O Dia Mundial do Café, celebrado em 14 de abril, reforça a relevância do Espírito Santo no cenário global da cafeicultura, tanto em volume quanto em diversidade produtiva.
O Brasil lidera a produção mundial de café, com 36,4% do total. No segmento de café arábica, essa concentração é ainda maior, com participação de 42,2%.
No cenário nacional, o protagonismo capixaba se destaca. O Espírito Santo é o maior produtor e exportador de café conilon do país, responsável por quase 70% da produção nacional e cerca de 75% das exportações dessa variedade. Considerando a produção total (arábica e conilon), o estado ocupa a segunda posição no Brasil, com 30,9% do volume nacional, além de figurar em terceiro lugar na produção de arábica.
A cafeicultura capixaba também tem forte base familiar. Mais de 70% dos produtores são pequenos agricultores, com propriedades que têm, em média, 8 hectares. Ao todo, o estado reúne mais de 130 mil famílias produtoras.
Em linha com práticas modernas e sustentáveis, o Governo do Estado lançou, em 2023, o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura do Espírito Santo. A iniciativa busca valorizar, modernizar e consolidar a produção local como uma das mais relevantes do mundo em qualidade, diversidade e sustentabilidade.
O programa é executado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e coordenado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), no âmbito do Programa Inovagro.
A proposta apoia os produtores na adoção de práticas que aumentem a produtividade e a qualidade do café, aliadas a ganhos ambientais e sociais. Entre as ações estão análises de solo e de folhas, manejo de pragas e doenças, uso racional da irrigação, conservação do solo e rastreabilidade da produção.
A iniciativa integra um conjunto mais amplo de políticas voltadas à sustentabilidade. O Espírito Santo aderiu às campanhas internacionais “Race to Zero” e “Race to Resilience”, com metas de neutralização das emissões de gases de efeito estufa até 2050 e fortalecimento da resiliência climática. O estado também se destaca por ser o único do país a contar com um Fundo de Descarbonização.
Com esses avanços, o Espírito Santo consolida sua posição como referência internacional em cafeicultura e sustentabilidade.
*Júnior Abreu é administrador e secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado
