A cena é cada vez mais comum nas orlas do Espírito Santo: ciclovias que antes eram espaços de lazer, convivência e esporte se transformaram, em pouco tempo, em vias de alta velocidade. O motivo tem nome e motor: as bicicletas elétricas. O avanço desse tipo de veículo é natural. Sustentável, prático e silencioso, ele representa uma alternativa moderna à mobilidade urbana tradicional. Mas a transição aconteceu rápido demais — e o que nasceu como solução está se tornando um problema cada vez mais grave. Em pontos movimentados da Grande Vitória, como a orla de Vila Velha, a Curva da Jurema e a Praia de Camburi, em Vitória, o cenário é o mesmo: pedestres, muitas vezes com pouca mobilidade, correndo risco ao atravessarem o espaço onde as bicicletas passam a 30, 40 ou até 50 km/h. Não há emplacamento, não há exigência de habilitação e, em grande parte dos casos, quem pilota é um adolescente apressado a caminho da escola ou um trabalhador tentando não se atrasar. O resultado é previsível e preocupante. As ciclovias nasceram para outro propósito. Eram destinadas ao uso mais “tranquilo”, à bicicleta convencional, movida pelo esforço físico e limitada pela velocidade das pernas humanas. Hoje, viraram corredores de transporte urbano, usados como atalhos por quem se desloca com pressa no dia a dia. A cidade não acompanhou essa mudança, e a falta de regulação adequada expõe um conflito silencioso entre a mobilidade elétrica e a segurança dos pedestres. Casos recentes de atropelamentos — como o de uma idosa em Vitória e de um idoso em Vila Velha, ambos amplamente comentados na imprensa e nas redes sociais — mostram que o problema já é real. Não se trata de demonizar a bike elétrica. Pelo contrário: cada bicicleta é, em tese, um carro a menos nas ruas e uma contribuição à redução da poluição. Mas é preciso reconhecer que, sem regras claras, o que é ecologicamente correto pode se tornar socialmente perigoso. O tema, aos poucos, começa a entrar na agenda do poder público. Em maio deste ano, a Câmara de Vitória aprovou o Projeto de Lei nº 144/2025, conhecido como “Bike Legal”, de autoria do vereador Aylton Dadalto (Republicanos). A proposta estabelece diretrizes específicas para o uso de bicicletas elétricas em vias públicas, ciclovias e calçadas, com o objetivo de garantir mais segurança e organizar o trânsito. “Não queremos proibir nada — queremos organizar”, afirmou o autor do projeto, ao defender a medida. A capital capixaba, portanto, dá um passo importante na tentativa de adaptar suas regras a uma realidade que já está nas ruas. No plano federal, a discussão também avança. No Senado, o capixaba Fabiano Contarato (PT-ES) tem sido uma das vozes mais ativas em defesa de uma legislação mais moderna e segura para o trânsito urbano, com atenção especial à mobilidade elétrica. Há projetos em tramitação que buscam definir parâmetros de potência, velocidade máxima e equipamentos obrigatórios para bicicletas elétricas, além de propostas que ampliam a responsabilidade dos municípios sobre fiscalização e campanhas educativas. Ainda que caminhem lentamente, essas iniciativas indicam que o Brasil começa a olhar para o tema com a seriedade necessária. O desafio, portanto, não é proibir, mas conscientizar e disciplinar. Limites de velocidade precisam ser discutidos. Campanhas educativas, fiscalização e até adaptações no desenho urbano das ciclovias devem entrar no debate. É preciso agir antes que as orlas, símbolo de convivência e bem-estar, se transformem em territórios de risco. A discussão é urgente — e inadiável. Porque a mobilidade do futuro precisa ser limpa, sim. Mas também precisa ser segura.
