Vitória atingiu um marco histórico na Educação Infantil, sendo a capital brasileira com a maior taxa de atendimento para crianças de 0 a 3 anos, com 72,2%, segundo levantamento da ONG Todos Pela Educação — muito acima da média nacional de 41,2%. Além disso, Vitória e Teresina são as únicas capitais que garantem universalização na pré-escola, com 100% das crianças de 4 a 5 anos matriculadas. A secretária municipal de Educação, Juliana Rohsner, destaca que o resultado é fruto de um trabalho contínuo, focado em ampliar o acesso com qualidade. O prefeito Lorenzo Pazolini ressalta o crescimento das escolas em tempo integral, que passaram de 4 para 41 unidades, contribuindo para o desenvolvimento das crianças e apoio às famílias. A prefeitura também investiu em infraestrutura, inaugurando e reformando diversas escolas e ampliando a climatização, passando de 9 para 42 unidades climatizadas, com obras em andamento para mais melhorias. No quesito aprendizagem, Vitória é a 2ª capital no ranking nacional de alfabetização infantil, segundo o MEC, com 73,2% das crianças alfabetizadas até os 7 anos, superando as metas do Ministério para 2024, 2025 e 2026. Foto: PMV
Arnaldinho entrega a Casagrande propostas para minimizar impacto do tarifaço de Trump
Com a taxação de até 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, liderou um movimento com entidades do setor produtivo para propor medidas que minimizem os impactos no Espírito Santo. As sete propostas — que incluem revisão tributária, linhas de crédito emergenciais, suspensão temporária de obrigações financeiras e diálogo com o Governo Federal — foram entregues ao governador Renato Casagrande na sexta-feira (8), durante a inauguração da UBS de Rio Marinho. A mobilização começou na terça-feira (5), com reunião na Prefeitura reunindo sindicatos e associações como Sindiex, Vports, Sindirochas, CentroRochas, Centro do Comércio do Café, Assevila, Associação Brasileira do Gengibre e a Futura Inteligência. O setor agrícola é um dos mais afetados, com destaque para café, mamão e gengibre. Já minério de ferro, petróleo e celulose ficaram fora da taxação. Segundo Arnaldinho, o impacto é direto sobre exportações, comércio, empregos e renda: “As políticas macroeconômicas são formuladas em Brasília, mas é nas cidades que os impactos são sentidos de forma mais dura. Cabe a nós agir com responsabilidade, ouvindo o setor produtivo e cobrando soluções para proteger nossa economia.” Vila Velha concentra mais de 90% das operações da Vports, principal porto do Estado, e é o maior mercado consumidor capixaba, o que torna a cidade particularmente vulnerável a crises no comércio exterior. Foto: PMVV
Caetano reforça convite para show domingo em Vila Velha e brinca sobre “império do Espírito Santo”
O cantor Caetano Veloso usou seu perfil no Instagram para anunciar que estará no Espírito Santo no próximo dia 17 de agosto, quando sobe ao palco do +MC Festival, no Parque Estadual da Prainha, em Vila Velha. O evento encerra a 7ª edição do Festival Movimento Cidade, que acontece de 15 a 17 de agosto. No vídeo, gravado pela esposa Paula Lavine, o cantor fez uma brincadeira que chamou atenção dos fãs capixabas: “Adoro isso do Estado se chamar Espírito Santo, porque, enfim, a gente está vendo uma mudança grande, a gente está entrando no reino, no império do Espírito Santo. […] É uma profecia, […] sempre me fascinou essa ideia de que em breve começaremos a sentir a mudança para um novo império na história da humanidade.” Caetano citou nomes como Bandarra, Joaquim de Fiore e o filósofo Agostinho da Silva, relacionando sua fala a uma visão profética que ele diz conhecer desde jovem, na Bahia. Programação e ingressos O Festival Movimento Cidade terá, além de Caetano Veloso, nomes como Marina Sena, Pabllo Vittar, BaianaSystem, Duquesa, Cila do Coco, Os Garotin e Yago Oproprio. • Dias 15 e 16 de agosto: entrada gratuita, sem retirada antecipada de ingressos. Basta doar 1 kg de alimento não perecível na entrada. O evento está sujeito à lotação. • Dia 17 de agosto (+MC Festival): ingressos à venda, com valores entre R$ 220 e R$ 400, pelo site Sympla, variando conforme o lote e taxa de serviço. O evento será realizado no Parque Estadual da Prainha, um dos cenários mais icônicos de Vila Velha, reunindo música, cultura e arte em um dos festivais mais aguardados do calendário capixaba.
