O Espírito Santo vem consolidando um novo momento no turismo nacional. Dados do Sebrae/ES indicam um ciclo de expansão impulsionado por investimentos de R$ 52,6 milhões entre 2024 e 2025, realizados em parceria com diversas instituições. Nesse período, o número de empresas ligadas ao setor saltou de 59 mil para mais de 74 mil, um crescimento de 25,77%.
O panorama foi apresentado durante a coletiva “Comunicar para Transformar”, que destacou a articulação entre Governo do Estado, Sebrae/ES, Conselho Estadual de Turismo (Contures), CET/Fecomércio-ES e o trade turístico na conversão do potencial capixaba em resultados concretos. Segundo o Relatório do Turismo no Espírito Santo Connect/Fecomércio-ES, com base em dados do IBGE, janeiro de 2026 foi o melhor desempenho do setor para o mês desde 2014.
Durante o evento, o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo, ressaltou a importância da análise de dados para compreender o novo cenário e identificar oportunidades para empreendedores. “O turismo movimenta uma ampla cadeia de pequenos negócios e tem enorme potencial de geração de renda e desenvolvimento para o estado. Apresentamos números inéditos, que mostram como esse crescimento vem impactando diretamente empreendedores capixabas”.
A estratégia de regionalização aparece como um dos principais fatores desse avanço. Em 2025, o Sebrae/ES realizou mais de 87,5 mil atendimentos a pequenos negócios do setor, com destaque para a região do Caparaó, que registrou aumento de 37,4% na demanda por suporte técnico e consultorias.
“O que vemos hoje é resultado de planejamento e presença contínua nas regiões turísticas. Além de estimular a abertura de empresas, garantimos acesso ao crédito. Mais de R$ 11 milhões foram viabilizados por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe)”, afirmou Rigo.
Em relação ao crédito, o Sebrae/ES mais que dobrou o número de operações com o Fampe em 2025, ampliando o acesso de empresas ao sistema financeiro. O total de operações cresceu 142%, passando de 47 em 2024 para 114 no ano passado. O volume liberado para o setor turístico chegou a R$ 11.173.884,75, com ticket médio de R$ 360.480,31 por empresa.
Os segmentos que mais acessaram os recursos foram os de restaurantes e serviços de alimentação e bebidas, com R$ 6.788.721,00, seguidos por serviços de catering e bufê, que somaram R$ 826 mil.
A promoção do destino também avançou com a marca “Espírito Santo: Encontre-se”, que reforça o posicionamento do estado como um destino de experiências autênticas. O portfólio de produtos turísticos catalogados cresceu de 78 para 208 opções.
A visibilidade nacional foi ampliada com a capacitação de 15 mil agentes de viagens em mercados emissores estratégicos, como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O reconhecimento já começa a se refletir no mercado, com operadoras como CVC Corp e Azul Viagens classificando o Espírito Santo como um destino de “Série A”.
“Nosso papel é contribuir para um ambiente de negócios favorável ao desenvolvimento do turismo e de toda a sua cadeia produtiva. Ao mesmo tempo, capacitamos empreendedores para atender essa nova demanda, de forma consciente e sustentável”, destacou Pedro Rigo.
