Um jovem casal movimentou as redes neste fim de semana. Em uma publicação no formato collab, a vereadora de Guarapari Tainá Coutinho e o vereador de Vitória, Aylton Dadalto, oficializaram o relacionamento com fotos leves e mensagens bem-humoradas, o que rapidamente chamou atenção do público. A postagem já ultrapassa 2.600 curtidas nesta manhã de segunda-feira (17), reunindo mais de 180 comentários positivos e votos de felicidade. Nos textos, eles destacaram que a novidade também os pegou de surpresa, mas celebraram a decisão e o carinho recebido. Em um dos registros publicados nos stories, brincaram: “Quem é João Campos e Thabata perto desse novo casal?”, referindo-se ao namoro entre o prefeito de Recife e a deputada federal. “Vocês não estavam preparados, né? Nem a gente”, seguiu, completando: “Tudo na vida exige decisão e estamos felizes com essa. Obrigada pelo carinho! Torçam por nós 🧡” Na publicação no feed, feita em conjunto, eles aparecem em uma foto em Pedra Azul. A legenda fala sobre “leveza, conversas sinceras e vontade de somar”, destacando que os opostos podem até se atrair, mas que “é na semelhança que a vida a dois encontra equilíbrio”. O texto termina com a frase “é justo que muito custe o que muito vale”, acompanhada de uma mensagem de boas-vindas à nova fase.
João Gualberto – “Cidade presépio”
Transformações urbanas mudaram a identidade de Vitória, entre memória cultural, modernização acelerada e desigualdades crescentes. Dois sentimentos me fizeram voltar a pensar em um antigo objeto de minhas reflexões. O primeiro foi o lançamento do livro Carmélia Maria de Souza: desesperada e lírica, com textos daquela grande cronista capixaba reunidos e selecionados por Renata Bomfim, uma estudiosa muito criteriosa do nosso universo literário. O segundo foi uma longa conversa com a jovem e brilhante intelectual Tamara Lopes, doutora em Arquitetura, que vem de defender uma tese na qual a nossa sempre presente Carmélia também é estudada – além de muito mais. Voltarei a falar de Tamara oportunamente. O antigo objeto de minhas reflexões, a que me referi acima, é o momento em que Vitória deixa de vestir sua velha roupagem de cidade presépio e passa para um momento mais ousado e menos provinciano de sua vida como o principal centro urbano do Espírito Santo. Isso ocorre em 1967, quando Setembrino Pelissari é o prefeito e Christiano Dias Lopes o governador. O Espírito Santo, então, acompanhando a modernização conservadora pela qual passava o Brasil, também se moderniza. Materializávamos entre os anos 1960 e 1970 o velho sonho da industrialização capixaba, do asfaltamento das principais rodovias, da expansão da energia elétrica e das novas comunicações. Ultrapassada a predominância da cultura do café e sua aristocracia, que floresceu no império e na primeira república, mudaram as elites dirigentes e a capital do Espírito Santo deixou seus ares provincianos, abandonando a planta de cidade presépio. O desenho de novas avenidas, como a Nossa Senhora dos Navegantes, criou espaços urbanos tomando parte de áreas antes ocupadas pelo mar. Novos prédios cresceram verticalmente a cidade e houve a migração progressiva do centro em direção à região norte. O Shopping Vitória, inaugurado nos anos 1990, consolidou essa mudança, trazendo o comércio dos setores de classe média para a Enseada do Suá. Escrevi sobre essas mudanças, sobretudo nos estilos de vida antes tão provincianos, em um livro que organizei com a participação de dois importantes intelectuais: Carol Abreu e Janes De Biase Martins, um valoroso historiador que infelizmente nos deixou logo após a publicação do trabalho. A obra foi a primeira financiada através da então recém-criada Lei Rubem Braga, da Prefeitura de Vitória. Foi publicada pelo Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, com honrosa apresentação de Renato Pacheco, presidente do órgão na época. Penso em Carmélia quando me lembro da nova geração de jornalistas e animadores culturais que passaram a povoar Vitória. Nomes da importância da própria jornalista que tanto cito, ou de outros grandes como Claudio Bueno Rocha, Milson Henriques, Aprigio Lyrio, Amilton de Almeida. A renovação nas artes e nos costumes da cidade causada por um novo contingente de novos personagens foi muito grande. Aos poucos a cidade perdia seus ares de presépio para ganhar uma nova dimensão, que em muitos momentos caminhava em direção contrária à proposta da cidade mais tradicional que saiu da república do café. Seus grandes prédios eram inacessíveis aos pobres e sua ausência de preocupação com políticas sociais e culturais mais densas era evidente. Os setores artísticos e intelectuais de classe média, com as suas novas expressões, ganharam a cena. Junto a essa nova configuração vieram as dificuldades de mobilidade no trânsito e o grande pesadelo da violência. Vitória foi tomada por levas de camponeses empobrecidos pela erradicação dos cafezais – um pesadelo econômico, social e político – vindos do interior do estado, e mesmo alguns de estados vizinhos. Houve um empobrecimento da paisagem urbana. Para os novos entrantes só havia as palafitas dos manguezais ou a elevação dos morros, além de pior educação, pior saúde pública, poluição do ar, do mar, de tudo. Foi o fim completo do bucolismo que encobria a pobreza da cidade presépio, como também da modernidade aristocrática da primeira república. A própria identidade da ilha foi alterada. Começaram a ser usados termos como Grande Vitória e depois Região Metropolitana da Grande Vitória, que passou a envolver municípios vizinhos, sobretudo Vila Velha, Serra e Cariacica. Os problemas se expandiram junto com a expansão territorial. Essas foram, como o nome do livro indica, as trajetórias de nossa cidade, desde a fase colonial até uma construção totalmente focada no econômico e na lógica de massas. O nosso centro histórico é bem o exemplo das consequências dessa trajetória. Abandonado e relegado a segundo plano, mostra como o país dos novos ricos trata os traços de seu passado, as marcas de seu crescimento, a identidade e a memória coletiva. Parece que ficamos cada vez mais longe de nossa essência, ao passo que nos aproximamos de um ideal de cidade que nos remete a um arremedo de Miami ou Dubai. Até mesmo os traços rebeldes da geração dos anos 1960 e 1970 perderem-se, em grande parte, no tempo.
Com previsão de mais chuvas no verão, órgãos públicos e EDP reforçam ações de prevenção no ES
A EDP apresentou, nesta quinta-feira (13), o Plano Verão 25/26, conjunto de ações estruturadas para enfrentar eventos climáticos severos previstos para o verão no Espírito Santo. O lançamento, realizado no Centro de Atividades Técnicas da Defesa Civil, em Vitória, reforçou a integração entre a distribuidora, instituições públicas e órgãos de emergência, e detalhou investimentos em digitalização, ampliação da infraestrutura energética e reforço das equipes técnicas. O encontro contou com a participação do diretor-presidente de distribuição da EDP, Dyogenes Rosi; do diretor da EDP no Espírito Santo, Edson Barbosa; do tenente-coronel Rodrigo Rigoni de Souza, da Defesa Civil; do meteorologista Mauro Bernasconi e demais autoridades. O panorama climático apresentado aponta um verão com chuvas intensas e ventos fortes associados ao fenômeno La Niña. O Plano Verão amplia a capacidade de resposta do sistema elétrico em períodos de instabilidade, com ações que envolvem monitoramento meteorológico, automação de rede, estratégias operacionais e comunicação direta com órgãos de resposta. “Estamos diante de um novo cenário climático que exige planejamento e adaptação. Trabalhamos para que o sistema esteja preparado, investindo em tecnologia, equipes treinadas e ações preventivas”, afirmou Dyogenes Rosi. Investimentos e digitalização Entre 2024 e 2025, a EDP investe cerca de R$ 1,7 bilhão na área de concessão do Espírito Santo. A companhia soma 118 subestações em operação e avança na digitalização da rede elétrica: cerca de 70% dos clientes já são atendidos por equipamentos de religamento automático (self-healing), que isolam trechos com defeito e reduzem o impacto de ocorrências como queda de árvores. De 2022 a 2025, mais de 900 religadores automáticos foram instalados. O Centro de Operação Integrado (COI) coordena a gestão do sistema elétrico nos 70 municípios atendidos, realizando manobras de carga de forma remota com uso de inteligência artificial. Redes inteligentes também têm sido implantadas em áreas de maior complexidade social, permitindo monitoramento em tempo real e atendimento mais ágil. A empresa mantém ainda uma rede própria de telecomunicações que cobre 99% da área de concessão, garantindo comunicação estável entre o centro de operações e os equipamentos em campo, reduzindo o risco de falhas durante tempestades ou situações críticas. Resposta rápida e reforço das equipes Com base na previsão climática, o planejamento operacional prevê antecipação de equipes e expansão dos times que atuam diretamente nas ocorrências. Técnicos multidisciplinares podem ser