar os fatos, como mensagens, documentos e testemunhos, e buscar orientação jurídica e os canais oficiais competentes para avaliar a situação e formalizar eventual denúncia.
Rosana Paste celebra 40 anos de produção artística com exposição inédita no MAES
Com curadoria de Agnaldo Farias, mostra reúne trabalhos inéditos da artista e transforma o museu em espaço de reflexão sobre tempo, memória, matéria e território Quatro décadas depois de iniciar sua produção artística, Rosana Paste retorna ao Museu de Arte do Espírito Santo (MAES) com a exposição Entre Tempo e Coisas, em cartaz de 18 de agosto a 18 de outubro de 2026. Com curadoria de Agnaldo Farias e entrada gratuita, a mostra reúne obras majoritariamente inéditas que sintetizam a pesquisa desenvolvida pela artista desde os anos 1980. A abertura acontece no dia 18 de agosto, com visita mediada pelo curador. A exposição é resultado de uma investigação poética que acompanha Rosana desde o início da carreira, quando ingressou no curso de Artes e participou do 1º Salão Capixaba de Artes Plásticas. Professora do Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) desde 1994, ela define sua atuação como a de uma “artista-professora”, em que criação e docência se alimentam mutuamente. “‘Entre’ é um lugar muito especial. Não é um lugar nem outro; talvez seja um não lugar, ou um lugar tão subjetivo que não se define, apenas se sente. O tempo é inexorável, transmuta, muda, modifica e deixa suas marcas. Já as coisas carregam nossas escolhas, nossas memórias e até traços dos nossos ancestrais. Vivemos, todos nós, entre tempos e coisas na nossa vida cotidiana”, afirma. Escultura, materialidade e projeto educativo Reconhecida como uma das principais escultoras brasileiras, Rosana Paste construiu uma produção marcada pela experimentação e pela liberdade de linguagem. Sua pesquisa passa pelo chumbo, bronze, inox, fotografia, performance e outras materialidades, buscando o suporte mais adequado para cada investigação. Em um campo historicamente associado ao universo masculino, fez da relação com a matéria um dos elementos centrais de sua identidade artística. “O fio condutor sou eu, meus pensamentos e a liberdade de encontrar, em cada trabalho, o material mais conveniente para aquilo que quero fazer. Sou de uma geração formada pelo hibridismo. Fiz performance, teatro, cinema, mosaico, fotografia e vídeo. Desde cedo entendi que a tridimensionalidade seria meu porto seguro. Na minha pesquisa, o maior desafio sempre foi a materialidade. Tudo é pesado, grande, exige força, roupas de proteção e espaço para produzir. Esse universo sempre foi atribuído aos homens. Mas nasci na roça e adorava estar com meu pai nesse ambiente de construir, plantar e transformar. Acho que foi ali que comecei a ser escultora. Gosto do desafio de transformar a matéria”, explica. Na mostra, o Espírito Santo aparece como território simbólico e afetivo. Manguezais, arquitetura, memória, meio ambiente e pertencimento atravessam as obras, convidando o público a construir suas próprias interpretações. Entre as questões propostas pela artista estão reflexões sobre a forma de viver, o legado deixado às próximas gerações, a relação com o corpo, os desejos e a natureza. O projeto educativo, desenvolvido por Adriana Magro, amplia essa experiência com encontros voltados a professores, estudantes e visitantes de diferentes idades, reforçando o museu como espaço de formação e diálogo. “Gostaria que cada pessoa saísse da exposição com uma experiência singular. Que fosse múltipla. Não trabalho com o figurativo justamente porque acredito que as obras precisam permanecer abertas para serem degustadas. Não existe apenas uma interpretação. Existe o encontro entre a obra e quem a vê. E talvez o melhor lugar desse encontro seja justamente a delícia do vazio”, conclui. Serviço Exposição: Entre Tempo e Coisas Artista: Rosana Paste Local: Museu de Arte do Espírito Santo (MAES) – Av. Jerônimo Monteiro, 631, Centro, Vitória Curadoria: Agnaldo Farias Período: 18 de agosto a 18 de outubro de 2026 Abertura e visita mediada com o curador: 18 de agosto de 2026 Entrada gratuita
Espírito Santo mantém Nota A+ em gestão fiscal pelo terceiro ano consecutivo
