Vitória voltou a ganhar destaque no cenário nacional. O Índice FipeZap mostra que a capital lidera a valorização entre as capitais em 2025, com alta acima de 15% no ano e o metro quadrado anunciado superando cidades maiores Embora impressione à primeira vista, esse movimento tem uma explicação simples e compreensível para qualquer pessoa. Vitória é uma ilha pequena, com pouco espaço para crescer. Quando a cidade não consegue ampliar sua oferta na mesma velocidade em que a procura aumenta, o preço sobe, assim como acontece com qualquer bem limitado. “É importante lembrar que o índice mede preços de anúncios, não os valores finais de venda, que normalmente são menores. Ainda assim, a tendência geral permanece clara. A capital consolidou um estilo de vida que mistura boas escolas, serviços próximos, segurança relativa e deslocamentos curtos. Para muita gente, isso significa economia de tempo e melhora na rotina. Quando um lugar oferece essa combinação, a procura aumenta de forma natural, e a valorização acompanha”, destaca Ricardo Gava, diretor da Gava Crédito Imobiliário e Ademi/Secovi-ES. A cidade também passou por transformações que reforçam esse cenário. Melhorias na orla, ciclovias, ajustes de mobilidade e revitalizações pontuais tornaram algumas áreas ainda mais atrativas. É como iluminar melhor uma vitrine: o que já era bom fica mais evidente. Quando o espaço urbano evolui, o mercado responde quase em linha reta. Outro ponto relevante é que diferentes perfis de moradores, como jovens, famílias, profissionais que buscam qualidade de vida e até pessoas que voltaram a morar na cidade, que passaram a disputar os mesmos locais bem estruturados. “Não se trata de um movimento restrito a quem tem renda mais alta; é uma busca coletiva por locais onde o dia a dia funciona melhor. Em áreas onde não há muito espaço para novos empreendimentos, essa competição naturalmente pressiona os preços”, frisou Gava. O Centro de Vitória também merece atenção. A região tem localização privilegiada e grande potencial de uso, mas depende da continuidade dos projetos de requalificação. Se os investimentos forem consistentes, o Centro pode recuperar protagonismo e atrair novamente moradores e empresas, ampliando as alternativas da cidade e equilibrando parte da demanda futura. No fim das contas, o comportamento atual dos preços não é surpresa. Vitória oferece qualidade, tem limites físicos claros e segue recebendo demanda constante. Esse conjunto forma uma base sólida de valorização, desde que acompanhado de planejamento urbano e melhorias contínuas. “O mercado permanece aquecido e com perspectivas positivas, não por entusiasmo exagerado, mas por fundamentos concretos que mantêm a capital entre os destaques imobiliários do país” finalizou Ricardo Gava.
João Batista Dallapiccola Sampaio | “Direitos Humanos: conquista de todos, não privilégio de poucos”
Neste dia 10 de dezembro, celebramos o Dia Internacional dos Direitos Humanos, uma data que nos convida à reflexão sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pela Organização das Nações Unidas em 1948. Esse documento, embora não jurídico, é a bússola moral que delineia a proteção universal dos direitos humanos básicos. Como operador do Direito com atuação no ramo dos direitos sociais, é fundamental destacar que os Direitos Humanos são, acima de tudo, uma conquista histórica da humanidade, fruto de suor, luta e, em muitos momentos, sangue. Eles não são uma benesse ou um instrumento de exceção, mas sim o patamar mínimo de dignidade que a sociedade se compromete a garantir a todo e qualquer ser humano, independentemente de sua classe social, raça, nacionalidade, religião, cultura, profissão, gênero ou qualquer outra característica. Contudo, a visão popular, muitas vezes distorcida, tende a resumir os Direitos Humanos apenas aos direitos civis e políticos, como o direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal, conforme estabelece o emblemático Artigo 3º da DUDH. É crucial entender, porém, a verdadeira abrangência desses direitos. A Declaração é muito mais ampla. Ela é o alicerce para os direitos sociais, que são a espinha dorsal da minha atuação. O Artigo 22, por exemplo, garante que: “Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, em harmonia com a organização e os recursos de cada Estado”. Isso significa que os Direitos Humanos também englobam o direito à instrução (Art. 26), o direito ao trabalho e a uma remuneração justa (Art. 23), o direito a um padrão de vida adequado, que assegure alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis (Art. 25). São esses direitos que protegem o cidadão comum em seu dia a dia, garantindo igualdade, liberdade e dignidade. Apesar dessa amplitude, é comum e lamentável