A história do restaurante que desafiou padrões e mudou a gastronomia do Espírito Santo
Da ousadia à plenitude: Bárbara Verzola, Pablo Pavón e Marly Farah celebram 15 anos do Soeta e revisitam as lições de uma trajetória pioneira Em 2010, quando os chefs Bárbara Verzola e Pablo Pavón e a administradora Marly Farah abriram o Soeta, a proposta parecia ousada demais para o cenário gastronômico de Vitória. Um restaurante de vanguarda, com menu degustação de 30 etapas, em uma época em que muitos clientes ainda perguntavam se havia rodízio. Dezesseis anos depois, o Soeta não apenas sobreviveu à própria ousadia — transformou-se em referência de persistência, identidade e maturidade. Um nome com origem afetiva O nome do restaurante nasceu antes mesmo da parceria. “Soeta” significa coruja em dialeto vêneto, apelido carinhoso que o pai de Bárbara usava quando ela era criança. Formada em Direito, ela sempre soube que seu destino estava na cozinha. Durante uma temporada na Espanha, fez amizade com Pablo, então cozinheiro do lendário El Bulli, e o convidou a participar de um sonho que começava a tomar forma. “Quando voltei para o Brasil, já tinha o projeto e o nome. O restaurante estava em obra. O Pablo resolveu sair do El Bulli depois de cinco anos e topou vir ajudar. A ideia era ficar três meses, curtir o verão… e ele acabou ficando”, lembra Bárbara. Os primeiros anos: paixão e aprendizado O início foi movido pela paixão — e também pela inexperiência. “Éramos três pessoas apaixonadas pela profissão, mas que nunca tiveram um negócio”, recorda Bárbara, referindo-se a ela, Pablo e Marly Farah. “O Soeta nasceu do amor pela cozinha, e só depois virou um empreendimento. Esse foi um erro que nos ensinou muito.” Pablo lembra da energia daquele começo. “A gente chegou com uma inspiração enorme, achando que ninguém podia nos parar. Viemos com vontade de fazer diferente, e fizemos. Trouxemos uma proposta que Vitória não conhecia.” Entre prêmios e realidade Nos primeiros anos, o Soeta chamou atenção de críticos e revistas especializadas. Vieram prêmios, participações em eventos e até pop-ups em São Paulo. Mas, à medida que o reconhecimento crescia, Bárbara e Pablo perceberam que o verdadeiro desafio era sustentar um projeto autoral em uma cidade com público ainda em formação. “Chegamos a pensar em mudar, mas entendemos que nosso lugar era aqui. Queríamos viver disso e viver bem. Hoje nosso trabalho é para o cliente ficar feliz, não para jurados de premiação”, afirma Bárbara. “A comida deixou de ser um manifesto. Passou a ser um prazer.” A cozinha em transformação O tempo trouxe uma nova filosofia: menos conceitos e mais sabor. “Hoje só fazemos comida gostosa. A gente quer que a pessoa coma e saia feliz. Se já existe algo parecido, tudo bem — o importante é ser bom”, diz Pablo. Eles também passaram a equilibrar criatividade e praticidade. “Aprendemos que não adianta usar um queijo maravilhoso de Venda Nova se não temos como buscá-lo duas vezes por semana. Hoje priorizamos produtos bons, mas com entrega garantida. Isso é o que sustenta um restaurante”, acrescentou. A busca por uma culinária acessível e afetiva virou parte da identidade do Soeta. “Queremos que as pessoas tenham prazer em vir. Não dá para agradar só os 2% que têm vivência gastronômica”, resume Bárbara. Desafios e potencial capixaba Os chefs veem no Espírito Santo um potencial imenso para o turismo gastronômico — ainda pouco explorado. As experiências com turistas reforçam essa percepção. “Uma cliente de Curitiba ficou encantada e disse: ‘Como ninguém fala dessa cidade?’”, conta Pablo. “As pessoas se surpreendem com Vitória, com a qualidade da comida, com a hospitalidade.” Marly Farah acrescenta que, no Soeta, já ocorreram inúmeras iniciativas voltadas a levar o Espírito Santo para o Brasil e para o mundo. “Foi assim desde o início — o Soeta nasceu com essa força, com esse sonho de quebrar paradigmas e de criar um restaurante não só para Vitória, mas para o mundo. Fomos muito bem-sucedidos nisso. Depois, fomos amadurecendo o trabalho e a proposta gastronômica, olhando também o restaurante como um negócio, e não apenas como um sonho — fazendo todos os ajustes necessários até chegarmos à proposta de hoje”, lembrou. Temos o projeto Soeta Recebe, existente desde o início do restaurante. É um calendário anual em que convidamos chefs renomados de todo o Brasil para cozinharem com a Bárbara e com o Pablo. Nesse projeto, já passaram praticamente todos os grandes chefs do país. E ele é uma oportunidade incrível, porque sempre que trazemos esses chefs, apresentamos o Espírito Santo a eles — levamos, quando há tempo, às montanhas, às paneleiras, à Ilha das Caieiras, para conhecerem a nossa cultura”, acrescentou. Um time que cresceu junto Parte do segredo da longevidade do Soeta está na equipe. “Temos funcionários com 10, 15 anos de casa. É um orgulho ver que o salão e a cozinha cresceram junto com a gente”, diz Bárbara. “Hoje somos uma empresa sólida, com pessoas realizadas.” Depois de anos vivendo intensamente o restaurante, Bárbara e Pablo encontraram equilíbrio. “Passamos seis anos vivendo só para o Soeta. Depois