Estado alcança classificação máxima do Tesouro Nacional e completa 15 anos seguidos com Nota A na Capacidade de Pagamento O Espírito Santo conquistou, pelo terceiro ano consecutivo, a Nota A+ em gestão fiscal na avaliação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A classificação máxima coloca o Estado entre os entes federativos com melhor desempenho do País em equilíbrio das contas públicas e qualidade das informações contábeis e fiscais. O resultado combina duas avaliações. O Espírito Santo recebeu Nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), indicador que analisa a saúde financeira dos Estados e sua capacidade de cumprir compromissos, e também Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, que verifica critérios como precisão, integridade e confiabilidade dos dados apresentados pelos entes públicos. A manutenção da Nota A na Capag foi confirmada nesta terça-feira (11) pelo Tesouro Nacional, por meio de Nota Técnica encaminhada à Secretaria da Fazenda do Espírito Santo (Sefaz). Com o resultado, o Estado chega a 15 anos consecutivos com a classificação máxima nesse indicador. A Nota A referente à qualidade das informações contábeis e fiscais já havia sido divulgada em junho. A classificação A+ foi criada pelo Tesouro Nacional em 2024 para diferenciar os Estados e municípios que apresentam o mais elevado nível de desempenho fiscal aliado à qualidade das informações prestadas. Desde a implantação do novo sistema, o Espírito Santo obteve a nota máxima em todas as avaliações: 2024, 2025 e 2026. Para o secretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa, a manutenção do equilíbrio fiscal tem reflexos que vão além das contas públicas e contribui para ampliar a capacidade de investimento do Estado. “A solidez das contas públicas garante recursos para investimentos em áreas estratégicas, diretamente voltados à melhoria da qualidade de vida do cidadão. Além disso, favorece um ambiente de negócios íntegro e atrativo para a chegada de novas empresas e investimentos, contribuindo para a geração de empregos e oportunidades”, afirmou. O subsecretário do Tesouro Estadual, Daniel Corrêa, ressaltou que a classificação também fortalece a credibilidade do Espírito Santo diante de investidores e instituições financeiras. “É um reconhecimento que traduz a qualidade da gestão fiscal e a responsabilidade na condução dos recursos públicos”, destacou. A Nota Técnica da STN também atesta o cumprimento das metas estabelecidas pelo Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (PAF). O programa acompanha indicadores relacionados ao endividamento, resultado primário, despesas com pessoal, arrecadação, gestão pública e disponibilidade de caixa líquido. Ferraço destaca novos investimentos O governador Ricardo Ferraço afirmou que a manutenção da Nota A+ deve servir de base para ampliar os investimentos públicos no Espírito Santo. Para ele, o equilíbrio das contas não deve ser visto como um objetivo isolado, mas como instrumento para garantir recursos para obras e serviços destinados à população. “A Nota A+ é uma conquista dos capixabas. Desde 2012 temos um Estado organizado. Ter uma situação fiscal responsável não pode ser o fim, mas um meio de transformar vidas. Com um Estado organizado, podemos garantir recursos para o que mais importa para a população, que são as obras e serviços que mudam a vida de forma direta”, afirmou. Ferraço acrescentou que pretende manter essa política fiscal para sustentar novos investimentos nos próximos anos. “Precisamos seguir nesse caminho sólido e organizado, pois, com a base sólida que construímos nos últimos anos, vamos avançar muito mais e seguir referência para o País”, completou o governador. O que é a Nota A+ Para alcançar a Nota A+, o Estado precisa obter Nota A nos três indicadores que formam a Capacidade de Pagamento: endividamento, poupança corrente e liquidez relativa. Os critérios analisam, respectivamente, a capacidade de solvência, o equilíbrio entre receitas e despesas correntes e a disponibilidade de recursos em caixa. A Capag é utilizada pelo Tesouro Nacional para avaliar a situação fiscal de Estados e municípios interessados em contratar operações de crédito com garantia da União. Uma avaliação positiva indica maior capacidade do ente público de assumir e honrar novos compromissos financeiros. Além do desempenho na Capag, é necessário alcançar Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal. Na edição deste ano, foram considerados 207 quesitos — 24 a mais do que na avaliação anterior. A análise envolve informações da Declaração de Contas Anuais (DCA), do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) e da Matriz de Saldos Contábeis (MSC). O Tesouro Nacional também verifica a compatibilidade entre os diferentes dados contábeis e fiscais apresentados pelos entes públicos. Com a combinação das duas avaliações, o Espírito Santo mantém pelo terceiro ano seguido a classificação A+, reforçando a posição do Estado entre os que apresentam os melhores indicadores de gestão fiscal do País.
