Competição reuniu mais de 60 pilotos de 15 países na Rampa do Monjolo. Os atletas brasileiros também garantiram vagas para a Superfinal, na Suíça, em 2027
A Rampa do Monjolo, em Baixo Guandu, no Noroeste do Espírito Santo, recebeu entre os dias 3 e 10 de outubro a quarta etapa da Copa do Mundo de Parapente (PWC, na sigla em inglês). Com mais de 60 pilotos de 15 nacionalidades, a competição terminou com quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados na classificação geral. O suíço Andy Aebi ficou com o título.
Ao longo de seis dias de provas válidas, os competidores enfrentaram condições de voo fortes e desafiadoras. Em um dos percursos, as distâncias ultrapassaram 100 quilômetros. A disputa pelo primeiro lugar seguiu acirrada até o fim: Aebi somou 4.451,7 pontos, enquanto o brasileiro Claudio Matos terminou em segundo, com 4.433,5.
Erico Oliveira ficou na terceira posição, com 4.412,9 pontos. Luciano Horn foi o quarto colocado, com 4.392,1, e Alexandre Dio Germani terminou em quinto, com 4.385,6 pontos. Os brasileiros garantiram vagas para a 16ª Superfinal do PWC, que será disputada na Suíça, de 5 a 15 de maio de 2027.
O circuito da temporada 2026/2027 terá sete etapas em diferentes países, entre eles Cazaquistão, Itália, Bulgária, Índia e Espanha.
Na categoria feminina, a norte-americana Violeta Jimenez ficou em primeiro lugar. A canadense Lynsey Haynes foi a segunda colocada, seguida pela mexicana Pamela Diez, pela chilena Lene Spaarwater e pela brasileira Marcella Uchoa.

O Espírito Santo também teve representantes na disputa. Silas Barros Moreira terminou na 22ª colocação geral e foi o melhor piloto capixaba no torneio. Vinicius Bianchi Malacarne também competiu pela equipe do Estado.
“Maracanã do Voo Livre”
Conhecida como “Maracanã do Voo Livre”, a Rampa do Monjolo voltou a receber uma competição internacional. Baixo Guandu é reconhecida pelas condições meteorológicas da região, que favorecem a formação de térmicas e correntes de ar. O relevo, com vales profundos, serras e os Pontões Capixabas, também contribui para a definição de rotas e áreas de pouso.
A infraestrutura local, as estradas de acesso e a ausência de restrições comerciais no espaço aéreo estão entre os fatores que permitem a realização de provas em diferentes direções e dão suporte a pilotos e visitantes.
A etapa encerrou uma sequência de três grandes eventos de voo livre realizados no Espírito Santo em 2026. O calendário incluiu o Campeonato Brasileiro de Asa Delta, que marcou o retorno da modalidade ao Estado após mais de 13 anos; a final do Campeonato Brasileiro de Parapente, vencida por Caio Buzzarello; e a Copa do Mundo de Parapente, que reuniu atletas de diferentes países em Baixo Guandu.

Organização e impacto regional
A etapa foi realizada e coordenada pela Associação de Voo Livre de Baixo Guandu (AVLBG), em parceria com a Confederação Brasileira de Voo Livre (CBVL), a Federação Capixaba de Voo Livre (FCVL) e a Paragliding World Cup International (PWC), com apoio da Prefeitura de Baixo Guandu. O evento teve patrocínio de Lavagnoli Supermercados, Farmácia Lavagnoli, Caté Veículos, Arbalest Cervejaria e Vivá Centro Médico.
Para o presidente da AVLBG, Raney de Freitas, a competição ajudou a projetar o Espírito Santo no cenário esportivo internacional e demonstrou o potencial da região para a prática do voo livre.
“Quem voou no céu de Baixo Guandu na Copa do Mundo de Parapente passou por uma peneira que reúne, literalmente, a nata do esporte mundial. É uma espécie de ‘Fórmula 1 dos céus’”, afirmou.
Raney também destacou a avaliação positiva da comissão internacional da PWC sobre a organização da etapa e a contribuição do esporte para a economia regional. Segundo ele, o voo livre atrai visitantes estrangeiros para o Espírito Santo, especialmente para o Noroeste do Estado, onde estão os Pontões Capixabas e a Rampa do Monjolo.
Próximos desafios
Após a realização da Copa do Mundo, a AVLBG planeja novos eventos para os próximos anos. Entre os objetivos da associação está trazer para a Rampa do Monjolo o primeiro Campeonato Pan-Americano de Vela Sport, em 2028, além de outras competições internacionais.
Classificação da 4ª etapa da Copa do Mundo de Parapente

Categoria masculina
1º – Andy Aebi (Suíça)
2º – Claudio Matos (Brasil)
3º – Erico Oliveira (Brasil)
4º – Luciano Horn (Brasil)
5º – Alexandre Dio Germani (Brasil)
Categoria feminina
1º – Violeta Jimenez (Estados Unidos)
2º – Lynsey Haynes (Canadá)
3º – Pamela Diez (México)
4º – Lene Spaarwater (Chile)
5º – Marcella Uchoa (Brasil)
Sobre a AVLBG e a Rampa do Monjolo
Desde sua criação, em 2014, a Associação de Voo Livre de Baixo Guandu é responsável pela estruturação, manutenção e desenvolvimento da Rampa do Monjolo. A entidade atua na melhoria da infraestrutura, na segurança, no acesso, na área de decolagem e no suporte aos pilotos.
A AVLBG também promove e organiza campeonatos e eventos que atraem competidores do Brasil e do exterior. As iniciativas fortalecem as modalidades de parapente e asa delta e contribuem para o turismo e a economia de Baixo Guandu.
Resultados oficiais: PWCA
Confederação Brasileira de Voo Livre: cbvl.esp.br
Federação Capixaba de Voo Livre: fcvles.com.br
Associação de Voo Livre de Baixo Guandu: avlbg.org.br
Instagram: @cbvl.oficial, @avlbg.oficial, @rampadomonjolo e @fcvl_es
Contato: avlbg.oficial@gmail.com