mobilizados entre regionais conforme a demanda, e bases avançadas distribuídas pelo Estado agilizam deslocamentos. “As bases permitem resposta rápida, com equipes, caminhões e equipamentos mais próximos das áreas afetadas. A atuação integrada com prefeituras, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros é fundamental para os serviços preventivos e emergenciais”, destacou o diretor Edson Barbosa. Nos níveis de maior criticidade, as ocorrências envolvendo hospitais, unidades de saúde, segurança pública, escolas, creches, asilos e clientes dependentes de equipamentos elétricos têm prioridade de atendimento. A estrutura permite ajustes de mobilização conforme a gravidade das ocorrências. A EDP mantém colaboração permanente com órgãos públicos, como Defesa Civil Estadual e municipais, Corpo de Bombeiros, Polícias Militar e Civil e prefeituras, além de canais exclusivos de comunicação institucional. Atendimento ao cliente Atualmente, 85% dos atendimentos da empresa são realizados pelos canais digitais — site www.edp.com.br e aplicativo EDP Online. Em períodos de grande volume de ocorrências, os consumidores também podem registrar demandas pelo WhatsApp (27) 99772-2549 ou pelo Call Center 0800 721 0707.
Audiência Pública na Ales debaterá uso de bicicletas elétricas na Grande Vitória
A Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa do Espírito Santo realiza, nesta segunda-feira (17), às 9h, uma Audiência Pública para discutir o uso de bicicletas elétricas na Grande Vitória. O encontro terá como foco a Lei Municipal de Vitória 10.178/2025, que institui o “Programa Bike Legal” e estabelece regras para o uso seguro das bikes elétricas na capital. A norma define limites de velocidade, exige equipamentos obrigatórios — como campainha, iluminação dianteira e traseira e sinalização refletiva — e prevê campanhas educativas sobre condução segura. A legislação também autoriza a criação do Cadastro Municipal de Bicicletas Elétricas, que permitirá a identificação de bicicletas em casos de furto ou roubo. Confira o editorial com a opinião do News ES sobre essse tema. Idealizador da lei, o vereador Aylton Dadalto ressalta a importância de ampliar ações de conscientização para reduzir o número de acidentes. “Vivemos em uma cidade que cresce e se transforma, e, com isso, aumenta também a complexidade do trânsito. É imprescindível que todos compreendam seus direitos e deveres para garantir um trânsito mais seguro, humano e responsável”, afirma. Somente até agosto deste ano, foram registrados 114 acidentes envolvendo bicicletas elétricas na região metropolitana, segundo dados oficiais — um indicador que reforça a necessidade de debate mais profundo sobre fiscalização, segurança e orientações ao usuário. O deputado Alexandre Xambinho (Podemos), presidente da Comissão de Infraestrutura e responsável por conduzir a audiência, destaca que o momento é essencial para alinhar inovação e responsabilidade. “A audiência pública é o espaço para construirmos juntos um caminho equilibrado, racional e responsável. Um caminho que preserve o avanço tecnológico e a inovação, mas que também assegure a vida, a segurança e a ordem no trânsito”, afirma. Xambinho lembra que as bicicletas elétricas representam um avanço significativo na mobilidade urbana — mais economia, mais agilidade e menor impacto ambiental —, mas alerta para os riscos associados ao uso inadequado. “Temos visto crianças e adolescentes circulando sem capacete, em alta velocidade; adultos trafegando como se fossem veículos automotores; manobras irregulares; desrespeito às normas de circulação — situações que colocam em risco motoristas, pedestres e os próprios condutores”, pontua. Cresce o alerta após novos acidentes na Grande Vitória Os debates sobre segurança viária ganham força após uma sequência de atropelamentos registrados recentemente na Região Metropolitana. Dados oficiais registram crescimento nas ocorrências envolvendo pedestres na Grande Vitória, muitas delas relacionadas ao desrespeito às normas de circulação, à combinação de excesso de velocidade com imprudência e ao uso irregular de modais como bicicletas elétricas. Neste mês, o caso que mais mobilizou a população foi o de uma idosa de 74 anos, que morreu após ser atropelada por uma bicicleta elétrica em uma via de Vitória. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O episódio reacendeu o debate sobre a fiscalização, o uso correto dos equipamentos de segurança e a necessidade de medidas urgentes para evitar novas tragédias.
