Ex-secretária participou de formação nacional do PSB em São Paulo e se prepara para lançar oficialmente sua candidatura a deputada federal Às vésperas do lançamento oficial de sua candidatura à Câmara dos Deputados, a ex-secretária de Estado do Governo Emanuela Pedroso participou, nesta sexta-feira (14), em São Paulo, de mais uma etapa do Lidera 40. O programa reúne pré-candidatas do PSB de diferentes estados apontadas pelo partido como nomes com potencial para as eleições de outubro. Emanuela, também conhecida como Manu, está entre as 15 participantes convidadas para a iniciativa, criada pelo PSB para ampliar a presença feminina na política e oferecer formação e apoio às pré-candidatas. O partido estabeleceu como meta alcançar ao menos 40% de candidaturas femininas em espaços de poder. “Nós, mulheres, compomos a maioria da população, mas ocupamos menos de 20% das cadeiras legislativas no nosso país”, afirma Emanuela. Para ela, ampliar a participação feminina na política e em outros espaços de decisão é fundamental para construir uma sociedade mais representativa. Natural de Alto Rio Novo, Emanuela iniciou sua trajetória política como vereadora do município e, posteriormente, foi eleita prefeita. Depois, atuou como secretária municipal em Viana e como secretária-executiva da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), período em que participou das articulações relacionadas às políticas voltadas ao fortalecimento das administrações municipais. No Governo do Espírito Santo, ocupou os cargos de subsecretária administrativa da Secretaria de Estado do Governo, secretária de Estado de Economia e Planejamento e, posteriormente, secretária de Estado do Governo. Nessa última função, esteve à frente da gestão do Fundo Cidades, mecanismo estadual responsável pelo repasse de recursos aos municípios para investimentos em projetos e obras. Em abril deste ano, Emanuela deixou a Secretaria de Estado do Governo para viabilizar sua participação nas eleições de 2026. Desde então, tem percorrido municípios de diferentes regiões do Espírito Santo, mantendo encontros com comunidades, gestores públicos, lideranças locais e representantes do setor privado. A participação no Lidera 40 integra essa fase de preparação para a disputa por uma cadeira na Câmara Federal. O próximo passo será o lançamento oficial de sua candidatura, consolidando a entrada da ex-secretária na corrida eleitoral deste ano.
Jack Rocha cita alerta da ONU e defende projeto de proteção a crianças vítimas de violência sexual
Deputada apresentou proposta em novembro de 2025 após votação no Congresso e afirma que texto busca fortalecer a rede de atendimento às vítimas A deputada federal Jack Rocha (PT-ES) voltou a defender o Projeto de Lei nº 5.736/2025, apresentado por ela em novembro do ano passado com o objetivo de estabelecer diretrizes nacionais para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A parlamentar relaciona a iniciativa a um documento da Organização das Nações Unidas (ONU) que manifesta preocupação com mudanças aprovadas pelo Congresso na legislação brasileira sobre o tema. “Em novembro do ano passado, lutamos até o fim para que esse retrocesso não fosse aprovado. Perdemos na votação e seguimos outro caminho: apresentando um projeto de lei para proteger crianças e adolescentes. Agora, o documento da ONU comprova o tamanho do absurdo que o Parlamento aprovou no ano passado”, afirmou Jack Rocha. O projeto apresentado pela deputada prevê parâmetros nacionais para o acolhimento das vítimas e a atuação integrada das áreas de saúde, assistência social, educação, Conselho Tutelar, segurança pública e sistema de Justiça. A proposta também assegura escuta especializada, sigilo das informações, atendimento prioritário e capacitação permanente dos profissionais envolvidos. Segundo Jack Rocha, a intenção é evitar que crianças e adolescentes sejam submetidos à revitimização durante o atendimento. “Quando uma criança rompe o silêncio para denunciar uma violência sexual, ela já demonstrou uma coragem imensa. O mínimo que o Estado deve oferecer é acolhimento, proteção e respeito. Nenhuma vítima pode ser obrigada a reviver esse trauma por falta de preparo ou de protocolos claros”, declarou. A proposta também busca dar maior segurança à atuação de médicos, psicólogos, assistentes sociais, conselheiros tutelares e demais integrantes da rede de proteção. “Nosso projeto oferece segurança jurídica para que os profissionais saibam exatamente como agir. Isso significa menos desencontros, menos demora e mais proteção para quem precisa”, disse a deputada. Outro ponto previsto no texto é o fortalecimento da participação do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) na construção das políticas públicas da área. O projeto pretende ainda uniformizar procedimentos em todo o país e consolidar uma política permanente de atendimento às vítimas de violência sexual. “A infância não pode depender do CEP onde a criança nasceu nem da interpretação de quem a atende. Proteção não pode ser um privilégio. Ela precisa ser uma garantia do Estado”, afirmou Jack Rocha. Para a parlamentar, o enfrentamento à violência sexual também passa pelo rompimento do silêncio em torno desses crimes e pela garantia de que as vítimas tenham acesso à rede pública de proteção.