percebemos que havia mais na vida. Antes, sair um prêmio era felicidade. Hoje, estar bem e ter tempo também é”, reflete Bárbara. Pablo complementa: “A experiência na Espanha me fez entender que o sonho é importante, mas a tranquilidade é essencial. A gente abriu o Soeta sem dinheiro, mas com coragem. E construímos algo que nos enche de orgulho.” O sabor da permanência Dezesseis anos depois, o Soeta segue fiel à sua essência. Não é mais um restaurante de vanguarda, mas um espaço de criação contínua, onde cada prato carrega um pouco da história dos dois chefs e da cidade que escolheram para chamar de casa. “Nosso sonho hoje é simples: restaurante cheio, cliente feliz e a certeza de que estamos fazendo o que amamos”, resume Bárbara. O amor por Vitória Capixaba, Bárbara foi a responsável por promover a união dos três sócios no projeto em Vitória. “Em alguns momentos, até nos questionamos sobre caminhos e possibilidades, mas tudo só fez sentido aqui. O Soeta, em Vitória,
Jacaraípe terá primeira edição de festival gastronômico com opções a partir de R$ 15
Jacaraípe Gourmet acontece nos fins de semana de 14 a 16 e 21 a 23 de novembro, reunindo 17 estabelecimentos, entre restaurantes, docerias e sorveteria O balneário de Jacaraípe se prepara para receber a 1ª edição do Jacaraípe Gourmet, festival que vai transformar o destino em um roteiro de sabores, experiências e boa música. O evento acontece nos fins de semana de 14 a 16 e 21 a 23 de novembro, reunindo 17 estabelecimentos locais em uma celebração à gastronomia, entre restaurantes, docerias e sorveteria, com opções a partir de R$ 15. Cada estabelecimento participante criou uma receita exclusiva especialmente para o festival. Há opções individuais e também para compartilhar. Uma outra novidade é o Bustour gastronômico, um passeio gratuito pelos restaurantes, com paradas de cinco minutos em cada local e um guia apresentando curiosidades sobre a região, os pratos e os pontos turísticos de Jacaraípe. Entre as opções do roteiro, há criações que valorizam ingredientes locais e exploram novas combinações. As versões reduzidas custam a partir de R$ 35. No Restaurante Dona Nete, por exemplo, o destaque é a Puxada de Rede, com lagostim, lula, polvo e camarão servidos sobre milho de canjica. Já o Sargo apresenta a Moqueca no Espeto, reinvenção do clássico capixaba com purê de banana-da-terra e farofa panko. No Catuá Restaurante, por sua vez, a Paella Sabores Catuá traz uma mistura de frutos do mar, lombinho de porco e cubos de frango cobertos por camarão VM, tentáculos de polvo e lambretas gratinadas com creme de aipim. O Rei do Mariscoaposta na tradicional Casquinha de Siri Gratinada, e o Recanto Miramar serve a Moqueca de Cação, com pirão e moquequinha de banana-da-terra. Outros destaques incluem o Torresmo Praiano da Casa do Torresmo, o Príncipe do Mar do Cabana do Luiz, o Bacalhau do Coco do Delícias do Coco, o Beachs Surf and Turf do Beach’s Hamburgueria e Gastrobar e o Encontro das Águas do Bar do Mineiro. Entre as opções doces, o público vai poder se deliciar com o Avalanche de Chocolate (40 Sabores), o Merengue Roll (Suspiraria Sonhos de Maria) e a Fatia do Amor (Tatah Doceria Gourmet), todas com versões especiais de degustação a R$ 15. Além da boa gastronomia, o 1º Jacaraípe Gourmet contará ainda com música ao vivo em todos os estabelecimentos participantes e hospedagens parceiras para quem deseja pernoitar e aproveitar melhor a região. O evento é uma realização da ACEBAJ (Associação Comercial do Balneário de Jacaraípe), em parceria com o Instituto Panela de Barro e o Sebrae-ES. Confira os estabelecimentos e pratos a serem servidos no 1º Jacaraípe Gourmet! 40 Sabores Avalanche de Chocolate – Feito com petit gâteau, ganache de chocolate e mix de frutas cítricas + picolé de sabor à escolha. Na versão degustação, acompanha 01 bola de sorvete à escolha do cliente no lugar do picolé. Valor: Prato do Festival – R$35 | Degustação individual – R$ 15 Tatah Doceria Fatia do Amor – Fatia de bolo Red Velvet com massa leve e saborosa, recheada com mousse de cream cheese, geleia de Frutas vermelhas artesanal e um cremoso brigadeiro de ninho. Acompanha um toque extra de calda. Valor: Degustação individual – R$ 15 Suspiraria Sonhos de Maria Merengue Roll – Roll de suspiro com chantininho e geleia de frutas vermelhas. Valor: Degustação individual – R$ 15 Dona Nete Puxada de Rede – Uma combinação entre lagostim, lula, polvo e camarão, servidos com um toque surpreendente: o tradicional arroz cremoso dá lugar a um delicioso milho de canjica. Valor: Prato Festival R$179,90 (serve de 2 a 3 pessoas) | Degustação Individual – R$35 Bar do Mineiro Encontro das Águas – Porção mista de pastel de camarão cremoso e bolinho de tilápia crocante. Valor: Prato Festival – R$ 44,90 (serve de 2 a 3 pessoas) | Degustação individual – R$ 35 Sargo Moqueca no Espeto – O sabor da moqueca capixaba reinventado. Espeto de camarão e cação ao molho de moqueca, servido com purê de banana-da-terra, farofa panko e vinagrete. Valor: Prato Festival – R$89 (serve 1 pessoa) | Degustação Individual – R$35 Delícias do Coco Bacalhau do Coco – Uma