Espírito Santo sedia pela primeira vez etapa do circuito mundial de surfe
A cidade de Guarapari (ES) se prepara para receber, entre os dias 20 e 23 de novembro, a quarta etapa nacional do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 – Etapa BB Seguros, válida pelo ranking da WSL (Qualifying Series 4000). O cenário será a Praia d’Ulé, tradicional entre surfistas pela qualidade das ondas. Conforme informado pela organização, a etapa representa a primeira vez que o Espírito Santo sedia uma prova oficial da WSL. A parceria entre a Rede Gazeta e a WSL para essa realização no Estado foi formalizada em Vitória, reforçando o papel local no cenário nacional da modalidade. O Espírito Santo será representado na competição pelos surfistas Rafael Teixeira e Krystian Kymerson (foto acima). Impacto local e estrutura O secretário municipal de Esportes de Guarapari afirma que o evento “mostra que estamos no caminho certo” ao investir no esporte como ferramenta de desenvolvimento social. Já o presidente da WSL América Latina falou sobre a escolha do Espírito Santo como palco pela força da comunidade de surf e pela receptividade local. Além da competição, a programação contempla ativações para o público, como vivências com atletas, práticas esportivas paralelas e atividades de lazer na orla. Sobre a Praia d’Ulé Localizada em Guarapari, a Praia d’Ulé é conhecida pela boa formação de ondas, vegetação de restingas e cenário que favorece o surfe. Sua escolha para receber a etapa reforça o potencial do Estado para eventos esportivos de nível internacional. Serviço Evento: Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 – Etapa BB Seguros (QS 4000) Local: Praia d’Ulé, Guarapari (ES) Datas: 20 a 23 de novembro de 2025 Entrada: aberta ao público (informações de acesso serão divulgadas pela organização)
Museu Vale lança catálogo da exposição “Línguas africanas que fazem o Brasil”
O Museu Vale realiza, no próximo dia 18 de novembro, o lançamento do catálogo da exposição “Línguas africanas que fazem o Brasil”, apresentada em parceria com o Museu da Língua Portuguesa. O evento, com entrada gratuita, será no Palácio Anchieta, em Vitória, e integra a programação pública da mostra. Durante a atividade, o público poderá retirar exemplares impressos do catálogo. A iniciativa promove um encontro entre o curador Tiganá Santana e os artistas capixabas Castiel Vitorino Brasileiro, Natan Dias e Jaíne Muniz, que participam da itinerância da exposição. A conversa propõe uma escuta sobre vozes, gestos e memórias que moldaram o português brasileiro e que seguem presentes na arte, na língua e nas expressões cotidianas. Segundo a diretora do Museu Vale, Claudia Afonso, a publicação amplia o diálogo iniciado na mostra. “O catálogo é uma extensão viva da exposição. Ele registra as reflexões, os diálogos e as imagens que compõem Línguas africanas que fazem o Brasil, permitindo que o público leve consigo parte dessa experiência e continue o contato com as ideias apresentadas na mostra”, afirma. Em cartaz no Palácio Anchieta até 14 de dezembro, a exposição investiga as influências das presenças africanas sobre o vocabulário, a pronúncia e as formas de expressão do português falado no Brasil. O conteúdo destaca conexões profundas com línguas da África Subsaariana, como iorubá, eve-fon e idiomas do grupo banto, resultantes da diáspora de cerca de 4,8 milhões de africanos trazidos ao país entre os séculos XVI e XIX. O percurso expositivo reúne instalações sonoras, produções audiovisuais, símbolos Adinkra — sistema de escrita do povo Ashanti — e materiais como búzios, compondo um espaço que conecta passado e presente, oralidade e escrita. A proposta reforça a presença e a transformação contínua das heranças afrodiaspóricas na cultura brasileira. A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h. A mostra conta com audiodescrição, Libras e acessibilidade motora. Visitas educativas para escolas podem ser agendadas pelos telefones (27) 3636-1031 e (27) 3636-1032 ou pelo e-mail educativo.mv@institutoculturalvale.org. “Línguas africanas que fazem o Brasil” é uma iniciativa do Instituto Cultural Vale e do Museu Vale, com concepção do Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo de São Paulo; patrocínio da Vale; apoio do Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Cultura; e