O multi-instrumentista, produtor musical, compositor e cantor Lucas Lima, líder da consagrada Família Lima, será a estrela da terceira etapa de 2024 do Projeto Sócio de Carteirinha, promovido pelo Clube Big Beatles. O show acontece no próximo 14 de agosto, às 21 horas, no Teatro da Ufes, em Vitória. Em meio a uma agenda intensa de trabalhos na música e nas redes sociais, Lucas Lima fará uma pausa para interpretar canções dos Beatles, uma de suas paixões e um repertório que atravessa gerações. A programação do projeto segue nos meses seguintes: em setembro, o palco recebe Tato, vocalista do Falamansa; em outubro, será a vez de Rodrigo Santos, ex-Barão Vermelho; e, em novembro, o punk rock ganha espaço com João Gordo, ícone do Ratos de Porão. O Projeto Sócio de Carteirinha é realizado há cinco anos e já trouxe ao Espírito Santo grandes nomes da música brasileira para interpretar clássicos dos Beatles, como Wagner Tiso e Pedro Baby, que participaram da edição de 2024. Em 2025, o Clube Big Beatles comemora 15 anos do projeto e 35 anos de carreira. Serviço Projeto Sócio de Carteirinha – Ano 15 Atração: Lucas Lima Data: 14 de agosto, às 21h Local: Teatro da Ufes – Vitória/ES Ingressos antecipados: Óticas Paris (Praia do Canto, Jardim da Penha, Centro da Praia), bilheteria do Teatro da Ufes e pelo site www.lebillet.com.br (com 10% de acréscimo). Valores: R$ 30 (meia) | R$ 60 (inteira)
Festival Sesi Som comemora 25 anos do Teatro do Sesi com noite dedicada à música clássica
O Festival Sesi Som celebra os 25 anos do Teatro do Sesi, em Vitória, com um concerto especial no dia 15 de agosto, às 19h30. A Orquestra Camerata Sesi e o Coro Vox, sob regência de Sanny Souza, apresentam obras de Johann Sebastian Bach, Franz Schubert e do compositor brasileiro Marcelo Rauta. O programa abre com o Salmo 23, de Rauta, que oferece uma leitura contemporânea e sensível de um dos textos mais conhecidos da tradição bíblica. Na sequência, a leveza da juventude de Schubert se revela na Missa em Sol maior, composta quando o austríaco tinha apenas 18 anos. O encerramento fica por conta da Cantata nº 140 – Wachet auf, ruft uns die Stimme, de Bach, uma das mais célebres do repertório coral-orquestral. A apresentação integra a temporada clássica da Camerata e propõe uma viagem sonora por diferentes séculos e estilos, unindo mestres do passado e vozes do presente em torno de uma mesma essência: a beleza do encontro entre arte, fé e emoção. Inaugurado em 2000, o Teatro do Sesi é um dos principais espaços culturais do Espírito Santo, com 297 lugares e programação diversa que já recebeu centenas de apresentações presenciais e on-line. Atualmente, passa por reforma e revitalização, com previsão de conclusão em 2026. Serviço Festival Sesi Som – Temporada Clássica: Cantata de Bach 📍 Teatro Sesi – Rua Tupinambás, 240, Jardim da Penha, Vitória 📅 15 de agosto (sexta-feira) 🕢 19h30 🎟 Ingressos: Sympla – R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia), R$ 20 (meia solidária com doação de material de limpeza)
Parque Cultural recebe festival Pequeno MC com programação imersiva para crianças
O Parque Cultural Casa do Governador, localizado na Praia da Costa, em Vila Velha, será palco, nos dias 16 e 17 de agosto, do festival Pequeno MC, evento infantil que integra a programação do Movimento Cidade. A iniciativa é gratuita e reúne atividades que estimulam a imaginação e o contato das crianças com diferentes linguagens artísticas e tecnológicas. A programação será distribuída em três espaços imersivos: a Tenda Principal, com contação de histórias, peças teatrais e mostra de curtas de animação; o Bosque, com oficinas de botânica, pintura da biodiversidade, observação de pássaros, jogos e visitas às exposições; e a Sala do Educativo, com oficinas e uma mostra em metaverso sobre os territórios capixabas. Algumas atividades, como as oficinas de Stop Motion, Graffiti e Muralismo, já estão com vagas esgotadas. Os ingressos gratuitos podem ser reservados pelo link: parqueculturalcasadogovernador.byinti.com. Inaugurado em 2022, o Parque é reconhecido como a maior galeria de arte a céu aberto do Espírito Santo, com um acervo de 33 obras e 93 mil m² de área. O espaço é administrado pelas secretarias de Estado da Cultura (Secult) e de Governo (SEG), por meio do Instituto ArteCidadania, e funciona gratuitamente de terça a sábado, das 8h às 17h, e aos domingos, até 15h.
