PIX movimentou R$ 560,5 bilhões no ES em 2025, com 1,36 bilhão de transações

O PIX consolidou-se como um dos principais instrumentos de circulação de renda no Espírito Santo em 2025. Ao longo do ano, o sistema movimentou R$ 560,5 bilhões no estado, distribuídos em 1,36 bilhão de transações, segundo levantamento do Connect Fecomércio-ES, com base em dados do Banco Central do Brasil. A adesão ao meio de pagamento chegou a 74% da população da Grande Vitória, com gasto médio de R$ 179 por pessoa física e de R$ 2.547 por pessoa jurídica.

Os números refletem mudanças significativas no comportamento financeiro da população e na dinâmica do comércio capixaba. Do total movimentado no ano, cerca de 57% dos valores pagos e recebidos via PIX tiveram origem em pessoas jurídicas, indicando o uso intenso do sistema em transações de maior porte, como operações entre empresas, pagamentos a fornecedores e liquidações de compromissos corporativos. As pessoas físicas responderam por aproximadamente 42% do montante, movimentando mais de R$ 235 bilhões em 2025.

“Quando olhamos para os valores, fica claro que o PIX virou uma ferramenta estratégica para as empresas, sobretudo pela agilidade, baixo custo e impacto positivo na gestão do fluxo de caixa”, avaliou André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES.

Apesar da maior participação das empresas no volume financeiro, o cenário se inverte quando o critério é o número de operações. As pessoas físicas realizaram mais de 90% dos pagamentos e cerca de 63% dos recebimentos via PIX no estado, reforçando o papel do sistema como principal meio de pagamento do dia a dia, em substituição ao dinheiro em espécie.

“O PIX passou a ocupar o espaço da cédula nas pequenas compras cotidianas. É rápido e está sempre à mão, o que explica esse volume expressivo de operações realizadas por pessoas físicas”, destacou Spalenza.

Ao longo de 2025, o uso do PIX apresentou crescimento consistente. Entre as pessoas físicas, o volume mensal de transferências avançou de R$ 16,3 bilhões em janeiro para R$ 24,6 bilhões em dezembro, uma alta de 50,9%. Entre as pessoas jurídicas, o crescimento foi de 37,7% no mesmo período, passando de R$ 22,8 bilhões para R$ 31,4 bilhões, com picos registrados nos meses de agosto e dezembro.

O aumento do volume financeiro foi acompanhado pela expansão no número de transações. Entre janeiro e dezembro, o total mensal cresceu 38,1%, saindo de 96,3 milhões para 133 milhões de operações. O avanço foi puxado principalmente pelas pessoas físicas, que ampliaram em 38,6% o número de transações ao longo do ano.

“O valor médio das transações ajuda a explicar o perfil de uso do sistema. Embora o número de operações das pessoas físicas seja muito maior, o valor movimentado pelas empresas é substancialmente superior, refletindo a natureza dessas operações”, explicou Spalenza.

PIX nos municípios capixabas

A Região Metropolitana da Grande Vitória concentrou a maior parte da movimentação via PIX no Espírito Santo. Em 2025, Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Guarapari, Viana e Fundão responderam por R$ 363,4 bilhões em pagamentos, o equivalente a 64,8% de todo o valor transacionado no estado. Em quantidade de operações, a região concentrou 58% dos pagamentos e 62% dos recebimentos.

Na Grande Vitória, a adesão ao PIX alcançou 74% da população, considerando os dados do sistema e a população estimada pelo Censo de 2022. Vitória liderou o ranking, com 81,8% da população utilizando o PIX ao menos uma vez no ano, enquanto Viana apresentou a menor taxa, com 65,6%.

“Essas diferenças mostram como fatores socioeconômicos, infraestrutura financeira e maturidade digital influenciam a adoção do PIX nos municípios”, observou Spalenza.

Os dados municipais também apontam contrastes no valor médio das transações. Entre as pessoas físicas, Vitória registrou o maior tíquete médio pago, de R$ 255, seguida por Vila Velha (R$ 216) e Guarapari (R$ 180). Entre as pessoas jurídicas, Viana apresentou o maior tíquete médio pago, de R$ 4.754, indicando a presença de operações empresariais de maior valor, apesar da menor representatividade econômica do município no conjunto da região.

Para o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, os dados confirmam o papel do PIX como mecanismo central de eficiência econômica no estado. “A ferramenta fortalece a competitividade das empresas e amplia a circulação da renda, com impactos diretos sobre o comércio e o consumo”, afirmou.

A pesquisa completa, com os dados detalhados, está disponível no site portaldocomercio-es.com.br.

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Diretor de conteúdo – Eduardo Caliman

Jornalista formado pela Ufes (1995), com Master em Jornalismo para Editores pelo CEU/Universidade de Navarra – Espanha. Iniciou a carreira em A Tribuna e depois atuou por 21 anos em A Gazeta, como repórter, editor de Política, coordenador de Reportagens Especiais e editor-executivo. Foi também presidente do Diário Oficial, subsecretário de Comunicação do ES e, de 2018 a 2024, coordenador de comunicação institucional no sistema OAB-ES/CAAES.

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