realização do Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo à Cultura. Museu Vale Extramuros Em sua fase extramuros, o Museu Vale amplia sua atuação para praças, parques, escolas e instituições culturais da Grande Vitória, promovendo ações educativas, projetos artísticos e intercâmbios. A proposta reforça o compromisso da instituição com a preservação da memória cultural e com o estímulo à pesquisa, formação e difusão das produções capixabas. Entre as mostras recentes desenvolvidas pelo Museu Vale, que somaram mais de 170 mil visitantes, estão “Transitar o Tempo”, “Folhear”, “O Extraordinário Universo de Leonardo Da Vinci”, “Memórias do Futuro – Um olhar sobre a coleção do IHGB” e “De onde surgem os Sonhos – Coleção Andrea e José Olympio Pereira”. Serviço Lançamento do catálogo da exposição “Línguas africanas que fazem o Brasil” Data: 18 de novembro Horário: 19h Local: Palácio Anchieta, Vitória Entrada: gratuita Classificação: livre
“Cerco Inteligente Móvel”: viaturas vão ler placas e identificar pessoas por biometria
O governador Renato Casagrande anunciou, nesta sexta-feira (15), a chegada do Cerco Inteligente Móvel, uma nova etapa do sistema de monitoramento veicular do Estado. A novidade equipa 300 viaturas da Polícia Militar com tecnologia capaz de fazer leitura automática de placas, identificar pessoas por biometria e enviar alertas imediatos aos policiais em serviço. Segundo o governador, cada viatura passa a atuar como uma extensão do Cerco Inteligente já instalado em rodovias e pontos estratégicos. Quando o sistema detecta um veículo com algum tipo de restrição — como furto ou roubo — o policial recebe o aviso diretamente no smartphone. “Essa câmera faz a leitura de placa. Qualquer alerta de carro com restrição, o policial recebe aqui no smartphone dele”, explicou Casagrande. Além da leitura de placas, o novo modelo também inclui biometria digital e reconhecimento facial. O policial pode registrar a digital de uma pessoa, quando houver necessidade, ou utilizar o próprio smartphone para tirar uma foto e consultar a biometria facial pelo sistema integrado da corporação. O governador destacou que as viaturas passam a reunir múltiplas ferramentas tecnológicas em um único equipamento. “Nossas viaturas, além de serem viaturas, têm computador, têm GPS, têm leitura de placa, têm biometria facial e biometria digital”, afirmou. O objetivo, segundo ele, é ampliar a capacidade de resposta e aumentar a segurança no patrulhamento diário. Com o Cerco Inteligente Móvel, o Estado busca reforçar o policiamento ostensivo e acelerar a identificação de veículos e pessoas em situação irregular. “Mais tecnologia para proteger o cidadão capixaba”, concluiu Casagrande no anúncio.
Mulheres no ES serão alertadas por celular quando agressor se aproximar
O Governo do Espírito Santo lançou, nesta sexta-feira (14), um novo sistema tecnológico para proteger mulheres em situação de violência doméstica. Parte do Programa Mulher Segura, a medida permitirá que vítimas recebam alertas no celular caso o agressor monitoreado por tornozeleira eletrônica entre em áreas de risco determinadas pela Justiça. O objetivo é prevenir novos ataques e reduzir casos de feminicídio — que já somam 29 registros neste ano no Estado. A iniciativa integra ações das Secretarias da Justiça (Sejus), da Segurança Pública (Sesp) e das Mulheres (SESM), dentro do eixo de prevenção e enfrentamento do programa Estado Presente em Defesa da Vida. Ao todo, foram adquiridos 200 kits, compostos por tornozeleiras eletrônicas e smartphones configurados em modo seguro, que serão usados pelas mulheres incluídas no programa. A implantação começa pela Região Metropolitana e, inicialmente, Vitória já conta com três vítimas atendidas. O sistema cria duas áreas de segurança: Zona Amarela, que indica aproximação e gera alerta para a central de monitoramento, e Zona Vermelha, que determina exclusão total. Quando o agressor entra nessa área proibida, a mulher recebe aviso imediato no celular, visualiza o mapa de localização em tempo real e pode acionar o botão “Preciso de Ajuda”, que grava áudio e vídeo. O equipamento do monitorado vibra continuamente e ele recebe mensagens por SMS e WhatsApp. Caso não obedeça as orientações, a Polícia Militar é acionada. Segundo o governador Renato