Madrugadas frias e tempo instável marcam a semana na Grande Vitória
A partir desta segunda-feira (11), os moradores da Grande Vitória devem se preparar para madrugadas mais frias, com mínimas previstas de até 15 °C, segundo dados do Climatempo e do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O início da semana será marcado por tempo instável, com muita nebulosidade e possibilidade de chuvas fracas isoladas, influenciado pela atuação de uma frente fria. Nesta segunda, a mínima deve ser de 15 °C e a máxima de 23 °C. O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) prevê aumento da nebulosidade ao longo do dia, com chance de chuviscos a partir da tarde e vento moderado no litoral. Na terça-feira (12), o frio perde pouca intensidade, com mínima de 17 °C e céu predominantemente nublado. Na quarta-feira (13), o tempo começa a melhorar, com sol entre nuvens e temperaturas mais agradáveis, chegando a 25 °C. A quinta-feira (14) deve ser o dia mais quente da semana, com mínima de 19 °C e máxima de 28 °C, sob predomínio de sol. Já na sexta-feira (15), as temperaturas caem novamente, e o sábado (16) terá tempo instável, mínima de 18 °C e possibilidade de chuvas isoladas. Embora não haja previsão de temporais, o INMET alerta para rajadas de vento e mudanças rápidas nas condições climáticas, comuns nesta época do ano no litoral capixaba.
João Gualberto – “Individualistas na Suécia, devotos no Brasil”
Famílias menores e menos influentes deram lugar ao avanço do Estado, que assumiu funções sociais antes reservadas ao núcleo familiar tradicional. Escrevi, há algumas semanas, artigos sobre o individualismo nas sociedades atuais. Falei sobre a redução do tamanho das famílias e das consequências disso no mundo em que vivemos, já que no chamado velho regime viviam às vezes dezenas de pessoas sob o mesmo teto. As famílias foram diminuindo, sobretudo a partir do século XX, até chegarem ao formato atual de um ou dois filhos, na maioria dos lares. A tendência é serem cada vez menores, até mesmo em países como o Brasil, reduzindo-se inclusive nas formações familiares entre as camadas menos favorecidas. Nossos censos populacionais mais recentes mostram claramente isso. Esse longo processo de redução do tamanho numérico das famílias foi acompanhado pela queda de sua importância na socialização, educação e colocação dos filhos no mundo. Também diminuiu seu poder de influência nas inserções na sociedade através do trabalho, afinal, antes do processo de massificação da alfabetização, eram as famílias que transmitiam entre si os saberes e fazeres instituídos. Muitos filhos tinham a ocupação do pai, em um sistema hierarquizado e inflexível. Mas, felizmente, essa realidade mudou. Hoje não se resolve a vida só pelo sangue que corre nas veias, pela tradição e suas heranças simbólicas. As coisas ficaram mais complexas. A sociedade produziu novas significações imaginárias sociais e passou a afastar-se do modelo patriarcal tradicional, criando novos núcleos familiares e ressignificando o próprio conceito de família. Por outro lado, elas passaram a dividir com instituições estatais a responsabilidade sobre o futuro das novas gerações, o que inclui a educação, o cuidado com a saúde e a proteção social. Assim, as famílias também passaram a compartilhar seu papel com outras instituições, como a escola, os hospitais e os lares para idosos, para citar alguns exemplos. A tendência nas sociedades mais avançadas, em termos de distribuição de benefícios, é que esses se tornem mais igualitários. Em outro texto, falei da experiência radical do individualismo na Suécia, onde a proteção do direito de ser independente, em qualquer relação amorosa, levou o Estado a criar mecanismos que garantem a redução ainda maior da importância das famílias. Um exemplo claro disso é que a inseminação artificial quase anônima é garantida por políticas públicas. Sem a figura física do pai, temos um núcleo familiar formado pelas mães e seus filhos. É importante ressaltar que não se trata, nem de longe, das famílias dirigidas por mulheres no Brasil, mas sim do enfraquecimento simbólico da família na sustentação das novas gerações — fenômeno agravado pelo incentivo do Estado sueco ao afastamento dos filhos de