ES Fashion 2025 fortalece Vitória como capital da moda capixaba
Vitória viveu uma intensa celebração da moda, cultura e empreendedorismo entre os dias 7 e 10 de agosto, durante a realização do ES Fashion 2025, na Praça do Papa. Em quatro dias de programação gratuita, o evento reuniu milhares de pessoas, promoveu conexões entre marcas locais e consumidores, e consolidou o ecossistema criativo e econômico do Espírito Santo. O festival contou com a participação de nomes de destaque no universo da moda e da política, como o estilista e comunicador Dudu Bertholini, o governador Renato Casagrande, o vice-governador Ricardo Ferraço, além de autoridades, empresários e profissionais renomados do setor fashion. Durante o evento, o público acompanhou desfiles que evidenciaram o talento e a inovação da moda capixaba. Entre os destaques, estiveram as apresentações dos formandos dos cursos de moda da FAESA e do CET Vasco Coutinho, além das coleções vibrantes das marcas Atitu, Hagaef, Marcí, Morena Tropical e Sinesia Karol. O estilista Ivan Aguilar também encantou a plateia com suas criações sofisticadas. A programação incluiu ainda talks, palestras e rodas de conversa sobre tendências, sustentabilidade, inovação e mercado, além de shows musicais e um espaço gastronômico que se tornou ponto de encontro para networking e confraternização. Mais de 100 estandes apresentaram roupas, bolsas, calçados, produtos de beleza e acessórios, gerando muitas vendas e oportunidades para pequenos e médios empreendedores. “O ES Fashion é mais que um evento de moda, é um encontro de criatividade, empreendedorismo e cultura que movimenta toda a cadeia produtiva e coloca o Espírito Santo no mapa nacional do setor”, afirmou Rafael Ferrari, diretor-geral do evento. Com o apoio de entidades como Senac Espírito Santo, CDL Vitória, Findes, Polo de Moda da Glória, CET Vasco Coutinho, Faesa, e com suporte institucional do Sebrae/ES, do Governo do Estado, por meio da Aderes, e do Governo Federal, o ES Fashion 2025 confirmou Vitória como um dos polos de moda mais promissores do Brasil. Foto: divulgação
Serra lidera geração de empregos no Espírito Santo em junho
A cidade da Serra voltou a se destacar na geração de empregos formais no Espírito Santo. Segundo dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o município registrou, em junho de 2025, um saldo positivo de 586 vagas com carteira assinada, ocupando a primeira colocação entre todas as cidades capixabas no período. No acumulado do primeiro semestre, a Serra mantém a posição de destaque, sendo o segundo município do Estado com maior geração de postos formais, totalizando 2.773 novas vagas. O mesmo cenário se repete no levantamento dos últimos 12 meses, com um saldo acumulado de 4.206 postos de trabalho. Esses números reforçam a força da economia local e a eficácia das políticas públicas voltadas à empregabilidade. Os setores de Serviços, Comércio e Indústria foram os principais responsáveis por esse desempenho, refletindo os investimentos em qualificação profissional, incentivo ao empreendedorismo local e atração de novos empreendimentos. A secretária de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo da Serra, Márcia Lamas, destacou: “Este resultado reforça nosso compromisso com a construção de um ambiente de negócios dinâmico e atrativo. Sob a gestão do prefeito Weverson Meireles, a cidade tem atraído grandes investimentos e garantido oportunidades de trabalho qualificado para a população.” O Novo Caged é a principal fonte oficial de informações sobre o emprego formal no país, que considera o saldo entre admissões e desligamentos com base nas declarações feitas pelas empresas por meio do sistema eSocial.
