Iniciativa beneficiará jovens e adolescentes sem custos para o poder público, com financiamento de empresas parceiras A Câmara Municipal de Vitória (CMV) firmou parceria com o Instituto Formar para implementação do Programa Jovem Aprendiz, voltado à inserção de jovens e adolescentes no mercado de trabalho. A iniciativa não envolve recursos públicos, sendo custeada por empresas privadas. Criado em 2011, o Instituto Formar é uma associação sem fins lucrativos que atua na formação profissional de jovens de 15 a 24 anos, especialmente em situação de vulnerabilidade social. Entre suas ações estão programas de aprendizagem e estágio que buscam oferecer capacitação e experiência prática. De acordo com o presidente da Câmara, Anderson Goggi, os participantes exercerão atividades administrativas nas dependências do Legislativo municipal, com o objetivo de proporcionar vivência profissional inicial. As diretoras do Instituto Formar, Djully de Almeida Rocha Alvarenga e Mara Soares, afirmam que a parceria também poderá ampliar a participação de outras instituições públicas e privadas no programa no Estado. O diretor-geral da Câmara, Gustavo Fernando Coitinho Maciel, informou que a proposta foi aprovada pelo plenário e prioriza estudantes de escolas públicas em situação de vulnerabilidade. Segundo ele, a experiência permitirá contato com rotinas profissionais e administrativas. Os primeiros jovens selecionados já iniciaram as atividades na Câmara. O Instituto Formar é responsável pelo processo de seleção e acompanhamento dos participantes ao longo do programa. Entre os beneficiados está a estudante Kamilly de Sousa dos Santos, de 15 anos, que destacou a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho.
“Caravanas de Inovação” da AGU chega ao ES para fortalecer a advocacia pública
Projeto da Advocacia-Geral da União vai desenvolver com procuradores capixabas experiências com o uso de Inteligência Artificial, gestão de dados e plataformas de inteligência jurídica. O Espírito Santo será o primeiro estado a receber o projeto “Caravanas de Inovação” em 2026, uma iniciativa da Advocacia-Geral da União (AGU) que, desde 2025, vem estimulando a cultura da inovação na advocacia pública brasileira e a busca por soluções para problemas comuns às procuradorias estaduais e municipais. Coordenado pelo Laboratório de Inovação da AGU (Labori), a ação conta com a parceria da Procuradoria-Geral do Estado do Espírito Santo (PGE-ES) e das Secretarias da Ciência e Tecnologia (Sect) e de Gestão e Recursos Humanos (Seger). A iniciativa ocorrerá em duas etapas: a primeira, em formato virtual, nos dias 3, 10 e 17 de março; e a segunda, em dois encontros presenciais, nos dias 25 e 26 de março, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), em Jucutuquara, Vitória. Na prática, as Caravanas funcionam como um grande movimento colaborativo. Na etapa virtual, os participantes acompanham webinários interativos sobre inovação jurídica, transformação digital, compras públicas e inteligência artificial. Já nas atividades presenciais, acontecem as oficinas, palestras e o desenvolvimento de desafios de inovação. A ideia é que, ao final do encontro, os participantes apresentem propostas inovadoras para a atuação do advogado público. Cada sugestão será avaliada e, se selecionada, integrará a plataforma “Desafios AGU”, que reúne as propostas mapeadas em outros estados visitados pelas Caravanas. Assim, será mais fácil receber apoio e parcerias para tirar os projetos do papel. Cooperação Hoje, a plataforma “Desafios AGU” reúne 24 projetos que vão desde um sistema de integração entre setores jurídicos para aumentar a eficiência das procuradorias até a proteção de mulheres vítimas de violência a partir de tecnologia de sigilo e garantia de integridade pessoal. A ideia é que a relação de cooperação entre os órgãos do Espírito Santo e a de outros estados se transforme em uma grande rede nacional de inovação jurídica. “Essa rede vai nos ajudar a encontrar soluções que garantam eficiência e segurança jurídica para os estados, municípios e a União”, explica Bruno Portela, coordenador do Labori. Para o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional, Bruno Lamas, a parceria com a AGU é o reconhecimento de que o Espírito Santo tem avançado na construção de um setor público mais moderno, colaborativo e orientado a soluções. “Quando unimos inovação e gestão pública, conseguimos transformar