O município de Aracruz, no Norte do Espírito Santo, vai ganhar um novo espaço literário aberto à comunidade. A partir do dia 10 de setembro, entra em funcionamento a biblioteca comunitária Alberto Mussa, dentro da Escola Municipal Eurípedes Nunes Loureiro, por meio do Programa Ler o Mundo, do Instituto Oldemburg de Desenvolvimento. A ação conta com o patrocínio da Imetame, apoio da Prefeitura de Aracruz e está alinhada à Política Nacional de Leitura e Escrita. A biblioteca será inaugurada com uma programação especial para alunos da rede pública, incluindo contação de história dramatizada. Com 1.000 livros físicos (500 títulos duplicados), o espaço também oferecerá acesso à Biblioteca Digital Ler o Mundo, com 513 e-books e 82 audiolivros, ampliando o alcance da leitura para públicos diversos. O acervo contempla desde clássicos da literatura até obras contemporâneas, voltadas para leitores infantis, juvenis e adultos. Além do acervo, o diferencial do projeto está na atuação dos mediadores de leitura voluntários — moradores da própria comunidade, selecionados e capacitados para organizar os livros, estimular o uso da biblioteca e promover atividades culturais. “A leitura aqui é um pretexto para algo maior: fortalecer vínculos, valorizar a identidade local e criar espaços de diálogo e aprendizado”, destaca Cristina Oldemburg, diretora do Instituto. Uma ponte entre a escola e a comunidade A secretária de Educação de Aracruz, Jenilza Spinasé Morellato, celebrou a chegada da iniciativa. “Receber este espaço é muito mais do que inaugurar uma biblioteca. É abrir as portas para um universo de descobertas e sonhos. Acreditamos no poder transformador dos livros: eles despertam a cidadania e têm a força de mudar vidas”, afirmou. A biblioteca homenageia o escritor Alberto Mussa, um dos grandes nomes da literatura brasileira contemporânea
Neymara Carvalho conquista pódio em Portugal e se prepara para etapa final no ES
A pentacampeã mundial de bodyboarding Neymara Carvalho conquistou o terceiro lugar no Sintra Pro Fest, penúltima etapa do Circuito Mundial de Bodyboarding, disputada neste domingo (6), na Praia Grande, em Sintra, Portugal. Foi o melhor resultado da capixaba na temporada 2025. Agora, ela retorna ao Brasil para a última etapa do ano: o ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro, que começa nesta quinta-feira (11), na praia de Jacaraípe, na Serra, Espírito Santo. “Fui bem. Gostei da minha atuação, da minha competitividade. Muito bom voltar a Sintra e poder acompanhar o desenvolvimento do esporte aqui em Portugal. Essa é uma etapa histórica, que não faz tanta diferença no ranking, mas faço questão de estar, representando meus patrocinadores, especialmente a ArcelorMittal, o Instituto Neymara Carvalho e todas as crianças que sonham em competir aqui um dia”, afirmou Neymara, de 49 anos, presidente do Instituto Neymara Carvalho (INC) e atual número 6 do mundo. Na campanha até o pódio, Neymara avançou da primeira fase ao lado da japonesa Yuka Nishimura e da portuguesa Luana Dourado. Nas quartas de final, superou a portuguesa Joana Schenker com 12,75 pontos. Já na semifinal, parou em Luana, que terminou como vice-campeã da etapa. O título ficou com a portuguesa Filipa Broeiro, enquanto a japonesa Sara Abiko completou o pódio. Destaque da nova geração também representa o ES Neymara esteve acompanhada em Portugal por Bianca Simões, de 19 anos, uma das revelações do bodyboarding capixaba e atleta do Instituto Neymara Carvalho. Disputando seu primeiro ano exclusivamente na categoria Profissional, Bianca terminou em nono lugar em sua estreia na etapa de Sintra. No evento anterior, em Iquique (Chile), ela havia alcançado o quinto lugar. Atual top 8 do ranking mundial, Bianca também estará na disputa da etapa capixaba. Etapa decisiva no Espírito Santo Fechando o calendário do Circuito Mundial, o ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro, idealizado e organizado por Neymara, vai reunir as principais atletas do mundo entre os dias 11 e 21 de setembro. O evento acontece na praia de Jacaraípe, e definirá as campeãs da temporada nas categorias Profissional, Pro Junior e Máster. A expectativa é de que o evento movimente a cena esportiva no Espírito Santo e reforce o protagonismo capixaba no cenário internacional do bodyboarding.