Casagrande, o programa representa um avanço importante no enfrentamento à violência doméstica. Ele destacou que, embora o Estado tenha registrado uma redução de 17% nos feminicídios até este mês, ainda é necessário acelerar as estratégias de prevenção. “A tecnologia está sendo colocada a favor das mulheres ameaçadas para enfrentarmos um dos maiores desafios da política pública: romper o ciclo da violência”, afirmou. A operação do sistema envolve diferentes frentes da segurança pública. A Central de Monitoramento Eletrônico da Sejus acompanhará em tempo real todos os episódios de aproximação indevida, em articulação com o Ciodes, a Gerência de Proteção à Mulher e a Patrulha Maria da Penha, responsável pelo atendimento e acompanhamento das vítimas. A Polícia Civil realizará os procedimentos de adesão ao programa, enquanto o Centro Margaridas e a Casa Abrigo garantirão suporte psicossocial e jurídico. A implantação será feita em duas fases. A primeira, de caráter piloto, abrangerá cidades da Grande Vitória — Serra, Cariacica, Vila Velha, Viana e Guarapari — com entrada gradual mês a mês. A segunda etapa levará o sistema ao interior, após avaliação de cobertura de GPS e telefonia. Para integrar o monitoramento, são necessárias cinco etapas: decisão judicial, envio das regras para a Sejus, instalação da tornozeleira, entrega do celular exclusivo à vítima e vinculação dos equipamentos. Para a secretária de Estado das Mulheres, Jacqueline Moraes, a ferramenta amplia a sensação de segurança e encoraja denúncias. “Mais de 70% das mulheres vítimas de feminicídio nunca denunciaram seus agressores. Quando a mulher acessa a rede de proteção, as chances de evitar um feminicídio aumentam significativamente”, afirmou. Já o vice-governador Ricardo Ferraço reforçou que o Estado seguirá investindo em tecnologia e integração para reduzir os índices de violência. “Nosso foco é permanente: atingir zero feminicídios”, disse.
Festival Primavera de Luz 2025 acontece neste domingo (16) com programação gratuita
O Parque Botânico da Vale será palco, neste domingo (16), do Festival Primavera de Luz 2025, um encontro gratuito que reúne oficinas, vivências, palestras e terapias integrativas das 9h às 17h. Realizado pela Escola EssenciAl, o evento convida o público a viver um dia de conexão com a natureza, autocuidado e criatividade, em um ambiente que favorece equilíbrio físico, emocional e energético. Com dezenas de atividades abertas ao público, o festival oferece uma programação que inclui meditação, práticas corporais, rodas de conversa, oficinas artísticas e atendimentos terapêuticos — tudo conduzido por profissionais especializados. Ao longo do dia, os visitantes poderão circular livremente entre as atividades, muitas delas sem necessidade de inscrição prévia. A iniciativa integra o Festival Estações de Luz, que promove experiências alinhadas às energias de cada período do ano. Nesta edição, dedicada à primavera, o propósito é despertar leveza, renovação e vitalidade. Destaques do domingo Vivências e Palestras O público terá acesso a atividades como respiração consciente, mindfulness, meditação ativa, vivências sobre ansiedade, osteopatia descomplicada, presença corporal, criatividade e ciclos da vida. Também haverá momentos dedicados a práticas como Dragon Dreaming, alinhamento sistêmico, improvisação corporal e consciência somática. Oficinas Criativas Entre as oficinas do dia, estão: Arteterapia e história dos viajantes Mosaico em cerâmica Mandalas SoulCollage Literatura infantil Plantas medicinais e cuidados naturais As oficinas têm vagas limitadas (20 participantes) e a inscrição é feita na recepção do parque, por ordem de chegada. Feira Criativa Produtos autorais, artesanato, arte, bem-estar e criações sustentáveis integram a feira criativa montada especialmente para o festival. Terapias Integrativas Durante todo o domingo, estarão disponíveis sessões de terapias como: Reiki Barras de Access Auriculoterapia Massagens Reflexologia Terapia Floral Cada atendimento terá duração aproximada de 30 minutos, por ordem de chegada, limitado a um atendimento por visitante. Serviço Festival Primavera de Luz 2025 📅 Neste domingo, 16 de novembro, das 9h às 17h 📍 Parque Botânico da Vale — Av. dos Expedicionários, s/n, Jardim Camburi, Vitória – ES 🎟️ Gratuito 🔗 Programação completa: @festival_das_estacoes Realização: Escola EssenciAl Parceria: Vale