Vitória é a capital com maior acesso de crianças a creches no Brasil, aponta ONG
Vitória atingiu um marco histórico na Educação Infantil, sendo a capital brasileira com a maior taxa de atendimento para crianças de 0 a 3 anos, com 72,2%, segundo levantamento da ONG Todos Pela Educação — muito acima da média nacional de 41,2%. Além disso, Vitória e Teresina são as únicas capitais que garantem universalização na pré-escola, com 100% das crianças de 4 a 5 anos matriculadas. A secretária municipal de Educação, Juliana Rohsner, destaca que o resultado é fruto de um trabalho contínuo, focado em ampliar o acesso com qualidade. O prefeito Lorenzo Pazolini ressalta o crescimento das escolas em tempo integral, que passaram de 4 para 41 unidades, contribuindo para o desenvolvimento das crianças e apoio às famílias. A prefeitura também investiu em infraestrutura, inaugurando e reformando diversas escolas e ampliando a climatização, passando de 9 para 42 unidades climatizadas, com obras em andamento para mais melhorias. No quesito aprendizagem, Vitória é a 2ª capital no ranking nacional de alfabetização infantil, segundo o MEC, com 73,2% das crianças alfabetizadas até os 7 anos, superando as metas do Ministério para 2024, 2025 e 2026. Foto: PMV
Arnaldinho entrega a Casagrande propostas para minimizar impacto do tarifaço de Trump
Com a taxação de até 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, liderou um movimento com entidades do setor produtivo para propor medidas que minimizem os impactos no Espírito Santo. As sete propostas — que incluem revisão tributária, linhas de crédito emergenciais, suspensão temporária de obrigações financeiras e diálogo com o Governo Federal — foram entregues ao governador Renato Casagrande na sexta-feira (8), durante a inauguração da UBS de Rio Marinho. A mobilização começou na terça-feira (5), com reunião na Prefeitura reunindo sindicatos e associações como Sindiex, Vports, Sindirochas, CentroRochas, Centro do Comércio do Café, Assevila, Associação Brasileira do Gengibre e a Futura Inteligência. O setor agrícola é um dos mais afetados, com destaque para café, mamão e gengibre. Já minério de ferro, petróleo e celulose ficaram fora da taxação. Segundo Arnaldinho, o impacto é direto sobre exportações, comércio, empregos e renda: “As políticas macroeconômicas são formuladas em Brasília, mas é nas cidades que os impactos são sentidos de forma mais dura. Cabe a nós agir com responsabilidade, ouvindo o setor produtivo e cobrando soluções para proteger nossa economia.” Vila Velha concentra mais de 90% das operações da Vports, principal porto do Estado, e é o maior mercado consumidor capixaba, o que torna a cidade particularmente vulnerável a crises no comércio exterior. Foto: PMVV
Caetano reforça convite para show domingo em Vila Velha e brinca sobre “império do Espírito Santo”
O cantor Caetano Veloso usou seu perfil no Instagram para anunciar que estará no Espírito Santo no próximo dia 17 de agosto, quando sobe ao palco do +MC Festival, no Parque Estadual da Prainha, em Vila Velha. O evento encerra a 7ª edição do Festival Movimento Cidade, que acontece de 15 a 17 de agosto. No vídeo, gravado pela esposa Paula Lavine, o cantor fez uma brincadeira que chamou atenção dos fãs capixabas: “Adoro isso do Estado se chamar Espírito Santo, porque, enfim, a gente está vendo uma mudança grande, a gente está entrando no reino, no império do Espírito Santo. […] É uma profecia, […] sempre me fascinou essa ideia de que em breve começaremos a sentir a mudança para um novo império na história da humanidade.” Caetano citou nomes como Bandarra, Joaquim de Fiore e o filósofo Agostinho da Silva, relacionando sua fala a uma visão profética que ele diz conhecer desde jovem, na