processos e entregar melhores resultados para a sociedade. A realização desse evento reforça a importância do trabalho integrado entre as instituições e mostra que a inovação no serviço público nasce do diálogo, da escuta e da troca de experiências”, explica. “Estamos preparados para contribuir com esse debate nacional e, principalmente, para aplicar esse conhecimento em benefício do cidadão capixaba”, afirma. O procurador-geral do Estado do Espírito Santo, Iuri Carlyle do Amaral Almeida Madruga, ressalta o benefício institucional das Caravanas. “Esse projeto fortalece o intercâmbio de boas práticas e estimula soluções mais eficientes para a advocacia pública. Para a PGE-ES, é uma oportunidade estratégica de integração e aprendizado institucional”, diz. Já o secretário de Gestão e Recursos Humanos, Marcelo Calmon, reforça o alinhamento da ação da AGU com os objetivos estaduais. “A realização da Caravana no Espírito Santo vai ao encontro do compromisso do Estado com ações inovadoras e colaborativas. Para a Seger, o apoio a essa iniciativa alinha-se ao papel da Secretaria de fomentar a modernização da administração pública, a qualificação dos servidores e a adoção de medidas que tornem os serviços prestados à sociedade mais eficientes e orientados a resultados”, afirma. Sucesso e Expansão Desde sua criação, as Caravanas de Inovação têm demonstrado um crescimento exponencial e um impacto significativo. Em 2025, o projeto marcou presença em quatro estados brasileiros – Ceará (CE), Paraná (PR), Mato Grosso do Sul (MS) e Pernambuco (PE) –, e estabeleceu conexões valiosas. Nesse período, a iniciativa conseguiu mobilizar mil participantes, envolveu 20 instituições públicas e privadas e resultou na seleção de 25 desafios jurídicos que foram trabalhados coletivamente. Em 2026, estão previstas ações nas regiões Norte e Sudeste do país, com etapas já definidas em cinco novos estados. Além disso, o projeto buscará fortalecer suas parcerias internacionais, conectando-se com escolas de governo e organismos multilaterais, o que certamente trará novas perspectivas e conhecimentos para o ecossistema de inovação jurídica brasileiro. Caravanas em Números 4 estados 1000 participantes engajados na busca por soluções 24 desafios jurídicos em processo de desenvolvimento 1 plataforma dedicada ao registro e desenvolvimento de soluções 4 oficinas presenciais de imersão e cocriação 14 encontros virtuais para troca de conhecimentos e colaboração à distância Serviço: Projeto “Caravanas de Inovação” etapa Espírito Santo – De 3 a 26 de março. Primeira fase (virtual) – de 3, 10 e 17 de março Segunda fase (presencial) – de 25 a 26 de março, no Ifes de Jucutuquara, em Vitória-ES. Website do evento Programação Faça a sua inscrição Foto: imagem gerada por IA
Vitória volta ao circuito internacional das artes com exposição gratuita de Rembrandt
A partir desta quarta-feira (26), Vitória retoma seu lugar no circuito internacional das artes ao receber a exposição “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra”, instalada no Palácio Anchieta. A mostra inédita reúne 69 gravuras originais do artista holandês Rembrandt van Rijn e tem entrada gratuita. Após passar por Belo Horizonte e Rio de Janeiro — onde somou mais de 140 mil visitantes —, a exposição chega ao Espírito Santo oferecendo ao público uma rara oportunidade de contato com a obra de um dos maiores nomes da história da arte. A visitação segue até 12 de abril. Não é necessário agendamento prévio para entrada individual. Visitas mediadas para grupos devem ser solicitadas pelos telefones (27) 3636-1031 e (27) 3636-1032 ou pelo e-mail agendamento.palacio@gmail.com. Considerado o grande mestre do claro-escuro, Rembrandt revolucionou a representação artística da luz, da sombra e das emoções humanas. Seu domínio do contraste — o célebre chiaroscuro — influenciou gerações de artistas e até a linguagem do cinema. Organizada em dois eixos temáticos, o humano e o divino, a mostra percorre diferentes fases de sua produção, reunindo autorretratos, cenas bíblicas, retratos de pessoas comuns e representações de figuras marginalizadas, sempre marcadas por profunda sensibilidade psicológica. Entre as obras expostas estão gravuras emblemáticas como Autorretrato com Saskia (1636), A Descida da Cruz (1633), A Ressurreição de Lázaro (1632), O Jogador de Cartas (1641), O Manto de José Trazido a Jacó (1633) e Cristo Expulsando os Cambistas