A coquetelaria brasileira tem aberto cada vez mais espaço para rótulos autorais e de alta qualidade — e, nesse cenário, uma cachaça capixaba garantiu presença e atenção em um dos bares mais respeitados do país. A Princesa Isabel, produzida em Linhares, no norte do Espírito Santo, possui destaque no cardápio do Veloso, eleito por sete vezes consecutivas o melhor bar para comer em São Paulo, em ranking produzido pela Folha de S.Paulo.

No balcão do Veloso, onde cada detalhe do drink é levado a sério, a bebida aparece na caipirinha de cachaça Princesa Isabel, uma das opções da casa que permite combinações com frutas como abacaxi com hortelã, caju, limão siciliano, frutas vermelhas tangerina e jabuticaba. A presença da cachaça capixaba em uma das receitas do bar reforça a valorização de ingredientes de origem nacional em um dos palcos mais concorridos da gastronomia brasileira.

A inclusão da Princesa Isabel no cardápio não acontece por acaso. A marca vem acumulando premiações nacionais e investindo no aprimoramento da produção, com foco na qualidade e na expansão para novos mercados. O resultado é uma bebida que conquista não só especialistas, mas também o público que busca experiências mais autênticas.
Mais do que um destaque pontual, o momento reflete um movimento maior: o de valorização da cachaça artesanal brasileira.
No cardápio do Veloso, a Princesa Isabel integra um grupo seleto de 14 cachaças brasileiras escolhidas para as tradicionais caipirinhas. A carta reúne rótulos de diferentes regiões do país, entre eles Janaína, Boazinha, Busca Vida, Claudionor, Espírito de Minas, Primeiro Beijo, Sagatiba, Salinas, Santo Grau, Seleta, João Mendes, Serra das Almas, Vale Verde, Três Coronéis, Weber Haus e a própria Princesa Isabel.
Um bar cheio de história
O Veloso Bar não é apenas um boteco; é uma verdadeira instituição paulistana cravada em uma esquina charmosa da Vila Mariana. Batizado em homenagem ao lendário bar do Rio de Janeiro onde a “Garota de Ipanema” foi avistada pela primeira vez, a versão paulista abriu suas portas em 2005 e logo se tornou um fenômeno de público. O ambiente é simples e acolhedor, mas a fila na calçada, que se estende por horas em qualquer dia da semana, já entrega que ali acontece algo especial.

A coxinha mais premiada de São Paulo
O grande protagonista da casa, responsável por elevar o Veloso ao status de mito gastronômico, é a sua coxinha de frango com catupiry. Considerada por muitos a melhor da cidade (e talvez do país), ela possui uma massa finíssima e crocante com um recheio generoso e cremoso. Ao longo dos anos, essa iguaria acumulou dezenas de prêmios de “Melhor Salgado” por publicações prestigiadas como a Veja São Paulo Comer & Beber e o guia da Folha de S.Paulo, tornando-se o padrão ouro para qualquer outro boteco que se preze.
Além da comida, o balcão do Veloso é palco para outra lenda: o mestre Souza, um dos barmen mais premiados do Brasil.
Sob o comando dele, as caipirinhas do bar ganharam fama internacional, especialmente a de jabuticaba e a de três limões. A técnica de Souza e a consistência das misturas garantiram ao bar o título recorrente de “Melhor Caipirinha” da capital, transformando o ato de beber no Veloso em uma experiência sensorial obrigatória para turistas e moradores.
As premiações não param nos itens individuais; o Veloso frequentemente figura no topo das listas de “Melhor Boteco” e “Melhor Agito”. O segredo do sucesso duradouro, mesmo após quase duas décadas, reside na manutenção rigorosa da qualidade e no atendimento que faz o cliente se sentir em casa, apesar da lotação constante. É um lugar onde a alta gastronomia de boteco se encontra com a descontração paulistana, provando que não é preciso luxo para ser premiado mundialmente.
Hoje, o Veloso é um símbolo cultural da Vila Mariana e um ponto de resistência da boemia clássica em uma cidade que se transforma rapidamente. Cada prêmio na parede e cada troféu recebido reafirmam o compromisso da casa com a tradição da baixa gastronomia bem executada. Se você busca entender o espírito de São Paulo através do paladar, uma tarde (com muita paciência na fila) no Veloso é o ponto de partida ideal.