João Gualberto – “Newton Braga”
Newton Braga é resgatado como figura central da literatura e da cultura capixaba, com obras que unem lirismo e valorização da identidade de Cachoeiro. Todos os que leem esta coluna certamente conhecem o grande cronista Rubem Braga, o “rei do texto leve”, como a ele costuma se referir Rogério Medeiros, ele também uma estrela do nosso jornalismo investigativo. Rubem brilhou no jornalismo brasileiro desde o fim da II Guerra até sua morte, no início dos anos 1990. Quase todos sabem, também, que ele nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, no início do século XX – mais exatamente em 1913 – e que gostava muito de se referir a sua cidade natal em suas crônicas. O que nem todos sabem é da importância igualmente como escritor, mas também como grande animador cultural, de seu irmão mais velho, Newton Braga. Ele viveu uma vida curta: morreu aos 51 anos, no Rio de Janeiro, em 1962, para onde havia se mudado três anos antes. Dono de um texto leve e elegante, foi escritor muito talentoso, mas produziu pouco. Sua literatura é feita a conta-gotas, dentro de seu estilo pessoal pouco afeito a muitas exibições. Talvez por essa excessiva modéstia não tenha alcançado todo o sucesso que certamente mereceu. Ele gostava das coisas mais simples: pescar, ler, conviver com os amigos, e teve a vida marcada por essa simplicidade. Seus filhos, Marília, Raquel e Edson, organizaram, em 2011, ano em que o escritor faria cem anos, um livro com ricos depoimentos sobre sua trajetória, sob o título Newton Braga, cachoeirense ausente. Helena Carone, em sua introdução e no texto em que explica o método utilizado nas entrevistas, revela, entre tantos outros fatos, que, além de escritor, Newton foi o criador do Dia de Cachoeiro e do título de Cachoeirense Ausente, dado anualmente a um personagem importante para a cidade e que não mais more naquele município. Jornal, rádio, carnaval, festa da cidade, teatro, literatura, política, esporte, educação, publicidade, folclore e até bate-papo no bar, nada acontecia em Cachoeiro que não fosse ideia de Newton Braga, “coisas do Dr. Newton”. Segundo depoimento de seu compadre e grande amigo Newton Meirelles, Braga militou na Esquerda Democrática (que depois se transformou no PSB), mas por causa do grupo de amigos e não pelas ideias políticas. O amigo o achava individualista, portanto não poderia ser socialista. Newton Braga, na verdade, achava que a Esquerda Democrática podia fazer coisas boas pela cidade e aproveitou muitas dessas ideias fora do campo partidário. Chegou, sem entusiasmo, a ser candidato a vereador. Teve poucos votos. Em sua obra destaca-se um pequeno e muito interessante livro chamado Histórias de Cachoeiro, que trata dos principais acontecimentos de sua cidade natal, citando seus primeiros grandes marcos, como jornais, jornalistas, escolas e professores. É, sem dúvida, um chamado à cultura cívica de sua terra, feito para a juventude. Depois da morte de Newton, Rubem Braga reuniu boa parte de seus escritos publicados em vida para uma nova edição. Nela estava Cidade do Interior, originalmente parte da coleção “Os Cadernos de Cultura” do Serviço de Documentação do Ministério da Educação, que continha uma seleção de “casos e epigramas” publicados por Newton, durante muitos anos, no suplemento dominical do Diário de Notícias do Rio. Ele preparava uma segunda coletânea para a Editora do Autor quando a morte o colheu. Rubem terminou esse trabalho para seu irmão. Por definição, epigramas são curtos e cortantes, exigindo muita perícia de quem os redige, seja pela veia satírica, seja pela concisão das ideias. Quando morreu, Newton preparava a edição de um livro contendo novos casos e epigramas. Como já morava no Rio de Janeiro, tinha uma outra direção na sua escrita, que então se destinava à veiculação na grande imprensa carioca da época. Lirismo Perdido é um inspiradíssimo livro de poemas que reúne grande parte de sua produção poética. Nele há uma linda reflexão sobre a vida chamada Fraternidade, que termina com os versos que reproduzi para iniciar este texto em homenagem a um grande, e hoje esquecido, autor capixaba. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018. *A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo
Gustavo Varella – “Contribuições para o debate – direita e esquerda”