do Templo (1635). Produzidas com técnicas como água-forte e ponta-seca, as imagens retratam emoções universais — espanto, dor, fé e compaixão — em composições que parecem suspender o tempo. Nascido em Leiden, na Holanda, em 1606, Rembrandt destacou-se como pintor e gravurista durante o período barroco, alcançando grande reconhecimento em Amsterdã. Ao longo da carreira, produziu mais de 300 pinturas, cerca de 300 gravuras e aproximadamente 2 mil desenhos. Para o curador da exposição e diretor da Rede de Museus da Região Marche Nord (Itália), Luca Baroni, trazer essas obras ao Espírito Santo permite aproximar o público contemporâneo de um artista cuja produção permanece atual. “A jornada dessas obras através do oceano é, de muitas maneiras, uma continuidade do próprio legado artístico de Rembrandt. A gravura foi a primeira forma de arte verdadeiramente internacional, permitindo que imagens circulassem muito além do entorno do artista. Os visitantes poderão observar de perto o extraordinário poder expressivo da linha gravada e compreender como Rembrandt transformou a gravura em um laboratório de experimentação”, afirma. A exposição também destaca o processo criativo do artista. As matrizes evidenciam um autor inquieto, que constantemente redesenhava e aprofundava contrastes, dando protagonismo às sombras. Para facilitar a observação dos detalhes, lupas estarão disponíveis ao público, permitindo examinar cada traço com precisão. Nos últimos anos, a mostra percorreu diversos países, entre eles Alemanha, Belarus, China, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Itália e México, consolidando-se como uma das mais importantes exposições internacionais dedicadas à obra gráfica de Rembrandt. Segundo Álvaro Moura, diretor da Premium — empresa responsável pela realização no Brasil —, a iniciativa reforça o posicionamento do Estado no cenário cultural internacional. “Trazer uma exposição dessa relevância para o Espírito Santo é mais do que promover um evento cultural. É garantir acesso gratuito a obras fundamentais da história da arte, fortalecendo a formação cultural do público e reafirmando Vitória como um polo capaz de receber grandes produções internacionais”, destaca. Ele acrescenta que projetos dessa dimensão dependem do apoio de patrocinadores que reconhecem o valor da cultura como ferramenta de diálogo com a sociedade. Acessibilidade e experiência imersiva A edição capixaba inaugura um novo patamar de acessibilidade no Palácio Anchieta. Pela primeira vez, o espaço contará com uma sala exclusiva para experiências acessíveis, com reproduções táteis, textos em braile, audioguia e totens com vídeos em Libras. O percurso sensorial inclui peças que podem ser tocadas, entre elas um autorretrato do artista produzido por um artesão de Parintins (AM), cuja variação de texturas permite compreender formas e expressões por meio do tato. A montagem também incorpora uma estrutura imersiva em formato de cubo, inspirada nas edições realizadas no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Nesse ambiente, as gravuras são ampliadas e projetadas ao redor do visitante, criando uma experiência sensorial baseada em luz, sombra e movimento. O espaço será revestido com porcelanatos da Biancogres, uma das patrocinadoras da exposição, ao lado do Supermercados BH. “Espero que o público do Espírito Santo encontre nesta exposição tanto conhecimento quanto inspiração”, conclui Baroni. A mostra conta com patrocínio da Biancogres e do Supermercados BH, por meio da Lei Rouanet. A organização é da The Art Co. em parceria com a Brasil Meeting Points. A realização é da Premium Comunicação Integrada de Marketing, do Ministério da Cultura e do Governo Federal. Serviço Rembrandt – O mestre da luz e da sombra Período: de 26 de fevereiro a 12 de abril Local: Palácio Anchieta, Vitória Entrada: gratuita Horário: terça a sexta, das 9h às 17h; sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h Visitas mediadas (grupos): (27) 3636-1031 | (27) 3636-1032 E-mail: agendamento.palacio@gmail.com Fotos: Rodrigo Gavini
Quanta 2026: Vitória recebe evento nacional sobre tecnologias quânticas na UFES