ouvir a frase simplista e equivocada de que os Direitos Humanos servem apenas para “defender bandido”. Essa narrativa, além de falsa, é perigosa, pois desvia o foco da sua verdadeira função e mina a proteção de toda a sociedade. Os Direitos Humanos são universais. Isso significa que eles se aplicam a todos, inclusive àqueles que cometeram crimes. A garantia de um julgamento justo, do devido processo legal e da proibição de tortura (Art. 5º e 10º da DUDH) não é um privilégio concedido ao criminoso, mas sim uma garantia para o cidadão de bem. Por quê? Porque a proteção dos direitos do indivíduo, mesmo do mais vil, é o que impede o Estado de se tornar arbitrário e de usar a força de forma desmedida contra qualquer um de nós. Se o Estado pode violar os direitos de um, ele pode violar os direitos de todos. A defesa do devido processo legal é a defesa da civilidade e do Estado de Direito. A luta pelos Direitos Humanos é, portanto, a luta por uma sociedade onde a lei é aplicada de forma justa e igualitária, e onde a dignidade humana é o valor supremo. Em suma, a data comemorativa de 10 de dezembro foi criada para valorizar os direitos contidos na DUDH. É um lembrete de que devemos enfrentar toda forma de discriminação e defender os direitos de todos. A educação é a nossa maior arma para o enfrentamento às violações e para a garantia dos Direitos Humanos. Ao compreendermos a verdadeira amplitude e o caráter protetivo desses direitos, desarmamos o preconceito e fortalecemos a base da nossa democracia. Juntos, podemos construir um mundo mais justo e inclusivo, onde a conquista histórica dos Direitos Humanos seja uma realidade plena para cada pessoa. *Artigo escrito em conjunto pelos advogados João Batista Dallapiccola Sampaio e o mateense Robério Moura Bittencourt.
“Pé na Areia” dá início ao Verão P12 2026 com Thiaguinho, Nattan e Yan em Guarapari
Evento marca a abertura oficial da temporada com três grandes nomes da música brasileira O verão capixaba já tem data para começar: 27 de dezembro. A quarta edição do tradicional “Pé na Areia” abre oficialmente a temporada do P12 Guarapari reunindo três fenômenos da música nacional: Thiaguinho, Nattan e Yan. Produzido pela Aquarius e Booa Produções, o evento já se consolidou como um dos principais marcos do calendário de verão da cidade, levando milhares de pessoas ao beach club e sempre apresentando line-ups de peso — e em 2025/2026 não será diferente. A noite começa com Thiaguinho, que retorna ao palco do P12 com a turnê Sorte. O artista promete um show eletrizante, repleto de hits que marcaram gerações, mensagens positivas e o swing característico que tornou seu samba-pop um dos mais queridos do país. Na sequência, sobe ao palco o fenômeno Nattan, um dos maiores nomes do forró e do piseiro da atualidade. Com energia contagiante, sucessos que dominam as paradas e forte presença de palco, o cantor transforma qualquer encontro em uma grande festa. Fechando o line-up, Yan representa a nova força do pagode brasileiro com músicas que acumulam milhões de plays e uma performance moderna, carismática e cheia de identidade — reforçando a renovação do gênero. Com estrutura grandiosa, setores amplos, experiências premium e cenografia inspirada nos maiores beach clubs do Brasil, o “Pé na Areia” promete uma noite intensa, vibrante e com o astral único do litoral capixaba. SERVIÇO – Verão P12 Guarapari Evento: Pé na Areia — Thiaguinho, Nattan e Yan Data: 27 de dezembro de 2025 (sábado) Abertura dos portões: 19h Local: P12 Parador Internacional – Guarapari (ES) Endereço: Rod. do Sol, Km 26 – Praia de Porto Grande – Guarapari/ES Classificação: 16 anos De 14 a 16 anos, somente acompanhados por pais ou responsável. Ingressos Verifique o lote disponível no site. Link: brasilticket.com.br/pe-na-areia-thiaguinho-e-nattan.html Área Vip – Lote 2 • Meia-entrada – R$ 160,00 (+ taxa R$ 19,20) • Ingresso Social (1kg) – R$ 170,00 (+ taxa R$ 20,40) • Inteira – R$ 360,00 (+ taxa R$ 43,20) Front Vip • A partir de R$ 230,00 (+ taxas) Pontos de venda sem taxa • Country Ville – Cariacica Av. Expedito Garcia, 197 – Campo Grande – Cariacica/ES • Bilheteria do local nos dias de abertura Mais informações: @p12guarapari
Verão com sabor: Caranguejo do Assis lança novidades no cardápio para a alta temporada