João Batista Dallapiccola Sampaio – “Dia do Advogado: uma profissão milenar a serviço da verdadeira Justiça”
A advocacia está entre as profissões mais antigas da humanidade, ao lado da agricultura, do fazendeiro, e do artesanato. Desde que existem conflitos entre pessoas, existe também quem se disponha a falar em nome de outrem, a defender uma causa alheia e a buscar, pela palavra e pelo argumento, uma solução justa, perfeita e regular. A própria Bíblia traz registros de pessoas que assumiam esse papel de intercessão e defesa em favor de terceiros, o que mostra como a função de advogar acompanha a história da civilização muito antes de se tornar uma profissão regulamentada. No Brasil, a advocacia como profissão organizada tem uma data de nascimento bem definida. Em 11 de agosto de 1827, Dom Pedro I sancionou a lei que criou os primeiros cursos jurídicos do país, instalados em São Paulo e em Olinda. Antes disso, quem quisesse estudar Direito precisava se deslocar até Coimbra, em Portugal. Com a criação desses cursos, o Brasil passou a formar seus próprios bacharéis e lançou as bases da advocacia moderna nacional. É por essa mesma razão histórica que 11 de agosto é celebrado também como o Dia do Estudante. As duas datas nasceram do mesmo marco legal, a criação de cursos superiores, o que reforça a ideia de que a formação jurídica e o exercício da advocacia caminham juntos desde a origem da profissão no país. Comemorar o advogado é, de certa forma, comemorar também aquele que ainda está em formação, o futuro profissional que carrega a mesma vocação de servir à Justiça. A advocacia ocupa um lugar particular na estrutura da sociedade. O Poder Judiciário é formado por magistrados e servidores que ingressam, em regra, por concurso público. O Poder Legislativo e o Poder Executivo são compostos por representantes eleitos pelo voto popular. O advogado, por sua vez, não é eleito nem aprovado em concurso para exercer sua função junto ao cidadão. Após legalmente habilitado, ele é escolhido diretamente pelo cliente, que deposita nele sua confiança para conduzir uma causa, defender um direito ou orientar uma decisão. Essa escolha pessoal, renovada a cada novo caso, é o que dá à advocacia seu caráter único: a legitimidade do advogado vem da confiança que ele conquista, um a um, com cada pessoa que atende. Essa relação de confiança não é apenas simbólica. A Constituição Federal, em seu artigo 133, estabelece que o advogado é indispensável à Administração da Justiça. Não se trata de uma frase de efeito, mas de um reconhecimento formal de que não há Justiça plena sem a presença do advogado. Dessa menção, a advocacia é a única profissão mencionada de forma expressa no texto da Constituição. É ele quem traduz o sofrimento e a expectativa do cidadão em linguagem jurídica, quem provoca o Judiciário, quem apresenta provas, quem sustenta teses e quem, muitas vezes, é a única voz que resta a quem se sente sem forças diante do Estado ou de outra parte mais poderosa. Depois de mais de quatro décadas atuando nessa profissão e sacerdócio, posso dizer que a advocacia exige, além de conhecimento técnico, paciência, escuta e um compromisso diário com a ética. Cada processo carrega uma história de vida, uma expectativa e, muitas vezes, uma angústia que precisa ser acolhida antes de ser transformada em petição. É esse encontro entre técnica e humanidade que faz da advocacia uma profissão insubstituível. Quando uma prerrogativa do advogado é violada, quem efetivamente está sendo violada, é a sociedade. Neste 11 de agosto de 2026, celebramos não apenas uma data no calendário, mas uma tradição que atravessa séculos, e que no Brasil ganhou forma própria com a lei de Dom Pedro I, que criou os cursos jurídicos em Olinda e São Paulo e ainda instituiu o título de Doutor aos Bacharéis em Direito. Celebramos ainda os estudantes de Direito e aos estudantes em geral, que hoje sonham em vestir a toga, a beca ou a indumentária da advocacia e amanhã serão os responsáveis por manter viva essa indispensável função de defender, orientar e representar quem precisa de Justiça. *Texto escrito pelos advogados João Batista Dallapiccola Sampaio e Aretusa Pollianna Araújo.