Encontro gratuito reunirá especialistas, indústria, academia e governo para discutir a nova fronteira tecnológica nos dias 26 e 27 de março Vitória será sede, nos dias 26 e 27 de março de 2026, de um dos principais encontros brasileiros dedicados às tecnologias quânticas. O QUANTA 2026 — Evento Nacional de Tecnologias Quânticas — acontecerá na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e promete reunir especialistas nacionais e internacionais para debater os avanços, desafios e aplicações da chamada revolução quântica. Durante dois dias de programação intensiva, o evento vai promover a integração entre indústria, academia e governo, abordando temas como computação quântica, inteligência artificial, segurança da informação, inovação tecnológica e impactos econômicos das novas tecnologias. Com entrada gratuita e vagas limitadas, a iniciativa busca posicionar o Brasil — e especialmente o Espírito Santo — no mapa global da inovação de ponta, estimulando parcerias estratégicas e o desenvolvimento científico e tecnológico. Os organizadores destacam que o QUANTA 2026 será uma oportunidade única para estudantes, pesquisadores, profissionais do setor produtivo e gestores públicos acompanharem de perto o estado da arte das tecnologias quânticas e suas aplicações práticas. Tecnologias quânticas abrem nova fronteira científica e industrial A conselheira e pesquisadora do Instituto Arandu, Maria José Pontes (foto abaixo), Maria José Pontes, destaca que o campo das tecnologias quânticas evoluiu rapidamente nos últimos anos e já começa a gerar aplicações concretas. “Esse novo campo de estudo e desenvolvimento que envolve conceitos da física quântica avançou muito nos últimos anos. Vem gerando tecnologias e produtos como o computador quântico, há avanços na segurança de redes de comunicação e sensores quânticos. E cria capacidade para atender a alta demanda por processamento das ferramentas que utilizam inteligência artificial”, afirma. Segundo ela, trata-se de uma área emergente da física e da engenharia, com grande potencial de expansão científica e tecnológica. Para a pesquisadora, a realização do Quanta 2026 no Espírito Santo tem papel estratégico ao ampliar o debate qualificado sobre o tema no país. “Hoje é um campo de pesquisa da física e da engenharia, que está despontando e tem muito para ser desenvolvido. A importância desse evento no Espírito Santo é trazer a discussão qualificada sobre as tecnologias quânticas. Esse é um tema novo, em crescimento, com enormes oportunidades para contribuições científicas, formação de jovens profissionais para atuação nesta área e avanço da indústria de tecnologia no Espírito Santo. É um despertar para um novo campo de desenvolvimento.” Serviço QUANTA 2026 – Evento Nacional de Tecnologias Quânticas 📍 UFES — Vitória (ES) 🗓 26 e 27 de março de 2026 ⏰ 8h às 18h 🎟 Entrada gratuita (vagas limitadas) Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/quanta-es-2026/3154775 Entidades apoiadoras Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) IN-FOTON — Instituto Nacional de Tecnologias Fotônicas para Transformação Digital Instituto SENAI de Tecnologia FINDES — Federação das Indústrias do Espírito Santo Fapes — Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo CREA-ES — Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo Instituto Arandu PPGEnCIN SBPC — Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência QuIIN — Quantum Industrial Innovation Network SENAI CIMATEC
Júlio Diógenes – “Quando a tecnologia e a IA deixam de ser promessas e passam a ser serviços funcionando”
Se a América Latina vai continuar reclamando do viés das IAs globais ou vai construir as próprias ferramentas, alguém decidiu agir. Em fevereiro de 2026, foi lançado o LATAM-GPT, primeiro grande modelo de linguagem desenvolvido de forma colaborativa na região. A proposta é clara: criar uma inteligência artificial treinada com dados latino-americanos, reduzir dependência externa, diminuir distorções culturais e ampliar a soberania digital. Enquanto isso, no Brasil, a Prefeitura de Vitória já testa IA no dia a dia da gestão pública. Em janeiro de 2026, a capital capixaba lançou um novo canal de atendimento via WhatsApp integrado à inteligência artificial VitórIA e ao sistema Rede Bem-Estar. Agora, o cidadão pode agendar consultas, exames e buscar informações sobre medicamentos pelo aplicativo. O antigo SMS foi substituído. O objetivo é simples: menos fila, mais agilidade e maior integração da rede de saúde. Outra iniciativa é o FacilitaVix. Totens de autoatendimento instalados nas unidades de saúde permitem acesso aos serviços mesmo para quem não tem internet no celular. Tecnologia aplicada para resolver um gargalo