O alerta do ator Jackson Antunes e os cuidados que podem evitar o colapso da função renal

Veja o que você também pode fazer para cuidar da saúde dos rins neste 12 de março

As doenças renais costumam evoluir de forma silenciosa, muitas vezes sem sintomas nas fases iniciais. E, quando descobertas tardiamente, podem levar a quadros graves, como insuficiência renal e a necessidade de transplante.

Casos como o do ator Jackson Antunes, que precisou passar por um transplante de rim, ajudam a chamar atenção para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção quando se comemora o Dia Mundial do Rim, sempre na segunda quinta-feira de março, como forma de conscientizar a população sobre a saúde renal e incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce.

Dados internacionais mostram a dimensão do problema: 1 a cada 10 adultos no mundo apresenta algum grau de doença renal crônica. No Brasil, estima-se que aproximadamente 10 milhões de pessoas convivam com a doença, muitas delas sem diagnóstico. Hoje, pouco mais de 1% desse total, cerca de 140 mil brasileiros realizam

tratamento de diálise, e o número que cresce a cada ano.

“A doença renal crônica ocorre quando há perda progressiva da função dos rins, que são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas e controlar o equilíbrio de líquidos e minerais no corpo. Problemas como hipertensão e diabetes respondem por grande parte dos casos”, afirma o superintendente de Medicina Preventiva da MedSênior, Roni Mukamal.

Para ele, o caso do Jackson Antunes é um exemplo real de como a doença renal pode ser drástica. “A esposa dele era compatível, ele fez o transplante e está se recuperando bem, mas o que as pessoas precisam saber é que, se identificarmos a perda de função renal nos estágios 2 ou 3, temos ferramentas para frear essa progressão. O segredo está na atenção, no cuidado e no monitoramento constante, se possível, com um olhar atento de uma equipe multidisciplinar”, diz.

Ele conta que essa é a tônica do Prime Nefrologia, programa criado pela MedSênior. Por ele, a operadora incluiu beneficiários com fatores de risco ou já com algum grau de disfunção renal em um serviço de acompanhamento. “A proposta do programa é oferecer ao beneficiário as orientações sobre o que fazer para prevenir a situação ou evitar a progressão da doença. Mas, além da informação, realizamos também o acompanhamento do paciente, indicando o momento certo para realizar exames, avaliando os resultados e ajudando a estabelecer uma rotina de cuidados e prevenção”, explica.

O resultado é animador: de um total de 900 pacientes participantes do programa em 2025, 95% conseguiram evitar a doença ou controlar sua evolução (que, quando já instalada, varia do grau 1 ao 5, sendo o último o indicador de falência renal).

Outros 2,5% já em grau avançado da doença não evoluíram para o último estágio, quando há a falência do órgão. Somados os dois índices, o resultado de é 97,5% de efetividade.

“Preservar a função renal é zelar pela vida, pelo bem-estar e pelo bem envelhecer. Quando a doença se agrava, o paciente passa a precisar de hemodiálise, realizada em clínicas especializadas ou unidades hospitalares de três a quatro vezes na semana, ou de um transplante renal”, explica o médico.

Para o médico, o monitoramento é fundamental. “A maioria dos pacientes só descobre algum problema renal quando a doença já está em estágio avançado. E exames simples de sangue e urina podem identificar alterações precocemente”, afirma.

Como proteger seu rim:

– Grande parte dos fatores de risco para doenças renais está relacionada ao estilo de vida. Obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de sal e uso indiscriminado de medicamentos podem comprometer o funcionamento dos rins.

– Controlar a pressão arterial, manter níveis adequados de glicose, praticar atividade física e manter uma alimentação equilibrada são medidas importantes.

– Exames simples, como a dosagem da creatinina no sangue e a análise de urina, ajudam a avaliar o funcionamento dos rins e podem identificar problemas antes que eles evoluam para estágios mais graves.

Como funciona o programa Prime Diabetes

Monitoramento Constante: check-ups regulares e exames de sangue (creatinina) monitorados por inteligência de dados.

Equipe Multidisciplinar: Nutricionistas, enfermeiros e psicólogos atuam junto ao médico.

Educação em Saúde: Orientações personalizadas para o controle dos dois maiores vilões dos rins: a hipertensão e o diabetes.

sobre nós

Diretor de conteúdo – Eduardo Caliman

Jornalista formado pela Ufes (1995), com Master em Jornalismo para Editores pelo CEU/Universidade de Navarra – Espanha. Iniciou a carreira em A Tribuna e depois atuou por 21 anos em A Gazeta, como repórter, editor de Política, coordenador de Reportagens Especiais e editor-executivo. Foi também presidente do Diário Oficial, subsecretário de Comunicação do ES e, de 2018 a 2024, coordenador de comunicação institucional no sistema OAB-ES/CAAES.

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