Restaurante aposta em pratos inéditos, drinks temáticos e seleção especial de vinhos para 2026 O Bar e Restaurante Caranguejo do Assis, em Itaparica, Vila Velha, inicia 2026 celebrando a temporada de verão com um cardápio totalmente renovado. A proposta é levar ainda mais sabor, frescor e experiência à mesa dos clientes, combinando a identidade do litoral capixaba com sofisticação gastronômica. O novo menu traz releituras de clássicos da casa, pratos inéditos com frutos do mar, drinks exclusivos e uma seleção especial de vinhos e espumantes. A aposta é em ingredientes frescos, texturas leves e preparos que valorizam a estação mais festiva do ano. Entre os lançamentos, dois pratos já despontam como protagonistas: o Arroz do Mar — arroz no caldo de peixe com vinho branco, badejo, polvo e camarões salteados na manteiga de ervas (R$ 230, serve duas pessoas) — e o Badejo da Praia — badejo grelhado acompanhado de purê de batata e arroz de brócolis (R$ 180, serve duas pessoas). O robalo também passa a ter novas versões no cardápio: o Robalo ao Vinagrete (R$ 215) e o Robalo Frito Completo, com arroz, tutu de feijão e vinagrete (R$ 230). A carta de drinks ganha um capítulo especial. Além de clássicos revisitados, o restaurante lança a linha “Praias e Cartões-Postais de Vila Velha”, com coquetéis inspirados em cenários icônicos da cidade — Morro do Moreno, Praia da Costa e Praia de Itaparica —, em composições que exploram frutas tropicais e notas cítricas, com apresentações refrescantes. Novas sobremesas também já estão em fase final de desenvolvimento e serão apresentadas no lançamento oficial do verão. “Queríamos que o nosso cardápio de verão traduzisse a essência do Caranguejo do Assis: frescor, cuidado e experiências que marcam. Apostamos em combinações leves, ingredientes selecionados e drinks que conversam com o clima da nossa orla. Tudo foi pensado para que cada cliente sinta um pouco do encanto do litoral em cada prato”, destaca o sócio-proprietário Dyonatan Giovanelli. Confira as novidades Pratos novos • Arroz do Mar – R$ 230,00 • Badejo da Praia – R$ 180,00 Robalo – Novas opções • Robalo ao Vinagrete – R$ 215,00 • Robalo Frito Completo – R$ 230,00 Queridinhos do verão • Arroz de Polvo com Camarão Médio – R$ 147,00 • Pescadinha Especial – camarão frito, batata frita e vinagrete – R$ 110,00 • Tilápia Especial – filé à milanesa, camarão frito e banana frita – R$ 132,50 Drinks exclusivos – Linha Praias e Cartões-Postais de Vila Velha • Morro do Moreno – Vodka, limão, xarope de morango, suco de laranja e espuma cítrica – R$ 40 • Praia de Itaparica – Gin, limão, xarope de maracujá, suco de raranja e espuma cítrica – R$ 40 • Praia da Costa – Gin, ginger ale, limão, xarope de morango e espuma cítrica – R$ 40 Clássicos revisitados • Fitzgerald – R$ 35 • Mojito – R$ 35 • Cosmopolitan – R$ 40 • Negroni – R$ 35,50 • Carajillo 43 – R$ 38 Serviço Caranguejo do Assis Av. da Praia, 290 – Praia de Itaparica, Vila Velha – ES Horário: 11h às 0h Informações: (27) 3289-848
Empresa capixaba conquista 1º lugar na maior premiação da indústria de eventos do Brasil
Yes Eventos recebe o Jacaré de Ouro no Prêmio Caio 2025 por projeto com inovação e impacto socioambiental A Yes Eventos se destacou nacionalmente ao conquistar o Jacaré de Ouro no Prêmio Caio 2025 — a mais relevante premiação da indústria de eventos e turismo do país. A empresa capixaba venceu na categoria “Evento de Responsabilidade Social e Ambiental | Cliente”, do segmento Prêmio Caio Sustentabilidade, com o case “Yes Móvel Show: instrumento de transformação social e ambiental”. A cerimônia ocorreu na noite desta segunda-feira (08), no Expo Center Norte, em São Paulo. Considerado o “Oscar dos Eventos”, o Prêmio Caio reconhece há 26 anos iniciativas de excelência, criatividade e inovação no mercado brasileiro. Para a Yes Eventos, o resultado consagra uma trajetória de negócios alinhada à sustentabilidade e à responsabilidade social. “Este prêmio é o reconhecimento de que sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas. Ao longo desses anos, construímos um modelo de negócio que respeita o meio ambiente, democratiza o acesso aos eventos e ainda gera impacto social positivo nas comunidades onde atuamos. O Jacaré de Ouro coroa esse compromisso e nos incentiva a ir ainda mais longe”, afirma o CEO da Yes, Erisson Matos. Modelo inovador com resultados concretos Com 16 anos de atuação, a Yes Eventos é responsável pelo maior circuito de feiras de negócios dos setores de móveis, eletrodomésticos e colchões do Brasil. A empresa se tornou referência ao substituir os tradicionais estandes descartáveis por showrooms modulares reaproveitáveis — solução que reduz de forma significativa o descarte de resíduos como madeira, plásticos e metais, além de ampliar a acessibilidade de expositores ao reduzir custos logísticos e estruturais. Somente em 2025, a Yes realizou oito eventos pelo país, reunindo mais de 40 mil profissionais em experiências de negócios alinhadas às melhores práticas ESG. A Yes Móvel Show São Paulo, considerada a maior feira do setor na América Latina, recebeu mais de 20 mil visitantes e reforçou iniciativas ambientais e de gestão responsável de resíduos. Transformação também