real. A estratégia municipal tem dois pilares claros: tecnologia com governança e ampliação do horário de atendimento. Vitória também avança no campo da experimentação. O Laboratório Urbano Vivo (LUV) selecionou quatro soluções para a fase de MVP baseadas em inteligência artificial, visão computacional e Internet das Coisas. Entre elas estão plataformas de diagnóstico urbano com análise de dados geoespaciais, inteligência territorial para mobilidade, automação de processos administrativos e sensores para monitoramento climático. O que isso mostra? Que o debate sobre IA não precisa ficar preso ao discurso ou ao hype. Ele pode se traduzir em consulta marcada, processo agilizado e política pública mais eficiente. O LATAM-GPT representa a infraestrutura regional. Vitória representa a aplicação prática. Quando essas duas camadas se encontram, a tecnologia deixa de ser promessa e passa a ser serviço funcionando. *Júlio Diógenes é gerente de inovação do Laboratório Urbano Vivo de Vitória
Governo apresenta novas etapas da implantação da fábrica da GWM no ES
O Governo do Estado e executivos da Great Wall Motors (GWM) apresentaram, nesta terça-feira (24), no Palácio Anchieta, em Vitória, as próximas fases do projeto de instalação da montadora no Espírito Santo. A iniciativa conta com apoio da Agência de Atração de Investimentos do Estado (Nova ES) e consolida Aracruz como polo estratégico da indústria automotiva nacional. A futura unidade será construída no Parque Industrial de Aracruz, na região de Barra do Riacho, em uma área de cerca de 1,7 milhão de metros quadrados, dentro de um perímetro declarado de utilidade pública por decreto estadual. O projeto prevê a integração da planta à estrutura logística do ParklogBR/ES. Para o governador Renato Casagrande, a escolha do Estado reforça a confiança da empresa no ambiente de negócios capixaba. “Esse é um passo muito importante. Temos investido em infraestrutura e construído um ambiente favorável ao setor produtivo. A presença de uma grande indústria fortalece a geração de empregos, atrai fornecedores e amplia a diversificação econômica”, afirmou. O vice-governador Ricardo Ferraço, que participou de missões oficiais na China para tratar do investimento, destacou o caráter estruturante do projeto. Segundo ele, a GWM prevê investimentos de até R$ 10 bilhões no Brasil, com uma parcela significativa destinada ao Espírito Santo. Em plena operação, a estimativa é de até 10 mil empregos diretos e indiretos. Ferraço também ressaltou que a atração da empresa envolveu a apresentação das vantagens competitivas do Estado, como infraestrutura, incentivos e segurança jurídica. A expectativa é de que a instalação da montadora impulsione a cadeia produtiva local, atraindo novos fornecedores e aumentando o valor agregado da produção industrial. De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume, a planta contará com processo produtivo completo — incluindo estamparia, soldagem, pintura e montagem final — e capacidade de produção de até 200 mil veículos por ano, podendo se tornar a unidade mais avançada da GWM nas Américas. Durante a fase de construção, a previsão é de geração entre 1.500 e 3.500 empregos, principalmente na construção civil. O impacto econômico também inclui alta demanda por insumos, como concreto e aço, além da movimentação de fornecedores locais e do setor de serviços quando a fábrica estiver em operação. Representantes da GWM afirmaram que a decisão de investir no Espírito Santo ocorreu após análise de diversos estados brasileiros, com destaque para as condições de competitividade encontradas no território capixaba. A Nova ES ressaltou que o projeto resulta de uma estratégia estruturada de atração de investimentos, baseada na articulação entre setor público e iniciativa privada. O empreendimento é fruto de negociações iniciadas em 2023, com visitas técnicas, reuniões com órgãos estaduais e missões internacionais. Em janeiro de 2026, foi assinado o Termo de Compromisso de Investimento durante agenda oficial na China, consolidando o acordo entre as partes. As próximas etapas incluem levantamentos topográficos, sondagens, licenciamento ambiental e início das obras de terraplanagem. Com a implantação da GWM, o Espírito Santo busca consolidar sua posição como destino de grandes investimentos industriais, apoiado por infraestrutura logística, localização estratégica e ambiente institucional favorável.