seus núcleos familiares. Segundo Tony Judt, o planejamento da sociedade pelo Estado tornou-se prática recorrente no pós-guerra, aproximando socialistas e liberais na defesa de políticas públicas robustas. Esses Estados, sobretudo na Europa Ocidental, não buscavam revolucionar as relações sociais nem instaurar regimes socialistas ou totalitários; ao contrário, pretendiam preservar a ordem existente, utilizando o controle das altas esferas da economia para garantir estabilidade. Nesse contexto, medidas como a taxação progressiva de renda e o fortalecimento da meritocracia — com ampliação do acesso à educação e incentivos à mobilidade social — tornaram-se centrais para promover maior equidade e bem-estar. O objetivo era suprir as falhas do mercado e produzir resultados que este, por si só, não alcançaria. Com o tempo, especialmente uma ou duas gerações após o fim da guerra, consolidou-se a percepção de que a regulação econômica em múltiplos níveis era não apenas viável, mas desejável para sustentar o pacto social emergente. Ao analisarmos a radicalidade do modelo sueco, marcado por intensa intervenção estatal na formação do individualismo, deparamo-nos com a força da ideia central do pós-guerra: fortalecer o Estado para, durante o conflito, proteger a sociedade e, no período subsequente, reconstruí-la. Esse paradigma ampliou progressivamente o alcance da intervenção estatal, que passou a ocupar espaços antes reservados às redes sociais e familiares na configuração das individualidades. O resultado foi a redução do protagonismo da sociedade civil na construção de valores e identidades, deslocando-o para políticas e estruturas estatais cada vez mais abrangentes. Em síntese, a trajetória histórica analisada revela como o Estado, outrora visto como intruso no âmbito familiar, assumiu papel central na configuração das individualidades e na provisão de bem-estar social, especialmente nos modelos europeus do pós-guerra. A experiência sueca ilustra o extremo dessa lógica: a intervenção estatal não apenas substituiu as redes tradicionais de sociabilidade, mas também moldou novas concepções de família, cada vez menores e mais autônomas. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018. *A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo
Vitória abre processo seletivo para profissionais da área da saúde
A Prefeitura de Vitória publicou, nesta sexta-feira (8), no Diário Oficial do Município, o Edital nº 014/2025 para contratação temporária de profissionais da área da saúde. O objetivo é suprir, com urgência, demandas da Secretaria Municipal de Saúde (Semus). As oportunidades são para arteterapeutas, fonoaudiólogos, musicoterapeutas e terapeutas ocupacionais. Em cada função, há uma vaga imediata e formação de cadastro de reserva. As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, entre os dias 13 e 22 de agosto, na Página de Seleção da PMV. O prazo abre às 10h e encerra às 23h59, no horário de Brasília. Salário e carga horária A remuneração é de R$ 3.082,14 mensais, mais gratificações, para uma jornada de 30 horas semanais. Requisitos para cada cargo Arteterapeuta – Graduação em Artes Plásticas com especialização em Arteterapia e experiência mínima de 12 meses. Fonoaudiólogo – Graduação em Fonoaudiologia, registro no Conselho de Classe e experiência mínima de 12 meses. Musicoterapeuta – Graduação em Musicoterapia e experiência mínima de 12 meses. Terapeuta Ocupacional – Graduação em Terapia Ocupacional, registro no Conselho de Classe e experiência mínima de 12 meses. Como será a seleção O processo seletivo terá duas etapas: Inscrição online, com preenchimento da ficha e envio das informações sobre experiência e qualificação. Comprovação documental, com apresentação dos certificados e registros declarados. A pontuação máxima é de 100 pontos, sendo até 60 por tempo de experiência e até 40 por qualificação profissional, como cursos, especializações e títulos acadêmicos. O edital prevê cotas: 5% das vagas para pessoas com deficiência e 30% para candidatos autodeclarados negros ou indígenas, conforme decretos municipais. Nesses casos, haverá avaliação médica (PCDs) ou análise da autodeclaração (negros/indígenas). Contrato temporário A contratação será temporária, regida pela Lei Municipal nº 7.534/2008, com validade de 12 meses, podendo ser prorrogada. A aprovação no processo não garante contratação imediata — as convocações ocorrerão conforme a necessidade do município. Foto: PMV