no social O compromisso da empresa vai além do impacto ambiental. A Yes mantém o projeto Yes Academy, que beneficia mais de 40 crianças e adolescentes em Vila Velha (ES). A iniciativa promove inclusão social por meio de treinos de futebol e ações educativas realizadas aos sábados, contribuindo para o desenvolvimento das comunidades onde atua. Sobre o Prêmio Caio Criado em 1999 em homenagem ao pioneiro Caio de Alcântara Machado, o Prêmio Caio é a mais tradicional honraria do setor no Brasil. Nesta 26ª edição, bateu recorde de participação: mais de 2 mil cases inscritos, 1.142 concorrentes e 83 categorias. Os vencedores recebem o troféu Jacaré — nas versões Ouro, Prata e Bronze — que consagra os melhores cases do ano nas áreas de Eventos, Serviços, Clientes e Empreendimentos.
Pesquisa inédita revela violência alarmante contra médicos no ES
A violência contra médicos no Espírito Santo alcançou níveis alarmantes. Dados da Pesquisa sobre Violência no Ambiente de Trabalho Médico, realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES), revelam que 84% dos profissionais que responderam ao levantamento já sofreram algum tipo de violência ao longo da vida profissional. Considerando o período principal da pesquisa, entre agosto de 2024 e agosto de 2025, 75% afirmam ter sido vítimas de agressões nesse intervalo. Os episódios envolvem violência verbal e física, assédio moral e sexual, condições de trabalho precárias e situações de exploração profissional. O estudo, apresentado nesta terça-feira (9) pelo presidente do CRM-ES, Fernando Avelar Tonelli (foto), contou com a participação de 333 médicos, o que corresponde a 2,06% dos profissionais em atividade no Estado. Entre os respondentes, 67% são mulheres e 53% possuem menos de cinco anos de formação, recorte que evidencia discriminação de gênero e etarismo dentro do ambiente de trabalho. A violência, segundo os relatos, é frequente: 46,2% já sofreram agressões entre duas e cinco vezes; 18,3%, mais de cinco vezes; e 11,1% convivem com episódios constantes. VEJA A PESQUISA COMPLETA – link Os relatos enviados ao CRM-ES mostram agressões que vão desde ameaças até danos materiais e a necessidade de intervenção policial. Há registros de médicos que deixaram postos de trabalho e até abandonaram a profissão por medo e falta de segurança. A precariedade estrutural também aparece com força: jornadas exaustivas, ausência de itens básicos como água potável e material de higiene, pressão de gestores por atendimentos acelerados e salários defasados. A recusa de atestados sem critério clínico e o tempo de espera dos pacientes são apontados como os gatilhos mais comuns de agressões. Outra queixa recorrente está relacionada à contratação via Pessoa Jurídica, modelo que, segundo os médicos, gera insegurança financeira e favorece a exploração, já que empresas ficam com grande parte dos repasses. Diante da gravidade do cenário, o CRM-ES atua por meio da Comissão de Defesa e Segurança do Médico, que tem cobrado ações dos gestores e recomendado a transferência de profissionais em risco. Todas as denúncias receberam respostas oficiais sobre as providências exigidas pelo Conselho. O CRM-ES agora organiza um plano emergencial que prevê intensificação da fiscalização e articulação com o Ministério Público, gestores de saúde e parlamentares para a implementação de medidas protetivas. Entre as iniciativas anunciadas estão a apresentação de um Projeto de Lei que torne obrigatória a presença de segurança pessoal, além da patrimonial, nas unidades públicas; o envio de ofícios cobrando a instalação de botão do pânico, reforço de segurança e campanhas informativas sobre o crime de agressão a servidor público; e a interdição ética de unidades onde os casos são mais frequentes. “A pesquisa é um grito de socorro. Nossos médicos estão sendo explorados, coagidos e agredidos diariamente, e sentem-se desamparados. O CRM-ES não se limitará a um post de repúdio. Usaremos esses dados para uma atuação forte e incisiva, pressionando as autoridades e instituições para garantir que a classe médica capixaba tenha o respeito, a segurança e as condições de trabalho dignas que merece”, afirmou o presidente do CRM-ES, Dr. Fernando Tonelli. O Conselho destaca que manterá o compromisso de apoio e proteção aos médicos do Espírito Santo para evitar que a profissão se transforme em uma atividade marcada pelo medo, adoecimento e abandono. O QUE DIZEM OS MÉDICOS OUVIDOS NA PESQUISA “A violência contra médicos nos causa medo e insegurança, fazendo com que muitos médicos não voltem a trabalhar nas unidades em que sofreram agressão.” “Deveria ter restrições para atestado médico, pois muitos atendimentos são apenas para isso e, quando negamos, há confusão.” “Eu tive que praticamente