Luiz Paulo assume instituto e prioriza plano de governo para Arnaldinho
O presidente nacional do Instituto Teotônio Vilela (ITV), Marconi Perillo, assinou um ato que nomeia o ex-prefeito e ex-deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas como presidente do ITV no Espírito Santo. O instituto é o órgão de estudos e formação política do PSDB. Segundo Luiz Paulo, a principal prioridade da entidade no Estado será colaborar na elaboração do programa de governo do pré-candidato tucano ao Palácio Anchieta, Arnaldinho Borgo. “Vamos reunir subsídios para construir um plano de governo baseado no diálogo e na experiência do PSDB, alinhado ao momento vivido pelo Espírito Santo, marcado pela transição da reforma tributária e pela diversificação da economia. O partido é parte importante do processo de recuperação do Estado nas últimas duas décadas e seguirá contribuindo para um novo salto de desenvolvimento, que o cenário atual exige”, afirmou Luiz Paulo.
Prefeito assina ordem para construção de nova ponte em Vila Velha
O prefeito Arnaldinho Borgo assinou, nesta segunda-feira (23), duas ordens de serviço para obras de mobilidade urbana em Vila Velha: a construção de uma ponte ligando os bairros Praia das Gaivotas e Ilha dos Bentos e a pavimentação da Avenida França, em Jabaeté. A autorização para a ponte foi formalizada na Rua Copo de Leite, na Ilha dos Bentos, com a presença do deputado federal Victor Linhalis, vereadores, lideranças comunitárias e moradores da região. A estrutura será construída em concreto, com cerca de 17 metros de extensão e 11,5 metros de largura, sobre o canal Guaranhuns, conectando a Avenida do Canal à Rua Coronel José Gabriel Marquês Filho. Durante a execução, a prefeitura orienta motoristas e pedestres a redobrarem a atenção e respeitarem a sinalização no entorno do canal. O investimento estimado é de R$ 1,8 milhão, com prazo de conclusão de 12 meses. Além de criar uma nova ligação viária entre os bairros, a obra permitirá a futura implantação de um sistema binário entre a Avenida Leila Diniz e a Rua Copo de Leite, com objetivo de reorganizar o tráfego e ampliar a fluidez na região. A ponte integra o chamado Corredor Amarelo de mobilidade urbana, um conjunto de intervenções viárias que soma cerca de 13 quilômetros e já está em andamento em bairros como Praia das Gaivotas, Novo México, Araçás, Guaranhuns, Nova Itaparica, Ilha dos Bentos e Praia de Itaparica. Pavimentação em Jabaeté No mesmo dia, o prefeito também assinou a ordem de serviço para o tratamento asfáltico da Avenida França, em Jabaeté. A obra prevê pavimentação de aproximadamente 2 mil metros quadrados, ao longo de cerca de 250 metros de extensão e largura média de 8 metros. O investimento estimado para a intervenção é de R$ 300 mil.