combinação entre arroz, lombo de bacalhau, pimentões vermelho e amarelo, azeitonas, cheiro verde, tomate, cebola, alho, lascas de coco grelhado e azeite. Valor: Degustação Individual – R$35 Beach’s Hamburgueria e Gastrobar Beachs Surf and Turf – Polvo grelhado e bife ancho acompanhado de tomate recheado com creme de queijo, bacon e queijo minas, molho chimichurri, maionese de limão siciliano e torradas. Valor: Prato Festival – R$275 (Serve de 2 a 3 pessoas) | Degustação Individual – R$35 Berro D’Água Ceviche – Ceviche de peixe branco acompanhado de chips de banana da terra. Valor: Degustação Individual – R$35 Cabana do Luiz Príncipe do Mar – Risoto cremoso de alho-poró com camarão e parmesão defumado, acompanhado de camarões VG empanados, crocantes por fora e recheados com muito catupiry. Para completar, banana chips artesanal feita na casa. Valor: Prato Festival – R$199,90 | Degustação Individual – R$35 Casa do Torresmo Torresmo Praiano – Purê de aipim com manteiga e queijo, acompanhado de um delicado confit de camarões, finalizado com lascas crocantes de barriguinha. Valor: Degustação Individual – R$35 Catuá Paella Sabores Catuá – Elaborada com polvo, siri desfiado, camarões, lombinho de porco e frango em cubos, traz ingredientes levemente salteados na manteiga e servidos sobre um delicioso arroz paella, preparado com ingredientes frescos e cheios de sabor. Finalizada com ervilhas salteadas, camarões VG, tentáculos de polvo e lambretas gratinadas com creme de mandioca e queijo especial. Valor: Prato Festival – R$289 | Degustação Individual – R$35 Encontro Pizzaria Tentação de Camarão – Camarão cremoso feito com creme de aipim, catupiry e muito queijo gratinado, servido com arroz. Valor: Prato Festival – R$149,90 (Serve de 2 a 3 pessoas) | Degustação Individual – R$35 Rei do Marisco Casquinha de siri gratinada – Uma tradição caiçara que combina a delicadeza da carne de siri ao molho branco com a crocância de uma cobertura perfeitamente gratinada com queijos especiais. Acompanha farofa e vinagrete. Valor: Degustação Individual – R$35 Pizzaria e Restaurante Surf Lasanha de Camarão – Camadas de massa fresca intercaladas com um cremoso molho de camarões, catupiry e queijo derretido. Valor: Prato Festival – R$102,30 (Serve de 2 a 3 pessoas) | Degustação Individual – R$35 Santuzzi Paella – Uma versão
Bodytech amplia presença no Espírito Santo com unidades em Cariacica e na Serra
Rede consolida atuação no mercado capixaba com a inauguração das academias Bodytech Mestre Álvaro e Bodytech Moxuara, reforçando seu posicionamento no segmento de bem-estar de alto padrão. A Bodytech, referência nacional em academias Premium, expande sua atuação no Espírito Santo com a abertura de duas novas unidades localizadas nos shoppings Mestre Álvaro (Serra) e Moxuara (Cariacica) — ambos empreendimentos do Grupo Sá Cavalcante. As inaugurações estão previstas para novembro de 2025, com a Bodytech Mestre Álvaro abrindo as portas no dia 18 e a Bodytech Moxuara no dia 25, marcando uma nova etapa da marca no estado. Com quase 100 unidades em operação no país, a Bodytech é reconhecida por unir tecnologia, excelência em atendimento e ambientes inspiradores, oferecendo experiências completas e personalizadas. A expansão reforça o propósito da rede: “transformar histórias através do movimento”, conectando saúde, bem-estar e performance. “Nossas academias estão de cara nova para oferecer uma experiência única. Com equipamentos modernos, ambientes renovados e iluminação aconchegante, a rotina de treinos será ainda mais eficiente e prazerosa. Expandir a Bodytech no Espírito Santo é reafirmar nosso compromisso com o bem-estar e a qualidade de vida”, destaca Paulo Pereira, presidente da Sá Investimentos. Transição estratégica e fortalecimento da marca As novas unidades também representam a transição das antigas academias Fórmula para Bodytech, em um movimento estratégico que busca consolidar a presença da marca no Espírito Santo e oferecer ao público uma experiência mais sofisticada e completa. A mudança reforça a sinergia entre as empresas do Grupo Sá Cavalcante e o foco em investimentos em setores de alto potencial de crescimento. Ambientes inovadores e modalidades exclusivas Com infraestrutura de alto padrão e múltiplas modalidades inclusas em uma única mensalidade, as novas Bodytech chegam com a proposta de entregar mais valor e conveniência. Entre os destaques, o Pilates ganha protagonismo como uma das modalidades mais procuradas, reconhecida pelos benefícios à força, flexibilidade e postura. As academias também contarão com Bike Studio para aulas de indoor cycle e cycle moove, além de espaços de cafeteria e coworking, promovendo integração entre bem-estar, convivência e estilo de vida urbano. Um novo padrão de experiência fitness Com design moderno e ambientes projetados para inspirar conforto e motivação, as unidades Bodytech Mestre Álvaro e Bodytech Moxuara consolidam a marca como símbolo de aspiração e qualidade de vida. Mais do que academias, são Health Clubs completos, planejados para oferecer uma experiência de bem-estar que une movimento, tecnologia e propósito.