abandonar o emprego por causa de Burnout e por só pensar em suicídio. Não temos nenhum tipo de suporte e parece que estão todos contra o médico. Penso constantemente em largar a profissão.” “Parei de dar plantão por medo de agressão. No hospital de XXXXX, eu, médica mulher, fui assediada por pacientes diversas vezes e também em unidade básica fui agredida verbalmente e quase fisicamente e por medo mudei de cidade.” “Muitas das agressões se devem a demandas de atestado e pressão por realização de procedimentos desnecessários.” “As unidades que trabalho têm apenas um segurança, que é só de patrimônio. No período noturno, o corredor de consultórios médicos fica sem ninguém e como, geralmente, estamos sozinhos, sendo mulher me sinto extremamente vulnerável, motivo pelo qual não faço mais plantão noturno.” “Uma das agressões que sofri, praticada por um procurador do Ministério Público, resultou em sérias consequências internas, apesar de ter comunicado de imediato à minha chefia. O agressor recebeu um atendimento privilegiado por outro médico da instituição e foi aberta uma sindicância administrativa contra mim. Este episódio me abalou profundamente, exigindo que eu buscasse atendimento psiquiátrico e me afastasse do trabalho. Embora a sindicância tenha, obviamente, demonstrado a falsidade da acusação contra mim, a desilusão foi tão grande que decidi deixar a instituição. Isso representou o sacrifício de metade da minha renda mensal. Posteriormente, abandon ei totalmente a prática da medicina.” “Trabalho no SUS desde que me formei, mas a rotina de violência torna o trabalho insustentável. Lidar com assaltos a mão armada e o assédio de vereadores, líderes comunitários e da própria Secretaria de Saúde dificulta qualquer denúncia por medo de retaliação. Sou coagida constantemente: atendo pacientes armados e tenho que ceder a pressões de traficantes para fornecer atestados médicos.” “A maioria das agressões que sofri ocorreu por causa de atestados médicos negados, pois o paciente não preenchia os critérios de afastamento. Acredito que deveria ser limitado o fornecimento de atestados somente para as situações mais graves.” “Por medo de morrer, uma médica conhecida minha saiu da cidade de XXXXX.”
Janete Vargas Simões detalha as prioridades na presidência do Tribunal de Justiça
A desembargadora Janete Vargas Simões, primeira mulher eleita para presidir o Tribunal de Justiça, afirmou, em coletiva concedida nesta terça-feira, que pretende deixar como marca de sua gestão a afirmação da pluralidade no Poder Judiciário e o fortalecimento do diálogo com a sociedade. Ela lembrou que sua eleição, por unanimidade, traz um elemento simbólico importante e aumenta a responsabilidade à frente da instituição. “Eu quero deixar a marca de que a pluralidade do Tribunal de Justiça é uma realidade. É uma realidade com a minha eleição e para todas as magistradas”, disse. Janete afirmou que o Tribunal vive “um momento especial, de grandes mudanças”, e que a unanimidade da escolha é gratificante, mas amplia o dever de corresponder à confiança dos pares. Ela ressaltou que contará com o apoio do vice-presidente, desembargador Fernando Zardini, da Mesa Diretora, dos desembargadores, magistrados e servidores para conduzir a próxima gestão. Transparência, diálogo e reorganização administrativa Ao ser questionada sobre as primeiras medidas da nova gestão, Janete elencou três prioridades: transparência, diálogo e ajuste administrativo. Ela afirmou que o primeiro eixo será a transparência dos atos da administração pública do Tribunal. Em seguida, destacou a importância do diálogo com as instituições públicas, privadas e com toda a sociedade. O terceiro ponto é uma alteração na parte administrativa do Tribunal de Justiça, com o objetivo de garantir maior celeridade nas decisões e no julgamento dos processos. Janete lembrou que a alteração necessária para melhorar a organização administrativa do Tribunal já foi aprovada: o projeto foi apresentado, aprovado pelo Pleno, encaminhado pela Presidência do Tribunal à Assembleia Legislativa e aprovado pelos deputados. Produtividade e uso de tecnologia Questionada sobre os dados do Justiça em Números, que apontam a produtividade como um dos desafios do Tribunal, especialmente no primeiro grau, a presidente reconheceu que esse ponto foi um dos eixos em que o TJ não conseguiu superar as metas na avaliação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela afirmou que a melhoria da produtividade será tratada como eixo de governança e citou mudanças recentes, como a implementação do processo eletrônico e o uso de inteligência artificial para colaborar com magistrados e assessores. Janete também lembrou que o Tribunal conviveu, durante muitos anos, com comarcas