Bahia. Programação e ingressos O Festival Movimento Cidade terá, além de Caetano Veloso, nomes como Marina Sena, Pabllo Vittar, BaianaSystem, Duquesa, Cila do Coco, Os Garotin e Yago Oproprio. • Dias 15 e 16 de agosto: entrada gratuita, sem retirada antecipada de ingressos. Basta doar 1 kg de alimento não perecível na entrada. O evento está sujeito à lotação. • Dia 17 de agosto (+MC Festival): ingressos à venda, com valores entre R$ 220 e R$ 400, pelo site Sympla, variando conforme o lote e taxa de serviço. O evento será realizado no Parque Estadual da Prainha, um dos cenários mais icônicos de Vila Velha, reunindo música, cultura e arte em um dos festivais mais aguardados do calendário capixaba.
Madrugadas frias e tempo instável marcam a semana na Grande Vitória
A partir desta segunda-feira (11), os moradores da Grande Vitória devem se preparar para madrugadas mais frias, com mínimas previstas de até 15 °C, segundo dados do Climatempo e do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O início da semana será marcado por tempo instável, com muita nebulosidade e possibilidade de chuvas fracas isoladas, influenciado pela atuação de uma frente fria. Nesta segunda, a mínima deve ser de 15 °C e a máxima de 23 °C. O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) prevê aumento da nebulosidade ao longo do dia, com chance de chuviscos a partir da tarde e vento moderado no litoral. Na terça-feira (12), o frio perde pouca intensidade, com mínima de 17 °C e céu predominantemente nublado. Na quarta-feira (13), o tempo começa a melhorar, com sol entre nuvens e temperaturas mais agradáveis, chegando a 25 °C. A quinta-feira (14) deve ser o dia mais quente da semana, com mínima de 19 °C e máxima de 28 °C, sob predomínio de sol. Já na sexta-feira (15), as temperaturas caem novamente, e o sábado (16) terá tempo instável, mínima de 18 °C e possibilidade de chuvas isoladas. Embora não haja previsão de temporais, o INMET alerta para rajadas de vento e mudanças rápidas nas condições climáticas, comuns nesta época do ano no litoral capixaba.
João Gualberto – “Individualistas na Suécia, devotos no Brasil”
Famílias menores e menos influentes deram lugar ao avanço do Estado, que assumiu funções sociais antes reservadas ao núcleo familiar tradicional. Escrevi, há algumas semanas, artigos sobre o individualismo nas sociedades atuais. Falei sobre a redução do tamanho das famílias e das consequências disso no mundo em que vivemos, já que no chamado velho regime viviam às vezes dezenas de pessoas sob o mesmo teto. As famílias foram diminuindo, sobretudo a partir do século XX, até chegarem ao formato atual de um ou dois filhos, na maioria dos lares. A tendência é serem cada vez menores, até mesmo em países como o Brasil, reduzindo-se inclusive nas formações familiares entre as camadas menos favorecidas. Nossos censos populacionais mais recentes mostram claramente isso. Esse longo processo de redução do tamanho numérico das famílias foi acompanhado pela queda de sua importância na socialização, educação e colocação dos filhos no mundo. Também diminuiu seu poder de influência nas inserções na sociedade através do trabalho, afinal, antes do processo de massificação da alfabetização, eram as famílias que transmitiam entre si os saberes e fazeres instituídos. Muitos filhos tinham a ocupação do pai, em um sistema hierarquizado e inflexível. Mas, felizmente, essa realidade mudou. Hoje não se resolve a vida só pelo sangue que corre nas veias, pela tradição e suas heranças simbólicas. As coisas ficaram mais complexas. A sociedade produziu novas significações imaginárias sociais e passou a afastar-se do modelo patriarcal tradicional, criando novos núcleos familiares e ressignificando o próprio conceito de família. Por