Findes articula parcerias entre empresas capixabas e profissionais refugiados
A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) está ampliando seu papel social ao promover a inclusão produtiva de migrantes e refugiados no mercado de trabalho capixaba. Nesta terça-feira (4), o Conselho Temático de Responsabilidade Social (Cores) da instituição recebeu representantes do Exército Brasileiro de Roraima para apresentar o programa Operação Acolhida, iniciativa do Governo Federal voltada à acolhida, capacitação e interiorização de refugiados e migrantes, especialmente venezuelanos. O encontro reuniu empresários e lideranças do setor produtivo para conhecer as oportunidades de contratação de profissionais qualificados que hoje vivem em abrigos no Norte do país. A apresentação foi conduzida pelo chefe do Centro de Coordenação de Interiorização (CCI), coronel Paulo Eduardo Gressler da Rocha Paiva, e pelo chefe do Centro de Capacitação e Educação (CCE), tenente-coronel Otacílio Freire. “A Findes reafirma, com esta iniciativa, seu compromisso com o desenvolvimento social e econômico do Espírito Santo, reconhecendo o papel fundamental do Exército Brasileiro na condução de ações humanitárias que promovem dignidade, cidadania e integração socioeconômica”, destacou o presidente da Federação, Paulo Baraona. Fabio Dias, gerente de Desenvolvimento e Competitividade da Indústria da FINDES e Coronel Paulo Eduardo Gressler da Rocha Paiva, chefe do Centro de Coordenação de Interiorização (CCI) da Operação Acolhida Parceria para inclusão e desenvolvimento A iniciativa integra as ações da Findes voltadas à conexão entre empresas e o programa Operação Acolhida, aproximando a demanda por profissionais qualificados das oportunidades de inclusão de migrantes e refugiados. O objetivo é unir estratégia econômica e impacto social, oferecendo mão de obra treinada e oportunidades de trabalho formal. Criada em 2018, a Operação Acolhida já abrigou mais de 181 mil migrantes e interiorizou mais de 154 mil pessoas em todo o país. No Espírito Santo, mais de 1.060 pessoas foram beneficiadas, sendo 820 contratadas por empresas locais — com destaque para os municípios de Linhares, Vila Velha, Vitória, Aracruz e Marechal Floriano. Capacitação e interiorização Coordenada pelo Exército Brasileiro, a Operação Acolhida atua em duas frentes principais: capacitação e interiorização. O Centro de Capacitação e Educação (CCE) oferece formações adaptadas às necessidades de cada grupo, que vão desde cursos de idioma e cidadania até treinamentos técnicos e profissionalizantes, em parceria com instituições como o SENAI. A Interiorização ocorre por quatro modalidades: • Reunificação familiar e reunião social, com acolhimento por familiares ou amigos; • Institucional, por meio de centros de integração; • Vaga de Emprego Sinalizada (VES), modalidade prioritária, em que o migrante é transferido já com emprego garantido, formalizado pela Declaração de Intenção Inicial das Partes (DIIP). Como as empresas podem participar As empresas interessadas podem aderir ao programa oferecendo vagas de emprego sinalizadas (VES) para migrantes e refugiados. O processo é gratuito, seguro e coordenado pelo Exército Brasileiro, com duração média de 45 a 90 dias. O fluxo inclui: Cadastro da empresa – preenchimento de formulário e perfil da vaga; Seleção e exames – entrevistas e avaliação médica; Revisão documental – conferência de dados e documentos; Fit for Travel – verificação de vacinas e aptidão para viagem; Logística – transporte e acompanhamento até a cidade de destino. As empresas participantes se comprometem a garantir alojamento e alimentação durante o primeiro mês de trabalho, facilitando a adaptação dos novos colaboradores. Resultados e impacto Desde 2018, mais de 28 mil migrantes foram interiorizados por meio de vagas de emprego, sendo 4,3 mil apenas em 2025. A cidade de Vila Velha está entre as que mais contratam no país. Empresas participantes destacam o comprometimento e a rápida adaptação dos profissionais, além do impacto positivo na cultura organizacional. A inclusão produtiva de refugiados tem se mostrado uma estratégia de sucesso, que alia propósito social, diversidade e fortalecimento dos negócios. Serviço Contato com a Operação Acolhida 📞 (61) 98294-6264 — TC Otacílio (Chefe do CCE) 📞 (95) 99165-0412 — Cel Paiva (Chefe do CCI) 📧 protocolo.opacolhida@defesa.gov.br 📲 Instagram: @opacolhida
Murillo Paoli – “Cidades mais humanas: uma reflexão no Dia Mundial do Urbanismo”
Neste sábado, 8 de novembro, celebramos o Dia Mundial do Urbanismo — uma data que, para mim, é muito mais do que uma homenagem à profissão. É um convite à reflexão sobre como planejamos, vivemos e nos relacionamos com as cidades. Como arquiteto e urbanista, acredito que o debate sobre mobilidade e qualidade de vida urbana precisa ganhar espaço nas pautas públicas e também no comportamento cotidiano de quem ocupa os espaços urbanos. Precisamos pensar nas cidades para as pessoas — não para as máquinas. Tenho acompanhado, com preocupação, o rumo que nossas cidades vêm tomando. Ainda vemos muito investimento em infraestrutura voltada para o carro, enquanto o pedestre, o ciclista e o transporte público seguem em segundo plano. É urgente apostar em cidades mais inteligentes, acessíveis e inclusivas, que priorizem o caminhar, o pedalar e o conviver. No Espírito Santo, por exemplo, a chegada do transporte aquaviário