sem magistrados e comarcas de difícil provimento, o que impacta diretamente nos índices de produtividade ao se analisar processos não decididos, não julgados e não movimentados. A presidente ressaltou que a inteligência artificial será usada para dar mais celeridade, mas não substitui o trabalho humano. “A inteligência artificial é uma ferramenta que pode contribuir com a celeridade do processo, mas jamais substitui o magistrado e o servidor”, afirmou. Ela disse ainda que o Tribunal recebeu recentemente o Selo Prata e que a meta é fazer os ajustes necessários para melhorar a produtividade. “Eu prometo a vocês que, no próximo ano, no final do ano, nós teremos um índice melhor, muito melhor”, declarou. PJe, transparência e acesso às informações Sobre as dificuldades relatadas para consulta de processos e informações no sistema eletrônico, especialmente em um contexto em que a transparência é cobrada pela sociedade, Janete reconheceu que toda mudança traz um certo desconforto no início. Ela afirmou que o PJe está sendo avaliado e que a nova administração vai robustecer a Secretaria de TI, complementar e ajustar as ferramentas implantadas na gestão do desembargador Samuel Meira Brasil. Segundo a presidente, é necessário melhorar o atendimento e a visibilidade do processo judicial eletrônico, bem como o recebimento das demandas das comarcas que hoje contam com pontos de integração digital e das secretarias unificadas. Janete destacou que alguns processos tramitam em segredo de justiça e, nesses casos, não é possível abrir completamente o acesso, que fica restrito aos advogados habilitados. Ainda assim, reforçou que a melhoria do PJe e da comunicação está entre os eixos da administração. “Precisamos melhorar e vamos melhorar”, afirmou, ao comentar que a grande dificuldade vivenciada no momento é tornar o processo judicial eletrônico mais rápido e capaz de prestar informações claras sobre o andamento dos feitos. Atuação em segurança pública e atendimento mais rápido Questionada sobre como o Judiciário pode participar mais ativamente do enfrentamento à criminalidade e de questões de segurança pública, Janete lembrou que o Tribunal não é o poder responsável pela elaboração de políticas públicas, mas pode atuar em parceria com outros órgãos. Ela citou a possibilidade de formar comissões e parcerias com órgãos públicos, como a Secretaria de Segurança, para agilizar o atendimento em um primeiro momento e garantir uma resposta mais rápida dos magistrados. Mencionou a supervisão das varas criminais, com juízes coordenadores, e um termo de parceria já assinado entre o Tribunal de Justiça e o Governo do Estado, com a previsão de adaptações para melhorar o atendimento, integrando também o Ministério Público Estadual. Comarcas do interior e manutenção da atual estrutura Ao responder sobre o funcionamento das comarcas do interior e dos fóruns, Janete enfatizou que todas as medidas adotadas pelo Tribunal de Justiça seguiram determinações do CNJ. Segundo ela, as unidades foram alteradas por determinação do Conselho e essas mudanças deveriam ter ocorrido há mais de dois anos. A presidente afirmou que o tema está pacificado no âmbito do Tribunal: a estrutura atual será mantida. No entanto, admitiu que ajustes pontuais podem ser feitos “na medida do possível”, sem afastar o que já foi definido pelo CNJ. O foco, segundo Janete, é trabalhar com o que existe hoje e melhorar o atendimento às partes, aos advogados e as condições de trabalho para servidores e magistrados nas diversas localidades. Concursos, vagas e limites legais Sobre os concursos em andamento, Janete explicou que o certame para a magistratura está na fase final de entrevistas e ainda não foi concluído. Ao ser questionada sobre nomeações de juízes e servidores, ela deixou claro que o Tribunal está vinculado à lei orçamentária e, principalmente, aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Em relação ao concurso para analistas e outros servidores, a presidente afirmou que será feita uma análise para verificar se é possível realizar contratações, mas que
Redução de 72% nos crimes contra o patrimônio marca Operação Black Friday no ES
