Entidade defende transparência, responsabilização e funcionamento dos mecanismos de controle e afirma que nenhuma autoridade pode estar acima da lei
O Espírito Santo em Ação divulgou manifesto em que demonstra preocupação com as recentes notícias envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades da República no chamado Caso Master. A entidade defende uma apuração rigorosa dos fatos, com transparência e atuação dos mecanismos constitucionais de fiscalização e controle.
No documento, o ES em Ação destaca que o exercício da magistratura exige conduta ética, imparcialidade, independência e responsabilidade institucional. Segundo a entidade, a confiança da sociedade no Poder Judiciário depende não apenas de decisões fundamentadas juridicamente, mas também da preservação do distanciamento e da independência dos magistrados.
O manifesto sustenta ainda que nenhuma autoridade está acima da lei e que eventuais desvios de conduta, abusos ou irregularidades precisam ser investigados. Caso sejam comprovados, a entidade defende a responsabilização dos envolvidos, independentemente dos cargos que ocupem.
Para o ES em Ação, o esclarecimento das questões relacionadas ao caso também é necessário para evitar que o assunto comprometa os debates do período eleitoral. A entidade considera que a agenda pública deve contemplar temas como educação, segurança, saúde, crescimento econômico, reforma administrativa, equilíbrio fiscal e aumento da competitividade.
O documento também inclui entre os temas que precisam ser discutidos a reforma do Poder Judiciário, com o objetivo, segundo a entidade, de contribuir para o fortalecimento das instituições e para o futuro do país.
Ao final, o ES em Ação afirma que seu posicionamento não está relacionado à defesa de pessoas ou grupos, mas à preservação da ética pública, da Constituição, da independência entre os Poderes e da credibilidade das instituições. “A magistratura exige imparcialidade. A República exige transparência. A sociedade exige respostas. E a responsabilidade exige consequências”, conclui o manifesto.
