A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa do futuro e já faz parte da rotina dos consultórios, transformando a forma como diagnósticos são realizados e tratamentos estéticos são planejados. A tecnologia tem se consolidado como uma importante aliada na oferta de avaliações mais precisas da pele, definição de protocolos personalizados e obtenção de resultados cada vez mais naturais e seguros.
Com mais de 24 anos de atuação na área, a médica Renata Melo destaca que a IA representa um avanço relevante ao potencializar o olhar clínico do especialista. “A inteligência artificial não substitui o médico, mas amplia nossa capacidade de análise. Ela consegue identificar detalhes que muitas vezes não são perceptíveis a olho nu, como alterações na textura da pele, manchas iniciais e sinais precoces de envelhecimento, além de fios opacos e quebradiços, no caso dos cabelos”, explica.

Por meio de sistemas inteligentes de análise de imagem, é possível mapear características como poros, rugas, linhas finas, nível de oleosidade e uniformidade da pele, além de acompanhar com maior precisão a evolução dos tratamentos. “A tecnologia nos permite sair do achismo e trabalhar com dados concretos, o que traz mais segurança tanto para o médico quanto para o paciente”, ressalta a especialista.
Entre os recursos utilizados, Renata cita tecnologias como lasers, o Ultraformer, o Mesoject Gun e a videotricoscopia digital — ferramenta de análise avançada de imagens que auxilia na avaliação capilar e cutânea e na definição das melhores estratégias terapêuticas.
Segundo a médica, todo esse suporte tecnológico contribui para a construção de protocolos sob medida, respeitando a individualidade de cada paciente. “Hoje, não faz mais sentido falar em tratamentos padronizados. Cada pessoa tem uma rotina e um processo de envelhecimento diferentes. A IA contribui para que o plano de tratamento seja verdadeiramente personalizado”, afirma.
A tecnologia também desempenha papel fundamental na prevenção do envelhecimento precoce. “Conseguimos intervir antes que o dano se torne evidente. Isso muda completamente a lógica da estética, que passa a ser cada vez mais preventiva e menos corretiva”, destaca. Para Renata Melo, o uso responsável da inovação é essencial. “A tecnologia deve estar a serviço da saúde e do bem-estar. Quando utilizada com critério, ajuda a indicar apenas o que realmente é necessário, respeitando os limites e a naturalidade de cada paciente”, conclui.