A intensificação do policiamento durante a Black Friday no Espírito Santo resultou em uma queda expressiva nos crimes contra o patrimônio. De acordo com dados apresentados pela Polícia Militar nesta segunda-feira, na sede da Fecomércio, em Vitória, o número de ocorrências no período da promoção passou de 405 em 2024 para 112 em 2025, o que representa redução de 72%. O comandante-geral da PMES, coronel Douglas Caus, destacou que os números reforçam a evolução constante da segurança pública no Estado. “Essa operação veio para ficar na Polícia Militar”, garantiu. Representantes de sindicatos ligados ao comércio e serviços, o presidente da Fecomércio, Idalberto Moro, e o vice-presidente da entidade, Luiz Coutinho, acompanharam a apresentação. Atuação e resultados da Operação Black Friday Caus explicou que o reforço foi planejado a partir de uma demanda apresentada pelo próprio setor produtivo. Com a ampliação das escalas extraordinárias e o deslocamento estratégico de efetivo, a corporação conseguiu ampliar significativamente a presença policial nas áreas comerciais nos dias 28 e 29 de novembro, sem impacto no patrulhamento regular. “Modulamos a atuação conforme a necessidade e os resultados confirmam que fizemos bem”, afirmou, acrescentando que a operação passa a integrar o planejamento anual da para redução do crime no interior e patrulhamento contínuo. O comandante também ressaltou resultados expressivos no campo. A Patrulha Rural, atuando 24 horas, e a Operação Colheita, encerrada em 30 de novembro com quase 50 mil visitas tranquilizadoras, contribuíram para uma queda acentuada de furtos contra propriedades agrícolas. “Foi um sucesso. Reduzimos drasticamente crimes que, por muitos anos, trouxeram prejuízos ao produtor rural”, destacou. Facções criminosas e atuação preventiva do Estado Ao tratar do crime organizado, Caus reforçou que o Espírito Santo segue um caminho distinto de regiões que enfrentam maior fragilidade institucional. Ele ressaltou que a estrutura de segurança capixaba tem se fortalecido, o que dificulta a tentativa de facções de expandirem territórios. “A estrutura do Estado aqui está robusta. E, com mais efetivo, vai ficar ainda mais difícil para essas organizações”, disse. O comandante afirmou que a presença comunitária em áreas sensíveis tem reduzido o potencial de lucro do tráfico, desestimulando disputas territoriais. “Quando estamos ali, a boca de R$ 500 mil vira R$ 50 mil. Eles fazem conta e deixam o território”, explicou. Inteligência e tecnologia a serviço de resultados Mais de 2 mil homicidas foram retirados das ruas nos últimos anos — dados que, segundo Caus, refletem a combinação de ações ostensivas e tecnologia avançada, especialmente no rastreamento de comunicação e deslocamento de suspeitos. Ele afirmou que a PM está entre as mais equipadas do país nesse campo e que isso tem permitido operações mais rápidas, eficazes e com maior proteção ao policial e à sociedade. “Houve um tempo em que o Estado precisava se adaptar ao crime. Hoje o crime é que precisa se adaptar ao Estado capixaba”, observou. Trânsito: foco em prevenção e educação Sobre o trânsito, Caus fez um alerta, mas acompanhado de plano de ação. Ele destacou que o número de vítimas fatais em acidentes ainda preocupa e que o enfrentamento será ampliado com operações como Lei Seca e Rodovia Segura. “Nosso foco é salvar vidas e manter o Espírito Santo entre os estados com melhores indicadores de segurança”, disse. Operação Natal reforça sensação de segurança do consumidor A Operação Natal, iniciada nesta segunda-feira, prevê aumento do policiamento em áreas comerciais até o dia 25 de dezembro. Segundo o comandante, a presença ampliada de equipes garante tranquilidade a quem vai às compras e reforça a segurança do comércio, especialmente em horários estendidos. “A melhor forma de prevenir o crime contra o patrimônio é estar próximo das pessoas”, destacou. Operação Verão amplia atuação no litoral e no interior A Operação Verão começa em 26 de dezembro e segue até 22 de fevereiro, com atuação também em regiões turísticas de montanha. Segundo o comandante, o reforço contará com parte dos 953 novos policiais recém-formados. “É um momento em que o Espírito Santo recebe mais visitantes e o reconhecimento ao nosso trabalho tem sido um motivo de orgulho para toda a corporação”, disse. Efetivo em crescimento e continuidade dos investimentos Caus afirmou que o efetivo da PM está em trajetória de recomposição contínua, com novos concursos autorizados e contratação de policiais nos próximos anos. “Estamos avançando com responsabilidade e isso tem refletido diretamente nos indicadores”, afirmou. Ele reforçou que a valorização da tropa e o investimento em tecnologia são pilares para manter o bom desempenho. Parceria com o setor produtivo A relação direta com o comércio deve seguir em expansão. Caus defendeu a realização frequente de encontros regionalizados para que a PM receba demandas e adapte seu planejamento localmente. O presidente da Fecomércio, Idalberto Moro, destacou que o setor será multiplicador desse diálogo. Espírito Santo reconhecido pelos avanços na segurança Ao encerrar, o comandante afirmou que o Espírito Santo vive um momento de organização e fortalecimento institucional na segurança pública. “Nós temos muito do que nos orgulhar no Espírito Santo”, concluiu.