Movimento Cidade terá 22 horas de programação na Prainha; confira o guia do festival
Zeca Pagodinho, Emicida, João Gomes, Gaby Amarantos, Marcelo D2, Marina Sena, Rachel Reis, Urias e O Kannalha estão entre os nomes que ocupam a Prainha, em Vila Velha, de 14 a 16 de agosto A contagem regressiva para o Festival Movimento Cidade está chegando ao fim. Entre os dias 14 e 16 de agosto, a Prainha, em Vila Velha, recebe mais uma edição do evento, considerado o maior festival de artes do Espírito Santo. Serão 22 horas de programação, reunindo música, audiovisual, cultura popular, esporte, intervenções artísticas e outras experiências. Ao longo dos três dias, o Movimento Cidade terá 14 atrações nacionais e mais de 18 artistas locais, com atividades que começam à tarde e seguem até a madrugada. Entre os destaques estão Zeca Pagodinho, Emicida, João Gomes, Gaby Amarantos, Marcelo D2, Marina Sena, Rachel Reis, Urias, O Kannalha, AJuliacosta, Budah, Duquesa, MC Luanna e Lourena. A abertura será na sexta-feira (14), com entrada gratuita mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível e sujeita à lotação do espaço. Gaby Amarantos, uma das principais vozes da música paraense contemporânea, sobe ao Palco Gente, enquanto AJuliacosta, destaque em ascensão no rap nacional, ocupa o Palco Rua. Roberta de Razão, DJ Set Jamboo e Ury Vieira também integram a programação. A gratuidade do primeiro dia reforça ainda o caráter social do Movimento Cidade. Desde 2022, o festival já arrecadou mais de 80 toneladas de alimentos. No sábado (15), o samba ganha um de seus maiores representantes. Zeca Pagodinho leva à Prainha um repertório que atravessa décadas da música brasileira. Mais tarde, Emicida, uma das principais referências do rap nacional, encerra a programação do Palco Gente. A nova geração também ganha espaço. Budah recebe Duquesa, MC Luanna e Lourena para um encontro de vozes femininas do rap e do R&B. Urias e O Kannalha apresentam diferentes vertentes da música urbana brasileira, enquanto Fabriccio e DJ Karolla completam as atrações dos palcos principais. No sábado, o acesso ao festival é pago. No domingo (16), o line-up nacional mantém o ritmo até o encerramento. João Gomes, um dos artistas responsáveis pela projeção do piseiro e da nova música nordestina pelo país, faz o último grande show do festival. Antes dele, Marcelo D2 apresenta o projeto Um Punhado de Bamba, aproximando rap e samba, duas linguagens presentes em sua trajetória. Rachel Reis e Marina Sena, duas das vozes de destaque da nova geração da música brasileira, dividem o palco em uma apresentação conjunta. Maré Tardia e DJ Set Jamboo completam a programação dos palcos principais. O acesso no domingo também é pago. Os últimos ingressos para sábado e domingo estão disponíveis pela Sympla, com opções de entrada diária ou passaporte para os dois dias, nas modalidades inteira e meia-entrada. Mais informações podem ser acompanhadas no Instagram oficial do festival, @movimento.cidade. Festival vai além dos grandes shows Os shows nacionais são apenas uma parte da programação. Nascido com forte ligação com o audiovisual, o Movimento Cidade ampliou sua proposta ao longo dos anos e passou a reunir diferentes linguagens artísticas. Nesta edição, além dos palcos Gente e Rua, as atrações estarão distribuídas pelo Cine Sesc, Tenda Tudo é Divino, NAV e Deriva. A programação também chega ao esporte com a Corrida MC, fazendo da Prainha um espaço para música, cinema, cultura popular, intervenções artísticas e diferentes experiências. Cinema integra programação nos três dias O audiovisual, presente no DNA do Movimento Cidade desde suas primeiras edições, terá novamente espaço por meio do Cine Sesc, com sessões durante os três dias. Na sexta-feira, as exibições começam às 18h, com “Carta de Interesse”. Na sequência serão apresentados “My Ray of Sunshine”, às 19h20; “Morde e Assopra”, às 20h40; e “Aurora”, às 22h15. No sábado, o Cine Sesc apresenta “Ainda Escuto o Céu Embaixo D’Água”, às 17h40. No domingo, a programação começa às 15h15, com “Kabuki / Mariô – Eu Tô Aqui”, seguida por “A Sombra de Um Futuro”, às 17h40; “Meu Amigo Pedro Mixtape”, às 19h10; e “A Nave Que Nunca Pousa”, às 20h45. Cultura popular capixaba ganha espaço na Tenda Tudo é Divino A cultura popular do Espírito Santo terá programação própria na sexta-feira (14), na Tenda Tudo é Divino. Das 18h à meia-noite, o espaço reunirá capoeira, congo, samba, forró, performances, DJs e grupos tradicionais. Entre as atrações estão a Roda de Capoeira Beribazu e grupos convidados, Banda de Congo Raízes da Barra, João Bananeira com Alfredo Godô, Gastação