Como acentuado no texto “Prólogo” que publiquei na semana passada, a intenção é trazer ao campo das discussões informações que contribuam para a construção (ou restauração) de um debate digno, equilibrado e proativo, no sentido da evolução de todos nós e da sociedade. Pequenos excertos de fatos históricos, alguma matéria jurídica e outros dados que julgo, modestamente, relevantes à reflexão necessária a todos nós — mais ainda àqueles que, como eu, preocupam-se em apreender e compreender (o que não significa aceitar), mais do que vencer disputas ideológicas ou afins. Ressalto — promessa que me fiz — que a proposta inclui o esforço de não deixar prevalecerem impressões fruto de convicções e experiências pessoais, que se infiltram e contaminam o ambiente. Além disso, também os compromissos de evitar o chamado “juridiquês” e de atentar para a célebre lição de Winston Churchill: “Das palavras, as mais simples e diretas”. Dentre os temas mais inflamados desses últimos dois séculos está a disputa retórica entre os que se dizem “de direita” ou “de esquerda”. Ao longo dos tempos, opiniões pessoais, visões distintas da realidade e elementos religiosos, econômicos, étnicos e afins foram se sobrepondo nessas pelejas, quase sempre levando a altercações estéreis, acentuando rixas, provocando tragédias e afastando as pessoas — sem qualquer ganho civilizatório — e impedindo que valores e ideias relevantes, nutridos por ambos os lados em confronto, fossem avaliados, considerados, aperfeiçoados e aplicados. E, pior que isso, acrescento, fugindo completamente das essências histórica e semântica desses conceitos, depredando as oportunidades de evolução. Vamos lá. No final do século XVIII, na França, ocorreu um movimento conhecido como Revolução Francesa. Antes que as coisas piorassem ao ponto de custarem as cabeças guilhotinadas de mais de quinze mil pessoas, resolveu-se instalar o que ficou conhecido como Assembleia Nacional. Esse parlamento incluía representantes dos chamados “Três Estados” que compunham a sociedade francesa da época: o Primeiro, composto pelo clero; o Segundo, pela nobreza; e o Terceiro, que incluía os chamados burgueses (comerciantes, proprietários de terras e outros cidadãos economicamente abastados) e o povo comum (trabalhadores e camponeses). Evidente que os integrantes do “Terceiro Estado” (burguesia + povo) contavam-se em número maior, porém não gozavam da importância nem da influência dos demais. Além disso, as decisões daquele parlamento eram tomadas por voto de grupo, cada um dos três com “peso um”, o que fazia preponderar os interesses comuns (e somados) dos dois menores, porém mais poderosos, sobre aqueles defendidos pelo grupo mais numeroso, todavia menos relevante. Outro ponto relevante para a compreensão do contexto é que, mesmo composto por representantes ditos “do povo” (à época, todos os que não vinham da nobreza ou do clero), o Terceiro Estado abrigava uma diferença brutal entre a burguesia e os economicamente desfavorecidos — a mesma que hoje se observa entre o dono de uma fazenda e seu empregado, ou entre um banqueiro e o caixa de uma de suas agências. Como ocorre em todo universo humano multitudinário, depois de algum tempo de convívio, seus integrantes começam a se aglutinar em pequenos grupos, formados por aqueles mais parecidos entre si por diversos aspectos. E vários desses segmentos começam a desenvolver pautas específicas, algumas bastante diferentes das defendidas por outros originalmente análogos. Tome-se como exemplo o futebol: a massa torce em uníssono pela sua seleção nacional, contudo se fragmenta nos estádios quando disputam dois times da mesma cidade. Não foi diferente na Assembleia Nacional Francesa. Os representantes do “Estado do Povo” dividiram-se, inicialmente, em dois grupos. Um desses grupos, composto por deputados representantes da chamada alta burguesia (grandes latifundiários e comerciantes prósperos), recebeu o apelido de “Girondinos”, alusivo à região rica da Gironda, e defendia a manutenção da monarquia e seus privilégios, bem como bandeiras como o direito à propriedade privada, a economia de mercado e a meritocracia. O outro grupo, chamado “Jacobino” (alusão ao Convento de Saint-Jacques, em Paris, onde se reuniam), reunia pequenos