João Batista Dallapiccola Sampaio – “Desafios jurídicos do empreendedorismo à luz da lógica do Cisne Negro”
O ambiente empresarial contemporâneo vive sob a sombra constante da incerteza. Inspirando-se na obra A Lógica do Cisne Negro, famoso e clássico livro escrito por Nassim Nicholas Taleb, percebe-se que o empreendedorismo opera dentro de um cenário marcado por eventos raros, imprevisíveis e capazes de provocar impactos profundos e abruptos. Esses eventos, denominados de “Cisnes Negros”, podem alterar mercados inteiros, derrubar modelos de negócios ou criar oportunidades extraordinárias. No campo jurídico, tais fenômenos exigem que empresas estejam preparadas não apenas para os riscos previsíveis, mas, sobretudo, para aqueles que escapam aos modelos tradicionais de avaliação. A imprevisibilidade, defendida por Taleb como elemento estrutural da realidade, afeta diretamente o cotidiano do empreendedor. Mudanças regulatórias repentinas, crises econômicas inesperadas, inovações disruptivas e decisões judiciais de alto impacto podem transformar completamente a dinâmica de uma organização. Embora seja impossível prever a natureza exata desses eventos, o ordenamento jurídico e a gestão empresarial devem estar estruturados para absorver choques e garantir a continuidade do negócio. Nesse sentido, a presença de uma equipe jurídica robusta deixa de ser opcional e torna-se fator de sobrevivência no mercado. No cenário global, grandes empresas têm demonstrado que a atenção à transformação do mercado é uma questão estratégica. Gigantes como Blockbuster, Kodak e Nokia figuram como exemplos clássicos de organizações que não conseguiram interpretar ou se adaptar a tempos de mudança. Embora seus problemas não tenham sido exclusivamente jurídicos, a falta de preparação para cenários extremos, como mudança de tecnologia, alteração contratual massiva, propriedade intelectual e compliance, contribuiu para sua decadência. Assim, compreender a lógica dos Cisnes Negros é também reconhecer que a inércia corporativa pode ser fatal. Ao mesmo tempo, empresas como Amazon, Tesla e Mercado Livre se destacaram não apenas pela inovação tecnológica, mas também pela capacidade de lidar rapidamente com questões regulatórias, tributárias, operacionais e contratuais. Em setores cujo marco regulatório muda rapidamente, tais como e-commerce, fintechs, inteligência artificial, proteção de dados e energia renovável, sobreviver significa antecipar riscos jurídicos e estruturar mecanismos internos capazes de absorver impactos inesperados. Na verdade, a fragilidade é inimiga da evolução. O jurídico empresarial, portanto, precisa trabalhar para transformar estruturas frágeis em robustas, ou até antifrágeis. A incerteza como elemento central no empreendedorismo O empreendedor não opera em um ambiente estático, e sim em um ecossistema de mudanças constantes. A cada nova tecnologia lançada, a cada decisão política ou judicial inesperada, o mercado pode sofrer alterações profundas. A teoria do Cisne Negro reforça que, mesmo com análises sofisticadas e modelos estatísticos avançados, eventos extremos continuarão surgindo. Por isso, o jurídico não deve trabalhar apenas com o previsível: precisa preparar mecanismos de resposta rápida, evitando vulnerabilidades contratuais e regulatórias que possam comprometer a estabilidade da empresa. Além disso, o empreendedorismo moderno exige uma mentalidade de humildade epistemológica, como defende Taleb. Isso significa admitir que não é possível prever tudo e que a estratégia empresarial deve incluir margem para falhas, redundâncias, diversificação e cláusulas de proteção. Essa perspectiva transforma o jurídico em ator fundamental: é ele quem atua para blindar contratos, minimizar litígios, orientar decisões e construir uma arquitetura legal resistente ao inesperado. Assim, a empresa reduz sua dependência de previsões falhas e amplia sua capacidade de adaptação. Impacto das inovações e a necessidade de respostas jurídicas rápidas Em setores altamente dinâmicos, a inovação surge muitas vezes como um verdadeiro Cisne Negro. A chegada de novos modelos de negócio, como plataformas digitais, criptomoedas, veículos autônomos e inteligência artificial, cria desafios jurídicos imediatos. Para as empresas já consolidadas, lidar com essas inovações exige reestruturação de processos, revisão de compliance, novos contratos