Infinita, Jr. Bocca, Grupo Jaraguá, Boi Chapado, Mulheres na Roda de Samba Vix e Forró da Lore, além de Carlito Cachoeira. O projeto também terá rodas de conversa e oficinas voltadas ao folclore capixaba. A programação formativa será divulgada posteriormente. NAV amplia programação musical A música também ocupará a NAV, que terá agenda própria no sábado e no domingo, reunindo DJs e diferentes projetos. No sábado, passam pelo espaço Reverb apresenta Asiant, B2B, Uncle e Wender; JEXXCA; DJ Karolla; DJ DK; Selva apresenta Ultra Baile; DJ ASAFE; e Reverb apresenta Vivona, B2B e Marilds. No domingo, a NAV recebe Ursula B2B Gegeo e o Disco Voador, baile de vinil criado pelo DJ e produtor Fabrício Bravim. Nascido no Centro de Vitória, o projeto ganhou público ao transformar espaços urbanos em pistas de dança a céu aberto. Deriva leva música para barco e caminhão da Red Bull Uma das novidades desta edição é o Deriva, terceiro espaço dedicado à música dentro do Movimento Cidade, somando-se aos palcos principais e à Tenda NAV. A proposta leva apresentações a locais pouco convencionais. Uma das ativações acontece sobre um barco e a outra ocupa o Sagaz, carro da Red Bull. Os dois espaços terão programação própria, com DJs se alternando durante os três dias. A experiência reúne Reverb, Informal Produtora e Red Bull e transforma diferentes pontos do festival em pistas de música, fazendo com que a programação continue também fora dos palcos tradicionais. O que pode e o que não pode entrar no festival O público poderá entrar no Movimento Cidade com copo térmico ou reutilizável, desde que não
Três bairros concentram quase 70% das buscas por imóveis em Vitória
Praia do Canto lidera preferência, seguida por Jardim da Penha e Jardim Camburi; levantamento da Resos considera pesquisas realizadas por usuários desde 2024 O mercado imobiliário de Vitória apresenta uma forte concentração do interesse dos compradores em poucos bairros. Levantamento realizado pela plataforma capixaba Resos mostra que Praia do Canto, Jardim da Penha e Jardim Camburi respondem, juntos, por 68,1% das buscas por imóveis na capital. Os dados foram obtidos a partir das pesquisas realizadas pelos usuários da plataforma desde 2024. A Praia do Canto aparece com ampla vantagem na primeira posição, concentrando 30,5% das buscas. Jardim da Penha ocupa o segundo lugar, com 21,5%, enquanto Jardim Camburi registra 16,1%. Depois do trio aparecem Mata da Praia, com 9,7% das pesquisas; Bento Ferreira, com 5,2%; Enseada do Suá, com 5%; Barro Vermelho, com 4,1%; Centro, com 2,7%; Santa Helena, com 2,6%; e Santa Lúcia, com 2,5%. Para o fundador da Resos, Giuliano Martins, a preferência pela Praia do Canto está relacionada à combinação de localização, infraestrutura, comércio, serviços e opções de lazer. O bairro também concentra empreendimentos destinados a um público que busca imóveis de padrão mais elevado. “A Praia do Canto consegue reunir praticidade, qualidade de vida e uma infraestrutura muito completa. É um bairro onde muitas atividades podem ser feitas a pé, o que proporciona mais conforto aos moradores e influencia diretamente o interesse pela região”, afirma Giuliano. Perfis diferentes de compradores Apesar da concentração das buscas, o levantamento indica que os três bairros mais procurados atendem a perfis diferentes. Jardim Camburi se destaca pelo volume de novos empreendimentos e lançamentos imobiliários, enquanto Jardim da Penha mantém forte apelo entre compradores interessados em um bairro tradicional, com infraestrutura consolidada e localização estratégica. Segundo Giuliano, a escolha entre essas regiões está diretamente relacionada às prioridades de cada comprador. Características como oferta de imóveis novos, comércio, serviços, mobilidade e perfil residencial acabam pesando de maneiras diferentes na decisão. Retrofit avança em regiões consolidadas Outro movimento observado no mercado é o crescimento do interesse pelo retrofit, processo de modernização de imóveis e edifícios antigos. A tendência tem ganhado espaço principalmente em bairros tradicionais, como o Centro de Vitória e Jardim da Penha. A possibilidade de adquirir um imóvel em uma região já consolidada e posteriormente modernizá-lo tem atraído tanto compradores quanto investidores. Nesse cenário, localização e infraestrutura passam a compensar a idade do empreendimento. “O retrofit cresce porque muitos compradores passaram a enxergar potencial em imóveis bem localizados, mas que precisam de atualização. Em bairros consolidados, essa combinação entre localização e possibilidade de modernização tem despertado cada vez mais interesse”, conclui Giuliano.