trouxe uma pequena melhora na rotina de deslocamento das pessoas, mas ainda é pouco. Precisamos usar melhor nossos espaços, ampliar ciclovias, reduzir o número de carros e repensar nossas prioridades. Outro ponto que me preocupa é a popularização dos veículos elétricos individuais, como motos e bicicletas autopropelidas. Eles têm ocupado ciclovias e calçadas sem regulamentação adequada, o que revela o desequilíbrio de cidades que continuam priorizando o transporte motorizado em detrimento da mobilidade ativa. Enquanto continuarmos chamando esses veículos de “bikes elétricas”, estaremos mascarando um problema maior: a perda do espaço público e o incentivo à mobilidade individualista, veloz e hostil. Mas o urbanismo vai além da mobilidade. Ele fala também sobre como nos conectamos com o espaço urbano e com a nossa história. Tenho trabalhado em iniciativas voltadas à revitalização do Centro de Vitória, porque acredito que essa região tem um enorme potencial de renascimento. É um espaço rico em construções históricas, cultura e identidade — e que pode voltar a pulsar se tivermos calçadas amplas, ciclovias contínuas, arborização densa e transporte coletivo eficiente. O que quero provocar é uma reflexão: está na hora de imaginar cidades menos carrocêntricas e mais humanas. Lugares que valorizem o convívio, a diversidade e o bem-estar. No meu dia a dia, também atuo em projetos e debates sobre mobilidade urbana, habitação social e requalificação de espaços públicos. E uma coisa é certa: a urbanização brasileira ainda é profundamente desigual. Há bairros que recebem investimentos constantes em infraestrutura, enquanto outros seguem sem moradia digna, transporte eficiente ou áreas verdes. Uma cidade justa começa pela moradia. Habitação social não é apenas construir casas — é garantir que as pessoas vivam próximas do trabalho, do transporte e dos serviços essenciais. Isso é política pública de verdade. E, mais do que isso, é urbanismo em sua essência. *Murillo Paoli é arquiteto e urbanista
Espírito Santo será destaque na maior feira internacional de turismo das Américas
O Espírito Santo desembarca esta semana em Gramado (RS) para participar da Festuris 2025 – Feira Internacional de Turismo, um dos principais eventos do setor nas Américas. De 6 a 9 de novembro, o estado será apresentado como um destino completo, que combina natureza, cultura, gastronomia e inovação em turismo de experiência. A participação capixaba é uma ação conjunta do Governo do Estado, por meio da Setur, com o Sebrae/ES, o Conselho Estadual de Turismo (Contures) e a Câmara Empresarial de Turismo do Sistema Fecomércio-ES. O estande de 36 m² vai destacar as riquezas naturais, históricas e gastronômicas do Espírito Santo — e oferecer aos visitantes degustações de cafés capixabas. “Vamos além da simples exposição. O estande será um hub de negócios, em que cada agente pode encontrar um produto turístico capixaba pronto para ser comercializado. Apresentamos um Espírito Santo completo, versátil e preparado para surpreender”, afirma o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo. Turismo em alta Segundo levantamento do Sebrae/ES com base em dados do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), o Espírito Santo ocupa o 4º lugar no ranking nacional de crescimento do volume das atividades turísticas no primeiro trimestre de 2025. Para Rigo, o resultado reflete um movimento de fortalecimento inédito do setor no estado. “Do ano passado para cá, uma mobilização forte e alinhada tem direcionado ações estratégicas para o turismo — e os resultados já podem ser vistos”, destaca. Quatro experiências, um mesmo destino A participação do Espírito Santo na feira está estruturada em quatro frentes de produtos turísticos, pensadas para atender a diferentes perfis de visitantes: Montanhas – clima de frio, agroturismo e gastronomia sofisticada; Mar – praias, tranquilidade e a autêntica cozinha capixaba; Cultura – turismo religioso, patrimônio histórico e tradições populares, como o Congo; Natureza e ecoturismo – parques nacionais, trilhas e turismo de aventura. “Apresentamos quatro ‘Espíritos Santos’ distintos e complementares, cada um com identidade própria e roteiros estruturados para encantar diferentes tipos de viajantes”, explica Renata Vescovi, gestora do Polo Sebrae de Turismo de Experiência. Casa Nostra: turismo de experiência e acessibilidade Um dos destaques da presença capixaba na Festuris será a Casa Nostra, empreendimento localizado em Pindobas, Venda Nova do Imigrante, que representa um modelo de turismo de experiência com foco em acessibilidade. O espaço foi reproduzido em tamanho real dentro da feira, permitindo que o público vivencie a proposta capixaba de um turismo inclusivo, sustentável e sensorial. “A ideia é mostrar, na prática, como é possível integrar acessibilidade, sustentabilidade e experiências turísticas autênticas. Será um case vivo que inspira outros destinos a adotar um turismo feito para todos”, destaca Renata. Sobre a Festuris Com mais de três décadas de história, a Festuris é considerada a feira de negócios turísticos mais efetiva das Américas. Em 2024, reuniu mais de 15 mil profissionais, 2.700 marcas expositoras e 53 destinos internacionais, movimentando cerca de R$ 480 milhões em negócios. A edição de 2025 promete superar esses números, reforçando o papel do evento como vitrine global para destinos turísticos inovadores e sustentáveis.