Pais e filhos que compartilham a mesma jornada: histórias de união dentro da Suzano
No Dia dos Pais, a companhia celebra laços familiares que também se fortalecem no trabalho Na Suzano — maior produtora mundial de celulose e referência global em bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto — o vínculo entre pais e filhos vai muito além do convívio familiar. Em algumas histórias, o ambiente de trabalho também se torna parte do legado, unindo gerações que compartilham valores, orgulho e o compromisso de “plantar o futuro todos os dias”. Neste Dia dos Pais, a unidade de Aracruz apresenta histórias que mostram como a jornada profissional pode ser mais um elo entre pais e filhos. O exemplo de Helder pai e Helder filho Supervisor de Manutenção há cinco anos, Helder Del Caro viu com satisfação o filho, Helder Del Caro Filho, seguir o mesmo caminho na companhia. Hoje Mecânico de Manutenção, o jovem já havia tido experiência como jovem aprendiz na Suzano. “Foi uma alegria enorme saber que ele viria trabalhar aqui. Ele viu o quanto a empresa oferece oportunidades para quem se dedica”, diz o pai. O filho confirma que a inspiração veio de casa: “Meu pai foi um exemplo. A qualidade de vida e o ambiente de trabalho da Suzano me motivaram a buscar uma carreira aqui. Temos uma relação totalmente profissional na unidade, mas a proximidade nos conforta”. Para Helder pai, respeito e dedicação são os maiores legados: “Na Suzano, independente do cargo, todos merecem tratamento igualitário. Com dedicação, as conquistas virão”. Família Costa: um elo que envolve pai, mãe e filha Na família Costa, a relação com a Suzano é de longa data. Alvimar Costa, Analista Químico, começou como office boy e construiu uma carreira sólida. Sua filha, Thainá Boecker Costa, entrou como Analista Pleno em 2020 e hoje é Consultora de Logística. A mãe, Cidneia Boecker Costa, também já trabalhou na companhia e atualmente é colaboradora terceirizada. “As conversas em casa sempre envolveram a fábrica, os desafios e as conquistas. Isso me fez entender a importância da Suzano para nossa vida e para a comunidade”, diz Thainá, que se inspirou na mãe para seguir na área de exportação, mas reconhece o papel fundamental do pai no seu desenvolvimento. Ainda sem filhos, ela já serve de inspiração para a enteada: “Durante quatro anos ela me acompanhou no home office e já disse que quer fazer o que eu faço quando crescer. Quero continuar inspirando as próximas gerações a admirarem essa empresa que tanto admiro”. O pacto dos Caliari Com 30 anos de carreira na companhia, Márcio Caliari, Gerente de Meio Ambiente Industrial, recebeu o filho Gabriel como estagiário na área de Recuperação e Utilidades. Pai e filho firmaram um pacto: dentro da empresa, foco, respeito e ética; fora dela, a relação familiar. “Meu filho cresceu vendo as amizades, valores e conquistas que a Suzano me proporcionou. Isso despertou nele o interesse de fazer parte dessa história”, conta Márcio. Gabriel confirma: “Trabalhar onde meu pai construiu sua trajetória é uma honra e uma responsabilidade. Aqui quero construir minha carreira e, no futuro, deixar esse legado para meus próprios filhos”. Parentalidade como valor O cuidado com as famílias também está presente nas políticas da Suzano. O Programa de Parentalidade oferece suporte e acolhimento em todas as fases da gestação e do retorno ao trabalho, ampliando direitos como a licença-paternidade, que passa de cinco para até 20 dias, e concedendo auxílio para filhos com deficiência. A iniciativa inclui ainda a entrega da caixa “Celebrando a notícia” a futuros pais, com brindes e uma cartilha informativa sobre direitos, saúde e dicas para conciliar vida familiar e trabalho. Segundo Joyce Rocha, gerente de Gente e Gestão da unidade de Aracruz, “na Suzano temos o direcionador que diz: ‘só é bom para nós se for bom para o mundo’. Isso inclui humanizar processos e acolher nosso time, para que cada colaborador se sinta apoiado na chegada de um filho ou filha”.