comerciantes, artesãos, professores, gente do povo, enfim, e defendia a deposição da monarquia e de seus privilégios, iguais oportunidades, melhor distribuição de renda, entre outras bandeiras. Na distribuição das cadeiras do parlamento, os representantes da nobreza e do clero sentavam-se diante da mesa da presidência dos trabalhos. E, sabe-se lá por qual razão (eu, pelo menos, nunca soube), os Girondinos tomaram os assentos à direita, e os Jacobinos, à esquerda. A mera localização dos assentos na Assembleia — que poderia ter sido invertida — não significaria absolutamente nada na história ou na política, não fosse a radicalização dos discursos desses dois setores inicialmente análogos, quando comparados à origem e aos interesses dos membros dos grupos privilegiados, que se ocupavam exclusivamente de suas posses e posições. Porém, os Girondinos — interessados na manutenção do status quo que os privilegiava enquanto representantes da alta burguesia — passaram a negociar seu apoio às propostas do clero e da nobreza em troca de favores, indicações e proteção aos seus negócios. Por isso, começaram a ser conhecidos como “o pessoal da direita”. Já os Jacobinos, cada vez mais oprimidos em suas já pequenas perspectivas e condições econômicas, radicalizaram suas bandeiras, ao ponto de, anos depois, muito mais numerosos, tomarem o controle das coisas e enviarem mais de quinze mil concidadãos à guilhotina. Eles passaram a ser tratados como “aquele povo da esquerda”. Eis aí a origem dos rótulos “de direita” e “de esquerda”. No curso dos dois séculos que separam a Assembleia Nacional Francesa dos dias atuais, outros fatos e valores, frutos de movimentos religiosos, econômicos e filosóficos, foram sendo distribuídos entre esses dois “conceitos políticos antagônicos”. A exemplo do que fazemos quando arrumamos duas gavetas de um armário: numa colocamos apenas camisas brancas; na outra, as coloridas. Interessante é lembrar que, como se viu na formação do chamado “Terceiro Estado” francês — que agregava 95% da população não pertencente às castas privilegiadas — essas “camisas” possuem o mesmo formato e tecido, variando entre si em cor, detalhe ou condição de uso, mas continuam impressionantemente distintas dos mantos e batinas cravejadas com fios de ouro ostentados pelos inalcançáveis privilegiados. Por
Empresa capixaba apresenta soluções sustentáveis com bioativos em conferência internacional
A Retec Solutions, empresa especializada em tecnologias voltadas para sustentabilidade, será uma das participantes da 3ª Conferência Internacional de Portos, que acontece nos dias 10 e 11 de setembro, no Hotel Sheraton, em Vitória. Durante o evento, a companhia vai apresentar uma inovação desenvolvida com bioativos, capaz de reduzir impactos ambientais e gerar ganhos de eficiência para operações logísticas. Com 15 anos de atuação no mercado, a Retec desenvolve soluções personalizadas para setores como saúde, agronegócio, transporte rodoviário e ferroviário, além do segmento portuário. “A conferência será muito importante para o setor, pois trará caminhos para o fortalecimento de uma governança mais eficiente na cadeia logística portuária”, afirmou a CEO da empresa, Renata Pavesi. “A tecnologia precisa andar junto com a sustentabilidade e a economia. Processos mais eficientes reduzem o consumo de energia e materiais, além de gerar economia a longo prazo”, completou. Inovação com economia e impacto ambiental reduzido Um dos destaques da apresentação da Retec é uma solução que promete redução de 30% no uso de insumos, com maior eficiência em comparação aos produtos tradicionais do mercado. As aplicações envolvem: Supressão de poeira Descompactantes para açúcar e fertilizantes Redução de focos de salmonella Diminuição significativa no uso de inseticidas Logística segura com transporte em tanques Segundo o assessor jurídico da empresa, Danilo Moscon, a inovação é estratégica para manter a competitividade das empresas. “Automatizar processos, reduzir custos operacionais e minimizar erros são caminhos para aumentar a presença e relevância no mercado. Investir em tecnologia é essencial em um cenário cada vez mais dinâmico”, destacou. Sobre a conferência A 3ª Conferência Internacional de Portos é um dos principais eventos do setor no Brasil e reunirá especialistas, empresários e representantes do poder público para debater técnicas, soluções tecnológicas e oportunidades de negócios no segmento portuário. Serviço 3ª Conferência Internacional de Portos 📅 10 e 11 de setembro de 2025 📍 Hotel Sheraton – Vitória (ES) 🔗 Inscrições: internationalportsconference.com