outro lado, elas passaram a dividir com instituições estatais a responsabilidade sobre o futuro das novas gerações, o que inclui a educação, o cuidado com a saúde e a proteção social. Assim, as famílias também passaram a compartilhar seu papel com outras instituições, como a escola, os hospitais e os lares para idosos, para citar alguns exemplos. A tendência nas sociedades mais avançadas, em termos de distribuição de benefícios, é que esses se tornem mais igualitários. Em outro texto, falei da experiência radical do individualismo na Suécia, onde a proteção do direito de ser independente, em qualquer relação amorosa, levou o Estado a criar mecanismos que garantem a redução ainda maior da importância das famílias. Um exemplo claro disso é que a inseminação artificial quase anônima é garantida por políticas públicas. Sem a figura física do pai, temos um núcleo familiar formado pelas mães e seus filhos. É importante ressaltar que não se trata, nem de longe, das famílias dirigidas por mulheres no Brasil, mas sim do enfraquecimento simbólico da família na sustentação das novas gerações — fenômeno agravado pelo incentivo do Estado sueco ao afastamento dos filhos de seus núcleos familiares. Segundo Tony Judt, o planejamento da sociedade pelo Estado tornou-se prática recorrente no pós-guerra, aproximando socialistas e liberais na defesa de políticas públicas robustas. Esses Estados, sobretudo na Europa Ocidental, não buscavam revolucionar as relações sociais nem instaurar regimes socialistas ou totalitários; ao contrário, pretendiam preservar a ordem existente, utilizando o controle das altas esferas da economia para garantir estabilidade. Nesse contexto, medidas como a taxação progressiva de renda e o fortalecimento da meritocracia — com ampliação do acesso à educação e incentivos à mobilidade social — tornaram-se centrais para promover maior equidade e bem-estar. O objetivo era suprir as falhas do mercado e produzir resultados que este, por si só, não alcançaria. Com o tempo, especialmente uma ou duas gerações após o fim da guerra, consolidou-se a percepção de que a regulação econômica em múltiplos níveis era não apenas viável, mas desejável para sustentar o pacto social emergente. Ao analisarmos a radicalidade do modelo sueco, marcado por intensa intervenção estatal na formação do individualismo, deparamo-nos com a força da ideia central do pós-guerra: fortalecer o Estado para, durante o conflito, proteger a sociedade e, no período subsequente, reconstruí-la. Esse paradigma ampliou progressivamente o alcance da intervenção estatal, que passou a ocupar espaços antes reservados às redes sociais e familiares na configuração das individualidades. O resultado foi a redução do protagonismo da sociedade civil na construção de valores e identidades, deslocando-o para políticas e estruturas estatais cada vez mais abrangentes. Em síntese, a trajetória histórica analisada revela como o Estado, outrora visto como intruso no âmbito familiar, assumiu papel central na configuração das individualidades e na provisão de bem-estar social, especialmente nos modelos europeus do pós-guerra. A experiência sueca ilustra o extremo dessa lógica: a intervenção estatal não apenas substituiu as redes tradicionais de sociabilidade, mas também moldou novas concepções de família, cada vez menores e mais autônomas. *João Gualberto Vasconcellos é mestre e professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Doutor em Sociologia pela Escola de Altos Estudos em Ciência Política de Paris, na França, Pós-doutorado em Gestão e Cultura. Foi secretário de Cultura no Espírito Santo entre 2015 e 2018. *A opinião do articulista é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a posição do portal News Espírito Santo