Bruno Caliman grava novo projeto audiovisual em Vitória com casa cheia e convidados especiais
Casa cheia, plateia animada e um repertório repleto de sucessos marcaram a gravação do novo projeto audiovisual do cantor e compositor Bruno Caliman, na noite desta quarta-feira (6), no Teatro do Sesi, em Vitória. Ao lado de uma banda impecável, Caliman desfilou sucessos de sua autoria. Indicado ao Grammy Latino na categoria de Melhor Canção em Língua Portuguesa com a música “Chico”, interpretada por Luísa Sonza, ele mostrou no palco porque é um dos compositores mais gravados do país — assinando hits como “Camaro Amarelo” e “Domingo de Manhã”. Durante a apresentação, Bruno interagiu com o público o tempo todo e demonstrou entusiasmo por gravar o novo trabalho no Espírito Santo, estado onde escolheu morar. Os cantores Paulo Ricardo, Tato (vocalista do Falamansa), Raffa Torres e Landau foram os convidados especiais que participaram da gravação. Com Paulo Ricardo, Bruno apresentou uma versão acústica da canção “Não Tenha Medo”, composta em Vila Velha e que chegou ao topo das paradas das rádios de pop rock nacional no primeiro semestre deste ano. Outro destaque do repertório foi a releitura de “Cobaia”, sucesso na voz de Lauana Prado, que ganhou uma nova roupagem, cheia de estilo e personalidade, e arrancou aplausos do público, que cantou a letra com entusiasmo. A gravação também atraiu artistas, formadores de opinião e familiares. Estiveram presentes nomes como André Prando, Sandrera, Jura Fernandes e o jornalista e crítico musical da Billboard Brasil Sérgio Martins. A previsão é que o novo trabalho audiovisual de Bruno Caliman seja lançado até o final deste ano.
Etnoempreendedorismo mantém viva a tradição indígena e gera novas oportunidades no norte do ES
O Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto e instituído pela Unesco, é uma oportunidade para reconhecer e valorizar a história, a cultura e as tradições dos povos originários. A data também serve como alerta para a importância da defesa de seus direitos e da promoção de sua inclusão na sociedade. No Espírito Santo, segundo estudo divulgado no início deste ano pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), há 16 localidades indígenas, sendo que 13 delas (81,2%) estão situadas em Terras Indígenas oficialmente demarcadas. Ao todo, a população indígena no estado é de 14.410 pessoas — 0,4% da população capixaba — com predominância feminina (51,1%). Aracruz concentra mais da metade dessa população: 7.425 indígenas (51,5%), distribuídos em 13 aldeias. Para manter viva a tradição ancestral e, ao mesmo tempo, gerar renda e autonomia, muitas comunidades vêm apostando no etnoempreendedorismo — modalidade de empreendedorismo desenvolvida por grupos étnicos e comunidades tradicionais, que une valorização cultural e oportunidades econômicas. Um exemplo é a Aldeia Boa Esperança, do povo Guarani, localizada no distrito de Santa Cruz, em Aracruz. Lá, além de preservar e compartilhar saberes tradicionais, a comunidade investe no turismo de experiência. Visitantes podem conhecer a história e a cultura local, participar de atividades típicas, degustar um almoço tradicional e adquirir artesanato, que hoje é a principal fonte de renda da etnia. “Hoje, com a visibilidade que os povos indígenas vêm ganhando, estamos conseguindo vender mais o nosso artesanato. Mais do que uma ajuda, o empreendedorismo indígena incentiva a produção e garante que as pessoas possam viver de sua arte sem precisar deixar a aldeia, especialmente as mulheres, que enfrentam mais dificuldades para conseguir trabalho fora por causa da maternidade”, afirma Ará Martins, representante Guarani. O Sebrae/ES, em parceria com a Prefeitura de Aracruz, atua para fortalecer