Expansão do TVV entra na fase final e projeta crescimento para a logística capixaba
Investimento de R$ 35 milhões amplia infraestrutura, moderniza operações e reforça atratividade do Espírito Santo no comércio exterior Vila Velha, setembro de 2025 – O Terminal de Vila Velha (TVV), operado pela Log-In Logística Integrada, está prestes a inaugurar uma nova área ampliada, com conclusão prevista para novembro. A obra marca a reta final de um projeto de expansão estruturado para fortalecer a logística portuária do Espírito Santo, diversificar operações e atender a demandas estratégicas de exportação e importação. Com investimento aproximado de R$ 35 milhões, a expansão contempla intervenções em infraestrutura e modernização tecnológica, com foco em cargas como café e rochas ornamentais – segmentos que vêm enfrentando gargalos logísticos e perdas de competitividade nos últimos anos. Terminal ganha 70 mil m² e amplia capacidade em 65% A nova área do TVV possui cerca de 70.000 m², o que representa um aumento de quase 65% na área total do terminal, que passa de 108 mil m² para aproximadamente 178 mil m². O contrato de exploração da área expandida é válido por cinco anos e complementa a concessão renovada em 2020, que prevê R$ 500 milhões em investimentos até 2048. Desde o início do ciclo de modernização, o terminal já registrou ganhos significativos de produtividade, incluindo um aumento de 39% na movimentação de cargas em 2024, resultado direto da atualização de sistemas e equipamentos. Operação depende agora de liberação da Receita Federal Todas as etapas de infraestrutura já foram concluídas e o projeto conta com a anuência de órgãos como a Prefeitura de Vila Velha, Antaq, Corpo de Bombeiros e Iema – este último na fase final do processo de licenciamento ambiental. Resta apenas a conclusão do processo de alfandegamento, em análise pela Receita Federal, para que a nova área possa entrar em operação. “Todos os requisitos estruturais e tecnológicos foram implantados, restando apenas a liberação aduaneira. A celeridade da Receita Federal nesta etapa é fundamental para que o Espírito Santo possa colher, ainda em 2025, os benefícios logísticos e de competitividade que a expansão do TVV proporcionará”, afirma Gustavo Paixão, diretor de Terminais da Log-In. Mais eficiência para exportações e importações A ampliação do TVV atende diretamente a um antigo gargalo enfrentado por setores como o de rochas ornamentais e café, que registraram elevação de custos e prazos em função de limitações operacionais. “Nos últimos anos, exportadores capixabas enfrentaram desafios logísticos que impactaram diretamente sua competitividade. O TVV estruturou sua expansão para ampliar a disponibilidade de área, modernizar processos e criar condições para que a produção local seja escoada com agilidade e eficiência”, destaca Paixão. Além das exportações, o novo espaço também deve reforçar o movimento de importação, com destaque para setores como fertilizantes e veículos, importantes para a economia regional. A integração entre importação e exportação é vista pela Log-In como um fator essencial para criar um ciclo logístico mais eficiente e atrativo para novos negócios. Sobre a Log-In Logística Integrada A Log-In oferece soluções integradas de logística por via terrestre e marítima, incluindo navegação de cabotagem, movimentação portuária e serviços intermodais no Brasil e no Mercosul. A empresa opera o Terminal de Vila Velha (TVV), além de um terminal em Itajaí (SC), e mantém rotas regulares com nove navios porta-contêineres, conectando o país à Argentina, Paraguai e Uruguai. Entre os serviços oferecidos, a empresa também conta com a Tecmar, especializada em transporte rodoviário e armazenagem. Com mais de 1.300 veículos próprios e presença em mais de 50 armazéns estrategicamente localizados, a Tecmar viabiliza a Rodo-Cabotagem, uma solução logística que combina os benefícios da malha rodoviária com a navegação costeira, ideal para o transporte de cargas fracionadas.