Ministros do STJ vêm ao ES debater desafios das empresas e inteligência artificial
Congresso em Pedra Azul reúne magistrados e especialistas para discutir recuperação judicial, endividamento, falências e os impactos da IA no Judiciário O avanço das recuperações judiciais no Brasil e os desafios enfrentados por empresas, credores e pelo Poder Judiciário estarão no centro dos debates do III Congresso Brasileiro e Capixaba de Direito da Empresa. O evento será realizado nos dias 27 e 28 de agosto, no Cerimonial Itamaraty, em Pedra Azul, reunindo ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), magistrados, advogados e especialistas de diferentes regiões do país. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Direito da Empresa (IBDE), o congresso ocorre em um cenário de maior pressão sobre o setor produtivo. Em 2025, os pedidos de recuperação judicial cresceram 13% no país, em meio aos efeitos dos juros elevados, da restrição ao crédito, da inflação e do aumento dos custos de produção sobre empresas de diferentes portes. A programação começa no dia 27, às 9 horas, com o ministro do STJ Afrânio Vilela, que apresentará a palestra “A IA no Judiciário: o que é e o que será”. Ao longo dos dois dias, também estarão em discussão recuperação judicial e extrajudicial, falências, transação tributária, direito marítimo, direito regulatório, superendividamento, governança e a possibilidade de pedido de falência pelo Fisco, além dos efeitos de decisões recentes dos tribunais superiores. Ministro Afrânio Vilela Além de Afrânio Vilela, estão confirmados os ministros do STJ Raul Araújo, Teodoro Santos Silva e Sebastião Alves dos Reis Júnior. A programação contará ainda com especialistas de atuação nacional em Direito Empresarial. Para o presidente do IBDE, Gustavo Nobre, o encontro busca aproximar profissionais e acadêmicos e ampliar o debate sobre temas que vêm ganhando espaço na jurisprudência. “Reunir profissionais e acadêmicos para debater temas atuais e a evolução da jurisprudência no STJ, sobre questões sensíveis, possibilita aprimorar o nível de conhecimento dos congressistas, além de criar um ótimo ambiente de networking com profissionais do Brasil inteiro”, afirma. Segundo Bruno Finamore, diretor jurídico do IBDE e um dos organizadores, a reestruturação empresarial passou a ocupar espaço cada vez maior também no debate econômico. “O Brasil vive um momento em que a reestruturação empresarial deixou de ser um tema restrito ao meio jurídico e passou a fazer parte da realidade econômica do país. O congresso será um espaço para discutir soluções que contribuam para preservar empresas, empregos e a atividade econômica”, destaca. Sem vinculação político-partidária, o Instituto Brasileiro de Direito da Empresa atua na promoção do estudo e do aperfeiçoamento do Direito Empresarial, com iniciativas voltadas à produção científica, à qualificação profissional e ao debate sobre mecanismos de preservação da atividade econômica.