O perigo do “só hoje pode”: como os excessos de dezembro impactam mais do que parecem
As comemorações de fim de ano costumam multiplicar os encontros sociais e, com eles, surge a justificativa do “só hoje pode”. O que deveria ser exceção acaba virando rotina, transformando dezembro em um período prolongado de exageros alimentares — com reflexos que vão além das festas. A endocrinologista Gisele Lorenzoni explica que o principal problema é a continuidade desse comportamento. “Não é a ceia isolada que traz prejuízos, mas a repetição de dias consumindo grandes quantidades de açúcar, gordura, sal e bebidas alcoólicas”, afirma. Segundo ela, essa soma desequilibra o metabolismo, altera a digestão, causa estufamento e prejudica o sono. Ela também chama atenção para a prática comum de ficar longas horas sem comer para “compensar” o evento noturno. “Quem chega ao fim do dia com muita fome tende a exagerar, o que aumenta o risco de compulsão e sobrecarga digestiva”, explica. Além disso, essa estratégia favorece variações bruscas da glicemia e pode provocar irritabilidade e mal-estar. Para minimizar os impactos, a especialista recomenda manter refeições leves e equilibradas antes das celebrações, apostar em alimentos ricos em fibras e beber bastante água. “Equilíbrio não significa abrir mão dos momentos especiais, mas fazer escolhas que não transformem o mês inteiro em um desafio para o organismo”, orienta. Gisele reforça que o corpo responde aos excessos, mesmo quando eles parecem inofensivos. “O organismo não entende a justificativa do ‘é só hoje’. Ele reage ao excesso. Por isso, pequenas escolhas ao longo do mês fazem muita diferença”, conclui.
Assembleia aprova autonomia ao TJES para ajustes administrativos
A Assembleia Legislativa do Espírito Santo aprovou, em sessão ordinária nesta segunda-feira (8), o Projeto de Lei Complementar (PLC) 31/2025, proposto pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES). A matéria, apreciada em discussão única e regime de urgência, altera dispositivos da Lei Complementar nº 566/2010, conferindo ao Tribunal maior autonomia para promover ajustes internos na estrutura administrativa, desde que sem aumento de despesas. O presidente do TJES, desembargador Samuel Meira Brasil Júnior, acompanhou a votação no plenário. Em entrevista à TV Ales, destacou que a atualização normativa garantirá mais agilidade na gestão do Judiciário capixaba. “O projeto preserva integralmente a competência da Assembleia no que diz respeito a alterações com impacto orçamentário. Mas ajustes menores, internos, não precisam mais de um trâmite demorado. É uma modernização importante para o funcionamento da instituição”, afirmou. Homenagem Na mesma sessão, Samuel Meira Brasil Júnior foi condecorado (foto acima) com a Ordem do Mérito Domingos Martins, no grau de Grande Oficial — maior honraria da Assembleia. A entrega foi realizada pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Santos (União). Parlamentares que fizeram uso da palavra elogiaram o perfil técnico e a condução do Judiciário ao longo do biênio em que o desembargador ocupou a presidência do Tribunal. Marcelo Santos ressaltou a relevância de sua atuação e os avanços da Corte. “Recebemos hoje uma das grandes referências do Judiciário brasileiro. O Poder Judiciário deixou de ser analógico para ser digital, em um processo de transformação que se tornou modelo. É um reconhecimento ao trabalho que o senhor liderou”, declarou. Ao agradecer, Meira Brasil destacou o papel da Assembleia como representante direta dos interesses sociais. “É uma grande honra receber esta homenagem. A instituição mais importante para refletir os anseios da população é a Casa de Leis. A voz do povo se faz ouvir pela Assembleia Legislativa”, afirmou.