Redação do Enem 2025: professora dá dicas de como conquistar uma nota alta
A redação do Enem segue como um dos maiores desafios para os candidatos — e também uma das melhores oportunidades para elevar a nota final. Em 2025, quem mira cursos como Medicina, Direito ou Engenharia precisa dominar não só a escrita, mas também a argumentação e a proposta de intervenção, critérios decisivos na correção. Segundo a professora Mili Maquarte Gumes, especialista em redação do Instituto Ponte, o segredo não é tentar adivinhar o tema, mas estudar por eixos temáticos. “Não é aconselhável organizar o estudo focado apenas em temas. O ideal é que o vestibulando se prepare de forma holística, estudando a partir de grandes eixos. Assim, ele estará pronto para qualquer proposta”, orienta. Entre os assuntos que merecem atenção, Mili destaca leis e debates recentes, como o licenciamento ambiental, o cadastro de animais domésticos, a proibição do uso de celulares nas escolas e o monitoramento de agressores de mulheres. “Revisar o que foi destaque no primeiro semestre do ano é sempre uma boa estratégia”, acrescenta Como se preparar para a redação do Enem Para Mili, o primeiro passo é compreender que a redação exige técnica e repertório. “A técnica de argumentação pede que o estudante articule seus argumentos a um repertório e apresente comprovação. É isso que dá consistência ao texto”, explica. Ela recomenda o uso de pensadores brasileiros contemporâneos, que trazem originalidade ao texto. “Conceitos como o Princípio da Responsabilidade, de Hans Jonas, e a ideia de Subcidadania, de Jessé Souza, podem ser aplicados em diversos temas e demonstram domínio sociocultural produtivo.” Para uma boa pontuação, a docente orienta que o aluno apresente três repertórios bem aplicados, exercite o pensamento crítico e mantenha postura analítica ao longo do texto. Erros que derrubam a nota Entre os deslizes mais graves estão fugir do tema, copiar os textos motivadores, usar repertórios decorados ou criar uma proposta de intervenção desconectada da argumentação. A professora também desmente dois mitos comuns entre candidatos: “Um mito antigo é achar que usar linguagem rebuscada com expressões latinas aumenta a nota. Um mito atual — espalhado por alarmistas digitais — é que não se deve usar operadores argumentativos no tópico frasal. Isso é completamente equivocado”, reforça. Treino, leitura e tempo: o trio essencial A rotina ideal, segundo Mili, inclui escrever uma redação por semana, reescrever após a correção e manter um caderno de erros. “Esse acompanhamento ajuda o aluno a dominar a língua e evoluir de forma autônoma.” Ela ainda recomenda a leitura de editoriais e artigos de opinião, que ampliam o vocabulário e aprimoram a capacidade de argumentação. E até a escolha da caneta pode influenciar o resultado: “Usar uma caneta 0,7 ajuda na legibilidade — e a ilegibilidade pode zerar a redação”, alerta. Para o tempo da prova, a professora sugere: 20 minutos para leitura e planejamento, 40 minutos para o rascunho e o restante para revisão. “O estudante deve se distanciar do próprio texto para revisá-lo com olhar crítico”, conclui. Educação transformadora Com 11 anos de atuação, o Instituto Ponte é referência nacional em educação de excelência e oportunidades para jovens talentos em situação de vulnerabilidade social. A instituição atende 466 alunos de 19 estados brasileiros, oferecendo bolsas de estudo, acompanhamento pedagógico e emocional. “Ver nossos alunos conquistando notas altas na redação e alcançando cursos como Medicina é a prova de que a educação transforma vidas”, afirma Mili, que acompanha o desempenho de 195 estudantes do ensino médio e cursinhos que farão o Enem neste ano.
