Médico do Vitória Apart destaca ajustes simples na rotina, que ajudam a melhorar a qualidade de vida No Espírito Santo, assim como no restante do país, o avanço de doenças crônicas como hipertensão, diabetes e obesidade tem acendido um alerta entre especialistas. Embora muitos desses problemas estejam associados ao envelhecimento, uma parcela significativa tem relação direta com hábitos cotidianos — como alimentação inadequada, sedentarismo, noites mal dormidas e estresse constante. O tema ganha ainda mais relevância em abril, quando é celebrado o Dia Mundial da Saúde, período que reforça a importância da prevenção e da adoção de hábitos capazes de promover mais qualidade de vida e longevidade. O cardiologista Robson Chamon, do Hospital Vitória Apart, defende a importância da chamada Medicina do Estilo de Vida, abordagem que prioriza a prevenção e o controle de doenças a partir de mudanças simples e consistentes na rotina. “A medicina moderna já reconhece que muitas doenças poderiam ser evitadas ou controladas com mudanças consistentes no estilo de vida. Pequenas atitudes no dia a dia podem trazer benefícios duradouros para a saúde”, explica o médico. Alimentação mais natural Quando o assunto é alimentação, a orientação principal é priorizar alimentos naturais e reduzir o consumo de ultraprocessados. Frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras, como peixe e frango, devem aparecer com frequência no prato. “Uma forma simples de pensar na alimentação é lembrar de consumir mais alimentos que vêm da natureza. Quanto menos embalagem precisar abrir para comer, melhor”, orienta o médico. Movimento no dia a dia A atividade física também é considerada uma das ferramentas mais eficazes para aumentar a expectativa e a qualidade de vida. As diretrizes médicas recomendam cerca de 170 minutos semanais de atividade moderada ou 90 minutos de exercício intenso. Para quem ainda não tem o hábito, o ideal é começar de forma gradual. “O mais importante é encontrar uma atividade que dê prazer e que possa ser mantida com regularidade”, afirma Chamon. Dormir bem também é cuidar da saúde O sono é outro fator essencial para o bom funcionamento do organismo. Dormir bem ajuda a controlar o apetite, melhora o nível de energia, reduz o estresse e favorece decisões mais saudáveis ao longo do dia. A recomendação é garantir pelo menos sete horas de sono de qualidade por noite, evitando telas e luz intensa antes de dormir e criando uma rotina relaxante no período noturno. Estresse e saúde O estresse crônico está associado a processos inflamatórios no organismo, o que pode contribuir para o surgimento de diversas doenças. Uma estratégia simples para reduzir esse impacto é dedicar alguns minutos do dia a exercícios de respiração ou meditação. “Cinco minutos de respiração consciente já ajudam a desacelerar o corpo e a mente”, defende o cardiologista do Hospital Vitória Apart. Relações também fazem bem ao coração Manter vínculos afetivos e cultivar relações sociais também é um componente importante da saúde. Momentos de convivência com amigos e familiares contribuem para o bem-estar emocional e para uma vida mais equilibrada. “Somos seres sociais. Ter tempo de qualidade com pessoas queridas também faz parte de uma rotina saudável”, destaca o médico. Atenção ao álcool e ao cigarro O consumo de álcool e o tabagismo também merecem atenção. Embora sejam hábitos socialmente comuns, o uso frequente pode provocar consequências importantes para a saúde ao longo do tempo. “Às vezes percebemos que a bebida ou o cigarro aparecem mais por hábito do que por necessidade”, afirma. Para o cardiologista, a construção de uma vida mais saudável começa com pequenas mudanças. “O segredo é começar sem pressa e manter a constância. Pequenos ajustes feitos diariamente têm grande impacto ao longo do tempo”, conclui.
