Redução de próteses e retirada de implantes avançam e refletem mudança no padrão estético e de conforto das pacientes
O explante de silicone e as cirurgias para redução de próteses mamárias vêm ganhando espaço nos consultórios de cirurgia plástica em todo o país. O último levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) revelou que a redução mamária cresceu 21% e o explante de silicone aumentou 2,5%. O cirurgião plástico Ariosto Santos avalia que a busca por resultados mais naturais e proporcionais continua sendo uma tendência. Muitas pacientes estão optando por próteses menores ou até pelo explante, buscando harmonia corporal ao invés de volume excessivo.
O movimento reflete também uma mudança de comportamento: cada vez mais mulheres têm priorizado conforto, proporção corporal e naturalidade, em vez de volumes maiores. A decisão envolve diversos fatores, são eles estéticos, funcionais e, em alguns casos, queixas como dor nas costas, peso excessivo das mamas e insatisfação com o resultado ao longo do tempo.

Segundo Ariosto Santos, o perfil das pacientes mudou nos últimos anos. “Hoje existe uma busca clara por equilíbrio e bem-estar. Muitas mulheres que colocaram próteses grandes no passado agora desejam reduzir o volume ou retirar os implantes para ter mais leveza e harmonia corporal”, explica. Segundo o especialista, o planejamento cirúrgico é individualizado e leva em conta medidas do tórax, qualidade da pele e expectativa de resultado.
O interesse pelo tema aumentou também após casos de famosas que optaram por reduzir as próteses, ampliando o debate sobre escolhas estéticas ao longo da vida. Sobre isso, o médico destaca: “Dr. Ariosto explica sobre a cirurgia de redução de prótese mamária e o pós-operatório, cada vez mais procurados por mulheres que buscam conforto e naturalidade. Na última semana, Eliana passou por uma cirurgia para reduzir o tamanho das próteses de silicone nos seios.” Ele ressalta que a visibilidade desses casos ajuda a informar, mas a decisão deve ser sempre personalizada.
Técnicas otimizadas
Tecnicamente, o procedimento pode envolver apenas a retirada do implante ou a retirada associada à mastopexia, que é a cirurgia para remodelar e reposicionar as mamas. “Nem sempre tirar a prótese significa simplesmente remover o volume. Muitas vezes é necessário ajustar o formato, retirar excesso de pele e reposicionar a aréola para alcançar um resultado estético satisfatório”, explica Ariosto Santos. Em casos de redução, pode haver também a troca por implantes menores.
Pós-operatório
O pós-operatório tende a ser semelhante ao de outras cirurgias mamárias, com afastamento temporário de atividades físicas e uso de sutiã cirúrgico. “O período de recuperação exige alguns cuidados, como evitar esforço com os braços, dormir na posição indicada e seguir corretamente a prescrição médica. Quando a paciente respeita as orientações, a recuperação costuma ser tranquila”, diz o cirurgião. O tempo de retorno à rotina varia conforme a técnica utilizada e a resposta individual do organismo.
Para o especialista, o ponto central é a autonomia da paciente bem informada. “A cirurgia plástica acompanha fases da vida. O que fez sentido há dez anos pode não fazer hoje. O mais importante é avaliar com critério, entender riscos e benefícios e escolher o que traz mais conforto físico e emocional”, conclui Ariosto Santos.