Vitória inicia teste de 10 soluções inovadoras para desafios urbanos
Vitória dá mais um passo na consolidação do título de cidade mais inteligente do país. A capital iniciou um programa de testagem com dez projetos selecionados por chamamento público para desenvolver soluções voltadas às demandas do dia a dia da população. As propostas vão desde sistemas com uso de Inteligência Artificial para identificar descartes irregulares e otimizar a limpeza urbana até plataformas que integram serviços públicos no WhatsApp da Prefeitura, como emissão de IPTU, agendamentos na saúde e consulta de vagas em escolas. A iniciativa é uma parceria do Laboratório Urbano Vivo de Vitória (LUV) com a Prefeitura de Vitória, por meio da Secretaria de Gestão e Planejamento (Seges). Cada equipe escolhida recebe R$ 10 mil nesta primeira etapa. Segundo o diretor-executivo do LUV, Tullio Ponzi (foto), o laboratório representa uma nova abordagem na formulação de políticas públicas. “Vitória está impulsionando um novo modelo de estruturação de políticas públicas no Brasil, mais ágil, experimental, colaborativo e orientado por evidências e dados, que se abre para o que há de melhor no mundo e nasce no território, perto do problema e da vida real do cidadão”, afirmou. Próxima fase: prototipagem As equipes seguem agora para a fase de prototipagem, em que os projetos passam por desenvolvimento, mentorias e testes em ambiente real. As iniciativas estão distribuídas em dois eixos: Transformação Urbana Sustentável e Melhoria da Jornada do Cidadão nos Serviços Públicos. Nesta etapa, os participantes recebem apoio técnico e metodológico para aprimorar suas propostas. Para o secretário de Gestão e Planejamento, Régis Mattos, o programa reforça o papel da capital como referência nacional. “Nosso edital convidou startups, universidades e empreendedores de todo o Brasil a apresentarem ideias capazes de melhorar a vida em Vitória e promover o desenvolvimento sustentável”, destacou. Vitória se consolida como laboratório de inovação urbana O chamamento público recebeu 95 propostas enviadas por participantes de 14 estados brasileiros, incluindo Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe, Mato Grosso do Sul e Pará. Para o gerente de Inovação do LUV, Júlio Diógenes, a diversidade mostra a projeção nacional alcançada. “O Laboratório Urbano Vivo de Vitória ultrapassou as fronteiras da cidade e do Estado. Isso reforça o título de cidade mais inteligente do país e abre caminho para soluções que poderão ser aplicadas futuramente em outras localidades”, afirmou. Projetos selecionados Eixo: Desenvolvimento Urbano Sustentável Plano Integrado de Conforto Térmico e Microclima Urbano – sensores IoT monitoram temperatura, umidade, CO₂, VOC e material particulado, com dados exibidos em painel online para apoiar políticas públicas e alertar a população. Space Hunters – mapeia conexões urbanas e identifica eixos para mobilidade ativa, comércio de rua e densificação sustentável, com piloto no Centro Histórico. Plataforma Noz – reúne informações sobre temperatura, resíduos, risco de arboviroses, modelos 3D, áreas verdes e vazios urbanos, oferecendo inteligência geoespacial para o planejamento. Minha Smart EcoVila – Vitória – propõe desenvolvimento territorial sustentável baseado em microeconomia verde circular, integrando governos, empresas e cidadãos. Reciclo Scan – sistema inteligente com IA para detectar descartes irregulares e otimizar operações de limpeza urbana. Eixo: Melhoria da Jornada do Cidadão nos Serviços Públicos GovTools – leva serviços públicos ao WhatsApp da Prefeitura, como emissão de IPTU, agendamentos, consultas e localização da coleta seletiva. Agente VIVA – assistente inteligente multicanal (texto, voz e imagem) que integra serviços municipais, com acessibilidade universal e acompanhamento em tempo real. SYDLE ONE – plataforma low code que documenta, automatiza e integra processos, oferecendo visão 360° de dados e interações. DataSelf – centraliza e integra bases de dados para coleta e análise em tempo real, automatizando processos e apoiando decisões. Medme – solução de reabilitação musculoesquelética baseada em IA e visão computacional, com triagem inteligente e monitoramento remoto.