essas iniciativas por meio da Sala do Empreendedor, oferecendo palestras e capacitações. “Recentemente realizamos uma palestra sobre empreendedorismo feminino para mulheres indígenas e o evento Empodera Mais, que no ano passado ocorreu na aldeia Caieiras Velha, como forma de valorizar a cultura desses povos e ampliar o conhecimento sobre sua história”, destaca Roberta Vieira Stoco, analista técnica do Sebrae/ES em Aracruz. O tema também esteve presente na última edição do ESX – Innovation Experience Espírito Santo, realizada em julho, que promoveu a palestra “Empreendedorismo e povos originários: saberes ancestrais, negócios do futuro”. O debate contou com a participação da cacica Marcela Tupiniquim, da aldeia Pau Brasil, e de Ará Martins, ambas de Aracruz. Ará, que coordena o projeto Nhãdeva Ekuéry, criado por ela aos 15 anos para difundir a cultura indígena além das aldeias, reforça a importância de ter um espaço de fala em eventos como o ESX, que reuniu mais de 20 mil visitantes. “Foi muito importante poder mostrar um pouco da nossa história e de como tudo funciona. Mesmo com mais visibilidade, ainda é difícil conquistar respeito. É do conhecimento que nasce o respeito.” O apoio a comunidades como essa integra o Programa Plural, lançado em 2024 pelo Sebrae/ES para promover diversidade e inclusão no empreendedorismo, com foco em grupos historicamente minorizados, como mulheres, pessoas negras, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, idosos e a comunidade LGBTQIAP+. A iniciativa busca ampliar oportunidades, estimular o empreendedorismo transformador e valorizar a pluralidade cultural do Espírito Santo. Foto: ABr
Empreendimento nas montanhas do ES prepara mudança para categoria resort
O Hotel Fazenda China Park, localizado em Domingos Martins, anunciou que passará a se chamar China Park Eco Resort e pretende se consolidar como o primeiro resort do Espírito Santo. Segundo o presidente do empreendimento, Valdeir Nunes, a mudança de posicionamento tem o objetivo de ampliar a atuação para além do público regional e atrair visitantes de todo o país. Atualmente, cerca de 60% dos clientes são capixabas e 32% a 35% vêm de estados vizinhos, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. O público que chega de avião ao estado para turismo de lazer é reduzido, e nas montanhas representa menos de 1%. O China Park conta com 250 unidades de hospedagem entre apartamentos e chalés, que comportam de quatro a seis pessoas cada. Desde 2015, o local passou por ampliações e reformas, incluindo novos espaços para crianças, restaurante com capacidade para até 700 pessoas, nova recepção, academia, construção de SPA, salão de beleza e passarelas de acesso. Um segundo restaurante e um salão para música estão em obras. O conceito de “Eco Resort” será implementado com ações como uso de energia renovável certificada, instalação de usina fotovoltaica para suprir até 70% da demanda energética e preservação de áreas verdes e lagos da propriedade, que tem 1,5 milhão de m² no total. A inauguração oficial da nova fase está prevista para o fim de outubro, após a conclusão do novo restaurante. O resort pretende também oferecer passeios pela região, incluindo visitas a propriedades de agroturismo, cervejarias e produtores de morango, queijo e café. A iniciativa conta com parcerias com o Conselho Estadual de Turismo (Contures), Sebrae, Fecomércio e a Secretaria Estadual de Turismo, além de aproximação com operadoras e companhias aéreas para inclusão do destino em pacotes nacionais. O China Park Eco Resort participará de feiras do setor, como o Festuris Gramado 2025. Mais informações estão disponíveis no site www.hotelfazendachinapark.com.br ou pelos telefones (27) 3441-9770 e (27) 97601-4288.