MPES reúne órgãos para fortalecer resposta a desastres e atendimento a pessoas com deficiência no Sul do ES
Encontros realizados em Mimoso do Sul discutiram integração entre saúde, educação, assistência social e Defesa Civil O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) reuniu representantes de órgãos estaduais e municipais em Mimoso do Sul para discutir ações integradas em duas áreas: a resposta a situações de emergência e desastre e o atendimento às pessoas com deficiência. Os encontros foram realizados na Promotoria de Justiça de Mimoso do Sul e contaram com a participação de representantes de municípios da região Sul, além de integrantes das áreas de saúde, educação, assistência social e Defesa Civil. Pela manhã, o encontro “Saúde, Educação, Assistência Social e Defesa Civil no Enfrentamento de Desastres” discutiu formas de melhorar a articulação das políticas públicas diante de eventos extremos. Participaram representantes da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), Vigilância em Saúde, Defesa Civil Estadual, coordenadorias municipais de Defesa Civil, prefeituras e Superintendência Regional de Saúde de Cachoeiro de Itapemirim. A discussão ganha relevância especialmente para Mimoso do Sul, município fortemente atingido pelas chuvas de 2024. O encontro marcou também a reabertura do auditório da Promotoria de Justiça, que passou por reforma após os danos provocados pelo desastre. No período da tarde, a programação foi dedicada à rede de cuidados às pessoas com deficiência em Mimoso do Sul. O debate envolveu principalmente os serviços públicos de saúde e educação e buscou identificar medidas para ampliar a integração entre as diferentes estruturas de atendimento. Participaram dessa segunda reunião representantes das áreas estadual e municipal de saúde e educação, além do Centro Especializado em Reabilitação (CER) da Pestalozzi de Mimoso do Sul. Pelo MPES, estiveram presentes a secretária-geral, Inês Thomé Poldi Taddei; a dirigente do Centro de Apoio Operacional de Implementação das Políticas da Educação (CAOPE), procuradora de Justiça Maria Cristina Rocha Pimentel; e os promotores de Justiça de Mimoso do Sul, Apiacá e Muqui, Maíra Rangel, Veraldo Miranda e Fábio Baptista de Souza, respectivamente. A iniciativa busca ampliar a articulação entre Ministério Público, Estado e municípios para que as diferentes políticas públicas funcionem de maneira integrada, tanto na prevenção e resposta a desastres quanto na assistência às pessoas com deficiência na região Sul do Espírito Santo.
Congresso Estadual da Advocacia reúne ministros e juristas em Vitória
Evento promovido pela OAB-ES acontece nos dias 12 e 13 de agosto e terá debates sobre inteligência artificial, constitucionalismo digital, relações de trabalho, reforma do Código Civil e outros temas Ministros de tribunais superiores, juristas, advogados e professores estarão reunidos em Vitória nesta quarta (12) e quinta-feira (13) para o Congresso Estadual da Advocacia. Promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), o encontro será realizado no Espaço Patrick Ribeiro e deve reunir cerca de 1.200 participantes. Entre os nomes confirmados estão os ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Maurício Godinho Delgado e Delaíde Miranda Arantes. A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), participa por videoconferência na abertura da programação, na quarta-feira, para falar sobre “Constitucionalismo Digital”. Também integram a programação nomes como Maria Sylvia Zanella Di Pietro, Carlos Ari Sundfeld, José Roberto de Castro Neves, Rodrigo Reis Mazzei, Flávio Cheim Jorge, Simone Schreiber, Ulisses Rabaneda, Marcello Terto, Pablo Arruda e Giovanni Machado. Durante os dois dias, o congresso vai abordar assuntos que têm provocado mudanças na atuação dos profissionais do Direito e no Judiciário. Entre eles estão inteligência artificial, novas tecnologias, acesso à Justiça, prerrogativas da advocacia, reforma do Código Civil, Direito Administrativo, Direito Eleitoral, marketing jurídico e transformações nas relações de trabalho. Na quarta-feira, após a participação de Cármen Lúcia, a programação terá palestras sobre a relação entre literatura e advocacia, novos paradigmas do Direito Administrativo, reforma do Código Civil e os desafios da advocacia no Direito Público. O primeiro dia termina com conferência de Simone Schreiber sobre acordo de colaboração premiada. Na quinta-feira, o ministro Maurício Godinho Delgado abre a programação de palestras com uma conferência sobre assédio eleitoral nas relações de trabalho e seus desafios contemporâneos. Na sequência, serão discutidos temas como inteligência artificial, advocacia eleitoral, constitucionalismo digital, governança judicial e marketing jurídico. O encerramento será conduzido pela ministra Delaíde Miranda Arantes, que falará sobre as novas tecnologias e seus impactos nas carreiras jurídicas e no mundo do trabalho. Para a presidente da OAB-ES, Erica Neves, o encontro será uma oportunidade para discutir as mudanças enfrentadas pelo Direito e pela própria advocacia. “Será um encontro histórico, que reúne algumas das maiores autoridades do Judiciário brasileiro e referências acadêmicas do Direito. Um momento essencial de diálogo sobre os desafios da Justiça, da cidadania e o papel da advocacia diante das transformações do nosso tempo”, afirma. Realizado no mês em que é celebrado o Dia da Advocacia, em 11 de agosto, o congresso também reservará espaço para a produção jurídica do Espírito Santo. Na quinta-feira, haverá lançamento de obras de autores capixabas e sessão de autógrafos. Programação 12 de agosto – quarta-feira 16h30 – Credenciamento 16h45 – Café de boas-vindas 17h30 – Sessão Solene de Abertura 18h – Cármen Lúcia – Constitucionalismo Digital 18h40 – José Roberto de Castro Neves – A Importância da Literatura para a Advocacia 19h20 – Maria Sylvia Zanella Di Pietro – Novos Paradigmas do Direito Administrativo 20h – Rodrigo Reis Mazzei – A Reforma do Código Civil na Perspectiva da Advocacia 20h40 – Carlos Ari Sundfeld – Desafios da Advocacia no Direito Público Atual 21h20 – Simone Schreiber – Acordo de Colaboração Premiada 22h – Sorteio de brindes 22h10 – Encerramento 13 de agosto – quinta-feira 16h – Café de boas-vindas 16h – Lançamento de obras jurídicas de autores capixabas e sessão de autógrafos 16h40 – Sorteio de brindes 17h – Maurício Godinho Delgado – Assédio Eleitoral nas Relações de Trabalho – Desafios Contemporâneos 17h40 – Ulisses Rabaneda – Inteligência Artificial, Acesso à Justiça e Prerrogativas da Advocacia – Dilemas e Perspectivas 18h20 – Pablo Arruda – Comportamento Multiplicador de Honorários 19h – Flávio Cheim Jorge – A Advocacia Eleitoral nos Dias Atuais 19h40 – Marcello Terto – Constitucionalismo Digital, Acesso à Justiça e Governança Judicial: desafios da transformação tecnológica na Advocacia 20h20 – Giovanni Machado – Marketing Jurídico 21h – Delaíde Miranda Arantes – Novas tecnologias, desafios para carreira jurídica e mundo do trabalho 21h40 – Sorteio de brindes 21h50 – Encerramento oficial Serviço Congresso Estadual da Advocacia Quando: 12 e 13 de agosto Onde: Espaço Patrick Ribeiro, Vitória Realização: OAB-ES