com parceiros e adequação a legislações emergentes. Um jurídico fraco ou lento pode impedir a adoção rápida de tecnologias que garantiriam vantagem competitiva. Grandes empresas do varejo, por exemplo, enfrentaram desafios significativos com a expansão do comércio eletrônico. Questões tributárias interestaduais, logística reversa, proteção de dados e responsabilidade pelo produto exigiram soluções jurídicas complexas e imediatas. Empresas que se adaptaram rapidamente prosperaram; as que resistiram ou subestimaram a mudança perderam espaço. Isso reflete exatamente a crítica de Taleb: a incapacidade de reconhecer a transição de um mercado estável para um mercado dominado por eventos extremos e descontinuidades. Grandes empresas e o monitoramento constante das mudanças do mercado O histórico corporativo demonstra que nenhuma empresa está imune a mudanças repentinas. Gigantes tradicionais podem ser surpreendidas por startups pequenas, mas ágeis, que introduzem novas soluções e modelos de negócio — como ocorreu no transporte com o surgimento do Uber, na hotelaria com o Airbnb e no mercado editorial com a divulgação digital de conteúdo. Em todas essas transformações, emergiram complexos desafios jurídicos: regulação estatal, responsabilidade civil, direito trabalhista, segurança do consumidor, direitos autorais e gestão tributária. Assim, o desafio das empresas não é apenas inovar, mas também responder juridicamente às inovações. É necessário acompanhar projetos de lei, decisões administrativas, mudanças normativas e posicionamentos jurisprudenciais. Igualmente importante é manter um canal permanente com órgãos reguladores, associações de classe e consultorias jurídicas externas. A presença de uma equipe jurídica forte não serve apenas para apagar incêndios, mas, sobretudo, para identificar riscos legais antes que se tornem crises estruturais. O papel do jurídico na prevenção de Cisnes Negros empresariais Embora não seja possível prever Cisnes Negros, é possível reduzir vulnerabilidades internas. No campo jurídico, isso envolve auditorias permanentes, governança sólida, contratos bem elaborados, políticas de compliance e gestão assertiva de riscos. Empresas robustas conseguem absorver impactos porque possuem cláusulas de salvaguarda, reservas estratégicas, controles internos e processos decisórios transparentes. A área jurídica torna-se a guardiã dessa robustez, traduzindo incertezas externas em normas internas que protejam o negócio. Além disso, a postura preventiva reduz significativamente a litigiosidade, economizando tempo e recursos que podem ser direcionados à inovação. Empresas que negligenciam o jurídico acabam dependentes do acaso, vulneráveis a multas, processos, sanções regulatórias e escândalos reputacionais. Conforme sugere Taleb, sistemas frágeis entram em colapso diante do inesperado — e, no ambiente corporativo, uma única decisão judicial desfavorável pode gerar danos irreversíveis. Assim, o jurídico deixa de ser visto como setor burocrático e passa a ser compreendido como núcleo
Parceria entre Prefeitura de Vila Velha e UVV amplia oferta de consultas com médicos especialistas
A Secretaria de Saúde de Vila Velha, por meio do Centro Municipal de Atenção Secundária (CEMAS), firmou parceria com a Universidade Vila Velha (UVV) para ampliar o acesso da população a atendimentos médicos especializados. A iniciativa passa a valer a partir desta segunda-feira (23) e prevê um acréscimo de aproximadamente 288 consultas mensais nas áreas de dermatologia, cardiologia, endocrinologia e geriatria. Os atendimentos serão realizados tanto no CEMAS, localizado no bairro Olaria, quanto na Policlínica da UVV, no Campus de Biopráticas, no bairro Boa Vista. O espaço conta com consultórios completos e recepção com equipe administrativa. As vagas serão destinadas a pacientes encaminhados pela rede municipal, por meio do sistema de regulação. De acordo com a secretária municipal de Saúde, Cátia Lisboa, a iniciativa fortalece a rede pública ao ampliar a capacidade de atendimento especializado, reduzir o tempo de espera por consultas e aliviar a demanda sobre outras unidades de saúde. A parceria também promove a integração entre ensino e serviço, contribuindo para a qualificação técnica das equipes, incentivando a troca de conhecimentos e aproximando a formação acadêmica da prática no Sistema Único de Saúde (SUS).