Serra abre inscrições para cursos e oficinas gratuitos voltados a empreendedores
Micro e pequenos empreendedores da Serra terão, ao longo do mês de setembro, a oportunidade de participar de cursos e oficinas presenciais voltados à qualificação em vendas, atendimento ao cliente e estratégias de mercado. A agenda de capacitações foi aberta pelo Centro Integrado de Apoio ao Micro e Pequeno Empreendedor (Ciampe), com apoio da Prefeitura da Serra, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo (Sedec), em parceria com o Sebrae-ES. As atividades serão realizadas entre os dias 16 e 29 de setembro, no auditório do Sebrae, em Laranjeiras. Capacitação como motor do desenvolvimento O prefeito da Serra, Weverson Meireles, destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da economia local. “Investir na capacitação dos nossos empreendedores é essencial para o desenvolvimento econômico da cidade. O Ciampe tem sido uma importante aliada nesse processo.” A secretária de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo, Márcia Lamas, reforçou o papel estratégico das capacitações. “São oportunidades valiosas para que os micro e pequenos empreendedores da Serra adquiram conhecimentos e aprimorem suas estratégias de gestão e vendas.” Como se inscrever As inscrições são gratuitas e podem ser feitas das seguintes formas: Pelo aplicativo: Ciampe Serra Virtual (disponível nas lojas de apps). Basta acessar a seção Aprenda, consultar o Calendário de Capacitações e clicar em Inscreva-se agora no tema desejado. O app direciona o usuário ao atendimento via WhatsApp com a equipe do Sebrae Laranjeiras. Presencialmente: na sede do Ciampe, localizada no Pró-Cidadão (Av. Talma Rodrigues Ribeiro, nº 5.416 – Portal de Jacaraípe). Via WhatsApp: (27) 98182-0504. As vagas são limitadas, e a recomendação é garantir a inscrição com antecedência. Programação completa Curso: Alcance melhores resultados por meio de uma estratégia de vendas 📅 16 a 18 de setembro (terça a quinta) 🕐 13h às 17h 📍 Auditório do Sebrae – Av. Primeira Avenida, 172 – Parque Residencial Laranjeiras Oficina: Formação do Preço de Venda para o Comércio 📅 25 de setembro (quinta-feira) 🕐 13h às 17h 📍 Auditório do Sebrae – Av. Primeira Avenida, 172 – Parque Residencial Laranjeiras Oficina: Faça do Atendimento uma Ótima Experiência 📅 29 de setembro (segunda-feira) 🕐 8h30 às 12h30 📍 Auditório do Sebrae – Av. Primeira Avenida, 172 – Parque Residencial Laranjeiras
Vila Velha entrega duas novas áreas de lazer para as comunidades
A primeira semana de setembro termina com duas novas obras inauguradas pela Prefeitura de Vila Velha. Na quarta-feira (3), foi entregue à população a nova Praça Iracilda Alves Fernandes, no bairro Sagrada Família. Já na quinta-feira (4), foi a vez da reabertura do Campo do Nacional, em Coqueiral de Itaparica. As solenidades contaram com a presença do prefeito Arnaldinho Borgo, vereadores, lideranças comunitárias e moradores. Espaço de lazer e convivência em Sagrada Família Com 200 m² de área, a nova Praça Iracilda Alves Fernandes foi projetada para ampliar as opções de lazer, segurança e integração social no bairro. O local conta com parquinho infantil, academia ao ar livre, bancos, lixeiras e mesas para uso coletivo, além de sistema de iluminação eficiente e projeto paisagístico. O investimento foi de R$ 179 mil, com execução da empresa C. S. Costa Comércio e Serviços Ambientais Ltda. Campo do Nacional recebe melhorias e grama sintética Batizado oficialmente como Campo Roberto Fernandes Bourguignon, o tradicional Campo do Nacional, em Coqueiral de Itaparica, passou por ampla revitalização. A área total de 5.674,5 m² agora conta com campo de grama sintética, mureta, alambrado e outras melhorias estruturais. A obra foi executada pela Matix Construtora, com investimento de R$ 1,89 milhão. O novo espaço esportivo atende a uma antiga reivindicação da comunidade e visa proporcionar mais segurança e qualidade para a prática de esportes e o lazer dos moradores da região.