Júnior Abreu – “Cafeicultura e sustentabilidade no Espírito Santo”
O Dia Mundial do Café, celebrado em 14 de abril, reforça a relevância do Espírito Santo no cenário global da cafeicultura, tanto em volume quanto em diversidade produtiva. O Brasil lidera a produção mundial de café, com 36,4% do total. No segmento de café arábica, essa concentração é ainda maior, com participação de 42,2%. No cenário nacional, o protagonismo capixaba se destaca. O Espírito Santo é o maior produtor e exportador de café conilon do país, responsável por quase 70% da produção nacional e cerca de 75% das exportações dessa variedade. Considerando a produção total (arábica e conilon), o estado ocupa a segunda posição no Brasil, com 30,9% do volume nacional, além de figurar em terceiro lugar na produção de arábica. A cafeicultura capixaba também tem forte base familiar. Mais de 70% dos produtores são pequenos agricultores, com propriedades que têm, em média, 8 hectares. Ao todo, o estado reúne mais de 130 mil famílias produtoras. Em linha com práticas modernas e sustentáveis, o Governo do Estado lançou, em 2023, o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura do Espírito Santo. A iniciativa busca valorizar, modernizar e consolidar a produção local como uma das mais relevantes do mundo em qualidade, diversidade e sustentabilidade. O programa é executado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e coordenado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), no âmbito do Programa Inovagro. A proposta apoia os produtores na adoção de práticas que aumentem a produtividade e a qualidade do café, aliadas a ganhos ambientais e sociais. Entre as ações estão análises de solo e de folhas, manejo de pragas e doenças, uso racional da irrigação, conservação do solo e rastreabilidade da produção. A iniciativa integra um conjunto mais amplo de políticas voltadas à sustentabilidade. O Espírito Santo aderiu às campanhas internacionais “Race to Zero” e “Race to Resilience”, com metas de neutralização das emissões de gases de efeito estufa até 2050 e fortalecimento da resiliência climática. O estado também se destaca por ser o único do país a contar com um Fundo de Descarbonização. Com esses avanços, o Espírito Santo consolida sua posição como referência internacional em cafeicultura e sustentabilidade. *Júnior Abreu é administrador e secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado
Produção de petróleo no ES deve atingir novo pico em 2027, aponta anuário da Findes
O Espírito Santo deve alcançar seu próximo pico de produção de petróleo e gás natural em 2027. A projeção consta na 9ª edição do Anuário da Indústria de Petróleo e Gás Natural no Estado, lançada nesta terça-feira (14) pelo Observatório Findes. O documento reúne dados atualizados do setor e apresenta estimativas de investimentos e evolução da produção até os próximos anos. De acordo com o levantamento, entre 2025 e 2027, a produção de petróleo no Estado deve crescer, em média, 13,5% ao ano. A expectativa é que o volume atinja 248,4 mil barris de óleo por dia, além de 6,2 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. O avanço será impulsionado principalmente pela produção offshore, com crescimento médio anual de 13,8%, apoiado pela entrada em operação de novos projetos e pela ampliação de campos já existentes. O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona (foto), destacou o papel estratégico do setor para a economia capixaba. “Ela foi importante há 20 anos e continua sendo hoje. No último ano, reassumimos a segunda posição entre os maiores produtores de petróleo do país, após seis anos. Para este ano, a expectativa é de continuidade do crescimento, e seguimos atentos ao próximo pico de produção e às formas de fazer com que ele gere impacto positivo em diferentes segmentos econômicos do Estado.” A gerente executiva do Observatório Findes e economista-chefe da entidade, Marília Silva, ressaltou a relevância econômica da atividade. “Esse é um segmento que gera empregos com salários melhores e que demanda diversos segmentos. Os dados do Ministério do Trabalho mostram que no Estado temos 652 empresas que fazem parte da cadeia produtiva do petróleo e gás, que juntas geram 17,2 mil empregos formais diretos, com salário médio de R$ 7.954,70”, afirmou. Segundo o anuário, o crescimento projetado até 2027 está associado à aceleração da produção do FPSO Maria Quitéria, no campo de Jubarte, ao início da operação no campo de Wahoo e à expansão das atividades no campo de Golfinho. Esses fatores devem sustentar o avanço da produção no curto prazo. A partir de 2028, no entanto, a tendência é de declínio natural da produção nos campos capixabas, em função do amadurecimento das áreas exploradas. Nesse contexto, ganha relevância o mercado de descomissionamento offshore, voltado à desativação de estruturas de produção. Atualmente, 26 projetos de descomissionamento já estão aprovados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), somando investimentos estimados em R$ 4,8 bilhões. A avaliação é que esse cenário abre espaço para a estruturação de uma nova cadeia produtiva no Estado, com potencial para atrair empresas especializadas e consolidar o Espírito Santo como referência nacional nesse segmento. Indicadores do setor no Espírito Santo Produção de petróleo: 192,9 mil barris por dia em 2025 (2ª posição no país) Produção de gás natural: 5,08 milhões de m³/dia em 2025 (4ª posição no país) Reservas de petróleo: 94,5% localizadas em áreas offshore Projeção de crescimento: 13,5% ao ano (petróleo) e 10,6% (gás) entre 2025 e 2027 Investimentos previstos até 2031: R$ 38,4 bilhões Empresas na cadeia produtiva: 652 Empregos formais: 17,2 mil Salário médio: R$ 7.954,70 no ES (R$ 8.409,99 no Brasil) O Anuário da Indústria de Petróleo e Gás no Espírito Santo consolida dados sobre produção, investimentos, arrecadação de royalties, número de poços perfurados e outros indicadores do setor. Produzido desde 2017 pelo Observatório Findes, o estudo conta com apoio de entidades do segmento e do Governo do Estado.
