O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realiza nesta segunda-feira (5) uma reunião de emergência para discutir a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura e deposição do presidente Nicolás Maduro. O encontro foi solicitado formalmente pelo governo venezuelano, que classificou a ação norte-americana como uma “agressão criminosa”, com apoio de países como Irã e Colômbia.
A reunião ocorre no mesmo dia em que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, devem comparecer a um tribunal federal em Manhattan, em Nova York. O ex-presidente venezuelano é acusado de crimes de narcoterrorismo e posse de armas, e a audiência está marcada para as 12h no horário local.
A ofensiva dos EUA dividiu a comunidade internacional entre críticas e manifestações de apoio à queda de Maduro. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para possíveis “implicações preocupantes” da ação militar para a estabilidade regional.
Após a operação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país assumirá o controle do governo venezuelano durante o período de transição e não descartou novas ações militares. No domingo, Delcy Rodríguez foi anunciada como presidente interina e, em seguida, alvo de novas ameaças do governo norte-americano.