Novo Restaurante Popular de Vitória é inaugurado com refeições a R$ 3,00
Restaurante funciona todos os dias na Avenida Beira-Mar, das 11h às 14h e das 18h às 20h, com preço especial para moradores de Vitória com CadÚnico atualizado Foi com filas na porta e clima de celebração que a Prefeitura de Vitória inaugurou, nesta sexta-feira (5), o novo Restaurante Popular da capital. A abertura atraiu dezenas de moradores, que puderam experimentar o cardápio especial de boas-vindas: moqueca capixaba com pirão, arroz, feijão, salada, sobremesa e suco. O casal Sônia Maria da Costa Miguel dos Santos, 63 anos, e Helimar Bernandes dos Santos Robeiro, 72, foi o primeiro a entrar no restaurante. Moradora de Santo Antônio, Sônia elogiou a refeição. “Tudo muito bom. Muito bom, não. Excelente. Queria mais”, brincou. O preço também chamou a atenção dos usuários: R$ 3,00 para moradores de Vitória com CadÚnico atualizado. Para a dona de casa Pamela Tiago, 25 anos, de Jesus de Nazareth, o benefício é significativo. “Comida boa, com sabor e qualidade, quem não quer? E ainda barata. No fim do mês vamos reduzir os gastos com alimentação. Vale muito a pena”, disse ela, ao lado da mãe, Ana Paula Tiago, 49. Moradora do Romão, a dona de casa Jaqueline Sales Gonçalves, 27 anos, mãe de cinco filhos, destacou o impacto positivo do restaurante na economia doméstica. “A renda aqui é de R$ 1.100,00. Mal dá para alimentação e luz. Agora vai sobrar dinheiro”, comemorou. A inauguração também virou momento de comemoração em família. A ambulante Josiane da Silva Gomes, 16 anos, celebrou o aniversário do marido, Luiz Carlos Alves, 63 anos, durante a visita. “Trabalho aqui perto e aproveitamos para comemorar em família”, contou, ao lado do enteado Davi Lucas, de 9 anos. Solenidade marca início das atividades A cerimônia de abertura contou com a presença do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), da secretária municipal de Assistência Social, Soraya Manato, de vereadores, deputados, representantes do Ministério Público e da Defensoria Pública, além de servidores do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e da equipe de Segurança Alimentar e Nutricional. “Hoje é um momento histórico. Além de celebrarmos os 474 anos de Vitória, entregamos um espaço que simboliza paz, integração e o resultado de muito trabalho. Esse projeto começou em 2021, com a reorganização das finanças públicas e diálogo com a sociedade e suas lideranças”, destacou Pazolini. Estrutura e funcionamento O Restaurante Popular funciona diariamente, inclusive aos fins de semana e feriados, nos horários das 11h às 14h e das 18h às 20h. Serão servidas até 2.100 refeições de segunda a sexta-feira, e cerca de 700 aos sábados e domingos. O cardápio é elaborado por uma equipe de nutricionistas: Marcelli Soeiroo Soares, Isabella Ferreira do Nascimento, Bárbara Cypriano, Carla Aparecida da Cunha e Silva, sob coordenação da responsável técnica Michelle Kutiz. “É emocionante participar desse momento, um marco para a cidade”, afirmou Marcelli. “Ver as refeições sendo servidas dá muito orgulho. Esse alcance é muito importante, e a organização certamente servirá de exemplo para outros municípios e estados”, completaram Bárbara e Isabella. A gerente de Segurança Alimentar e Nutricional, Roseane Fernandes, ressaltou a importância da atuação das profissionais da nutrição. “Elas garantem uma alimentação nutritiva, segura e acessível, combatendo o desperdício e valorizando os alimentos regionais.” A secretária Soraya Manato também destacou o papel da equipe: “Elas atuam desde o planejamento nutricional até a gestão dos serviços, assegurando normas sanitárias e promovendo educação alimentar.” Culinária feita com experiência e paixão Responsável pela cozinha, o chef Elias Colombi Júnior coordena uma equipe com nove auxiliares. Com passagens por embarcações, presídios, cervejarias e churrascarias, ele vê o desafio como especial. “Aqui é tudo diferente, muito dinâmico. A responsabilidade é grande e queremos que tudo seja perfeito.” Elias conta que a paixão pela cozinha nasceu ainda na infância: “Comecei por obrigação, cuidando da casa quando minha mãe foi trabalhar fora. Mas virou paixão. Mesmo formado em petróleo e gás, não largo a cozinha. Gosto da agitação.” Como acessar o serviço O Restaurante Popular de Vitória é o único do tipo em funcionamento no Espírito Santo. Para se alimentar no local, é necessário estar cadastrado na base de dados do restaurante — o registro pode ser feito no próprio espaço, todos os dias, das 9h às 20h. A prioridade de atendimento é para usuários dos serviços da Assistência Social do município. As refeições são subsidiadas pelo poder público para garantir alimentação de qualidade a preços acessíveis. 📍Endereço: Restaurante Popular – R. Hermes Curry Carneiro, 31 – Ilha de Santa Maria.