Exposição de Rembrandt é prorrogada até maio em Vitória após sucesso de público
Diante da forte adesão do público e da alta demanda por visitas, o Governo do Espírito Santo anunciou a prorrogação da exposição “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra” por mais um mês no Palácio Anchieta, em Vitória. A decisão atende a uma recomendação técnica do próprio espaço cultural, que registra filas de espera para visitas guiadas e procura crescente desde a abertura, em 25 de fevereiro de 2026. Com a extensão, a mostra seguirá em cartaz até 17 de maio de 2026. A prorrogação ocorre em um cenário de resultados expressivos. Até o momento, a exposição já recebeu mais de 29 mil visitantes e, apenas no último fim de semana, entre sábado e domingo, atraiu cerca de 5 mil pessoas. Além disso, mobilizou o público escolar, com uma centena de instituições atendidas, envolvendo estudantes e professores, enquanto outras milhares de pessoas participaram de ações educativas, como oficinas. Ainda assim, a procura segue superior à capacidade atual: há dezenas de instituições na lista de espera, somando cerca de 800 alunos e 80 professores aguardando agendamento. Para o governador do Espírito Santo, a decisão reforça o compromisso do Estado com a democratização da cultura. “A resposta do público foi extraordinária. Estamos falando de milhares de visitantes, de escolas mobilizadas e de uma experiência que conecta o Espírito Santo a um circuito internacional de arte. Prorrogar essa exposição é garantir que mais capixabas tenham acesso a uma obra de valor histórico e artístico incomparável”, destaca. “A demanda continua alta, especialmente por parte das escolas. Temos uma fila de espera significativa e entendemos que ampliar o período é garantir acesso a um conteúdo de alto valor artístico e formativo. A exposição tem cumprido um papel importante na formação de público e na aproximação das pessoas com a linguagem da gravura”, afirma Áurea Lígia Miranda Bernardi, titular da Gerência do Patrimônio Histórico do Palácio Anchieta. Antes de chegar ao Espírito Santo, a mostra passou por Rio de Janeiro e Belo Horizonte, somando mais de 120 mil visitantes nas duas capitais. Em Vitória, consolidou-se como um marco cultural, reposicionando o Palácio Anchieta no circuito nacional de grandes exposições e ampliando sua visibilidade inclusive junto a visitantes de outros estados e países. A exposição reúne 69 gravuras originais de Rembrandt van Rijn (1606–1669), um dos maiores nomes da história da arte e referência da chamada Era de Ouro holandesa. Reconhecido pelo domínio do claro-escuro, técnica que explora o contraste entre luz e sombra, o artista influenciou gerações e movimentos, do Impressionismo ao cinema contemporâneo. Sua produção percorre temas religiosos, cenas do cotidiano e autorretratos, sempre marcada por profundidade psicológica e olhar humanista. Além do impacto artístico, a exposição também se destaca pelo caráter educativo. A atividade de isogravura, oferecida como parte da mediação, permite ao público experimentar técnicas relacionadas ao processo criativo de Rembrandt, tornando a experiência mais acessível e participativa. O público tem acesso a lupas para observar traços minuciosos das gravuras, além de ambiente imersivo que amplia imagens e recria efeitos de claro-escuro característicos do artista. A estrutura inclui recursos de acessibilidade, como sala sensorial, peças táteis, audioguia, braile e Libras. A exposição tem patrocínio da Biancogres e do Supermercados BH e é viabilizada pela Lei Rouanet de Incentivo a Projetos Culturais. A organização é da The Art Co. em conjunto com a Brasil Meeting Points. A realização é da Premium Comunicação Integrada de Marketing, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.