Sabor e forró tomam conta de Praia Grande em Fundão com o Festival Sabores da Praia
A charmosa Praia Grande, em Fundão, se prepara para um fim de semana de muita música, gastronomia e cultura à beira-mar. De 14 a 16 de novembro, o Festival Sabores da Praia promete animar o litoral norte capixaba com três dias de forró pé-de-serra, pratos típicos e pôr do sol inesquecível. O evento é uma realização do Instituto Panela de Barro, em parceria com a Prefeitura de Fundão, e tem entrada gratuita. Celebrando os sabores e tradições do Espírito Santo, o festival transforma a orla em um verdadeiro roteiro gastronômico. Restaurantes locais vão servir delícias como moqueca capixaba, bobó de camarão, torta capixaba e escondidinho de camarão, além de pratos criativos que exaltam ingredientes regionais. No cardápio, destaque para o Espaço Agazeh, com isca de tilápia com fritas, risole de camarão e linguiça da roça com polenta frita; o Moquem da Villa, com arroz de polvo, torta capixaba e escondidinho de camarão com purê de banana-da-terra; e o Ttimfest, que leva massas artesanais ao evento, incluindo espaguete com frutos do mar e ao molho bolonhesa. “Queremos mostrar que a gastronomia é uma ponte entre cultura, natureza e alegria. Fundão tem essa energia única: um lugar onde o sabor e o ritmo caminham lado a lado, celebrando o melhor do nosso Espírito Santo”, afirma o chef Alessandro Eller, presidente do Instituto Panela de Barro. Cultura, Empreendedorismo e Natureza Mais que um festival gastronômico, o evento celebra o que Fundão tem de mais autêntico: sua cultura, sua gente e suas belezas naturais. A Praia Grande, com suas águas calmas e ambiente acolhedor, é o cenário ideal para famílias e visitantes que buscam lazer e boa comida. A programação inclui feira de artesanato, produtos da agroindústria familiar e empreendedores locais, reforçando o compromisso do festival com o desenvolvimento sustentável e a valorização da economia criativa. Ritmo e tradição O som do forró vai embalar o público todos os dias, com apresentações de Forrofiá, Havengar, Mafuá e Renato Casanova, na sexta-feira; Luiz Marreta, Deco Bandeira, Forró Bemtivi e Anderson Ventura, no sábado; e Bárbara Greco, Trio Maracá e Forró Raiz com Fred Macucos, no domingo. A cada dia, o evento também contará com aulões de forró e apresentações de dança abertas ao público. Serviço Festival Sabores da Praia – Fundão 📍 Local: Praia Grande – Fundão/ES 📅 Quando: 14 a 16 de novembro de 2025 🎟️ Entrada gratuita Realização: Instituto Panela de Barro Parceria: Prefeitura de Fundão Apoio: Sebrae-ES
Baile Black ocupa o Centro de Vitória com arte, música e celebração da cultura negra
Entre os dias 11 e 15 de novembro de 2025, o Festival KÚMBA – Baile Black transforma o Centro de Vitória em um grande território de celebração, aprendizado e ancestralidade. O evento gratuito promove oficinas, rodas de conversa, mostra de cinema, concurso de slam, feira de empreendedores e um baile a céu aberto, reafirmando o protagonismo da cultura negra, periférica e LGBTQIAPN+ no Espírito Santo. Realizado pelo Projeto Subúrbio, o festival foi contemplado no Edital de Seleção de Projetos nº 04/2024 – Valorização de Territórios e Diversidade Cultural, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo (Secult/ES). Criação coletiva e valorização dos territórios Inspirado na palavra “Kúmba”, de origem bantu, que significa “criar coletivamente”, o festival propõe um encontro entre arte, corpo e território. Durante cinco dias, o público é convidado a vivenciar experiências que unem formação, cultura e ocupação do espaço urbano, fortalecendo as expressões da juventude negra e periférica. Programação formativa: oficinas e debate Nos dias 11, 12 e 13 de novembro, o Centro de Referência da Juventude (CRJ), em Ilha de Santa Maria, recebe as Oficinas de Passo do Charme, ministradas pela bailarina e educadora Abayomi Queiroz, além da Roda de Conversa “Arte, Corpo e Território: Cidade em Discussão”, mediada por Mateus Borges e com participação de Thaisa Formentini, Diogo Chagas e Pablo Vieira. As atividades são gratuitas e abertas ao público, com inscrições online disponíveis por meio de formulário. Cultura e ancestralidade em movimento O ponto alto da programação acontece no dia 15 de novembro (sábado), das 16h às 23h, quando o festival ocupa a Rua Senador Atílio Vivácqua, em frente à sede do Projeto Subúrbio, no Centro de Vitória, com o Baile Black. O público vai curtir um line-up vibrante com DJ Jexxca e Cyeli, DJ Uncle Wender com Afronta e Branú, DJ Negana com o Baile da Nega e o show de Azzula, que apresenta o melhor do R&B e da performance drag. Durante o evento, ocorre ainda o Concurso de Poesia Falada (Slam), reunindo poetas da Grande Vitória pré-selecionados pelo Slam ES, com premiação total de R$ 500. Também será exibida a Amostra de Cinema “Ilha do Mel”, videodança do Coletivo Emaranhado que homenageia as divindades femininas das águas — Yemanjá, Oxum e Nanã. Feira criativa e gastronomia da favela O Festival KÚMBA será ainda um espaço de economia criativa e empreendedorismo periférico. A Feira de Empreendedores Negros e Gastronômicos reunirá marcas e iniciativas locais que traduzem identidade e criatividade, como Arame sem Farpas, Black Angel Studio, Lala Crocheta, Bar.Bearia, Ayo Ateliê, Black Boo, Abstrato no Concreto, Favela Burgue e Acarajé da Lane. Além de promover renda e visibilidade, o festival cria um espaço de convivência e autocuidado, reafirmando que a rua é lugar de afeto, cultura e transformação. Serviço Festival KÚMBA – Baile Black 📅 15 de novembro de 2025 📍 Centro de Vitória – ES 🎟 Entrada gratuita