Vitória entrega primeiro trecho da ciclopassarela da Grande São Pedro
No dia em que completou mais um aniversário, Vitória presenteou a população da Grande São Pedro com uma importante conquista: a entrega do primeiro trecho da ciclopassarela que vai conectar os bairros Santo André, Redenção, Nova Palestina e Resistência. A obra, com 800 metros de extensão, iluminação e guarda-corpo, também inclui uma nova escadaria de acesso ao bairro Resistência a partir da orla do mangue. Essa entrega marca o início da segunda etapa de reurbanização da Orla 1B, dentro do programa Vitória de Frente para o Mar, que prevê uma série de melhorias urbanas e ambientais na região. A solenidade contou com a participação do prefeito Lorenzo Pazolini, dos secretários Gustavo Perim (Obras) e Leonardo Amorim (Central de Serviços), além de vereadores e lideranças comunitárias. Para o prefeito, a ciclopassarela é mais que uma obra de infraestrutura: representa um símbolo de transformação urbana e inclusão. “Antes vista como inviável por estar em área de manguezal, essa obra exigiu soluções inovadoras e sustentáveis. Além de melhorar a mobilidade, vai permitir que escolas realizem atividades ambientais no local, aproximando crianças do ecossistema do mangue. Estamos valorizando a convivência, o turismo e o desenvolvimento sustentável. A Grande São Pedro deixa de ser periferia para se tornar um novo centro de convivência da cidade”, afirmou Pazolini. Integração e mobilidade com respeito ao meio ambiente O secretário de Obras, Gustavo Perim, destacou o caráter inovador da ciclopassarela. “Essa ligação entre Resistência e Nova Palestina era um sonho antigo da comunidade. Optamos por um projeto sustentável, que respeita o maior manguezal urbano da América Latina. É só o começo: vamos seguir com obras até a orla de Camburi, integrando toda a cidade”, disse. Sonho realizado para a comunidade Morador e presidente da Associação de Resistência, Gilmar Lima celebrou a entrega como uma vitória histórica. “Há décadas sonhávamos com essa conexão. Hoje, ela traz mobilidade, acessibilidade e oportunidades. A ciclopassarela fortalece o comércio, valoriza os bairros e transforma São Pedro em um novo polo de desenvolvimento”, afirmou. Projeto Vitória de Frente para o Mar: Orla 1B A segunda etapa das intervenções na orla contempla 4,04 km de melhorias, com investimento de R$ 107,7 milhões, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Cerca de 40% da obra já foi executada. Entre os destaques da Orla 1B estão: Reurbanização de vias com ciclovia, calçadas, estacionamentos, canteiros e praças; Passeio contínuo à beira-mar, com decks, arquibancadas alagáveis e rampas para barcos; Implantação da nova Praça do Papa; Iluminação pública, drenagem e paisagismo; Academias para idosos, jovens e espaços infantis (Parks Kids); Construção de cinco queimadores de mariscos para pescadores e desfiadeiras de siri; Recuperação e valorização do manguezal. Somado à Orla 1A — que já beneficiou São Pedro e Ilha das Caieiras com 1.160 metros reurbanizados e investimento de R$ 96 milhões —, o projeto já soma mais de R$ 200 milhões em obras na região. A expectativa é de que, com a conclusão das etapas, a Grande São Pedro se consolide como um novo cartão-postal da capital capixaba.